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sábado, julho 18, 2020

Ainda há sonetos de amor! – Parte VI

Imagem retirada daqui .

E chegámos ao fim! Foram muitos os sonetos, os pintores, os fotógrafos, as músicas selecionadas com carinho e cuidado. Os últimos vídeo-poemas da turma C do 10º ano têm como pano de fundo a arte dos fotógrafos Sally Mann e Bruno Lagrutta e o pintor Frederic Leighton (ver imagem). A música escolhida foi, como sempre, royalty free.

A equipa da Biblioteca teve imenso prazer em colaborar com a professora Filipa Figueiredo. Mas agora as férias estão a chegar e o descanso já começa a ser mais apetecível do que o trabalho. Publicaremos um último post, e nele serão apresentados – em formato ebook – poemas inspirados em deuses greco-romanos. Estejam atentos, vão adorar!

Mas, por agora, deixamos aqui três lindos poemas dos nossos criativos alunos. Inspirem-se.

Clique nas imagens para ver os vídeos !!

Soneto "O amor é um sentimento inexplicável" - Rodrigo Fernandes, 10º C

 

Soneto "O meu coração" - Madalena Neves, 10º C


Soneto "Amor palavra linda" - Matilde Filipe, 10º C


sexta-feira, julho 17, 2020

Ainda há sonetos de amor! Parte V


Imagem retirada daqui .
 

Estamos quase a terminar a exposição de vídeo-poemas dos alunos da turma C do 10º ano, muito bem ensinados e inspirados pela professora Filipa Figueiredo . Os artistas escolhidos para emoldurar as bonitas palavras destes sonetos foram o genial pintor e ilustrador americano Norman Rockwell (imagem deste post), o fotógrafo espanhol Emilio Jiménez e um pintor muito pouco conhecido no mundo ocidental: o indiano Ravi Varma.

Em época de exames, um pouco de sonho, imagem e música fazem sempre bem à nossa alma!

Clique nas imagens para ver os vídeos !!

Soneto "O amor significa tudo" - Laura Rosa, 10º C


Soneto "Amor é Cuidar" - Diana Fava, 10º C


Soneto "Amor é..." - Pedro Evaristo, 10º C


quarta-feira, julho 01, 2020

Ainda há sonetos de Amor! Parte IV

Imagem retirada daqui .

E cá está mais uma fornada quentinha de três vídeo-poemas, da autoria dos alunos da turma C, 10º ano. Os pintores selecionados foram a genial Evelyn de Morgan (ver imagem acima), o icónico Caspar David Friedrich (sim, vocês sabem quem ele é, já viram pelo menos um quadro dele nos manuais de História!) e o pintor Howard Lyon, um cidadão do século XXI que foi fortemente influenciado pelos grandes mestres da pintura do século XIX. Já agora, caso não saibam, ele é um dos autores de dezenas –senão centenas – de ilustrações que figuram no lendário jogo de cartas Magic – the gathering.  Portanto não estamos a falar de “ilustres desconhecidos”.

Quanto às “bandas sonoras”, são todas do século XIX: Tchaikovsky e Chopin. Achámos que as imagens combinavam com estes dois génios da música.

Se a poesia fosse comida, estes três sonetos seriam mousses de chocolate!

Clique nas imagens para ver os vídeos !!

Soneto "O amor" - Filipa Almeida, 10º C


Soneto "Amor é estar apaixonado" - Inês Filipa Martins Guerreiro, 10º C


Soneto "O amor é como um lindo dia de sol" - Jéssica Ramos, 10º C

 

 

segunda-feira, junho 29, 2020

Ainda há sonetos de amor! Parte III


Detalhe de uma pintura de François Hubert Drouais. Retirado daqui .

Como já vem sendo hábito, apresentamos mais três vídeo-poemas dos alunos da turma C do 10º ano. Desta vez, os artistas escolhidos para esta colheita foram o grande mestre dos tecidos e flores, François Hubert Drouais, o pintor simbolista Puvis de Chavannes e a pintora japonesa Chie Yoshii, fortemente inspirada na pintura flamenca, bem como no movimento simbólico e mitologia mundial.

                    Hoje vai ser um festim para os olhos e para a Alma!

Clique nas imagens para ver os vídeos !!

 Soneto "O Amor é o tempero da vida" -Nicole Silva, 10º C

Soneto "O Amor é união" - Patrícia Ferro, 10º C



Soneto "O amor nem sempre é compreendido" - Ana Moita, 10º C


sexta-feira, junho 26, 2020

Ainda há sonetos de amor! – Parte II

Detalhe de uma pintura de Dante Gabriel Rossetti. Retirado daqui .

E cá estamos nós para vos mostrar mais três vídeo-poemas dos alunos da turma C do 10º ano (professora Filipa Figueiredo). Desta vez demos foco a dois grandes fotógrafos mundiais: o francês Henri Cartier-Bresson e a polaca Malgorzata Maj. Quanto às “bandas sonoras” dos poemas, são todas royalty free, isto é, não pagamos direitos de autor se as usarmos.

E como hoje se celebra o dia Mundial do Marinheiro, estamos todos como peixe na água: Portugal foi, durante centenas de anos, considerado o “povo dos marinheiros e dos poetas”. Ora, poesia, mar e amor são três palavrinhas que têm muito a ver com a nossa alma lusitana.

Façam o favor de mergulhar nas palavras dos nossos jovens poetas!

Soneto "Borboletas no corpo" -José Luís Vale de Rãs, 10º C


Soneto "Amor é Chuva que não molha" - Carolina Pica, 10º C


Soneto "Amor é um sempre" - Madalena Bentes, 10º C


quarta-feira, junho 24, 2020

Ainda há sonetos de amor! Parte I

Pintura Love among ruins, de Sir Edward Burne-Jones. Retirada daqui :

Amor. Que palavra mais traiçoeira! Este é um sentimento que mexe com todos nós, e é quase impossível descrevê-lo. Aliás – para sermos honestos – a única forma de lhe “fazer um retrato” é através de opostos e contradições. Por isso é que o soneto Amor é fogo que arde sem se ver, de Luís Vaz de Camões, é considerado pela maioria dos críticos literários mundiais como sendo um dos melhores – senão mesmo o melhor – poema de amor de todos os tempos.

E se já era difícil retratá-lo no tempo dos nossos avós, então como é que será possível, hoje? É que uma das grandes queixas dos jovens de hoje é já não terem histórias apaixonadas e sentimentos exaltados, como se sentia antigamente. Morria-se de amor, hoje não. Nota-se neles uma certa pena de não terem vivido o que os seus antepassados viveram. E, obviamente, há vantagens em não termos as nossas vidas arruinadas por causa de uma reação química entre dois seres humanos. Mas… mesmo assim…

Como é que eu vou falar de uma coisa que nunca senti?

Ora, a vida está cheia de surpresas: a propósito da análise e estudo da Lírica de Camões, a professora Filipa Figueiredo desafiou os seus alunos a criarem os seus próprios sonetos, cujo tema era… o amor. Depressa meteram mãos à obra e o resultado é inesperado, belo, cativante, emotivo. Se nunca sentiram amor, enganaram bem! Mas, como diz Fernando Pessoa, O poeta é um fingidor. Ainda bem.

Cada vídeo-poema é também uma homenagem a um pintor ou fotógrafo. Escolhemos este tema, de forma a criar um equilíbrio na estética do vídeo. E, claro!, as músicas são todas livres de direitos de autor e retiradas da Youtube audio library.

Deliciem-se!

 

Poema "Ai o amor..." - Carlota Fialho, 10º C


Poema "Amar de amor" -Liliana Rogado, 10º C


Poema "O que é o Amor?" -Tânia Marques, 10º C


 

quinta-feira, junho 18, 2020

Uma imagem, um poema VI – O talento dos alunos do 8º A

Imagem retirada daqui .

E pronto, foi desta! Ao fim de semanas a mostrar a criatividade destes alunos e professora (Marta Silva), deixamos aqui registados os últimos três vídeo-poemas (e um reformulado) da atividade Uma Imagem, Um Poema.

O feedback tem sido muito positivo e foi um prazer trabalharmos com e para alunos que descobriram o amor à música e ritmo das palavras. É que a Poesia é muito mais do que aquela “maçada” de contarmos as sílabas métricas ou identificarmos figuras de estilo. Esta turma descobriu que todos nós somos poetas, uns mais outros menos, e que sermos humanos significa que sabemos sentir e, por isso mesmo, sabemos “poetizar” os nossos pensamentos e emoções.

Já agora, festejem os vossos poemas com uma boa tertúlia à volta de uma mesa farta e feliz: é que hoje é o dia Internacional da Gastronomia Sustentável.

Excelente pretexto para um serão entre amigos e familiares!

 Poema "Os namorados" - Catarina Serra, 8º A


Poema "Liberdade" - Isabella Martins Lourenço, 8º A

Poema "Incompreendido" - Maria Franco, 8º A


Poema "Deixaram-me em pequenina" (REFORMULADO) - Maria Soares, 8º A


quarta-feira, junho 17, 2020

Uma Imagem, um poema V – O talento dos alunos do 8º A

Imagem retirada daqui .

Continuando com a nossa homenagem aos trabalhos dos alunos da turma acima referida – bem como a admiração que sentimos pela professora Marta Silva – aqui vão mais três pequenas pérolas para serem ouvidas e apreciadas.

Este muito caótico ano letivo está a terminar, e nada mais do que acabarmos em festa: com cor, movimento, palavras e música!

 Poema Sociedade Uniforme – Ruth Pedro


Poema O espelho no cume – Miguel Carvalho


Poema Tenho fases como a lua – Lara Coelho


quinta-feira, junho 11, 2020

Uma Imagem, um poema IV – O talento dos alunos do 8ºA



Imagem retirada daqui

Não é por acaso que colocamos esta imagem, logo no início deste texto: hoje é o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. É o dia em que celebramos essa coisa chamada “Alma Portuguesa” e sentimos orgulho da “Língua Lusa”. E, nesta era da globalização, é caso para nós nos perguntarmos o que é isso de “ser português”…

Uma coisa é certa: a melhor maneira de celebrar este evento é homenageando Camões através de uma nova geração de escritores e poetas. Fomos, durante centenas de anos, marinheiros e poetas. A arte de navegar já quase a perdemos, mas a esperança para a Poesia ainda se mantém viva. Hoje, os poetas podem escrever, dedilhando os dedos num teclado, em vez de usarem a pena e a caneta bic. Mas o desejo de nos expressarmos, de deitarmos cá para fora o que sentimos, o que vai na nossa alma, continua a ser muito atual.

Deixamos aqui mais dois vídeo-poemas, e façam um brinde à saúde da poesia portuguesa!

 

Poema Estás tão longe -  Inês Costa, 8ºA


Poema Ela é uma mulher com esperança – Arielly Ferreira, 8º A


 

sábado, junho 06, 2020

Uma imagem, um poema III – O talento dos alunos do 8º A


Imagem retirada daqui .

E cá estão mais dois poemas de alunos da turma A do 8º ano! E, se nos lembrarmos que hoje é o dia mundial do meio ambiente, então a poesia criada nas plataformas digitais acaba por ter o seu papel importante. Com efeito, existe uma nova geração de poetas que cresceu nas redes sociais, e que publica as suas obras via internet (podem ler o artigo no link abaixo indicado). São muitos os que usam as páginas do facebook, instagram ou até twitter como se estas fossem as páginas de um livro, e não um espaço de vaidade e fofoquice.

A poesia começou quando se gravavam os primeiros símbolos numa pedra. Depois passou-se para o pergaminho, depois voámos para o papel. Agora chegou a vez do mundo virtual, dos tabloids e dos smartphones. Mas a palavra, essa, continua a ser a mesma.

E, sobretudo, a emoção humana.

 Poema sobre o tempo – Henry Monteiro

 

Poema Deixaram-me em pequenina – Maria Soares


quinta-feira, junho 04, 2020

Uma Imagem, um Poema II – O talento dos alunos do 8ªA


Imagem retirada daqui .
 Dando seguimento ao post anterior, aqui estão mais dois vídeo-poemas dos alunos da turma A do 8º ano. O desafio da professora de Português, Marta Silva, deu frutos muito saborosos, e cá vão mais duas perolazinhas para vocês sentirem e amarem.

Quando todos os poemas estiverem expostos, se calhar ainda faremos uma votação: quem será o/a melhor poeta da turma?

 Ele é o que ela tem – Adriana Denisa Fulop


Poema Quem teve a ideia - Carolina D'Almeida

 

quarta-feira, junho 03, 2020

Uma Imagem, Um Poema I O talento dos alunos do 8º A


Imagem retirada daqui .

Imagem retirada daqui 

Desde que este blog foi criado, foi sempre o nosso hábito publicar trabalhos dos nossos alunos e professores, não só por razões de arquivamento, mas também como forma de exibir com orgulho a criatividade das nossas turmas e empenho e dedicação dos docentes do nosso agrupamento. E os vídeo-poemas que vamos passar a mostrar nos próximos posts são o exemplo perfeito do que acabámos de mencionar.

O objetivo era simples: começar com várias imagens, escolher apenas uma e, a partir da mesma, escrever um poema. Tão simples como isto. Uns alunos tiraram inspiração de alguns versos de outros poemas, que serviram de ponto de partida para a criação dos seus. Mas a maioria construiu-os do nada, só usando a inspiração. A criação do vídeo foi da responsabilidade da nossa equipa.

Uma vez que as regras dos direitos de autor estão cada vez mais rígidas, optámos por escolher músicas diretamente retiradas da youtube audiolibrary , uma plataforma que nos permite descarregar músicas de graça, que gentilmente foram oferecidas ao youtube. Quanto às imagens, todas os links das mesmas estão referenciados no final dos vídeos (créditos).

Optámos por transformar os poemas em pequenos filmes, em vez de os compilarmos num ebook, e o motivo da nossa escolha prendeu-se com o facto de que a Poesia é um género que deve ser ouvido e sentido, em vez de ser apenas lido. Muitos dos nossos alunos desvalorizam a escrita, achando-a “chata”, especialmente a Poesia. Esta é uma excelente oportunidade para mostrar que eles podem estar agradavelmente errados!

Divirtam-se, ainda há mais para mostrar!

Tempo Perdido – Mariana Teixeira




Partiste Muito Cedo – Mariana Palhinhas



Ia Eu a Subir as Escadas – Soraia Sota



quinta-feira, maio 02, 2019

Lição de Vida – A arte da paciência

 Lição de Vida – A arte da paciência

Imagem retirada daqui .



RESERVED/RESERVADO

Uma vez tentei sentar-me
em um dos assentos vagos da Esperança
mas a palavra “reserved”
me encarava como uma hiena

(Eu não me sentei, ninguém se sentou)

Os assentos da Esperança estão sempre reservados


Najwan Darwish, poeta Palestiniano

quarta-feira, novembro 07, 2018

Lição de Vida – Tudo passa

Canção de Outono – Cecília Meireles

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Perdoa-me, folha seca,
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.
De que serviu tecer flores
pelas areias do chão
se havia gente dormindo
sobre o próprio coração?
E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando aqueles
que não se levantarão...
Tu és folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
E vou por este caminho,
certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...

Imagem retirada daqui .

terça-feira, outubro 09, 2018

Lição de Vida – O que querem os Humanos?


O gato dorme as suas horas de gato.wpsCD5B.tmp

Os peixes ensaiam acrobacias.

As plantas crescem ao ritmo do silêncio.

Ventos furiosos massacram povos

Longe do gato que dorme, dos peixes acrobatas,

Do crescimento das plantas.

Eu espero ventos novos, sensatos.



Licínia Quitério, poetisa e escritora Portuguesa

Imagem retirada daqui :

terça-feira, outubro 02, 2018

Lição de vida – A arte de crescer


clip_image002[2] Aprendizagem

Do mesmo modo que te abriste à alegria
abre-te agora ao sofrimento
que é fruto dela
e seu avesso ardente.
Do mesmo modo
que da alegria foste
ao fundo
e te perdeste nela
e te achaste
nessa perda
deixa que a dor se exerça agora
sem mentiras
nem desculpas
e em tua carne vaporize
toda ilusão
que a vida só consome
o que a alimenta.

Ferreira Gullar , escritor e poeta brasileiro

Pintura de David Friedrich Caspar

sexta-feira, março 21, 2014

Hoje é o dia mundial da poesia – O que é e para que serve

 

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Todas as coisas têm o seu mistério, e a poesia é o mistério de todas as coisas.

A poesia não quer adeptos, quer amantes.

Federico Garcia Lorca

 

 

 

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À pergunta habitual: ''Por que é que escreve?'', a resposta do poeta será sempre a mais curta:''Para viver melhor.

Saint-John Perse

 

 

 

 

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A primeira virtude da poesia tanto para o poeta como para o leitor é a revelação do ser. A consciência das palavras leva à consciência de si: a conhecer-se e a reconhecer-se."

Octavio Paz

 

 

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Sobre a terra, antes da escrita e da imprensa, existiu a poesia.

Pablo Neruda

 

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O poema não é feito dessas letras que eu espeto como pregos, mas do branco que fica no papel.

Paul Claudel

 

 

 

clip_image012Sempre se admitiu que a poesia participava do divino porque eleva e arma o espírito submetendo a aparência das coisas aos desejos da alma, enquanto a razão constrange e submete o espírito à natureza das coisas.

Francis Bacon

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A ciência desenha a onda; a poesia enche-a de água.

Teixeira de Pascoais

 

 

 

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Há no mundo uma conspiração geral e permanente contra duas coisas: a poesia e a liberdade; as pessoas de gosto encarregam-se de exterminar uma, tal como os agentes da ordem de perseguir a outra.

Gustave Flaubert

 

 

 

Imagens retiradas de: a b c d e f g h

quarta-feira, março 19, 2014

Semana da Leitura – Ouvir Poesia

 

O Sentimento de um Ocidental, de Cesário Verde

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Deixemos aqui três esplêndidas interpretações de um mesmo poema. E é extraordinário como este muda de luz, som e cor, consoante a interpretação de alguém…

Maria Santos Silva

 

João Villas Boas

 

Tiago Barbosa

Ilustração de Daumier, retirada daqui

Semana da Leitura – Um poema por dia

 

Para ver – e ouvir com prazer – a grande Sophia de Mello Breyner Andresen

Meditação do Duque de Gândia sobre a morte de Isabel de Portugal

clip_image002Nunca mais
A tua face será pura, limpa e viva
Nem o teu andar como onda fugitiva
Se poderá nos passos do tempo tecer.
E nunca mais darei ao tempo a minha vida.


Nunca mais servirei Senhor que possa morrer.
A luz da tarde mostra-me os destroços
Do teu ser. Em breve a podridão
Beberá os teus olhos e os teus ossos
Tomando a tua mão na sua mão.


Nunca mais amarei quem possa viver
Sempre.
Porque eu amei como se fossem eternos
A glória, a luz e o brilho do teu ser,
Amei-te em verdade e transparência
E nem sequer me resta a tua ausência,
És um rosto de nojo e negação
E eu fecho os olhos para não te ver.


Nunca mais servirei Senhor que possa morrer.

Para ouvir:

Imagem retirada daqui

terça-feira, março 18, 2014

Semana da leitura – Um poema por dia

 

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Eugénio de Andrade - Agora as palavras

 

Obedecem-me agora muito menos,

as palavras. A propósito

de nada resmungam, não fazem

caso do que lhes digo,

não respeitam a minha idade.

Provavelmente fartaram-se da rédea,

não me perdoam

a mão rigorosa, a indiferença

pelo fogo-de-artifício.

Eu gosto delas, nunca tive outra

paixão, e elas durante muitos anos

também gostaram de mim: dançavam

à minha roda quando as encontrava.

Com elas fazia o lume,

sustentava os meus dias, mas agora

estão ariscas, escapam-se por entre

as mãos, arreganham os dentes

se tento retê-las. Ou será que

já só procuro as mais encabritadas?

Ilustração “A Pena”, de Lori Preusch

Retirada daqui