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sexta-feira, maio 08, 2015

Livro do Mês- Coleção Clube das amigas

           Livro do Mês- Coleção Clube das amigas


 À semelhança dos anos passados, a nossa biblioteca está a preparar a “Semana da Adolescência”. Por isso mesmo – para variarmos um bocadinho – os livros deste mês serão dedicados não apenas a uma obra, mas a uma coleção inteirinha. 

       O “Clube das amigas” não é obviamente um conjunto de histórias que sejam do agrado dos rapazes. Todavia, são um olhar muito interessante e muito fiel do mundo das adolescentes, um mundo cheio de mágoas, ansiedades, vaidades, complexos, desejos, e muitos, muitos sonhos para conquistar.
         Qualquer aluna de 13, 14 anos facilmente se identificará com os grandes dramas e alegrias das heroínas destes livros: escrevem diários, confessando os seus amores e brigas que acontecem sempre numa família, descrevem a sua turma e escola, falam de blusões de cabedal e modas coloridas, zangam-se com as amigas, apaixonam-se pelo rapaz errado e, se sobrar algum tempo, É Tempo de Pensar na Minha Vida!
        Longe vão os tempos em que existiam duas bibliotecas: os “livros para as meninas” e os “livros para os rapazes” já não são tão óbvios e, atualmente, já é comum depararmo-nos com uma história de amor numa obra de ficção científica (os Jogos da Fome são o exemplo perfeito disso). Mas temos que admitir que os homens e as mulheres não pensam da mesma forma – se bem que sejam perfeitamente capazes de chegarem aos mesmos objetivos. Assim sendo, este mês vamos ser um bocadinho “cor-de-rosas” e darmos a conhecer às meninas deste agrupamento um conjunto de livros que se leem sempre com prazer e com muitas gargalhadas.

sábado, maio 29, 2010

Semana Da Adolescência

 

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Frase Do Dia

Deus não poderia estar em todo o lado e, por isso, criou as mães.

Rudyard Kipling, escritor e poeta inglês

quinta-feira, maio 27, 2010

Semana Da Adolescência

 

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Frase Do Dia

Para o Homem, apenas há três acontecimentos: nascer, viver e morrer. Ele não sente o nascer, sofre ao morrer e esquece-se de viver.

Jean de La Bruyère, ensaísta e moralista francês

Hikikomori: O Medo Pavoroso Da Vida

Este é um dos fenómenos mais estranhos, mais bizarros e mais perturbantes dos tempos modernos: cerca de um milhão de jovens japoneses do século masculino decide pura e simplesmente fechar-se num quarto e nunca mais sair deste espaço. Comem, dormem, fazem as suas necessidades básicas (normalmente, o “quarto” significa uma cama, um computador, clip_image004um armário e a casa-de-banho do lado) e chegam até a morrer ali. Não permitem a presença de ninguém, nem mesmo a dos próprios pais, que os estão a sustentar. Isolam-se do mundo, e a sua vida é dedicada a criar uma existência cor-de-rosa, cheia de literatura manga, jogos de computador, heróis e espadas Samurai, redes sociais, música rock e, por vezes, pactos de suicídio colectivo. Chamam-se hikikomoris, um termo que se pode traduzir por “Encerrar-se, fechar-se”.

É verdade que há muitos hikikomoris espalhados pelo mundo inteiro, mas este comportamento anti-social, que foi observado pela primeira vez nesta nação nipónica é, neste país, um verdadeiro flagelo social que debilita um número assustador de jovens, de tal forma que o governo japonês levou muito tempo a admitir que tinha um problema muito sério para resolver. Em mais parte alguma do planeta assistimos a um fenómeno com estas proporções tão preocupantes. Por isso mesmo, não demora muito para nos perguntarmos: porquê no Japão e como é que as coisas chegaram a este ponto?

São várias as razões que podem ter despoletado esta doença social: em primeiro lugar, ao contrário do que as pessoas pensam, a velha mentalidade Samurai ainda existe no Japão. “É preferível morrer com honra do que viver sem ela” foi sempre o grande lema destes extintos guerreiros, e os japoneses valorizam-na acima de tudo. Ainda hoje, neste país, o suicídio de honra é encarado como uma coisa nobre a virtuosa e não como um acto de cobardia ou de desespero. “Perder a face” é a pior coisa que pode acontecer a estes pobres seres humanos, e quem falha publicamente raramente merece uma segunda chance.

Pior ainda, a sociedade nipónica é uma sociedade colectiva, ou seja, o indivíduo não conta para praticamente nada. Os japoneses vivem em grupo, para o grupo, morrem em grupo (hoje já não é bem assim) e podem até morrer para “salvar a face” do clip_image002[5]grupo. Ora, quando um falha, falham todos. Por isso mesmo, as famílias destes hikikomoris escondem a sua vergonha, não contando nada aos vizinhos, aos amigos e até aos próprios membros da sua família. A mentira mais comum que usam, sempre que alguém lhes pergunta pelo filho, é dizer que este “está a trabalhar no estrangeiro”, mentira essa que resulta que nem ginjas, uma vez que ninguém o vê. O falhanço do filho é, portanto, uma mancha negra, uma nódoa para o clã inteiro. E, para salvar a honra “samuraica” deste, é preciso manter as aparências e mentir. Como devem calcular, esta mentalidade não nos ajuda nada a curar o jovem que claramente sofre de perturbações mentais e claramente precisa de ajuda psiquiátrica. Desta forma, toda uma família vive em constante sofrimento e está refém da depressão profunda do seu filho. Numa sociedade como a portuguesa, o pai arrombaria a porta do quarto, pregaria dois pares de estalos bem dados na cara do puto, os vizinhos ouviriam os berros da família e o catraio seria obrigado a ir à psicóloga. No Japão, pai e mãe sofrem em silêncio e não podem contar com a ajuda de ninguém.

Mais ainda, convém acrescentar que a sociedade japonesa é insuportavelmente exigente. Ao contrário dos latinos, que vivem a vida de uma forma despreocupada (até demais!), os japoneses têm que ser os melhores na escola e os melhores no local de trabalho. As “escolas do marranço” são uma constante neste país: miúdos que estudam 10 a 12 horas consecutivas durante dias e dias, para depois triunfarem nos exames e nos testes para a faculdade.

Para finalizar, os japoneses não podem mostrar emoções: não podem chorar, não podem ter ataques de raiva, não podem mostrar desejo sexual, não podem ser impulsivos, não podem levantar a voz no local de trabalho, não podem ter uma discussão acesa com ninguém, não podem, não podem, não podem. Se existe uma coisa que vocês não irão ver, se alguma vez visitarem o Japão, é um condutor a discutir com outro condutor ou alguém numa loja a exigir o livro de reclamações. E esta cultura auto-opressora está de tal forma entranhada no inconsciente colectivo que, sempre que um deles enlouquece, enlouquece com método e ordem e, ordeiramente, deixa o mundo exterior, para se encerrar num quarto para sempre.

Actualmente já existem programas de recuperação: as “Super Irmãs” são assistentes sociais que, cheias de boa vontade e boa disposição, conseguem pouco a pouco convencer os jovens a sair do quarto, conversar em grupo, ir ao cinema, ao centro comercial... enfim, ensinam-nos a voltar a viver. Pelo caminho, também ajudam a família inteira que, como devem calcular, está a necessitar como de pão para a boca de apoio psiquiátrico.

O mundo em que hoje vivemos tem de facto as suas coisas admiráveis. Porém, as novas tecnologias chegaram a um estado tal que um ser humano pode facilmente fechar-se numa casa e, a partir daí, viver a sua vida. Tudo pode ser comprado na Internet: comida, roupa, divertimento, pagar as contas do mês. Podemos trabalhar em casa, podemos fazer amigos no aconchego da nossa casa, podemos evitar toda a gente e encerrarmo-nos no nosso castelinho cor-de-rosa. O mundo que a Internet nos ofereceu é quase perfeito. Mas não abafa o sofrimento interior e a solidão.

Vejam agora este lindíssimo e tristíssimo vídeo da autoria de Jonathan Harris.

Hikikomori: Alguém se importa

Origem das Imagens 1 e 2

quarta-feira, maio 26, 2010

Semana Da Adolescência

clip_image002Frase do Dia

  A juventude envelhece, a imaturidade é superada, a ignorância pode ser educada e a embriaguez passa, mas a estupidez dura para sempre.

Aristófanes, dramaturgo grego

Dar à sola Ou Não, Eis A Questão!

No dia 31 de Maio iremos assistir a uma fuga sem precedentes ou assistiremos ao boicote mais fracassado da História da Internet? Para quem não faz a menor ideia do que é que estamos a falar, aqui vai um resumo desta polémica: os criadores da rede social mais famosa do momento, Facebook, decidiram, sem avisar os seus clientes, tornar públicos todos os dados pessoais e privados dos seus clientes, ou seja, clip_image003dados profissionais, moradas, conversas privadas, fotografias, etc. Tudo isto estará ao alcance de toda a gente. Pelo menos é o que jura o movimento QuitFacebookDay (Dia de desistir do Facebook), que tem como objectivo incentivar toda a gente a desactivar a sua conta precisamente no dia 31 de Maio.

Confesso que esta notícia acabou por me apanhar de surpresa: só ontem fiquei a par deste movimento, pelo que não posso assegurar que estes dados sejam verdadeiros, ou se não passam, afinal, de mais um dos muitos rumores da Internet. Porém, o criador desta rede social, Mark Zuckerberg confessou, numa entrevista, “ter metido o pé na argola”: “Eu sei que nós cometemos vários erros, mas acredito que a partir de agora o nosso serviço será melhor, e que as pessoas compreenderão que as nossas intenções são boas, e que nós reagimos às reacções das pessoas para quem trabalhamos", escreveu Mark Zuckerberg numa mensagem electrónica enviada a um influente 'blogger' de Silicon Valley, Robert Scoble, que disse ter autorização para a sua publicação.(notícia retirada deste link: http://aeiou.visao.pt/fundador-do-facebook-admite-ter-cometido-varios-erros=f560301)

Se é verdade o que o dito movimento anda a afirmar (podem ler as suas justificações aqui: http://www.quitfacebookday.com/) , então as notícias não são lá muito agradáveis para muita gente. Todavia, os espaços na Internet, ao contrário do que as pessoas pensam, nunca foram privados. Talvez seja por isso mesmo que, até à data, apenas uns “ranhosos” milhares estão dispostos a castigar esta rede social. Quem não gostou do Facebook há já muito tempo que desactivou a sua conta. Quem gosta, continuará a usá-la, se bem que, a partir de agora, passe a ser um bocadito mais cauteloso/a em relação àquilo que posta ou diz. Quanto muito, podemos afirmar que este grupo “Anti-Facebook” levantou uma polémica que vale a pena ser debatida. E, no meio disto tudo, há sempre algum mal que vem por bem: talvez agora os cyberbullies não sejam tão protegidos e tão ignorados como têm sido nos últimos anos. Mas todos nós sabemos que de boas intenções está o Inferno cheio…

De uma coisa temos a certeza: se estas novas leis forem para a frente, todas as outras redes sociais imitarão a equipa de Mark Zuckerberg. Por isso, tenham ainda mais atenção ao que escrevem e postam!!

Sandra Costa

Imagem retirada de:

http://www.kateandneil.com/wp-content/uploads/2010/01/bye-facebook.jpg

terça-feira, maio 25, 2010

Semana Da Adolescência

Anorexia: Uma “Moda” Que Mata

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A anorexia nervosa caracteriza-se por ser uma doença psiquiátrica que afecta sobretudo adolescentes e adultos jovens do sexo feminino, levando a grandes prejuízos biopsicossociais com elevada morbilidade e mortalidade. As doentes anorécticas, por norma mulheres, têm uma lógica de raciocínio que as leva a acreditar de que estar magra é um dos caminhos mais curtos para obter a felicidade. Ou seja acreditam que estar magra é o mesmo que ser atraente, ter sucesso ou ser feliz.

Este raciocínio de tipo caótico é extensível ao estilo de vida desorganizado de uma doente anoréctica. Uma das causas possíveis para explicar esta disfunção alimentar é a própria desordem pessoal. Uma das explicações avançadas para o excessivo controlo alimentar é uma tentativa fracassada de ordenação e segurança emocional. Alguns dos traços psicológicos mais característicos neste distúrbio de comportamento alimentar são: a) baixa auto-estima; b)sentimento de desesperança; c)desenvolvimento insatisfatório da identidade; d)tendência a procurar aprovação externa; e)extrema sensibilidade a críticas e finalmente, conflitos relativos aos temas da autonomia versus dependência.

clip_image004 Em torno deste transtorno alimentar surge a possibilidade de pessoas que olham a anorexia não como uma doença mas como um estilo de vida comunicarem entre si e criarem uma comunidade virtual de culto desta identidade. Este fenómeno de redes sociais em torno desta forma de vida tem vindo a crescer no Brasil e as comunidades pró-ana que defendem o lema “ Anorexy is not a disease, is a lifestyle” (A Anorexia não é uma doença, é um estilo de vida) prolifera a olhos vistos na Internet. Uma vez que esta patologia é reconhecida pelo discurso médico como sendo uma doença, o espaço virtual é um ambiente no qual as cybernautas reafirmam as suas fraquezas: o no food, a fome, as compulsões alimentares, o medo de engordar e sobretudo, o desejo de ser “normal” são receios que partilham umas com as outras, construindo um meio de auto-afirmação e estabelecendo laços de pseudo- solidariedade no sentido de não pisar o risco e manter o auto-controle corporal e restrições alimentares.

O culto da beleza corporizada num ideal de perfeição é em grande parte mediatizado pela comunicação social. O mundo da moda a ditar regras de beleza de proporções delimitadas levou ao extremo, pois o controlo do peso para quem segue os padrões vigentes, termina apenas numa reviravolta de ciclo, depois de casos de morte por subnutrição de modelos de renome.

Existe um ambiente de apelo na era moderna que identifica o corpo como meio de afirmação das jovens na possibilidade de uma vida repleta de amigos, no valor da atracção física e na inspiração para o sucesso em todas as demais áreas de vida. As mensagens vindas da publicidade, moda e desporto criam terreno fértil para as idealizações do “EU” e emanam as vantagens incontornáveis de um padrão de beleza única, sem vias alternativas de auto-superação. No entanto, os riscos surgem quando existem predecessores biológicos e psicológicos que alimentam a convicção pessoal de que este é o caminho certo para o Projecto de Identidade Pessoal. Este determinismo de discurso acalenta a sua própria ideia falseada e distorcida da dimensão do corpo e da dimensão dos desafios da idade adulta, como limitados a uma única premissa: Ser Magra(o) é a Solução para todos os Problemas.

Helena Guerreiro,

Psicóloga Escolar

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Semana Da Adolescência

 

clip_image002 Frase Do Dia

A curta duração das nossas vidas proíbe grandes voos às nossas esperanças.

Horácio, 65-8 d. C., poeta romano, Odes

segunda-feira, maio 24, 2010

Semana Da Adolescência

 

Frase do Dia

Quando eu era jovem pensava que o dinheiro era a coisa mais importante do clip_image002mundo. Hoje, tenho a certeza.

Oscar Wilde, escritor e poeta inglês

 

 

 

 

Adolescente sofre!

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Em Setembro, chegará às salas de cinema o filme Easy A, do realizador Will Gluck (ainda não há tradução portuguesa para o título). Esta é uma história que narra, de uma maneira extremamente divertida, o “horror” que é sermos diferentes numa escola de adolescentes supostamente “normais”, e do que somos capazes de fazer para escondermos quem verdadeiramente somos. E tudo isto porque queremos ser aceites no grupo dos “populares” e não queremos ser alvo de bullying.

A heroína desta história decide, cheia de boa vontade, fazer um favor a um amigo seu, que é homossexual. Mal sabe ela os sarilhos em que se irá meter...

Easy A (trailer legendado)