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segunda-feira, novembro 11, 2019

Ainda a propósito do muro de Berlim…

5 filmes Imperdíveis sobre a Guerra Fria

Imagem retirada daqui
 Esta lista foi propositada: se perguntarem a um amante da arte do Cinema que faça uma lista de obras-primas cinematográficas dedicadas à Guerra Fria e ao Medo Nuclear, teremos logo – e com toda a razão! - no topo da lista títulos como Doutor Jivago ou Doutor Strangelove. No entanto, nós estamos a falar de fitas que foram vistas por milhões e milhões, e que criaram um impacto profundo nas multidões deste período. Estamos, portanto, a falar dos blockbusters de então. Ora, se formos por aí, outras sugestões terão mais relevo. Vamos então dar uma espreitadela ao baú dos nossos avós – mais concretamente a estante dos VHS – e selecionar 5 histórias que trouxeram pesadelos aos habitantes do século XX.

1- O dia Seguinte, Nicholas Meyer (1983)

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Ao mesmo tempo em que uma nova geração de putos estava a redescobrir a beleza de Metropolis, de Fritz Lang (a banda sonora foi dada aos Queen), um outro filme estava a criar angústia e suores frios: o Dia Seguinte fala dos últimos dias de paz antes de uma explosão nuclear à escala mundial… e o que aconteceria depois desses segundos de terror: gente incinerada, mortes por radiação, cabelos a cair às mãos cheias, fome, escuridão, morte. 100 milhões de americanos foram para casa aterrorizados. Há quem diga que foi esta obra cinematográfica que convenceu Ronald Reagan a ter uma conversa com Gorbatchev…

2- Jogos de Guerra, John Badham (1984)
Imagem retirada daqui
Debaixo do medo e da sombra do livro de George Orwell (1984), foram muitas as séries, novelas e filmes que focaram a guerra nuclear, a propaganda e a ameaça das máquinas. É verdade ou é um jogo?, foi a grande pergunta que o poster do filme propôs às massas. Tudo começa quando um rapaz engenhocas, obcecado por computadores – a loucura do momento – entra acidentalmente no sistema do Departamento de Defesa dos EUA e, sem sequer notar, inicia um conflito que pode levar à 3a. Guerra Mundial. Dois grandes temas são focados: o poder potencialmente destrutivo da máquina e a ameaça de uma destruição nuclear. Ainda hoje, esta é uma história que se vê com muito prazer. E o Mathew Broderick era tão, tão novinho…

3- O candidato Manchuriano, John Frankenheimer (1962)
Imagem retirada daqui
Há décadas que têm existido rumores e suspeitas de que tanto os Americanos como os Russos têm estado a criar aquilo que hoje se chama um “candidato manchuriano” ou “agente adormecido”. Para quem não sabe, estamos a falar de uma pessoa que, sem o saber, foi programada para matar ou destruir alguém. A sua personalidade foi fraturada e, escondida no seu inconsciente, há uma segunda pessoa que obedecerá a ordens específicas. Tudo o que necessita é de algo que a “acorde”: uma frase simples, uma determinada cor, um som. O nome “candidato manchuriano” deve-se ao facto de que muitos dos soldados americanos raptados na zona de Manchúria/China nos anos 50, voltavam irremediavelmente mudados e, sem sequer notarem, trabalhavam secretamente para a União Soviética. Esta obra cinematográfica de 1962 gerou o pânico nos Estados Unidos da América e voltou a trazer à tona o medo do “bicho papão” russo.


4- As sandálias do Pescador, Michael Anderson (1968)
Imagem retirada daqui

Baseado no romance de Morris West, este filme estourou nas salas de cinema de todo o mundo e ainda hoje se vê com muito prazer. A história de um polaco sobrevivente dos campos de concentração nazis, e que ascende à posição de papa, será, ainda por cima, uma história considerada profética, e parece prever a eleição de João Paulo II. A China comunista está à beira da fome e uma reunião secreta será criada para resolver este problema. Para espanto de todos, o papa deste filme traz a solução certa, para evitar a 3ª Guerra Mundial…

5- Adeus, Lenine, Wolfgang Becker (2003)
Imagem retirada daqui
Quando a mãe de Alex, comunista ferrenha, fica em coma profundo durante oito meses, não faz a menor ideia de que, durante esse tempo, a sua querida Alemanha Democrática caiu. Nem nunca o saberá: o filho fará tudo para a proteger desta verdade, pois a sua saúde é muito precária e poderá morrer de choque. Assim, para salvar a mãe, Alex recria a Alemanha comunista através do seu estúdio de filmagens, ao mesmo tempo em que envolve a família toda e alguns membros da sua comunidade. Entre o riso e a nostalgia, este é um filme muito sério sobre o amor e a perda.


sexta-feira, novembro 02, 2012

Frankenweeniee



Imagem retirada DAQUI

Frankenweeniee
Amor a preto e branco para pequenos e graúdos
30 anos depois de ter realizado esta curta metragem em imagem real, Tim Burton, está de volta com uma longa metragem em animação stop motion 3D.
Esta é a história do grande amor de um menino chamado Vitor pelo seu cão fiel.
Durante uma brincadeira, o seu fiel amigo é atropelado mortalmente. Inconformado, Vitor decide fazer de tudo para ressuscitar o seu cão, Sparky. Eis que encontra um livro antigo de Frankenstein e decide recorrer aos mesmos métodos para trazer de volta à vida Sparky.
Mas Sparky não retorna exatamente como era…
Para assistir bem rodeado de amigos. Hi, Hi, Hi!!!






sexta-feira, dezembro 18, 2009

UUpsss!!!! Desta Vez, Tenho Mesmo Que Ir Ao Cinema!

clip_image002Desta vez é que os hackers dos quatro cantos deste planeta foram tramados: ou a malta vai mesmo ao cinema ou nada feito. E se a má qualidade das cópias piratas do Harry Potter e companhia já criam pesadelos aos verdadeiros amantes da sétima arte, agora imaginem ver o filme Avatar, do realizador James Cameron, nestas condições. É que este projecto megalómano (como aliás, são todos os projectos de James Cameron…) conta com um trunfo que há já muito tempo não era utilizado: a técnica 3D. Para quem não sabe (será possível???), o filme é visto através de uns óculos especiais. Estes criam no espectador a sensação de termos entrado no filme ou, no mínimo, parece que as personagens da história vão saltar do ecrã a qualquer momento, parece que as naves espaciais vão de encontro a nós… Enfim, não é a monotonia do ecrã 2D dos nossos computadores. Blue Ray, rói-te de inveja!

“Oh, grande coisa”, pensarão vocês, “eu já vi filmes a 3D”. Certo, têm toda a razão. Porém, é a primeira vez que esta técnica é utilizada num “filme sério”, isto é, um filme de série A. Não se trata de um simplório filme de terror (série B) ou de um desenho animado, para alegrar a pequenada. Além disso, a tecnologia a três dimensões sofreu progressos extraordinários. Já estamos longe dos tais rectângulos vermelho e verde que, ao fim de 20 minutos, criavam uma monumental dor de cabeça ao espectador. Avatar é um longo melodrama espacial ou, como o próprio realizador afirma, “É uma história de amor, nada mais” (se queres conhecer a bonita e muito ecológica história deste filme, clica no link abaixo indicado: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=1449316).

A indústria do cinema está cada vez mais assustada com o crescimento astronómico dos downloads piratas, e estes maus hábitos das gerações mais jovens estão a levar a indústria da “sétima arte” à bancarrota. O cinema é uma arte estupidamente cara e, por detrás das faces sorridentes dos actores, existe um verdadeiro exército de câmaras, efeitos especiais e de luzes, banda sonora, montagem, direcção, cenários, cozinheiros, cabeleireiros, profissionais de maquilhagem, pessoal de hotelaria, etc, etc, etc. São, no mínimo, centenas de salários para pagar. Ora, se as pessoas não vão ao cinema, quem é que vai pagar a toda esta boa gente? Por isso mesmo, Avatar é olhado com muita expectativa: se gerar bons resultados de bilheteira, pode ser “a salvação” da sétima arte.

clip_image004Desta vez, apostou-se na técnica 3D para aliciar as multidões às salas de cinema. E parece que está a resultar: os que já viram ficaram tão deslumbrados com os efeitos especiais que têm andado a “passar palavra” uns aos outros. E quando falamos de “efeitos especiais”, é bom salientarmos que quem está por detrás dos mesmos é a lendária Weta Digital, a extraordinária companhia neo-zelandesa que deu vida à saga do Senhor dos Anéis. Portanto, estamos a falar de verdadeiros profissionais, que sabem muito bem o que estão a fazer.

Avatar é uma história de amor com ficção científica à mistura. Uma história de amor entre um humano paraplégico e uma extra-terrestre. Dá para agradar aos dois sexos: as meninas ficam contentes com os beijinhos e o sentimentalismo, os meninos deliram com os voos das naves espaciais e da bem conseguida acção. James Cameron não tem vergonha nenhuma de admitir que a sua verdadeira inspiração está nos grandes clássicos do Cinema: Casablanca, O Crepúsculo dos Deuses, Citizen Kane. No fim, utiliza as velhas técnicas de filmar de sempre, para criar um universo só seu. Com muita acção, heróis dispostos a morrer por nós e muito romance à mistura. James Cameron é o típico cidadão americano: um “cowboy durão” com um gigantesco coração de manteiga.

E não é assim que a vida devia ser?

Imagens retiradas de:

http://images.google.pt/url?source=imgres&ct=ref&q=http://veja.abril.com.br/noticia/variedades/avatar-caixa-pandora-519494.shtml&usg=AFQjCNG4D0TNBNegb4hNWMHsHU2b9yXbTw

http://images.google.pt/url?source=imgres&ct=ref&q=http://www.fmanha.com.br/blogs/fabioabud/%3Fp%3D1434&usg=AFQjCNG6AA-xnTlRRumvPr1eSNcEYkylcw

sexta-feira, outubro 24, 2008

O Baú da Avozinha

O Filme que Deus Protegeu com Unhas e Dentes

Há filmes que estão destinados a marcar a história da Humanidade e A paixão de Joana D’Arc é um deles. Realizado por Carl Dreyer há quase cem anos (1928), esta obra cinematográfica foi um verdadeiro fracasso de audiências. Era demasiadamente moderna para ser compreendida para a época.
Aliás, este filme tem histórias de bastidor verdadeiramente mirabolantes: conta-se que os actores quase que fizeram um motim, quando o realizador literalmente proibiu QUALQUER maquilhagem nos camarins; conta-se que a actriz principal Falconetti teve um ataque de choro convulsivo, quando se viu careca ao espelho (o seu cabelo foi cortado à frente das Câmaras!); conta-se que Dreyer nem sequer desejava que o seu nome e a ficha técnica constassem do filme. Para ele, o cinema era uma viagem ao mundo da imaginação e, por isso, queria que o público fosse imediatamente transportado para o mundo da fantasia. Por fim, todos os cenários seguiram escrupulosamente o modo de viver e de estar dos tribunais do século XVI. E Dreyer tinha razão: as pessoas daquele tempo não se lavavam, não trocavam de roupa a toda a hora, não se maquilhavam, cheiravam mal e as moscas existiam em toda a parte. Dreyer sempre detestou aqueles filmes ditos “históricos”, onde as personagens e os cenários são “limpos” demais para serem credíveis.
E o filme, cem anos depois, ainda nos maravilha! Passado apenas num único dia, esta obra cinematográfica conta o triste, injusto e infeliz julgamento da heroína e agora padroeira da França: Joana D’arc. Porém, há aqui um pormenor muito interessante: uma vez que este filme é mudo, como é que é possível gravar um julgamento num tribunal SEM SOM???? Para dar a volta a este “pequeno inconveniente”, Dreyer utilizou a câmara: quando queria transmitir sofrimento, dor, desgosto, optava por planos fixos; quando queria transmitir fúria, ódio, violência, a câmara movimentava-se com muita rapidez, ora focando a cara de uma personagem ora focando a cara de outra, tudo numa velocidade vertiginosa; por fim, quando queria inspirar devoção ou terror, Dreyer escolhia sempre filmar aquilo que hoje chamamos o close up, isto é, a única coisa que enchia o écran era a face da actriz ou actor.
Mas o destino do cinema mudo estava traçado: em 1927, surge o primeiro filme sonoro, chamado The Jazz Singer. A partir deste momento, centenas e centenas de milhar de filmes mudos foram queimados. Uma vez que já praticamente ninguém os via, passaram a ser um estorvo que só enchia os armazéns. Além disso, o cinema não era considerado arte, era visto como entretenimento, nada mais.
A Paixão de Joana D’arc foi uma excepção mas, embora as pessoas conseguissem compreender o génio desta obra, a verdade é que não fizeram outra coisa senão estragá-la, durante décadas. Foi queimada, cortada aos bocados, colorida através do computador, e chegaram inclusivamente a sonorizá-la com vozes de actores famosos da época. Enfim, no início de 1980, foram muitos os críticos que chegaram a duvidar que, alguma vez na vida, viessem a saber como foi a verdadeira e original Joana D’Arc.
Até que nos inícios dos anos 90, dá-se um verdadeiro milagre: uma cópia original e intocada é encontrada por acaso num antigo hospício da Dinamarca. Um estudante de psiquiatria estava a fazer uma pesquisa sobre personagens históricas que podiam sofrer de distúrbios mentais e interessou-se pelo julgamento de Joana D’Arc. Então, levou consigo uma cópia do filme… E nunca mais a entregou!
É mesmo caso para dizermos: Deus quis que esta obra sobrevivesse ao tempo, custe o que custasse!
Vê agora um pequeno excerto dela, na youtube, nomeadamente a sequência que mostra Joana D’Arc frente aos objectos de tortura da Santa Inquisição.
S.C.