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segunda-feira, outubro 19, 2020

El Día de los Muertos


Já alguma vez ouviram falar do Dia dos Mortos? Ou do Día de los Muertos, em espanhol? Talvez não, mas se perguntarem aos vossos avós pelo Dia de Finados, eles saberão com certeza que é no dia dois de novembro, e não no dia um, quando se comemora o Dia de Todos os Santos mas que, por ser feriado, se tornou o dia em que, pelo menos em Portugal, as pessoas visitam os túmulos de familiares já idos.


No entanto, na América Central e do Sul, o Día de los Muertos não é uma efeméride tão triste como por terras lusas. Para dizer a verdade, no México, por exemplo, é celebrado como uma festa na noite de 1 para 2 de novembro, tal como se faz em grande parte do mundo com o Dia das Bruxas na noite anterior, de 31 de outubro.


Este dia, na cultura hispano-americana, não tem um significado tão triste e depressivo como por cá,  pois mesmo que se recorde com tristeza quem já faleceu, reforçam-se os laços entre os que ainda cá estão, em reunião familiar, que tem a mesma função que o Dia de Ação de Graças norte-americano ou até a nossa ceia de Natal: juntar toda a família a jantar, unidos, e celebrar essa família e essa união.


Depois da estreia do filme Coco, da Disney, o Día de los Muertos ficou um pouco mais conhecido em todo o mundo, pois este é um filme de animação que retrata a celebração desse dia e onde a família, os seus valores, os laços entre todos, são o cerne de toda a história. Recomendado para todas as idades... para ver em família!

quinta-feira, outubro 08, 2020

Para ver e Pensar - Também a Chuva, de Icíar Bollaín



No próximo dia 12 de outubro celebra-se o Día de la Hispanidad, feriado nacional de Espanha, que comemora a chegada de Cristóvão Colombo às Índias Ocidentais, a descoberta do Novo Mundo que era o que hoje conhecemos como continente americano. Tal como os descobrimentos portugueses, são-nos hoje contadas histórias gloriosas, ou glorificadas, dos feitos heróicos que ocorreram: enfrentar mares revoltos, tempestades, tribos hostis e até monstros imaginários. Mas terá sido a realidade assim tão gloriosa?

Coincidentemente (ou não…), apenas três dias depois do feriado nacional de Espanha, no dia 15 de outubro, será celebrado o Dia Mundial da Resolução de Conflitos. Parece ser coisa pouca – estes dias especiais não parecem resolver nada -, mas há dias que nos fazem pensar e refletir. Sejamos honestos: até que ponto é difícil sararmos feridas e recomeçarmos de novo, sem os fantasmas do Passado e do Presente?

Já cantava Elton John: A palavra “desculpa” parece ser a mais difícil de dizer. E, no entanto, este filme não está apenas a tentar expor um conflito do passado, ainda tão vivo no século XXI: ao mesmo tempo, deixa bem claro que a escravidão nunca acabou, simplesmente mudou de rosto e de táticas. Hoje, já não é comum em muitos países vermos um Humano amarrado e acorrentado, a ser vendido numa praça. Contudo, o que é que vocês acham que é o “trabalho infantil”? O que é que vocês pensam que é o “trabalho à jorna”? O que é que vocês pensam que a Apple é, quando coloca grades nas janelas das suas fábricas, para impedir que os seus escravos-a-fazer-de-conta-de-que-são-trabalhadores não possam cometer suicídio? Aliás, a inteligência desta corporação mortífera é tão boa que eles nem sequer têm fábricas, pagam “o serviço” a outros carrascos. Assim, a Apple não poderá ser acusada de maus tratos aos trabalhadores, pois pode sempre alegar desconhecimento…

Também a Chuva ganhou em 2010 o Óscar do melhor filme estrangeiro e foca dois tempos: a chegada de Cristóvão Colombo e o genocídio que os índios sofreram, como consequência da dita cuja “Cristianização”, e foca o ano de 2000, quando os Colombianos declararam guerra à corporação Americana Bechtel, uma companhia que supostamente devia distribuir a água a todos os nativos deste país, mas decidiu, de um dia para o outro, vender a água da torneira a preço de petróleo. Estas duas batalhas – uma do século XVI e outra do século XXI – fundem-se numa sala de cinema escura, um espaço onde atores, realizadores, músicos, pessoal de limpeza e restante público se encontram. Este é um lugar que foi criado (sem dúvida!) para entreter, mas também foi criado para refletir e mudar. E sarar feridas. E resolver conflitos.

Deixamos em baixo um pequeno trecho do filme, para aguçar o apetite. Prestem muita atenção à cena do afogamento das crianças. Reparem no olhar do “Homem Branco”, ainda arrogante o suficiente para achar que a “sua cena” é mais importante do que outras coisas. E o olhar do Índio, que não quebra, e que é de opinião de que há certas coisas que nunca poderão ser dramatizadas.

Por muito boas que as intenções sejam.

 

Trecho do filme También la Lluvia (sem legendas) - Aqui



quinta-feira, outubro 17, 2019

Estante do mês de Outubro Histórias de príncipes e de naves espaciais



Pois é, vem aí o Halloween. Ou Samhain. Ou Dia dos Mortos. Ou Dia de Todos os Santos. Chamem-lhe o que quiserem mas, pelos vistos, a mesma época do ano parece ter trazido o mesmo fascínio, religiosidade ou até terror para os nossos antepassados, vindos dos quatro cantos do planeta. Hoje não passa de uma festa de Hollywood e é um pretexto para riso, divertimento e festa.
Ora, já que esta celebração vem aí, vamos aproveitar para criar – como já tem sido costume - uma estante dedicada à magia, ao género do Terror e à ficção científica. Poderíamos fazer uma seleção maior, mas uma estante não pode ocupar uma biblioteca inteira. Por isso mesmo, fizemos uma escolha das várias obras disponíveis no nosso espacinho.
Esperemos que, entre as opções que mostramos aqui, haja um livrinho ou conto que vos capte a atenção, e que levem para casa.
Boas leituras, bons sonhos e bons sustos!

EBOOK: Clique na imagem para ver !

Imagem retirada daqui .

terça-feira, abril 30, 2019

Livro da Semana - Aventuras de João Sem Medo, de José Gomes Ferreira



Está muito esquecida, esta obra, e injustamente: num tempo em que a palavra “medo” está tão presente - ao ponto de a Humanidade começar a paralisar, a estagnar ou, pior ainda, desistir de lutar – este é o momento certo para ressuscitarmos obras-primas da literatura mundial, que nos ensinem a questionar, a pensar e a agir. Estes não são tempos para estarmos parados “a ver navios passar”. O Planeta Terra encontra-se neste momento numa encruzilhada: ou fazemos uma mudança radical de 180 graus ou estamos condenados ao fracasso. E não, não estamos a ser alarmistas, estamos a ser realistas.
Já toda a gente sabe – ou devia saber! – que Aventuras de João Sem Medo é claramente uma alegoria de um Portugal fechado, conservador, mergulhado na ditadura de Salazar. Escrito em 1963, José Gomes Ferreira inventou na sua cabeça uma aldeia onde os habitantes não fazem outra coisa senão reclamar ou choramingar. As desgraças da vida sucedem-se, mas ninguém está minimamente interessado em mexer uma palha e arriscar uma ideia nova.
Que este livro tenha sido escrito no Portugal do Estado Novo não é surpresa para ninguém. O problema reside no facto de que toda a Civilização Ocidental é hoje uma terreola “Chora-que-logo-bebes”: 60 anos depois, este livro continua a ser não só atual como, pior ainda, parece que o nosso mundo – antes tão ousado e criativo! – se transformou num Portugal fechado, escuro, infantilizado e cobarde.
Falta ao Ocidente “a espinha”, a maturidade, a ousadia, o estudo, o trabalho árduo, o questionar. Para quando, os Joões sem medo? Quanto tempo mais teremos de esperar para encontrarmos um homem e uma mulher que tenham uma ideia verdadeiramente revolucionária, capaz de galvanizar as massas? Lá de vez em quando aparece uma Greta subnutrida que se balda às aulas e fala dos direitos dos animaizinhos e do aquecimento global. Fala no palco de umas Nações Unidas que votaram em massa para que a Arábia Saudita - um país que odeia mulheres – comande a Comissão dos Direitos das Mulheres. Tudo isto é superficial, fútil, tão vago, tão vazio e tão frágil como bolhinhas de sabão. Vai-se às manifs para se tirar uma selfie e ficar catitota nas redes sociais. De preferência às sextas, para se baldarem às aulas. Como faz a Greta. E não se esqueçam do Ipad, feito por crianças escravas, e a t-shirt tão trendy, feita por crianças escravas, e os sapatinhos Nike, feitos por crianças escravas. E depois lá vamos para casa no nosso pópó. Feito por crianças escravas. E sempre a reclamarmos, sempre a choramingarmos da nossa vidinha tão triste e tão sem sentido.No entanto, esta história satírica oferece-nos precisamente uma pista para que o Ocidente triunfe mais uma vez: a revolução é sempre individual, nunca coletiva. Compete a nós – e só a nós – regularmos as nossas vidas. O resto virá por si. Talvez os outros vejam o nosso sucesso e tentem imitar-nos. Muitas vezes, tudo começa com um joão sem medo que se farta, que sai do rebanho e que, involuntariamente, acaba por ser um “role model” para todos aqueles que também estão cansados de viver uma vida constantemente adiada. Nem sempre acontece e o cinismo vence. Como, aliás, aconteceu com o protagonista deste livro. No entanto, a mudança nunca é feita para mudarmos o mundo, é feita para mudarmos a nossa vida. Mas a nossa mudança poderá inspirar os outros que estão perto de nós. E é assim que um verdadeiro movimento começa: alguém tem uma ideia fenomenal, outros começam a imitá-lo. Devagarinho, silenciosamente, grão a grão, o grupo vai crescendo. E um dia, décadas depois, toda a gente repara nele.O cinismo também tem o seu lado positivo: a partir do momento em que deixamos de acreditar nos outros, nada mais nos resta do que acreditarmos em nós mesmos. Longe dos holofotes e das redes sociais, da fogueira das vaidades, os verdadeiros joões sem medo estão a plantar árvores, a recolher cães abandonados, a inventarem fornos solares, a viver no campo. Estão a conversar com os velhos, a distribuir comida para os sem-abrigo, a construir uma casa ecológica, a restaurar livros antigos, a conservar filmes clássicos, a contar histórias a crianças, a tocar um antigo instrumento musical. Esses não vão falar para a sede das Nações Unidas. Nem querem.Brilhante, acutilante, hilariante e moderno, eis um livro que merece ser lido por todos os cidadãos deste planeta. Esta sátira a Portugal não é geográfica, esse é o lado bom de uma alegoria, pode ser lida e entendida por todos.Afinal, quem é que nunca desejou largar tudo e começar tudo de novo?

quinta-feira, janeiro 10, 2019

Neurocientistas inventaram a música mais relaxante do mundo!


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Não, não estamos a brincar: terapeutas de som, em colaboração com a companhia Marconi Union, criaram uma música, de nome weightless (leve, sem peso na língua inglesa), cujo objetivo consistia em baixar os níveis de ansiedade. No entanto, coloca-se aqui uma questão pertinente: como é que nós sabemos que esta experiência foi cientificamente comprovada?

A terapia de som não é uma ideia nova, muito pelo contrário: esta já era usada na Grécia Antiga, na Babilónia e no Egito. Durante a Idade Média, este tratamento à mente continuou a ser usado, desta vez escondido por detrás de uma capa piedosa chamada “cantos gregorianos” ou “Requiem”. No entanto, foi a partir do Romantismo (século XIX) que a música começou a ser usada única e exclusivamente para manipular paixões, instintos e desejos (a raiva, a revolta, o desejo sexual, mas também a empatia e a compaixão) e deixou de ser usada para curar, acalmar, apaziguar.

E durante quase trezentos anos, esta terapia foi esquecida…

Foi com a (re)descoberta da Cimática que o interesse pelo poder vibratório dos sons ressuscitou. Cientistas dos anos sessenta ficavam fascinados a olhar para todo o tipo de imagens e desenhos que as frequências vibratórias podiam criar numa chapa lisa – tonoscópio - e repararam que, segundo determinadas vibrações, apareciam cruzes, flocos de neve, quadrados, mandalas (ver imagem acima). Depressa começaram a perguntar a si mesmos se as velhas lendas à volta de “músicas que curavam” não teriam um fundo de verdade. Hoje, a plataforma youtube está carregadinha de inúmeras páginas que se dedicam única e exclusivamente a criar estes sons, com base em frequências. Um deles é o Numeditation.

wpsE151.tmpMas foi uma outra companhia residente na Inglaterra, a Mindlab International, que provou cientificamente a eficácia desta terapia. Após testarem inúmeras músicas “relaxantes” – enquanto visualizavam as ondas cerebrais dos participantes desta investigação – descobriram que a tal canção weightless era aquela que melhores resultados mostrava nos cérebros humanos (mais de 65% de eficácia). O mais interessante foi os cientistas constatarem que as participantes femininas eram precisamente aquelas que mais ficavam “afetadas”: muitas revelaram sentir-se tontas ou sonolentas! Segundo o neurocientista David Lewis-Hodgson – o autor desta pesquisa – tal pode dever-se ao facto de que são precisamente as mulheres que mais padecem, hoje em dia, de ataques de ansiedade.

Pois aqui ficam dois vídeos para aguçar a vossa curiosidade: o primeiro mostra as várias imagens que um tonoscópio pode criar. O segundo vídeo é- está claro! – a música weightless.

Fechem os olhos, ponham o quarto a meia-luz e experimentem. Depois digam qualquer coisa!

Experimento Cimático

Música Weightless, da Marconi Union

Imagens retiradas daqui e daqui

sexta-feira, maio 08, 2015

Livro do Mês- Coleção Clube das amigas

           Livro do Mês- Coleção Clube das amigas


 À semelhança dos anos passados, a nossa biblioteca está a preparar a “Semana da Adolescência”. Por isso mesmo – para variarmos um bocadinho – os livros deste mês serão dedicados não apenas a uma obra, mas a uma coleção inteirinha. 

       O “Clube das amigas” não é obviamente um conjunto de histórias que sejam do agrado dos rapazes. Todavia, são um olhar muito interessante e muito fiel do mundo das adolescentes, um mundo cheio de mágoas, ansiedades, vaidades, complexos, desejos, e muitos, muitos sonhos para conquistar.
         Qualquer aluna de 13, 14 anos facilmente se identificará com os grandes dramas e alegrias das heroínas destes livros: escrevem diários, confessando os seus amores e brigas que acontecem sempre numa família, descrevem a sua turma e escola, falam de blusões de cabedal e modas coloridas, zangam-se com as amigas, apaixonam-se pelo rapaz errado e, se sobrar algum tempo, É Tempo de Pensar na Minha Vida!
        Longe vão os tempos em que existiam duas bibliotecas: os “livros para as meninas” e os “livros para os rapazes” já não são tão óbvios e, atualmente, já é comum depararmo-nos com uma história de amor numa obra de ficção científica (os Jogos da Fome são o exemplo perfeito disso). Mas temos que admitir que os homens e as mulheres não pensam da mesma forma – se bem que sejam perfeitamente capazes de chegarem aos mesmos objetivos. Assim sendo, este mês vamos ser um bocadinho “cor-de-rosas” e darmos a conhecer às meninas deste agrupamento um conjunto de livros que se leem sempre com prazer e com muitas gargalhadas.

quinta-feira, dezembro 04, 2014

Livro do mês: Em casa, de Bill Bryson


Livro do mês: Em casa, de Bill Bryson

Há muitas maneiras de estudar a História da Humanidade, mas ninguém consegue explicar e analisá-la melhor do que os franceses: graças ao movimento Nouvelle Histoire (Nova História, em Português), este ramo do Conhecimento Humano passou a ser estudado de uma forma completamente revolucionária: em vez de olharmos para os eventos do passado, centrando-nos apenas nas personagens históricas, o ideal é tentarmos primeiro perceber a sociedade em que essas pessoas viviam antes de relatarmos o que se passou. O olhar da História passa, portanto, a ser analisado debaixo para cima, e não o contrário.
Começam, então, a aparecer livros muito sui generis: a história do pão, a história do quarto de dormir, a história da loucura, a história do perfume, a história do banho... E Bill Bryson, o autor do nosso livro do mês optou por escolher este método de analisar a História da Humanidade mas, desta vez, através de um espaço muito particular: a nossa própria casa.
E, por muito estranho que pareça, há imenso para falar do nosso “lar doce lar”! Por exemplo, sabiam que até às descobertas da rádio e da televisão, a sala principal de convívio era a cozinha, e não a sala de estar? E que todo o espaço das moradias modernas gira à volta de dois objetos: a televisão e o ar condicionado? Que o sistema de esgotos da nossa casa de banho vem de leis implantadas desde o início do século XX? Que toda a nossa despensa tem uma história para contar? Que o objeto da cama tem muito que se lhe diga? Que o hall de entrada já foi considerado um dos lugares mais importantes dos nossos aposentos? Que as cortinas das nossas janelas têm um segredo muito antigo?
Em casa é uma verdadeira joia de surpresas, e neste século de livros tão pouco interessantes, este é um dos poucos que nos ensina algo de novo, que puxa pelo nosso cérebro e, por muito estranho que possa parecer, é um bilhete grátis para uma viagem numa máquina do tempo.
Os nossos avós tinham razão: o nosso armário, afinal, tem esqueletos escondidos!!

 Quem diria!

terça-feira, outubro 28, 2014

A importância da leitura, segundo Hollywood


Quase todos os filmes que veem desta gigantesca indústria de entretenimento apelam mais à parvoíce, ao sexo e à violência do que à capacidade que todos nós temos de sermos independentes e de procurarmos as respostas por nós mesmos.
Hollywood sempre se interessou por histórias passadas em escolas, mas a forma como olha a classe dos professores é – podemos dizê-lo – um bocadinho “extremista”: o docente ou é o “chato” que estraga a festa dos pobrezinhos adolescentes ou é o messias que os vem salvar dos “maus caminhos da vida”. Raramente encontramos um filme em que os professores são aquilo que são: seres humanos que – à semelhança de todos nós – cometem erros, desmotivam-se, animam uma turma ou vivem submersos em papéis e reuniões.
Obviamente que existem exceções e os filmes Clube dos Poetas Mortos e O Substituto são perfeitos exemplos disso: embora os dois professores em questão estejam a lecionar em escolas cujos alunos pertencem a classes sociais totalmente opostas e à distância de quase um século, ambos tentam ensinar ao seu “público” a importância de nos encontrarmos através dos livros, e por que motivo eles são tão necessários nas nossas vidas, particularmente no século em que vivemos. No primeiro caso, Mr Pickering não vem salvar ninguém, uma vez que a turma a quem ele leciona pertence, com algumas exceções, a uma classe abastada. Já o segundo lida com adolescentes apáticos, que não gostam de nada e não veem valor algum na escola, quanto mais na prática da leitura. Em todo o caso, a voz do professor continua – a bem ou a mal - a ser uma voz humana, pessoal, individualista e, por isso mesmo, imprescindível.
É caso para nos perguntarmos o que acontecerá aos alunos do futuro, quando um dia, em vez de terem um ser de carne e osso a ensiná-los, terão um computador à frente, que se limita a debitar o programa que foi baixado…