sexta-feira, outubro 13, 2023
Estante do Mês e Livros da Semana para o mês de outubro.
quarta-feira, maio 24, 2023
Livro(s) da Semana: Orlando, Virginia Woolf e Alice no País das maravilhas, Lewis Carroll.
Se olharmos só de relance, parece que estes dois grandes
clássicos da Literatura Mundial não podiam ser mais diferentes um do outro: no
1º caso, temos a história bizarra de um homem imortal que acorda no corpo de
uma mulher; no 2º caso, assistimos às aventuras de uma menina que persegue um
coelho com um relógio e, como consequência, vai parar a um reino mágico. Mais
ainda, Alice no país das maravilhas parece ser um livro para crianças e,
na verdade, nada mais é do uma iniciação ritualística a uma série de crenças
ligadas a duas sociedades esotéricas: A sociedade Rosacruz e a Teosofia. E
estas são as conclusões a que chegamos SÓ de olharmos de relance.
Na verdade, estamos a lidar com duas obras-primas da
literatura inglesa que não podiam ser mais emblemáticas do mal-estar do século
XIX inglês: tanto Orlando como Alice focam a questão da Realidade
VS Fantasia. Numa época em que a Ciência estourava em todos os departamentos – Biologia,
Psicologia, Arqueologia, Geologia, Medicina, Química, etc. – a realidade simples
e prática da “Velha Sociedade” estava em cacos. O mundo da Astronomia e da
Física tinham sofrido abalos gigantescos como, por exemplo, a descoberta da
teoria da relatividade, de Einstein, em 1905. No entanto – e isto é fascinante!
– há muitas passagens da obra de Lewis Carroll que parecem já apontar para
essas conceções do espaço e do tempo, apesar de Alice ter sido publicada
40 anos antes de Einstein escrever os seus ensaios!!
Orlando é outro episódio da literatura mundial bastante interessante: escrito
com o objetivo de satirizar o género biográfico – estava na moda toda a gente
famosa publicar a história da sua vida – Woolf foi buscar inspiração à vida
atribulada da sua grande amiga e amante Vita Sackville-West. Aliás, segundo a
própria autora deste livro, Orlando é esta mulher fabulosa. E é aqui que as
coisas se tornam interessantes: por detrás dos relatos – para a época –
“picantes” desta personagem-camaleão, há também alusões à angústia do Tempo
que, segundo o poeta Baudelaire, nada mais era do que um “momento fugidio”.
Segundo os modernistas do século XIX, se não fosse o chão e a segurança do
passado, o presente enlouquecer-nos-ia. Porque tudo é vago, fugidio,
passageiro, tudo muda e morre. E, de facto, Orlando muda. Mas não morre. Depois
de levar a sua metade da vida masculina “sempre atrasado”, sempre sem tempo,
Orlando acorda no corpo de uma mulher que parece encontrar finalmente a paz. Há
quem diga mesmo que este livro pondera a possibilidade da existência de
universos paralelos: algures, existe alguém igual a nós, mas esse outro “nós” é
do sexo oposto. Se calhar, o que nós vimos não foi uma transformação, mas sim,
uma espreitadela para o “outro lado do espelho”.
A equipa da biblioteca aconselha os leitores a lerem estes
dois livros um a seguir ao outro. E saquem de um caderno de apontamentos e de
uma caneta. Vocês irão ficar espantados com a quantidade de pontos em comum que
as duas histórias focam. Mas não se percam nestes dois labirintos narrativos:
há sempre um chocolate quente à espera de vocês, neste mundo material.
segunda-feira, maio 15, 2023
Livro da Semana – A Divina Comédia, de Dante Alighieri
Oh,vós
que entrais, abandonai toda a esperança!. Quem nunca ouviu ou leu esta famosa frase? Aparece no
filme Pirata das Caraíbas, aparece no livro Psicopata Americano,
de Brett Easton Ellis, aparece no jogo World of Warcraft. Mas, à exceção
do povo italiano, que estuda esta obra-prima nas escolas, poucos sabem de onde
vem esta citação.
E poucos
atualmente sabem que, durante muito tempo, as pessoas acreditavam em patamares
do céu, do purgatório e do inferno. Ou seja: consoante o crime/pecado que
alguém cometia, essa pessoa era enviada para o 1º, 2º ,3º até ao 7º círculo do
Inferno. Daí as expressões “ir para o quinto dos infernos”, “estar nas sete
quintas”: estas são ecos de crenças já passadas. Não foi Dante quem inventou
esta hierarquia dos espaços infernais e celestiais, mas ele claramente
aprimorou esta superstição, com alguns toques modernos.
Dante foi o
Camões e o Cervantes da Itália. A Divina Comédia é O livro da
Itália, sim, mas também é a trilogia que anunciou a chegada do Renascimento e,
por muito estranho que vos pareça, esta é uma obra que influenciou o nosso
pensamento, mesmo que nunca tenhamos lido um único verso desta obra-prima. Ora,
vejamos:
1- Foi Dante quem influenciou a imagem que
temos do Céu, do Purgatório e do Inferno. Já afirmámos acima que não foi ele o
autor das hierarquias celestiais, mas foi ele quem as cristalizou e eternizou.
Depois desta obra-prima, a imagem que temos dos mundos depois da morte passou a
ser aquela descrita por este génio. No entanto, ele deu-lhes um toquezinho
especial: o arrependimento, por exemplo, pode fazer com que uma alma saia de um
círculo do Inferno e consiga subir para um círculo melhor. É como se o castigo
eterno fosse uma dívida que precisa de ser paga e, uma vez saldada, a alma pode
ser salva. Ou seja, Dante introduziu a Esperança na vida depois da
morte;
2- Dante fundiu o Paganismo com o
Cristianismo de uma maneira hábil e elegante e, por muito estranho que nos
pareça, o espaço do Céu apresenta mais sexualidade e desejo do que o próprio
Inferno: é através do livro III – sim, esta obra é uma trilogia – que este
escritor/poeta revela muito do seu amor e desejo pela única mulher que ele amou
em toda a sua vida, uma jovem chamada Beatriz que morreu cedo demais, e que foi
amada à distância pelo autor;
3- Beatriz transformou-se no ideal da
Mulher: bela, doce, inteligente, elegante, discreta, virtuosa. Presente, mas
distante, ao mesmo tempo. É esta mulher – cujo rosto desconhecemos – que
inspirou toda uma legião de pensadores, autores, artistas, teólogos, e – ainda
hoje! – faz parte do nosso imaginário coletivo;
4- É graças a Dante Alighieri que o
Vernáculo Florentino Toscano– ou seja, a língua comum, falada nesta região que
agora pertence a um país chamado Itália - passou a ser chic. Antes, este
género era sempre escrito nas línguas “superiores”: o Latim e o Grego. Aliás,
esta obra fez tanto, tanto sucesso, que todos os reinos desta zona que hoje
chamamos “Itália” decidiram aprender o Toscano Florentino, para poderem ler
esta epopeia. Resultado? Hoje, a língua Florentina-Toscana deu origem à língua
italiana;
5- E é melhor nem falarmos de todas as
acusações a figuras célebres, personagens históricas, ditadores, e muito, muito
mais…
Muito mais
podia ser dito, mas o texto já vai longo. E não, não é para rir: a palavra
“Comédia”, no século XIV, tinha um outro significado. A palavra italiana commedia
referia-se a qualquer narrativa que tinha um final feliz.
A nossa
biblioteca possui a tradução de Vasco Graça Moura, uma tradução que foi muito
polémica, na altura em que foi feita e que, no entanto, não deixa de ter o seu
mérito.
Este
clássico não é para qualquer um. Só as mentes muito maduras e muito
inteligentes conseguem penetrar nos mistérios desta epopeia. Por isso mesmo,
guardem esta leitura para o momento certo das vossas vidas.
Até lá,
esperamos que esta análise vos tenha aguçado o apetite e a curiosidade.
Imagens
retiradas daqui e daqui.
Para mais
informações sobre esta obra:
sexta-feira, março 17, 2023
Livro da Semana - Robot Selvagem, de Peter Brown
Lembro-me tão bem!: estava eu nos anos oitenta do século passado. Era uma criança feliz e ingénua, como todas as crianças devem ser. E devorava tudo o que fosse ficção científica: Star Trek, Espaço 1999, Galactica, Star Wars, revistas da Marvel e da DC… E como todas as crianças da minha geração, queria ter um robot com quem brincar e falar. Os anos oitenta foram uma década em que a Fé nas tecnologias estava muito perto de um culto religioso, eram uma espécie de papá máquina que iria salvar a Humanidade, livrá-la dessa coisa chata chamada “trabalho”, libertando assim os humanos para fabricar Arte, Filosofia, etc.
Hoje, no ano
de 2023, o olhar que temos da tecnologia e da Inteligência Artificial é cada
vez mais um olhar desiludido e assustado: uma a uma, as profissões estão a desaparecer,
até aquelas que nós julgávamos que não poderiam ser substituídas, porque
necessitavam da tal “mente humana”. Estamos muito mais perto do filme “IA” de
Steven Spielberg, do que do futuro imaginado na série Star Trek.
Tudo isto a
propósito do nosso livro da semana: claramente, estamos a falar de um futuro
próximo, dominado por uma humanidade que quase não faz nada, e há robots a
servi-la em toda a parte. Esta é a história de um(a) robot, vítima de um navio
que naufragou com 500 pacotes de robots. Cinco deram à costa numa ilha deserta,
quatro foram destruídos pelas ondas e pelas rochas. Apenas sobrou um que –
acidentalmente – foi ativado por uma família de lontras. A partir deste
momento, a Roz – Rozzie é o nome da série de robôs a que ela pertence - começa
a aprender e a tentar compreender como a Natureza funciona: sistema de
camuflagem, linguagem dos animais, como dialogar com eles, como construir uma
casa, como alimentar uma cegonha bebé, como fazer amigos, como abrigar-se do
frio de Inverno. E tudo parece correr bem… até o dia em que outros robots
começam a ir à procura dela.
Obviamente
que este livro é uma metáfora da Humanidade, e a nossa Roz representa todos
aqueles que, por serem diferentes, levam tempo a serem aceites pelos outros.
Porém, esta história também nos mostra que, com persistência, paciência e afeto
pelos outros – mesmo aqueles que nos querem mal – é sempre possível quebrar
barreiras, fazer amigos, contribuir para a comunidade. Porque há de chegar
sempre aquele momento em que alguém vai precisar da nossa ajuda. E se nós
entendermos a mão nessa ocasião, arriscamo-nos a fazer um amigo para a vida. O
preconceito pode ser grande, mas a persistência e o amor conseguirão,
devagarinho, quebrar os mitos. Este é um livro que menciona uma das mais
importantes lições de vida: a mudança parte sempre de nós. Não são os outros
que têm de nos aceitar, somos nós que temos que mostrar aos outros que não há
razões nenhumas para alguém fugir da nossa presença.
Por fim,
este livro também aborda outra lição de vida muito importante: o que é isso de
“existir”, “amar”, “ter personalidade”? Onde estão a Alma e as Emoções?
BicoBrilhante – o filhinho adotivo de Roz – encontrou outros robôs exatamente
iguais a à sua mãe. E, no entanto, eles não se pareciam nada com ela. Roz era
um “robot especial”. No ano de 2023 estamos, de facto, a um passo de criar um
robot “emocional”, capaz de sentir e de amar. E a ficção científica está cheia
de filmes e de séries que falam precisamente desse tema. Se tal acontecer,
então teremos criado uma nova espécie de vida, que necessita de
responsabilidades, sim, mas também de direitos e regalias.
Mas por que
motivo estamos a falar de assuntos tão profundos a propósito de um livro para
crianças? E é aqui que nos enganamos todos: à semelhança de obras como O
Principezinho, este livro é uma obra para crianças “dos 8 aos 80”. As mais
pequenas não vão perceber as 2ªs, 3ªs leituras desta história. Apenas se
identificarão com a Roz e desejarão o melhor para ela. São precisamente as
crianças mais crescidas – ou seja, nós os adultos - que entenderão as mensagens
veladas, e uma delas até aborda a questão das mudanças climáticas.
Esta é uma
história que se lê de uma assentada. A sério, não estamos a brincar, bastou uma
tarde para folhearmos a última página desta moderna fábula. Por isso
aconselhamos a sua leitura a todas as crianças, pequenas e grandes, que não
gostem de ler. Este é um excelente livro para oferecer àqueles que torcem o
nariz, assim que veem muitas palavras. E, já agora, ajuda bastante o facto de a
história estar maravilhosamente ilustrada pelo próprio autor.
Agora, toca
a ler a sequela: “Robot em Fuga”!
segunda-feira, janeiro 30, 2023
Estante do Mês - "É pó menino e pá menina! Livros fresquinhos para todos os gostos"
Obviamente que estamos a brincar: há muitas mulheres que adoram ficção
científica e há também homens que se pelam por uma boa história de amor. Os
tempos das “biblioteca das raparigas” e “biblioteca dos rapazes” já lá vão e,
se pensarmos bem, nunca fizeram muito sentido: os meninos liam às escondidas os
livros das meninas e vice-versa. Tinha a sua graça, pois o “fruto proibido” é
sempre o mais apetitoso. Ah, dias felizes, em que ler uma obra literária
debaixo dos cobertores com uma lanterna era uma horrível transgressão à
sociedade…
Desta vez, tivemos sorte: a nossa biblioteca recebeu orçamento para
comprar novas obras e não perdemos tempo em fazer escolhas. Como a quantia não era
assim tão grande, tivemos que selecionar muito bem o maior número de géneros e
escolhas que pudessem agradar a um vasto leque de alunos.
A única coisa que nos foi pedida foi que, desta vez, optássemos por
comprar livros “que estão na berra”, de forma a motivar ainda mais leitores a
visitar o nosso espaço. Com efeito, não nos faltam pedidos e requisições, e até
temos um espólio de obras que estão sempre a sair da prateleira, algumas até
têm lista de espera. Mas o nosso dever é atrair ainda mais “clientes”, por isso
concentrámo-nos em adquirir edições recentes.
Publicaremos postumamente um ebook com todos os títulos das edições, até
porque esta montra servirá para a estante do próximo mês. Até lá, visitem-nos!
segunda-feira, janeiro 16, 2023
Livro(s) da Semana – Coleção Os Livros estão loucos!
No ano de 2023, já assistimos a muitos “recontos” de
histórias que pertencem ao nosso imaginário, e essa prática é hoje conhecida
pela palavra inglesa “reboot”: novas versões da Guerra das Estrelas,
novas versões dos Ghostbusters, novas versões do Rei Artur, novas
versões do Senhor dos Anéis, do Rei leão e da Bela e do
Monstro… Recontar uma história e “modernizá-la” está hoje muito na moda. O
problema é saber contá-la.
Com efeito, não basta apenas pegar num universo antigo e
dar-lhe uns pozinhos de modernidade. É preciso – acima de tudo – captar as
audiências mais novas, ao mesmo tempo em que se presta homenagem a esse antigo
imaginário ou obra clássica. Não vale a pena recontar a história do Harry
Potter se esse universo for completamente reformulado, ao ponto de se tornar
irreconhecível. Para que um reboot/reconto resulte, tem que existir
respeito e amor por aquilo que já foi feito. Ora, a coleção Os livros estão
loucos foi criada precisamente para incentivar as gerações mais jovens a
reencontrar as grandes obras clássicas, sem que estas não sejam alteradas na
sua essência.
Vários autores foram chamados para recontar grandes clássicos
da literatura moderna, mas, desta vez, fizeram-no em jeito de brincadeira,
usando um linguagem moderna e “tipo aos jovens”, como eles próprios o afirmam.
Eis uma maneira muito engraçada de motivar as massas a ler: brincando com os
clássicos.
Temos seis exemplares desta coleção. Estão à vossa espera!
Imagem retirada de: https://insensatez.blogs.sapo.pt/os-livros-estao-loucos-189537
sexta-feira, janeiro 13, 2023
Estante do mês – Novidades fresquinhas!
Mais um Ano Novo, mais uma oportunidade para fazermos
projetos de vida, começarmos do zero. Este é o momento do ano em que
praticamente toda a gente faz uma lista de objetivos, e todos tentamos ser mais
otimistas, mais construtivos, mais zen. E – para não sermos diferentes - a
equipa da biblioteca já está em fase de balanços e de inícios. Para começar, o
nosso mês já arrancou com várias atividades, como poderão ver na newsletter de
janeiro (podem aceder aqui). E, seguindo a tradição da nossa
equipa, temos uma estante cheia de novidades.
Várias destas aquisições são ofertas de vários ex-alunos e
ex-professores, que irão enriquecer o nosso espólio. Outras foram seleções de
obras que o nosso agrupamento considerou serem importantes para fazer parte da
biblioteca da escola secundária, que já há muito tempo que não tinha obras
novas. Em todo o caso, o que não falta é escolha: temos policiais, livros
juvenis, histórias de mistério, poesia, literatura de entretenimento puro e
grandes génios da literatura mundial e nacional.
No final do mês, há mais: ainda há grandes caixas cheias de novidades literárias. No dia 27, estarão prontas para serem “consumidas”! Até lá, divirtam-se com a nossa escolha do momento.
Link para o ebook: https://online.pubhtml5.com/grix/nglh/#p=1
Imagem retirada (e modificada): https://pixabay.com/photos/books-library-room-school-study-2596809/
quinta-feira, maio 05, 2022
Estante do mês de maio – Europa, Europa!!
É
precisamente no dia 9 de maio que se festeja o orgulho de pertencermos a este
grande continente e, mais do que nunca, é urgente sabermos quem somos, o que
valorizamos e o que podemos fazer para minorar os problemas que continuam a
existir nesta parte do Planeta terra. É que não é por acaso que os novos
emigrantes e refugiados não escolhem ir para os Estados Unidos da América. Eles
escolhem, isso sim, países como a Alemanha, a França, Espanha, Suíça e até Portugal.
A parte Ocidental deste continente ainda valoriza coisas como “saúde para
todos”, “educação para todos”, “mobilidade social”, “igualdade de género”,
entre outros valores.
Para celebrar este dia, a equipa da biblioteca dedicará o mês de maio à Europa, e outras atividades terão lugar nos dias 9, 10, e 11 (ver Newsletter de maio). Uma delas é a estante do mês, sempre ligada aos livros da semana. E vários livros foram selecionados: um pouco de História, um pouco de Literatura, um pouco de livros para os mais jovens. Não podemos contemplar todos os países e todos os escritores, mas o que conta é a intenção.
Espero que gostem da nossa seleção e boa leitura!
segunda-feira, fevereiro 07, 2022
Estante do Mês - O Amor e a Palavra
E pronto! Chegámos a Fevereiro, o mês do Amor por excelência. No entanto – e ao contrário
do que muitos portugueses pensam – o Dia de São Valentim não é apenas a
celebração do amor físico, é também o amor dedicado à família, aos filhos, ao
Saber, ao Pensar, o amor à arte, aos livros, etc. E nada melhor do que um poeta
para falar nestes pequenos e “desinteressantes” assuntos (ironia no seu
melhor!).
Todos eles
falam do amor físico, mas uns são mais experts do que outros! É o caso de
Florbela Espanca, Antero de Quental, Bocage, Camões, etc. Quem é que nunca leu
Florbela, e quem é que nunca cantou os versos “Amor é fogo que arde sem se
ver”?
Por isso
mesmo – e para comemorar esse grande sentimento humano – a nossa estante vai
ser dedicada aos poetas portugueses, grandes amantes da palavra e da Vida!
Inspirem-se,
venham ver!
sexta-feira, janeiro 21, 2022
Estante do Mês - (Re)começar- Janeiro 2022
O ano de
2021 foi deprimente para quase todos nós, e esta maldita pandemia nunca mais
acaba. Já está tudo deprimido, a trepar às paredes, a querer arrancar a máscara
e mudar tudo.
Uns estão a
aprender novos hobbies, outros - aqueles que podem – até já estão a comprar uma
“casinha no campo”, onde podem ter um pedacinho de chão e terra, para sentirem
um pouco de liberdade, mesmo em tempos de confinamento. Explodiram as Netflix,
as indústrias de sementes e plantas… e as editoras de livros. Com efeito, já que
não se pode viajar, vamos fazê-lo ao menos na nossa cabeça.
E como os
livros são terapêuticos – sim, a Ciência já comprovou isso – este mês é
dedicado a obras cujo tema está ligado ao começo ou recomeço: mudar de terra,
encontrar um novo amor, descobrir uma vocação, fugir de uma ditadura, aprender
a lidar com a morte ou com a cegueira, (re)aprendermos a comunicar com os
nossos próprios filhos.
2022
TEM que ser melhor do que este último
ano e, sinceramente, aqui entre nós, não é preciso muito. Mas podemos começar a
sonhar e a descansar a nossa cabeça com histórias cheias de finais felizes.
Porque já
chega de incerteza e de pensamentos invernais.
EBOOK:
https://crello.com/pt/share/61e00826c9764639d774c596
Imagem
retirada de:
https://blog.reformedjournal.com/2019/05/18/who-are-you-reading/
terça-feira, dezembro 07, 2021
Estante do mês de Dezembro – Os direitos são para todos.
Já tínhamos
mencionado neste blog que o departamento de Ciências Sociais e Humanas está a
realizar uma “Semana dos Direitos Humanos”. Pura coincidência, a equipa da
nossa biblioteca escolar já tinha planeado uma estante do mês, dedicada
precisamente a este assunto. Com efeito, o Dia Internacional dos Direitos
Humanos é sempre celebrado no dia 10 de Dezembro (esta sexta-feira). Por isso
mesmo, foram escolhidas obras literárias ou simplesmente testemunhos pessoais
de gentes reais vivendo situações reais ligadas a vários tipos de
discriminação: étnica, sexual, religiosa, etc.
Todos nós
temos o direito de sermos nós mesmos. Parece cliché, mas não é. O triste é
repararmos que a sociedade de hoje se fica apenas pelas palavras, e tudo não
passa de jogos de poder nas redes sociais. A verdade é mais simples do que
parece: tu mudas o mundo, quando mudas de vida. E se os livros nos ensinam algo
é a sonhar com a possibilidade de o nosso futuro poder vir a ser melhor do que
hoje é.
Porque os
direitos são isso mesmo: o direito de sermos felizes.
E-book da
estante do mês:
https://issuu.com/sandracosta075/docs/os_direitos_s_o_para_todos.pptx
Imagem
retirada de:
https://aefreixo.pt/comunica/declaracao-universal-dos-direitos-humanos/
quinta-feira, novembro 11, 2021
Estante do mês de Novembro – 100 anos de Saramago
É só no dia 16 de Novembro de 2022 que os 100 anos deste
escritor começarão a ser celebrados em todo o país. No entanto, a Fundação José
Saramago e muitas escolas já estão a preparar o terreno para o “Menu das
Festas”.
A pedido da professora Maria João Brasão, a estante deste mês
é dedicada ao 2º prémio Nobel Português (o 1º tinha sido dado a Egas Moniz, em
1949). Para um homem que começou a publicar muito cedo – A Terra do Pecado
teve a sua primeira edição em 1947 – a fama nacional e mundial só “estourou” em
1982, graças à criação desse universo esplendoroso chamado Memorial do Convento.
A partir daí, o mundo e o país nunca mais se esqueceram dele.
Já agora, para quem está esquecido, não deixa de ser uma
ironia que Saramago tenha sido amado mundialmente antes da elite
portuguesa abraçar a sua escrita: as invejazinhas, as tricazinhas, as
“capelinhas” entre as várias elites literárias levaram a que estes académicos
não aceitassem muito bem a chegada de um homem que não só viera de origens
humildes como também nem sequer tirara um curso de faculdade. Para todos os
efeitos, Saramago foi sempre um autodidata, um homem que, desde a infância, se
fechava nas bibliotecas municipais para ler e estudar. Tinha o desejo voraz de
aprender, de crescer interiormente e, apesar de ser comunista e ateu, nunca foi
propriamente uma pessoa “de grupinhos”. Seguia o seu próprio caminho, a sua
própria voz e o seu próprio instinto. Quanto ao povo português, esse deixou-se
deslumbrar e fascinar pela linda história de amor entre Blimunda e Baltasar, e
ignorou completamente os queixumes da elite. Hoje, é celebrado em todos os
continentes, já teve direito a dois filmes – pelo menos – e o seu estilo de
escrita já é uma nova forma de expressão literária.
Não temos todas as publicações de Saramago. Mas temos muitas.
Embrenhem-se e deslumbrem-se!
Link para
o e-book:
https://issuu.com/sandracosta075/docs/100_anos_de_saramago_ppt.pptx
Link da
imagem:
https://narrativadiaria.blogs.sapo.pt/novas-capas-dos-livros-de-saramago-178593
quinta-feira, outubro 07, 2021
Estante do Mês - Outubro 2021
O ano começou com dança, clubes, projetos, desporto, atividades… só faltava a estante do mês. Uma vez que as aulas tiveram início quase no fim de Setembro, não valia a pena mostrarmos as nossas novidades fresquinhas. Por isso, a equipa optou por começar esta – já tradicional – apresentação em Outubro.
Esta estante não tem um tema em particular, por isso mesmo a escolha é muito variada. Há livros para jovens, há livros para crianças. Há histórias policiais, há histórias de mistério. Há livros para rir e há livros que comoverão qualquer leitor. Há livros de grande literatura clássica, e há aqueles que oferecem puro entretenimento. E há histórias imaginárias e histórias verídicas. Não importa o gosto, o que interessa é que a comunidade escolar leve para casa a viagem mais barata do planeta Terra: a leitura.
Passem por cá, serão sempre bem-vindos!
Link para o e-book:
https://issuu.com/sandracosta075/docs/estante_do_m_s_-_becre.pptx
terça-feira, abril 20, 2021
Estante do mês de Abril - Abril, Mês da Liberdade
Que bom, já
estamos todos desconfinados. Hip hip Hurra!!!
…
…
Até quando?
Não se sabe. Tudo dependerá da população, que terá de manter as regras de
distanciamento, higienização e máscaras para todos. Já falta pouco para o
pesadelo acabar, por isso não vamos agora “morrer na praia”.
E não é por
acaso que – a propósito das comemorações do 25 de Abril – muitos são aqueles
que dizem sentir-se prisioneiros, fechados, confinados. Muitos queixam-se de
que esta situação é um quebrar dos nossos direitos individuais, e muitos são
aqueles que acreditam que os governos de todo o mundo, à baila do Covid 19,
estão a criar um sistema big brother que
será difícil destruir, uma vez terminada a pandemia.
Todas estas
questões e medos são pertinentes e válidos, até porque vivemos num Gulag chamado Google e redes sociais. E o mais assustador reside no facto de que
toda a gente sabe disto, mas poucos ainda não se aperceberam da ameaça que
estes grandes impérios são para a Liberdade.
Por isso
mesmo, a estante do mês de Abril será dedicada a este tema acima mencionado, e
andará de mãos dadas com uma exposição e atividades na biblioteca, relacionadas
com as liberdades interior e exterior. São muitos, muitos livros que focam esta
questão. Selecionámos alguns deles.
Pensem,
questionem, leiam. Porque os livros ainda não estão proibidos. Ainda.
Link da estante do
mês de Abril:
https://issuu.com/sandracosta075/docs/estante_de_abril.pptx
Imagem retirada de:
http://timhillpsychotherapy.com/what-would-you-do-with-your-freedom/
sexta-feira, janeiro 15, 2021
Estante do mês de Janeiro
Veio tarde, mas nunca é tarde para celebrarmos a chegada de
novos livros!
Ou, melhor dizendo, não são bem, bem, bem novos: graças à
pandemia, várias caixas com livros ficaram por catalogar e etiquetar. O início
deste mês foi passado a resolver este incidente, até porque, graças à feira do
livro do 1º período, arrecadámos mais obras para… catalogar e etiquetar.
Uma vez que estamos a braços com a construção do novo site da
biblioteca – que irá ser bastante necessário nos próximos meses, quer fechemos
quer não – optámos por não adiar mais esta lista de livros, e resolvemos criar
uma estante feliz, a cheirar de novidades fresquinhas. Até à próxima leva, que
está para breve.
Ficamos aqui com um vídeo de brincadeira, para aguçar o
apetite, mais o costumeiro catálogo em formato ebook, na plataforma Issuu.
Bom ano e boas leituras!
Ebook da Estante:
https://issuu.com/sandracosta075/docs/janeiro_2021.pptx
Imagem retirada de:
sexta-feira, dezembro 04, 2020
Estante do mês de Dezembro – Fé Vs Ciência
Vem aí o Natal. Outra vez. Mas este ano, as coisas são
diferentes: temos que trazer máscaras, temos que manter a distância ou –
simplesmente – há quem já tenha escolhido ficar em casa e marcar uma
videoconferência que inclua a família toda. Desta vez, a abertura dos
presentinhos vai ser feita online, e
vamos rezar todos para que a linha não caia. Porque, ou muito nos enganamos, ou
a net vai estar entupida na meia-noite de 25 de Dezembro.
E já que estamos a falar em “rezar”, é caso para nós nos
perguntarmos - nesta segunda década do século XXI - se o Natal ainda vale a
pena ser festejado. Afinal, o que é o Natal em 2020? Uma gigantesca Black Friday? Não era suposto estarmos a
celebrar o nascimento de Jesus Cristo, o “cordeiro de Deus” que veio limpar os
pecados do mundo? E, no entanto, são cada vez mais as famílias que já nem
sequer têm um presépio em casa…
E – por muito incrível que pareça! – para além da falta de Fé,
também reparamos que a falta de fé na Ciência está a crescer exponencialmente.
Se não acreditamos em Deus e também não acreditamos na Ciência, então
acreditamos em quê? Estamos a ficar tristes ou estamos a ficar cínicos?
Por isso mesmo, a estante do mês que escolhemos aborda as
grandes questões da Humanidade: Deus existe? Qual é o nosso papel no mundo? A
Religião pode abraçar a Ciência? De onde vêm os sentimentos? Porque
acreditamos? Deixamos aqui uma variada lista de temas, para todos os que
preferem um caminho mais espiritual, quer ele envolva a Ciência ou a Religião…
ou as duas coisas.
Assim, deixamos estas sugestões, já disponíveis na vossa biblioteca, para que possam passar umas férias de Natal na companhia dos nossos livros.
Boas leituras… e Feliz Natal!!
Imagem retirada daqui.
quinta-feira, novembro 05, 2020
Estante do Mês - Novembro 2020 - A voz da humanidade
Esta estante não poderia ser mais atual, e mais necessária:
2020 tem sido um ano tão mau que há muita gente que irá festejar o réveillon com pompa e circunstância, não
para se despedirem com pena do ano anterior, mas para gritarem de alegria
“ainda bem que te vais!”. Se bem que 2021 não prometa também lá muitas grandes
alegrias…
Ora, nesta década que está a acabar desastrosamente,
precisamos com carácter de urgência de voltarmos a acreditar em nós mesmos, nos
nossos vizinhos, amigos, familiares e a restante Humanidade. Sejamos honestos:
de que é que vale vivermos neste mundo, se a esperança e o otimismo escasseiam
cada vez mais? Por muito realistas que sejamos, precisamos sempre de uma
migalhinha de boa disposição e de alguma fé.
Por isso mesmo, a nossa estante (o link para o ebook encontra-se publicado no fim deste
post) selecionou vários tipos de vozes: as confissões, os desabafos, os
testemunhos, as memórias, os medos. Ou seja, aquilo que nos faz Humanos, não
importa a adversidade, a doença, a solidão, a fome, a tirania ou, simplesmente,
o tédio de uma vida confortável que já não nos surpreende nada.
Privilegiámos, acima de tudo, o coração, o instinto, o toque,
a coragem. Este não é um mês para grandes momentos “cerebrais”. O que se
celebra agora é o coração humano, perante os obstáculos da Vida.
Vale a pena sonharmos e
acreditarmos. É que ainda não pagamos imposto por isto!
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retirada daqui.
quinta-feira, outubro 01, 2020
Estante de
livros do mês de Outubro
Profissão: Detetive
O ano de 2020 tem sido um ano
confuso, caótico, desesperado. Ironicamente, este é o ano em que se celebra os
100 anos da criação de uma personagem muito especial: Hercule Poirot, o
excêntrico mas muito humano detetive, criação da genial Agatha Christie. E Poirot
teria detestado os tempos de hoje: sendo uma pessoa muito metódica,
disciplinada, amante das “células cinzentas”, não teria suportado as teorias de
conspiração, as fake news, a histeria
colectiva à volta do Covid-19, todo o tipo de comportamento irracional do Ser
Humano. No entanto, uma coisa é certa: poderíamos contar sempre com ele.
A profissão de detective - particular ou não - sempre causou
fascínio em todos nós, mas são poucos os que sabem que este “ofício” começou a
ser valorizado só no final do século XIX, altura em que uma coisa chamada
“Ciência Forense” explodiu em todas as equipas de polícia. Este fascínio
depressa se espalhou para a literatura e, inicialmente, o romance policial não
era considerado um “género maior”. Foi a chegada de Agatha Christie que mudou o
olhar deste género literário, embora até hoje nenhum prémio Nobel da Literatura
tenha sido dado a um escritor de livros policiais.
Hoje, há várias obras literárias que têm uma combinação de um
ou mais géneros: O Nome da Rosa, de
Umberto Eco, é o exemplo perfeito do que estamos a falar, pois este é um
romance histórico que, ao mesmo tempo, é um romance policial. E há thrillers que são, ao mesmo tempo, romances
policiais.
Assim, dedicamos a nossa estante do mês aos livros policiais,
thrillers, literatura de espionagem e
mistério. É só clicar no link, e terão acesso à nossa estante, já digitalizada.
E cuidado: muitos livros que aconselhamos são viciantes, não
conseguirão largá-los!
EBOOK: aqui
quarta-feira, dezembro 04, 2019
Estante do mês de Dezembro
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