segunda-feira, dezembro 08, 2008

Mais prendinhas de Natal!

A equipa da Biblioteca/Centro de Recursos aconselha estas duas excelentes prendas para oferecer aos nossos ávidos leitores:

Sementes Mágicas, de V.S. Naipaul

clip_image002 clip_image004 O autor

Prémio Nobel da Literatura em 2001, Naipaul é um escritor indiano que, à semelhança de muitos intelectuais, sente um imenso embaraço pelo sistema de castas na sua nação. Esta obra foca precisamente este grande problema actual de um gigantesco país, cada vez mais ocidentalizado mas ainda agarrado a muitas tradições.

William Chandram é a nossa personagem protagonista. Muito idealista e ingénuo, decide voltar à sua terra natal, com o objectivo de se juntar a um movimento clandestino, que supostamente quer salvar as castas inferiores. Em vez disso, acaba por se envolver com um grupo de delinquentes e de marginais.

Mas este romance é muito mais do que uma crítica à sociedade: é também uma procura da nossa identidade. William descobre, com espanto, que muitos párias não querem mudar. A mudança é algo que consegue assustar muitas pessoas. Muitos de nós preferimos o presente horrível e rejeitamos um futuro imprevisível…

Venenos de Deus, Remédios Do Diabo, de Mia Couto

clip_image005 clip_image007 O Autor

Reza, assim, a sinopse do livro:

O jovem médico português Sidónio Rosa, perdido de amores pela mulata moçambicana Deolinda, que conheceu em Lisboa num congresso médico, deslocou-se como cooperante para Moçambique em busca da sua amada. Em Vila Cacimba, onde encontra os pais dela, espera pacientemente que ela regresse do estágio que está a frequentar algures. Mas regressará ela algum dia? Entretanto vão-se-lhe revelando, por entre a névoa que a cobre, os segredos e mistérios, as histórias não contadas de Vila Cacimba — a família dos Sozinhos, Munda e Bartolomeu, o velho marinheiro, o administrador, Suacelência e sua Esposinha, a misteriosa mensageira do vestido cinzento espalhando as flores do esquecimento.

Mia Couto é Mia Couto, dispensam-se as apresentações… Quanto à capa, é um primor!

S.C.

domingo, dezembro 07, 2008

Livro Da Semana

Breve História De Quase Tudo, Bill Bryson

clip_image004(…) há cerca de quatro ou cinco anos – estava eu num avião sobrevoando o Pacífico , olhando distraidamente para um oceano banhado pelo luar, quando me ocorreu, com uma certa insistência desagradável, que não sabia absolutamente nada sobre o único planeta em que alguma vez ia viver. Não sabia, por exemplo, porque é que os oceanos eram salgados e os Grandes Lagos não. (…) Eu não sabia o que era um protão, ou uma proteína, não sabia a diferença entre um quark e um quasar, não sabia como é que os geólogos conseguiam olhar para um estrato rochoso numa parede de um desfiladeiro e determinar a respectiva idade, não sabia mesmo nada. (…) E, já agora – ou talvez acima de tudo – como é possível que os cientistas pareçam tantas vezes saber praticamente tudo sem, todavia, conseguirem prever um terramoto, ou dizer-nos se devemos levar um guarda-chuva para o futebol no próximo domingo?

clip_image002É assim que Bill Bryson explica ao leitor, na sua introdução, a razão que o levou a escrever esta obra: não sabia nada de Ciência. O autor não é um cientista, é, isso sim, um famoso escritor de livros de viagens. O mesmo considera-se um “viajante relutante” e curioso. Porém, ironia das ironias, o mesmo autor que fala do mundo e dos sítios onde esteve, nada sabia do funcionamento do seu próprio planeta.

É então que decide dedicar anos da sua vida a pesquisar livros, revistas e jornais de carácter científico, para além de conversar com muitos, muitos cientistas. O seu objectivo? Escrever uma obra que, de uma forma divertida e acessível a toda a gente, consiga explicar tudo aquilo que sempre quisemos saber: por que razão o céu é azul? Por que razão o mar é salgado e os rios não? O que é o “Big Bang” e como o descobriram? O que havia antes do “Big Bang”? Já agora, quem inventou este nome? O tempo existe? Como é que os cientistas sabem que há lava nas profundezas do planeta? Como é que os fósseis são fabricados? E por que razão existem tão poucos? Por que razão desapareceram os dinossáurios? E antes deles, o que havia?

Divertido, fenomenal, por vezes hilariante, este livro é uma injecção de Saber e de historietas deliciosas do mundo da Ciência!

S.C.

sábado, dezembro 06, 2008

Baú Da Avozinha

Os Gabinetes/Armários Das “Curiosidades”

clip_image002 Nos inícios do século XXI, custa-nos a acreditar que museus, como o nosso Museu De História Natural ou o famoso e grandioso American Museum Of Natural History (Museu Americano de História Natural, em Nova Iorque) tenham começado precisamente desta forma: com o contributo de uns tantos milionários ociosos e excêntricos.

No entanto, temos que perceber uma coisa: a Ciência, como hoje a conhecemos, ainda se encontrava no início. Não eram necessários diplomas e cursos profissionais para se fazer História. A Arqueologia, por exemplo, está cheia de historietas de condes, duques e milionários, que faziam descobertas fabulosas, porque eram uns apaixonados pelo Saber ou, simplesmente, porque estavam no sítio certo à hora certa. Mas o “bichinho” da aventura acabava por se entranhar no espírito destes aristocratas…

O que eram, então, os gabinetes ou armários das “curiosidades”? Em 1804, um jovem americano, de nome Delacourte, criou uma moda, entre as classes mais altas: expor as suas colecções “científicas” às visitas ou pessoas importantes. Mas estas colecções já existem desde o século XVI, graças aos Descobrimentos. Eram também conhecidas pelo nome de “Câmara das Maravilhas”.

No que consistiam? Era, no fundo, um enorme acumular de ossos de dinossáurios, corpos de sereias, aves embalsamadas vindas de países desconhecidos, olhos de espécies extintas, etc, etc. Normalmente, elas eram expostas numa espécie de montra em forma de armário (um bocado semelhante às cristaleiras de hoje, com uma pitada de escrivaninha) e causavam sensação e fascínio. Estamos, obviamente, a falar de um tempo sem televisão, Internet, telefone, cinema. Por isso, não é de espantar que o público ficasse emocionado ao ver um pica-pau embalsamado, um ovo de uma espécie já desaparecida, ou até a presença assustadora de uma múmia egípcia no seu sarcófago. Viajar era para os ricos, fim da história. As restantes classes trabalhavam e nunca chegavam a conhecer outras terras e outras gentes. Os nossos antepassados viajavam muito através dos livros, especialmente os de viagem.

clip_image003Obviamente que muitos destes “gabinetes” eram puro lixo: esta gente endinheirada, mas bem-intencionada, pouco ou nada sabia de Biologia, Geologia, Zoologia, etc. Daí o facto de serem facilmente enganados: os nativos dos países que eles visitavam não hesitavam em inventar as maiores petas aos senhores duques, com o objectivo de lhes sacarem uns bons dinheiritos. O que não quer dizer que só havia maus gabinetes: no meio de muita “tralha”, era possível encontrar importantes e fabulosos vestígios arqueológicos de outros tempos e de outras civilizações. Com o tempo, estes armários passaram a ser imensas salas cheias de “curiosidades” e raridades”, e muitos destes donos davam-se inclusivamente ao trabalho de estudá-las, desenhá-las e catalogá-las. A Ciência deve-lhes muito…

clip_image005Delacourte e os seus amigos eram também filantropos: quando se aperceberam de que as suas vastas colecções captavam a curiosidade de toda a gente, não hesitaram em criar “museus”, onde todos, pobres ou não, poderiam ter acesso a elas, a tronco de um cêntimo ou xelim. Houve mesmo autodidactas que criaram estes espaços nas zonas mais pobres da América ou da Inglaterra, na esperança de “educar” as massas mais desfavorecidas.

Porém, o tempo é impiedoso: quando os verdadeiros museus de História Natural começaram a abrir as suas portas ao público, e ainda por cima de graça, os “gabinetes” começaram a perder clientes. Um a um, foram desaparecendo. Ou melhor dizendo, as colecções foram doadas ou vendidas a estes novos espaços.

Nos andares mais baixos (e raramente visitados) do Museu Americano de História Natural, existem centenas de “gabinetes” doados. Esta grande instituição criou o hábito de acumular tudo o que tem adquirido, ao longo dos anos. Além disso, estes “armários de curiosidades” são uma parte da história do museu. Destruí-los, seria negar o seu passado.

Foi no ano de 2002 que dois escritores norte-americanos (Douglas Preston e Lincoln Child) criaram um livro policial, precisamente à volta destas colecções, de nome “O Gabinete das Curiosidades”. O sucesso foi tão grande, que muitos nova-iorquinos pediram ao seu Museu de História Natural para fazer uma gigantesca exposição, tendo como tema este pedaço fascinante da história do século XIX. Mas o seu desejo ainda não foi atendido…

Link para saberes mais:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Gabinete_de_curiosidades

S.C.

Mais Seis Para a Colecção!

A biblioteca acabou de adquirir seis novos livros, oferecidos por um doador, que prefere manter-se anónimo. São ao todo seis obras que vale a pena ler, quatro do género policial e duas de romance histórico.

Eis os seus nomes:

1- O Fiel Jardineiro, de John Le carré;

2- O Farol, de P.D. James;

3- César Imperador, de Max Gallo;

4- O Fogo do Céu, de César Vidal

5- Morte no Bosque, de Harlam Coben;

6- Rei, Capitão, Soldado, Ladrão, de Ruth Rendell.

Agradecemos a sua modesta contribuição, e fazemos aqui um apelo: os livros só têm vida, quando são lidos e relidos. Se tiver em casa obras de que gostou, mas já não vai voltar a ler, aproveite e faça o mesmo!

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Feira do Livro e dos Minerais

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sexta-feira, dezembro 05, 2008

A VOL Recomenda…

Para Todos os que Adoram Ser Crianças

Vem aí o Natal, para alegria da pequenada e de muitos adultos, que ainda não perderam o seu lado de criança.

Desta vez, iremos falar de livros muito especiais. Falaremos de obras que mexem com os nossos sentidos, que nos fazem voar para reinos irreais, e que se comem com os olhos e com as mãos. É quase impossível resistir a eles, sejamos miúdos ou graúdos. E estão cheios de segredinhos e bombons: caixinhas misteriosas, portas que se abrem e que dão lugar a cartas secretas, espelhos para detectarmos um fantasma ou vampiro, tesouros escondidos, madeixas de cabelo…

Qual é, então, o seu sonho? Aprender a vida dos dragões, saber como se reproduzem, como crescem e domesticar um? A obra Guia de Campo de Dragões, de Ernest Drake é um excelente roteiro “turístico” para todos aqueles que querem saber mais destes seres que (a obra jura a pés juntos) ainda existem, e até diz como os encontrar e apanhar!

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Mas se o seu sonho é seguir os passos de Harry Potter, nada como o volume Magologia - O livro dos Segredos de Merlim, de vários autores. Nele, aprenderá a voar, a fazer poções, a contactar com outros magos…

Ou será que o Egipto é um dos seus grandes sonhos? Para isso, compre Maravilhas do Egipto – Curso de Egiptologia, onde aprenderá a preservar descobertas valiosas em escavações, conjurar os deuses e demónios ou até fazer uma múmia.

Bom… Se calhar, um pequeno assunto terra-a-terra é mais o seu estilo. Nesse caso, adquira o livro Como Ser um Cavaleiro – O Compêndio de um Escudeiro. É muito útil para quem está a pensar em mudar de profissão…

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E, por fim, como não havia deixar de ser, o mundo da fantasia ficaria vazio sem a presença dos nossos queridos piratas. A obra Piratologia é um festim para os olhos, ao mesmo tempo que nos ensina bastante como era a vida destes destemidos e terríveis “exércitos”.

Todos estes livros são lindíssimos, de capa dura, pertencem à editora Livros Horizonte, são facilmente manuseados por crianças a partir dos 6 anos, e constituem uma excelente prenda de Natal para todos aqueles que adoram sonhar acordados!

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Afinal, O Que Faz Um Bom Professor?

 

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Esta é uma questão que, nos tempos conturbados em que vivemos, merece uma boa e séria discussão. O que é um bom professor? Alguém com um diploma? Ou alguém com vocação para ensinar? Ou serão necessárias as duas coisas?

António Raposo ficou conhecido por ter sido condenado a mais de um ano de prisão, uma vez que, durante 30 anos, mentiu ao Ministério de Educação, forjando o seu próprio currículo profissional. Desta forma, durante três décadas, leccionou aulas de Matemática, sem nunca ter tido profissionalização para tal…

Ao longo da sua vida, este ex-professor testemunhou com os próprios olhos a evolução do sistema de ensino, em Portugal. Viu cair governos, ministros, ideologias. Que pensará este outsider da educação actual das escolas públicas?

A livraria Vemos, Ouvimos e Lemos, a propósito do lançamento da sua biografia (António Raposo - Professor Sem Diploma), convidou-o para uma pequena palestra no seu espaço, que será realizada amanhã às 18 horas.

Esta é a biografia em jeito de romance, de história de aventuras, de análise do estado do ensino em Portugal por parte de quem fez parte do sistema durante 30 anos, sentiu as suas falhas e procurou encontrar soluções. Herói ou vilão, quem é António Raposo?

Aconselhamos os nossos alunos, colegas e encarregados de educação a participarem neste evento. De certeza que teremos uns bons momentos de aceso debate…

quarta-feira, dezembro 03, 2008

De Onde É Que Vem A Expressão…

 

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Fazer Alarde

A palavra “alarde” significava perfeitamente o mesmo que “alardo”, e foi só no século XVI que passou a ter o sentido que hoje utilizamos: “armar-se em bom”, vangloriar-se, gabar-se. Porém, na Idade Média, “fazer alardo” era um termo utilizado pelos militares, que designava a revista que anualmente se fazia aos exércitos, ou quando um combate iria ter lugar. O escritor Fernão Lopes usou precisamente estas palavras na sua Crónica De D. João I, quando o Mestre de Avis fez a vistoria das suas tropas, antes de entrar no campo de batalha, contra os castelhanos.

Hoje em dia, usamos esta expressão para falarmos daquelas pessoas irritantes que se fazem passar por mais inteligentes, mais cultas, mais sedutoras ou mais corajosas do que efectivamente são…

Fazer Fiasco ou Ser um fiasco

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Ora aqui temos uma expressão ainda hoje muito usada: “fazer fiasco” ou “ser um fiasco” é o mesmo que dizer que algo ou alguém fracassou ou não correspondeu às nossas expectativas. Além disso, a palavra “fiasco” é italiana. E vale a pena conhecer a origem desta expressão, porque a história é bem hilariante!

Biancolletti foi um actor italiano muito famoso no século passado e era sobretudo conhecido pelos seus truques de malabarista. Fazia muitas representações teatrais que envolviam imensos objectos, desde cadeiras até vassouras, desde espelhos até frascos de vidro. Ao mesmo tempo, “conversava” com o público e os seus utensílios de palco. Os italianos adoravam-no…

Mas houve um dia em que nada lhe correu bem. O número que tinha imaginado com tanto cuidado não tinha a menor graça, e o público pura e simplesmente recusava-se a rir. Tinha preparado uma série de gracejos e trocadilhos à volta de uma garrafa (“fiasco”/frasco) que, para espanto seu, não provocava nem à força uma única gargalhada. Ao fim de muitas tentativas, e já farto, teve um ataque de fúria e jogou a garrafa ao chão, estilhaçando-a em mil bocados. A partir daí, sempre que uma peça de teatro ou espectáculo falhava, os italianos diziam: “Olha, foi um fiasco!”

O termo generalizou-se em muitos países, particularmente aqueles que tinham muitos emigrantes de descendência italiana.

S.C.

terça-feira, dezembro 02, 2008

Estante do Mês

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Este é o Mês dos grandes mestres da literatura nacional e internacional. Temos um pouco de tudo: Dostoievsky; Shakespeare, José Régio, Fernando Pessoa, Carlos Drummond de Andrade, Albert Camus e Marguerite Yourcenar, Miguel de Cervantes e Camões, Florbela Espanca e Garcia Lorca, Gabriel Garcia Marquez e Fernão Lopes, entre muitos outros…

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A equipa da Biblioteca/Centro de Recursos optou por este tema mensal, uma vez que, na última semana de aulas, iremos realizar a habitual feira do livro. Por isso, não há nada melhor do que incluirmos as novidades fresquinhas com os velhos clássicos de sempre!DSC06994

As férias estão à porta e vamos ter todos tempo para ler!

O Baile da Biblioteca!!

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Livro da Semana

 

O Engenhoso Fidalgo D.Quixote de La Mancha, Miguel de Cervantes

clip_image002Ilustração de Lima de Freitas

Miguel de Cervantes de Saavedra nasceu a 29 de Setembro de 1547 e morreu em 23 de Abril de 1616. Para os nuestros hermanos, é um dos escritores mais importantes da literatura espanhola e aquele que mais fama ganhou no mundo inteiro, de tal forma que Hollywood já fez várias várias versões desta obra.

Mesmo nunca tendo lido D.Quixote, toda a gente conhece as duas personagens protagonistas: o franzino, sonhador, destemido e enlouquecido fidalgo e o seu criado fiel, Sancho Pança.

Do que fala o livro? Os romances de cavalaria que tinham surgido na Idade Média como um dos grandes expoentes da literatura, tinham-se tornado lamechas, pirosos e estereotipados, no século XVI. Cervantes resolve fazer uma obra, que tem como objectivo criticar e ridicularizar este género literário. Para isso, imagina um fidalgo, que já de certa idade, se entrega à leitura desses romances. Ora, tanto os leu, que pifou de vez… E passa a acreditar que ele mesmo é um cavaleiro andante.

Que faz ele? Decide inventar um nome para si mesmo (D.Quixote) e parte para o mundo à aventura, fazendo do seu pobre criado Sancho Pança o seu escudeiro, como mandava a etiqueta. Juntos, vivem várias aventuras, qual delas a mais fascinante. D.Quixote, com o tempo, tornou-se o símbolo da figura romântica do ser humano que se sacrifica em nome do que acredita, enquanto que Sancho Pança representa o ser humano prático, terra-a-terra e pragmático, que “tempera” os excessos do fidalgo. Os dois juntos, tornam-se o símbolo da verdadeira amizade.

O mais interessante de tudo isto é que, querendo ridicularizar os romances de cavalaria, muitos críticos consideram que Cervantes escreveu o melhor romance de Cavalaria de todos os tempos…

Apenas uma pequena curiosidade: o livro foi editado em 1605 e pretendia ser uma obra acabada. Porém, como o sucesso foi enorme, um certo Alonso Fernandez de Avellaneda escreveu uma falsa continuação, em que adulterava completamente o sentido da obra obrigando, assim, Cervantes a compor uma segunda parte em 1615, um ano antes da sua morte.

Para saberes mais informações de Cervantes, poderás consultar a página da Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Miguel_de_Cervantes

1 de Dezembro



Restauração da Independência

A Restauração da Independência é a designação dada à revolta iniciada em 1 de Dezembro de 1640 contra a tentativa de anulação da independência do Reino de Portugal, por parte da dinastia filipina (de Espanha) e que vem a culminar com a instauração da Dinastia Portuguesa da casa de Bragança.

A morte de D. Sebastião na batalha de Alcácer Quibir, em 1578, não deixando herdeiros, conduziu ao trono o Cardeal D. Henrique, seu tio-avô. Também este faleceu (em 1580) sem deixar herdeiro que pudesse ocupar o trono de Portugal. Nesta sequência, a coroa passou para Filipe II de Espanha. Apesar das promessas deste rei, os portugueses foram perdendo direitos ao longo da dinastia filipina (com Filipe III e IV), tornando-se subalternos em relação a Espanha. As várias situações de incumprimento e desrespeito pelas promessas de início, originaram revoltas em vários pontos do país.

Por fim, a 1 de Dezembro de 1640, um grupo de 40 fidalgos introduz-se no Paço da Ribeira, onde reside a Duquesa de Mântua, representante da coroa espanhola, mata o seu secretário Miguel de Vasconcelos e vem à janela proclamar D. João (D. João IV), Duque de Bragança, rei de Portugal. Terminam, assim, 60 anos de domínio espanhol sobre Portugal. A revolução de Lisboa foi recebida com júbilo em todo o País.


Aclamação de D. João IV -"O Restaurador".

http://www.leme.pt/historia/efemerides/1201/


http://www.eb23-cmdt-conceicao-silva.rcts.pt/sev/hgp/10.3.htm



domingo, novembro 30, 2008

Sugestão dos Alunos - Livro da Semana

Génios do Mundo – Pasteur, Margarida Fonseca Santos

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Este livro fala-nos de um jovem chamado Philippe, de 19 anos, que está a tirar o curso de Estudos Literários. Ora, numa aula, foi-lhe pedido um trabalho sobre alguém muito importante, no ramo da Medicina ou da Biologia. “Calhou-lhe”, então, a vida de Pasteur.

Primeiro que tudo, Philippe foi entrevistar Jean Marc, um descendente deste cientista, para conseguir algumas informações sobre a sua vida. Ficou, então, a saber que ele teve pais perfeitos e maravilhosos. Soube também que Pasteur, ao candidatar-se pela segunda vez na faculdade, ficou em quarto lugar, o que não o impediu de se tornar no pai da Microbiologia.

Pasteur fez imensas descobertas científicas. Por exemplo, este utilizava vários instrumentos para fazer as suas experiências e descobertas. Começou a estudar os cristais de ácido tartárico. Descobriu também que as bolhas que o pão por vezes cria são CO2 libertado na fermentação, e que os seres vivos não nasciam do nada, ao contrário do que muita gente, naquela altura pensava. Estudou a morte inexplicável dos bichos da seda, descobriu a vacina contra a raiva e conseguiu arranjar uma forma de esterilizar o material cirúrgico. Actualmente, existe um instituto com o seu próprio nome!

A editora deste livro chama-se Zero A Oito e tem como objectivo mostrar, de uma forma divertida, a vida de muitas figuras importantes da história da Humanidade. As lindíssimas ilustrações deste livro são da autoria de Vasco Gargalo.

Clara Rações, 7º B

sábado, novembro 29, 2008

Dia Mundial da Sida

1 de Dezembro

SIDA:

Síndrome de Imunodeficiência Adquirida

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Doença sexualmente transmissível

Mas NÃO SÓ!

TAMBÉM SE TRANSMITE:

- da mãe para o filho durante a gravidez, parto e aleitamento

- por contacto com sangue infectado

- através de agulhas, seringas e outro material de injecção contaminado

NÃO SE TRANSMITE POR:

- relações sexuais com preservativo usado correctamente

- comida e talheres

- trabalhos de equipa; contactos sociais

- aperto de mãos e abraços

- uso de casas de banho

- tosse e espirros

- picadas de insectos

Muito embora esta problemática do VIH/SIDA tenha surgido inicialmente como um problema de saúde, é cada vez mais um problema de ordem social, com múltiplas implicações na comunidade. Estas implicações, de cariz individual e social, traduzem-se, essencialmente, em hospitalizações prolongadas e/ou frequentes, alterações emocionais com implicações a nível psicológico, dificuldades de manutenção e/ou obtenção de emprego, diminuição das capacidades económicas e o afastamento e/ou rejeição dos elementos de suporte social do indivíduo, nomeadamente, colegas, amigos, vizinhos e, muitas vezes, a própria família.

Já existe um Código de Conduta subscrito por um conjunto de empresas, em que parte delas desenvolvem actividades em países em que a infecção é altamente frequente.

Este código estabelece um compromisso com a não discriminação de pessoas que vivem com VIH, com os esforços de prevenção junto dos colaboradores destas empresas e com o respeito pelo carácter voluntário e confidencial do teste de detecção da infecção.

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http://www.sida.pt/

sexta-feira, novembro 28, 2008

Uma Noite de Cumplicidade

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Vinte e uma horas e um frio de rachar blocos de gelo! A primeira sessão “Dois Dedos de Conversa”, no espaço da livraria “Vemos, Ouvimos e Lemos” contou com um pequeno e simpático grupo de participantes que, apesar do gelo da noite serpense, esqueceram-se temporariamente dos aquecedores e das lareiras, e juntaram-se para criar um bom serão entre alunos, encarregadas de educação, professores e amigos.DSC06966

Uma vez que o tema desta tertúlia era a comida, bem como o seu poder nas nossas vivências e na literatura, a actividade teve início com um jogo de aromas: cada participante retiraria de um saco um guardanapo embrulhado. Nele, encontrava-se encerrado um aroma. De olhos vendados, a pessoa teria, então, que descrever a primeira imagem que viria à sua cabeça.

Os resultados foram divertidos, belos e até inesperados: para Guadalupe Sim Sim (Enc.Ed.), o caril trouxe-lhe más (e ao mesmo tempo cómicas) recordações de infância, uma memória que envolvia uma madrinha e um frasco de caril derramado, empestando o ar onde todos estavam; para Paula Janeiro (Enc.Ed.), o alecrim trouxe-lhe a imagem de uma lindíssima menina, de vestido vaporoso, a percorrer um campo solarengo, num dia de primavera; para a Helena Guerreiro (Psicóloga na ESS), o eucalipto fez-lhe lembrar passeios pedestres, passeios estes que ficaram um tanto ou quanto distorcidos, graças ao aroma do alho, que encheu todo o saco e apagou quase todos os outros cheiros; à aluna Beatriz, depois de cheirar um pimentão verde, ocorreu-lhe apenas a imagem de algo fresco, da cor do legume que acabara de ter nas mãos; para a professora Sandra Costa, a canela trouxe-lhe ecos dos Descobrimentos e de um marinheiro agarrado ao mastro de uma nau carregada, cheia de especiarias agora molhadas e perdidas; porém, ao aluno Miguel Monteiro DSC06974ocorreu-lhe a imagem de crepes quentinhos, cheios de canela; por fim, a aluna Carolina Valente, depois de cheirar um pequeno lima-limão, evocou a imagem de um baú velho, aristocrático, forrado de tecido azul-esverdeado.

Terminada esta brincadeira, falou-se de tudo o que estivesse relacionado com comida: falou-se de queijo e requeijão, de almece, de fruta, de vinho, do comer bem e do comer mal, de modismos à mesa (“o que está agora a dar” é o sushi e a comida vegetariana), e chegou-se a falar até do fenómeno da anorexia e da bulimia, com uma imperatriz Sissi à mistura. Por fim, foram lidas passagens do novo livroDSC06958 de Miguel Esteves Cardoso (Em Portugal Não se Come Mal) e da obra de Joanne Harris, O Vinho Mágico.

As conversas são como as cerejas, dizem os antigos. Por isso, esta actividade não foi preparada ao pormenor. As opiniões, paixões e confissões de cada um teriam que ser espontâneas, abrindo, assim, portas para mais participações, depoimentos e pontos de vista. A verdade é que muito foi dito e falado, numa simples hora e meia!

Resta-nos agradecer à Encarregada de Educação Paula Janeiro pelo seu excelente bolo de chocolate, e ao Paulo Barriga, por nos ter cedido o espaço da sua biblioteca. O Coord. da BECRE também colaborou e registou, para a posteridade, as imagens e sons do encontro.

Para o início de Janeiro, a segunda sessão terá como tema “Os Fantasmas”, e pede-se que os participantes tragam uma lanterna! Até à próxima!

S.C.

Recomeço

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Nestes versos canto,

Canto o que me vem na alma,

Neles sonho

Um dia estar contigo.

Se um dia te esqueci

Nesse dia enlouqueci,

O que pensava fazer

Era um erro,

Se disse algo,

Menti.

Essa é a palavra certa

Amor

É o que sinto por ti,

E,

Quando penso nisso,

Desperta a felicidade,

Quem não repara fica espantado,

Quem repara fica calado.

Quando o menciono,

Vêm-me as lágrimas,

É como se o sentisse,

Viro mais uma página.

Nela,

Trago tudo o que tinha sonhado,

E eu via

Que tudo se concretizara.clip_image004

Um dia,

Parei para pensar no passado.

Tudo o que tinha na memória

Era tristeza,

E dela me tinha afastado.

E,

Nesse momento,

Parecia que tinha voltado

A solidão

Que, um dia,

Tinha sentido.

Não fazia parte de mim,

Esse sentimento forte,

Um sorriso ninguém via.

Acordei

E senti a mudança.

Nesse momento,

Pensei que o passado

Tinha de esquecer,

Para poder

De novo viver.

És tu a razão

Para o fazer…

Poema de Paulo Estradas, 7º B

Ilustrações de Kathy Osthman e Leophotophile

quarta-feira, novembro 26, 2008

Amanhã, iremos falar de paparoca!!

 

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Como já tinha sido anunciado no nosso Plano Nacional de Leitura, a actividade “Dois Dedos de Conversa” irá ter início amanhã, no espaço da livraria “Vemos, Ouvimos e Lemos”, por volta das vinte e uma horas.

Pretende ser uma pequenina tertúlia, a propósito de um tema à escolha. A partir do mesmo, lêem-se livros, contam-se vivências, trocam-se opiniões…

Como esta irá ser a primeira sessão, decidimos falar de algo que é do agrado de todos, e que pode ajudar a “quebrar o gelo”. Daí até escolhermos o tema da comida, foi um pequeno passo!

E, de facto, muito podemos dizer acerca deste assunto, desde episódios memoráveis ou caricatos das nossas vidas, até livros dedicados a este “pecado mortal”.

Para os “bons garfos” e bons leitores, eis um serão que promete ser divertido para miúdos e graúdos!

Apareçam e… BOM APETITE!!

De Onde É Que Vem A Expressão…

Procurar Um Bode Expiatório

clip_image002William Holman

Os portugueses conhecem muito bem o sentido desta expressão: atirar as culpas a alguém, não importando sequer se ele ou ela é culpado/a de algum mal que foi feito.

A origem deste dito vem de há milhares de anos atrás e tem origens hebraicas: todos os anos, os judeus celebravam “O dia da Expiação”, e para que esse ritual fosse eficaz, um bode era escolhido entre os melhores dos melhores. Seguidamente, cada membro judeu colocava a mão em cima da pobre besta e, à frente de todos, confessava publicamente todos os pecados e pecadilhos que fez ou teve vontade de fazer, ao longo de todo esse ano. Quando terminava, dava o seu lugar a outro que, por sua vez, fazia exactamente o mesmo.

Quando finalmente o grupo inteiro “descarregava” os seus pecados, o coitado do animal era apedrejado até à morte levando, assim, todos os males da comunidade para outro mundo, o mundo dos mortos

. Desde então, “bode expiatório” passou a ser qualquer ser humano que tem que pagar pelos erros que alguém fez ou que todos fizeram…

Brilhar Pela Ausência

clip_image004 Herald Angel

Esta é uma expressão que, infelizmente, está a cair em desuso: dizemos “brilhar pela ausência” quando reparamos que alguém não está presente numa cerimónia, festejo ou ritual de grande importância para a sociedade ou para um grupo. Normalmente, este dito é expressado com muita ironia, pois uma pessoa pode, de facto, “dar nas vistas”… Por não se encontrar num determinado sítio.

Custa a acreditar que esta velha expressão tenha nascido de uma história perfeitamente verídica e muito bem documentada: quando Júnia, viúva de Cássio e irmã de Bruto, morreu, o seu cortejo fúnebre não tinha as máscaras fúnebres nem do seu marido nem do seu irmão. O historiador Tácito escreveu, a propósito deste episódio: “Mas as imagens de Bruto e Cássio, mais que todas, lampejavam por ali não estarem”. Outra tradução não utiliza o verbo “lampejar”, mas sim, as palavras “brilhavam pela sua ausência”.

Por que razão este acontecimento ficou para a história? Expliquemos, então: quando um familiar de uma família muito importante morria, fazia-se um cortejo fúnebre com TODOS os membros da dita. No caso dos mortos, eram criadas máscaras fúnebres. Era como se eles tivessem sido convidados para a cerimónia do enterro. No entanto, Cássio e Bruto assassinaram Júlio César, pelo que os seus rostos “brilharam pela sua ausência”… Em poucas palavras, quando um romano caía em desgraça, era banido da sociedade de muitas maneiras. Uma delas era a chamada “Danação da Memória”, isto é, deixava de ser falado, retratado e mencionado, como se nunca na vida tivesse existido.

segunda-feira, novembro 24, 2008

Baú da Avozinha

Syd Barrett- Antes de Enlouquecer de Vez

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É muito simpático da tua parte

Pensares que eu estou aqui

Mas sinto-me forçado a dizer-te

Que não estou aqui.

E nunca pensei

Que um quarto pudesse ser tão triste,

E nunca pensei

Que um quarto pudesse ser tão grande,

E agradeço-te o facto de teres deitado fora

Os meus sapatos velhos

E de me teres trazido para aqui

Vestida de vermelho.

E pergunto a mim mesmo:

Quem está a escrever esta canção?

Há músicas que nos arrepiam e que nos entristecem, no preciso instante em que as ouvimos. Como, por exemplo, All Apologies, dos Nirvana, canção esta escrita (hoje sabemo-lo) semanas antes de Kurt Kobain cometer suicídio. É como se, só depois da tragédia, todo o seu verdadeiro sentido fosse finalmente desvendado. São músicas com uma história e um final tristes. Ora, Jugband Blues, de Syd Barrett, é uma delas.

Extraordinariamente talentoso, extraordinariamente genial, extraordinariamente electrizante, Syd teria ido muito, muito mais longe do que foi como músico, se não tivesse escolhido o caminho das drogas, particularmente a LSD. Há quem diga que Barrett já possuía uma esquizofrenia latente, e que as drogas mais não fizeram do que despoletar um problema que já nascera com ele. Seja verdade ou não, Syd foi para férias e quando voltou, dias depois, estava à beira da loucura.

A partir daí, foi a queda. São inúmeras as testemunhas que assistiram horrorizadas a um génio que, no cimo do palco, ficava imóvel durante todo o espectáculo, não tocando um acorde da sua guitarra, não cantando, não fazendo nada. David Gilmour, que tinha sido contratado para o grupo com o objectivo de manter o seu amigo de infância “debaixo do olho”, não teve mesmo outro remédio se não substituí-lo de vez.

Jugband Blues foi a última canção escrita para o grupo que ele, ironicamente, fundou: os lendários Pink Floyd. Syd sabia que estava a enlouquecer de vez, sabia que a sua vida nunca mais seria a mesma, que gastaria os seus dias fechado na sua casa, hiper-protegido pelos seus familiares. Numa questão de meses, envelheceu anos, perdeu o brilho electrizante nos olhos. E tudo isto foi captado pela câmara que o filmou pela última vez.

Jugband Blues não é uma canção feliz, é uma canção de despedida. Syd está nitidamente a dizer adeus a tudo e todos. E a banda filarmónica que o acompanha no vídeo está tão louca como ele.

Termina, assim, a despedida:

Não me interessa se o sol não brilha,

Não me interessa se nada é meu,

E não me interessa se me sinto nervoso ao pé de ti,

Farei o meu amor no Inverno.

E o mar não é verde,

E eu amo o mar,

E o que é propriamente um sonho?

E o que é propriamente uma piada?

Syd Barrett morreu em 2006.

Pela segunda vez.

http://br.youtube.com/watch?v=yuL1CCJqHEc

Quentinhos e Bons!!!

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A biblioteca da escola acabou de adquirir uma boa colecção de novos livros, para todos os gostos e idades. Tivemos o cuidado de seleccionar obras que foram escolhidas pelo Plano Nacional de Leitura, para além de termos dado também prioridade a outras de cariz mais prático e científico. Encontram-se expostas, neste momento, para todos tocarem, folhearem e levarem para casa.

Aqui vai a lista delas:

1- Stardust, de Neil Gaiman;

2- Fernão Capelo Gaivota, de Richard Bach;

3- O Triunfo dos Porcos, de George Orwell;

4- Mulherzinhas, de Louisa May Alcott;

5- Porque Não Congelam os Pinguins? Mick O’Hare;

6- A Ilha do Tesouro, obra de Robert Louis Stevenson, adaptada por Claire Ubae, ilustrações de François Roca;

7- A Rapariga que Roubava Livros, de Markus Zusak;

8- Alexandre Magno, de Pau Miranda e Christian Inaraja;

9- O Regresso dos Dragões, de A.J. Lake, volume I;

10- Caçadores de Tempestades, de Paul Stewart e Chris Riddell;

11- Breve História de Quase Tudo, de Bill Bryson;

12- Sonho de Uma Noite de Verão, de William Shakespeare;

13- Titus, O Herdeiro de Gormenghast, de Mervyn Peake;

14- Série Memórias de Idhún, de Laura Gellego Garcia.

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Agradecemos também à professora Emília Sarmento, por nos ter doado uma lindíssima obra literária portuguesa: O País das Uvas, de Fialho de Almeida.

Afinal, estamos quase a chegar ao Natal!!