sexta-feira, dezembro 12, 2008

Projecto: Segurança Rodoviária

clip_image002

 

Caros alunos, professores, funcionários e todos aqueles que visitam este blog, nós, alunos do 12º ano, no âmbito da disciplina de Área de Projecto, nos próximos dias: 15, 16, 17 e 18 de Dezembro iremos estar na Biblioteca da Escola, ao mesmo tempo que estará a decorrer a Feira do Livro e dos Minerais, a fim de angariar fundos para a Associação Salvador. (http://www.associacaosalvador.com/)

Todos devem conhecer o Salvador, um jovem que com apenas 16 anos de idade ficou tetraplégico, como consequência de um acidente de viação. Sendo o nosso projecto – “Segurança Rodoviária” – achámos que o Salvador era, sem dúvida um forte testemunho pela sua experiência, assim, o Salvador irá estar presente na nossa escola no mês de Maio para dar uma palestra sobre “Segurança Rodoviária”, para isso é necessário o nosso contributo para esta Associação que muitas acções tem promovido.

Apareça e contribua, se possível!

Para mais informações visitem em: http://www.apsegurancarodoviaria.blogspot.com/

Projecto: Segurança Rodoviária

quinta-feira, dezembro 11, 2008

De Onde É Que Vem A Expressão…

Não Poder Ver Uma Camisa Lavada (A Um Pobre)

clip_image002

Foto retirada do Site O Covil

Usamos esta expressão quando nos referimos a alguém que está sempre “de olho gordo”, a morrer de inveja de tudo aquilo que os outros têm, ao ponto de se tornar uma pessoa ridícula e digna de desprezo.

Mas a sua origem é trágica e refere-se aos tristes tempos da Inquisição., instaurada, como já dissemos, no século XVI. Ora, estes “santos padres” estimulavam as denúncias, mesmo que fossem anónimas. Ou seja, bastava um indivíduo detestar o vizinho, para imediatamente denunciá-lo à Igreja Católica, acusando-se de ser judeu ou bruxo. Na verdade, não era raro, durante as partilhas entre membros da família, alguém “livrar-se” de um maçador tio, filho ou primo através desta via terrivelmente injusta, ficando, assim, com a fortuna que lhe cabia.

Um dos meios de identificar um “Herege”, isto é, um não-cristão, era através… da roupa lavada. Os judeus foram sempre um povo extremamente limpo, com hábitos de higiene muito arreigados, ao contrário dos cristãos que, durante séculos, não tomavam banho porque era pecado (os padres acreditavam que tal acto podia estimular “pensamentos sujos”). E apesar de as bruxas serem retratadas como sendo mulheres sujas, de cabelos desgrenhados, também havia aquelas que gostavam dos secretos e proibidos prazeres de um banho quente…

Em suma: se alguém na casa do lado lavava as roupas mais vezes do que devia, isso era um indício de que podiam ser judeus ou bruxos…



Despedir-se à Francesa

clip_image003

É o que dizemos daquelas pessoas que, de mansinho, desaparecem de uma festa, reunião ou evento, sem se despedirem de ninguém. O “Despedir-se à Francesa” está ligado à má educação, a convidados ingratos que, depois de se fartarem de comer e de beber, nem sequer agradecem com decência a simpatia dos donos da casa. Enfim: é dedicado a todos aqueles que se vão embora sem dizerem “Obrigado” ou “Até Amanhã”…

Porém, há cerca de duzentos anos atrás, em França, esta atitude era sinal de cortesia e de boa educação! Expliquemos: se alguém pretendia abandonar uma sala a abarrotar de convidados, despedir-se de todos seria considerado “indelicado”, pois essa pessoa estaria, provavelmente, a interromper uma conversa estimulante, um jogo que exigia concentração, um namorico que estava a começar, uma coscuvilhice entre duas solteironas ou, quem sabe, uma discussão científica…

Este costume acabou por se generalizar em muitos países e, com o tempo, passou a adquirir o sentido exactamente contrário: quem não se despede não tem “boas maneiras”.

S.C.

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Declaração Universal Dos Direitos Humanos

 

clip_image001

Prémio World Press Photo 2004. Foto de Jean-Marc Bouju

Foi há sessenta anos. No dia 10 de Dezembro de 1948, a ONU (Organização das Nações Unidas) concebeu um conjunto de leis universais, que têm como objectivo proteger homens e mulheres, crianças e velhos, ricos e pobres, livros e prisioneiros, brancos e negros, religiosos e ateus…

Aos olhos desta “declaração”, todos somos iguais, independentemente da raça, da religião, do sexo, da idade, da classe social.

Mas sessenta anos depois, será que o mundo mudou para melhor? Esta é uma questão que, hoje, todos devemos colocar a nós mesmos…

A Declaração Universal dos Direitos Humanos:

http://sitio.dgidc.min-edu.pt/PressReleases/Paginas/60AniversarioUniversaldosDireitosHumanos.aspx

E um excelente vídeo, em homenagem a este dia:

http://www.youtube.com/watch?v=RDN4rF3rS_4&eurl=http://sinistraministra.blogspot.com/search?q=

terça-feira, dezembro 09, 2008

Feira de minerais e fósseis



Receita Da Amizade

 

Mas por que razão todos pensam

clip_image002[4]Que a amizade é uma sobremesa?

Uns dizem que é porque é doce,

Outros dizem que é porque é bela.

 

Todos dizem

Que se fizermos uma receita,

Temos que juntar

Tudo numa panela,

Assim será melhor,

Assim terá mais sabor.

 

Enquanto estiver na panela,

clip_image004Quando todos juntos

Estarão a cozinhar,

Não se esqueçam de juntar

Uma pitada de canela,

Que é como amor e magia

Jogados para um lago de sonhos.

 

Minha visão não é esta,

Embora seja perfeita.

Para mim,

A amizade é uma onda de verdade,

É o que cada um quer,

É o que cada um imagina.

 

Poema conjunto de:

Clara Rações, Mélinda Ramani, Margarida Garcia, 7º B

 

 

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Já Neva No Nosso Blogue!!!

Fotografia da autoria de Ian Britton

clip_image002

Agora já só falta uma musiquita….

Foi há mais de 20 anos…

http://br.youtube.com/watch?v=8jEnTSQStGE&feature=related

E agora aqui temos a nova versão legendada!

Mais prendinhas de Natal!

A equipa da Biblioteca/Centro de Recursos aconselha estas duas excelentes prendas para oferecer aos nossos ávidos leitores:

Sementes Mágicas, de V.S. Naipaul

clip_image002 clip_image004 O autor

Prémio Nobel da Literatura em 2001, Naipaul é um escritor indiano que, à semelhança de muitos intelectuais, sente um imenso embaraço pelo sistema de castas na sua nação. Esta obra foca precisamente este grande problema actual de um gigantesco país, cada vez mais ocidentalizado mas ainda agarrado a muitas tradições.

William Chandram é a nossa personagem protagonista. Muito idealista e ingénuo, decide voltar à sua terra natal, com o objectivo de se juntar a um movimento clandestino, que supostamente quer salvar as castas inferiores. Em vez disso, acaba por se envolver com um grupo de delinquentes e de marginais.

Mas este romance é muito mais do que uma crítica à sociedade: é também uma procura da nossa identidade. William descobre, com espanto, que muitos párias não querem mudar. A mudança é algo que consegue assustar muitas pessoas. Muitos de nós preferimos o presente horrível e rejeitamos um futuro imprevisível…

Venenos de Deus, Remédios Do Diabo, de Mia Couto

clip_image005 clip_image007 O Autor

Reza, assim, a sinopse do livro:

O jovem médico português Sidónio Rosa, perdido de amores pela mulata moçambicana Deolinda, que conheceu em Lisboa num congresso médico, deslocou-se como cooperante para Moçambique em busca da sua amada. Em Vila Cacimba, onde encontra os pais dela, espera pacientemente que ela regresse do estágio que está a frequentar algures. Mas regressará ela algum dia? Entretanto vão-se-lhe revelando, por entre a névoa que a cobre, os segredos e mistérios, as histórias não contadas de Vila Cacimba — a família dos Sozinhos, Munda e Bartolomeu, o velho marinheiro, o administrador, Suacelência e sua Esposinha, a misteriosa mensageira do vestido cinzento espalhando as flores do esquecimento.

Mia Couto é Mia Couto, dispensam-se as apresentações… Quanto à capa, é um primor!

S.C.

domingo, dezembro 07, 2008

Livro Da Semana

Breve História De Quase Tudo, Bill Bryson

clip_image004(…) há cerca de quatro ou cinco anos – estava eu num avião sobrevoando o Pacífico , olhando distraidamente para um oceano banhado pelo luar, quando me ocorreu, com uma certa insistência desagradável, que não sabia absolutamente nada sobre o único planeta em que alguma vez ia viver. Não sabia, por exemplo, porque é que os oceanos eram salgados e os Grandes Lagos não. (…) Eu não sabia o que era um protão, ou uma proteína, não sabia a diferença entre um quark e um quasar, não sabia como é que os geólogos conseguiam olhar para um estrato rochoso numa parede de um desfiladeiro e determinar a respectiva idade, não sabia mesmo nada. (…) E, já agora – ou talvez acima de tudo – como é possível que os cientistas pareçam tantas vezes saber praticamente tudo sem, todavia, conseguirem prever um terramoto, ou dizer-nos se devemos levar um guarda-chuva para o futebol no próximo domingo?

clip_image002É assim que Bill Bryson explica ao leitor, na sua introdução, a razão que o levou a escrever esta obra: não sabia nada de Ciência. O autor não é um cientista, é, isso sim, um famoso escritor de livros de viagens. O mesmo considera-se um “viajante relutante” e curioso. Porém, ironia das ironias, o mesmo autor que fala do mundo e dos sítios onde esteve, nada sabia do funcionamento do seu próprio planeta.

É então que decide dedicar anos da sua vida a pesquisar livros, revistas e jornais de carácter científico, para além de conversar com muitos, muitos cientistas. O seu objectivo? Escrever uma obra que, de uma forma divertida e acessível a toda a gente, consiga explicar tudo aquilo que sempre quisemos saber: por que razão o céu é azul? Por que razão o mar é salgado e os rios não? O que é o “Big Bang” e como o descobriram? O que havia antes do “Big Bang”? Já agora, quem inventou este nome? O tempo existe? Como é que os cientistas sabem que há lava nas profundezas do planeta? Como é que os fósseis são fabricados? E por que razão existem tão poucos? Por que razão desapareceram os dinossáurios? E antes deles, o que havia?

Divertido, fenomenal, por vezes hilariante, este livro é uma injecção de Saber e de historietas deliciosas do mundo da Ciência!

S.C.

sábado, dezembro 06, 2008

Baú Da Avozinha

Os Gabinetes/Armários Das “Curiosidades”

clip_image002 Nos inícios do século XXI, custa-nos a acreditar que museus, como o nosso Museu De História Natural ou o famoso e grandioso American Museum Of Natural History (Museu Americano de História Natural, em Nova Iorque) tenham começado precisamente desta forma: com o contributo de uns tantos milionários ociosos e excêntricos.

No entanto, temos que perceber uma coisa: a Ciência, como hoje a conhecemos, ainda se encontrava no início. Não eram necessários diplomas e cursos profissionais para se fazer História. A Arqueologia, por exemplo, está cheia de historietas de condes, duques e milionários, que faziam descobertas fabulosas, porque eram uns apaixonados pelo Saber ou, simplesmente, porque estavam no sítio certo à hora certa. Mas o “bichinho” da aventura acabava por se entranhar no espírito destes aristocratas…

O que eram, então, os gabinetes ou armários das “curiosidades”? Em 1804, um jovem americano, de nome Delacourte, criou uma moda, entre as classes mais altas: expor as suas colecções “científicas” às visitas ou pessoas importantes. Mas estas colecções já existem desde o século XVI, graças aos Descobrimentos. Eram também conhecidas pelo nome de “Câmara das Maravilhas”.

No que consistiam? Era, no fundo, um enorme acumular de ossos de dinossáurios, corpos de sereias, aves embalsamadas vindas de países desconhecidos, olhos de espécies extintas, etc, etc. Normalmente, elas eram expostas numa espécie de montra em forma de armário (um bocado semelhante às cristaleiras de hoje, com uma pitada de escrivaninha) e causavam sensação e fascínio. Estamos, obviamente, a falar de um tempo sem televisão, Internet, telefone, cinema. Por isso, não é de espantar que o público ficasse emocionado ao ver um pica-pau embalsamado, um ovo de uma espécie já desaparecida, ou até a presença assustadora de uma múmia egípcia no seu sarcófago. Viajar era para os ricos, fim da história. As restantes classes trabalhavam e nunca chegavam a conhecer outras terras e outras gentes. Os nossos antepassados viajavam muito através dos livros, especialmente os de viagem.

clip_image003Obviamente que muitos destes “gabinetes” eram puro lixo: esta gente endinheirada, mas bem-intencionada, pouco ou nada sabia de Biologia, Geologia, Zoologia, etc. Daí o facto de serem facilmente enganados: os nativos dos países que eles visitavam não hesitavam em inventar as maiores petas aos senhores duques, com o objectivo de lhes sacarem uns bons dinheiritos. O que não quer dizer que só havia maus gabinetes: no meio de muita “tralha”, era possível encontrar importantes e fabulosos vestígios arqueológicos de outros tempos e de outras civilizações. Com o tempo, estes armários passaram a ser imensas salas cheias de “curiosidades” e raridades”, e muitos destes donos davam-se inclusivamente ao trabalho de estudá-las, desenhá-las e catalogá-las. A Ciência deve-lhes muito…

clip_image005Delacourte e os seus amigos eram também filantropos: quando se aperceberam de que as suas vastas colecções captavam a curiosidade de toda a gente, não hesitaram em criar “museus”, onde todos, pobres ou não, poderiam ter acesso a elas, a tronco de um cêntimo ou xelim. Houve mesmo autodidactas que criaram estes espaços nas zonas mais pobres da América ou da Inglaterra, na esperança de “educar” as massas mais desfavorecidas.

Porém, o tempo é impiedoso: quando os verdadeiros museus de História Natural começaram a abrir as suas portas ao público, e ainda por cima de graça, os “gabinetes” começaram a perder clientes. Um a um, foram desaparecendo. Ou melhor dizendo, as colecções foram doadas ou vendidas a estes novos espaços.

Nos andares mais baixos (e raramente visitados) do Museu Americano de História Natural, existem centenas de “gabinetes” doados. Esta grande instituição criou o hábito de acumular tudo o que tem adquirido, ao longo dos anos. Além disso, estes “armários de curiosidades” são uma parte da história do museu. Destruí-los, seria negar o seu passado.

Foi no ano de 2002 que dois escritores norte-americanos (Douglas Preston e Lincoln Child) criaram um livro policial, precisamente à volta destas colecções, de nome “O Gabinete das Curiosidades”. O sucesso foi tão grande, que muitos nova-iorquinos pediram ao seu Museu de História Natural para fazer uma gigantesca exposição, tendo como tema este pedaço fascinante da história do século XIX. Mas o seu desejo ainda não foi atendido…

Link para saberes mais:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Gabinete_de_curiosidades

S.C.

Mais Seis Para a Colecção!

A biblioteca acabou de adquirir seis novos livros, oferecidos por um doador, que prefere manter-se anónimo. São ao todo seis obras que vale a pena ler, quatro do género policial e duas de romance histórico.

Eis os seus nomes:

1- O Fiel Jardineiro, de John Le carré;

2- O Farol, de P.D. James;

3- César Imperador, de Max Gallo;

4- O Fogo do Céu, de César Vidal

5- Morte no Bosque, de Harlam Coben;

6- Rei, Capitão, Soldado, Ladrão, de Ruth Rendell.

Agradecemos a sua modesta contribuição, e fazemos aqui um apelo: os livros só têm vida, quando são lidos e relidos. Se tiver em casa obras de que gostou, mas já não vai voltar a ler, aproveite e faça o mesmo!

clip_image001 clip_image002 imageclip_image004image

     image

Feira do Livro e dos Minerais

FEIRA2008b

sexta-feira, dezembro 05, 2008

A VOL Recomenda…

Para Todos os que Adoram Ser Crianças

Vem aí o Natal, para alegria da pequenada e de muitos adultos, que ainda não perderam o seu lado de criança.

Desta vez, iremos falar de livros muito especiais. Falaremos de obras que mexem com os nossos sentidos, que nos fazem voar para reinos irreais, e que se comem com os olhos e com as mãos. É quase impossível resistir a eles, sejamos miúdos ou graúdos. E estão cheios de segredinhos e bombons: caixinhas misteriosas, portas que se abrem e que dão lugar a cartas secretas, espelhos para detectarmos um fantasma ou vampiro, tesouros escondidos, madeixas de cabelo…

Qual é, então, o seu sonho? Aprender a vida dos dragões, saber como se reproduzem, como crescem e domesticar um? A obra Guia de Campo de Dragões, de Ernest Drake é um excelente roteiro “turístico” para todos aqueles que querem saber mais destes seres que (a obra jura a pés juntos) ainda existem, e até diz como os encontrar e apanhar!

clip_image002 clip_image004

Mas se o seu sonho é seguir os passos de Harry Potter, nada como o volume Magologia - O livro dos Segredos de Merlim, de vários autores. Nele, aprenderá a voar, a fazer poções, a contactar com outros magos…

Ou será que o Egipto é um dos seus grandes sonhos? Para isso, compre Maravilhas do Egipto – Curso de Egiptologia, onde aprenderá a preservar descobertas valiosas em escavações, conjurar os deuses e demónios ou até fazer uma múmia.

Bom… Se calhar, um pequeno assunto terra-a-terra é mais o seu estilo. Nesse caso, adquira o livro Como Ser um Cavaleiro – O Compêndio de um Escudeiro. É muito útil para quem está a pensar em mudar de profissão…

clip_image006 clip_image008clip_image010

E, por fim, como não havia deixar de ser, o mundo da fantasia ficaria vazio sem a presença dos nossos queridos piratas. A obra Piratologia é um festim para os olhos, ao mesmo tempo que nos ensina bastante como era a vida destes destemidos e terríveis “exércitos”.

Todos estes livros são lindíssimos, de capa dura, pertencem à editora Livros Horizonte, são facilmente manuseados por crianças a partir dos 6 anos, e constituem uma excelente prenda de Natal para todos aqueles que adoram sonhar acordados!

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Afinal, O Que Faz Um Bom Professor?

 

clip_image002

Esta é uma questão que, nos tempos conturbados em que vivemos, merece uma boa e séria discussão. O que é um bom professor? Alguém com um diploma? Ou alguém com vocação para ensinar? Ou serão necessárias as duas coisas?

António Raposo ficou conhecido por ter sido condenado a mais de um ano de prisão, uma vez que, durante 30 anos, mentiu ao Ministério de Educação, forjando o seu próprio currículo profissional. Desta forma, durante três décadas, leccionou aulas de Matemática, sem nunca ter tido profissionalização para tal…

Ao longo da sua vida, este ex-professor testemunhou com os próprios olhos a evolução do sistema de ensino, em Portugal. Viu cair governos, ministros, ideologias. Que pensará este outsider da educação actual das escolas públicas?

A livraria Vemos, Ouvimos e Lemos, a propósito do lançamento da sua biografia (António Raposo - Professor Sem Diploma), convidou-o para uma pequena palestra no seu espaço, que será realizada amanhã às 18 horas.

Esta é a biografia em jeito de romance, de história de aventuras, de análise do estado do ensino em Portugal por parte de quem fez parte do sistema durante 30 anos, sentiu as suas falhas e procurou encontrar soluções. Herói ou vilão, quem é António Raposo?

Aconselhamos os nossos alunos, colegas e encarregados de educação a participarem neste evento. De certeza que teremos uns bons momentos de aceso debate…

quarta-feira, dezembro 03, 2008

De Onde É Que Vem A Expressão…

 

clip_image002

Fazer Alarde

A palavra “alarde” significava perfeitamente o mesmo que “alardo”, e foi só no século XVI que passou a ter o sentido que hoje utilizamos: “armar-se em bom”, vangloriar-se, gabar-se. Porém, na Idade Média, “fazer alardo” era um termo utilizado pelos militares, que designava a revista que anualmente se fazia aos exércitos, ou quando um combate iria ter lugar. O escritor Fernão Lopes usou precisamente estas palavras na sua Crónica De D. João I, quando o Mestre de Avis fez a vistoria das suas tropas, antes de entrar no campo de batalha, contra os castelhanos.

Hoje em dia, usamos esta expressão para falarmos daquelas pessoas irritantes que se fazem passar por mais inteligentes, mais cultas, mais sedutoras ou mais corajosas do que efectivamente são…

Fazer Fiasco ou Ser um fiasco

clip_image004

Ora aqui temos uma expressão ainda hoje muito usada: “fazer fiasco” ou “ser um fiasco” é o mesmo que dizer que algo ou alguém fracassou ou não correspondeu às nossas expectativas. Além disso, a palavra “fiasco” é italiana. E vale a pena conhecer a origem desta expressão, porque a história é bem hilariante!

Biancolletti foi um actor italiano muito famoso no século passado e era sobretudo conhecido pelos seus truques de malabarista. Fazia muitas representações teatrais que envolviam imensos objectos, desde cadeiras até vassouras, desde espelhos até frascos de vidro. Ao mesmo tempo, “conversava” com o público e os seus utensílios de palco. Os italianos adoravam-no…

Mas houve um dia em que nada lhe correu bem. O número que tinha imaginado com tanto cuidado não tinha a menor graça, e o público pura e simplesmente recusava-se a rir. Tinha preparado uma série de gracejos e trocadilhos à volta de uma garrafa (“fiasco”/frasco) que, para espanto seu, não provocava nem à força uma única gargalhada. Ao fim de muitas tentativas, e já farto, teve um ataque de fúria e jogou a garrafa ao chão, estilhaçando-a em mil bocados. A partir daí, sempre que uma peça de teatro ou espectáculo falhava, os italianos diziam: “Olha, foi um fiasco!”

O termo generalizou-se em muitos países, particularmente aqueles que tinham muitos emigrantes de descendência italiana.

S.C.

terça-feira, dezembro 02, 2008

Estante do Mês

DSC06998   DSC06995

Este é o Mês dos grandes mestres da literatura nacional e internacional. Temos um pouco de tudo: Dostoievsky; Shakespeare, José Régio, Fernando Pessoa, Carlos Drummond de Andrade, Albert Camus e Marguerite Yourcenar, Miguel de Cervantes e Camões, Florbela Espanca e Garcia Lorca, Gabriel Garcia Marquez e Fernão Lopes, entre muitos outros…

 DSC06997

A equipa da Biblioteca/Centro de Recursos optou por este tema mensal, uma vez que, na última semana de aulas, iremos realizar a habitual feira do livro. Por isso, não há nada melhor do que incluirmos as novidades fresquinhas com os velhos clássicos de sempre!DSC06994

As férias estão à porta e vamos ter todos tempo para ler!

O Baile da Biblioteca!!

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Livro da Semana

 

O Engenhoso Fidalgo D.Quixote de La Mancha, Miguel de Cervantes

clip_image002Ilustração de Lima de Freitas

Miguel de Cervantes de Saavedra nasceu a 29 de Setembro de 1547 e morreu em 23 de Abril de 1616. Para os nuestros hermanos, é um dos escritores mais importantes da literatura espanhola e aquele que mais fama ganhou no mundo inteiro, de tal forma que Hollywood já fez várias várias versões desta obra.

Mesmo nunca tendo lido D.Quixote, toda a gente conhece as duas personagens protagonistas: o franzino, sonhador, destemido e enlouquecido fidalgo e o seu criado fiel, Sancho Pança.

Do que fala o livro? Os romances de cavalaria que tinham surgido na Idade Média como um dos grandes expoentes da literatura, tinham-se tornado lamechas, pirosos e estereotipados, no século XVI. Cervantes resolve fazer uma obra, que tem como objectivo criticar e ridicularizar este género literário. Para isso, imagina um fidalgo, que já de certa idade, se entrega à leitura desses romances. Ora, tanto os leu, que pifou de vez… E passa a acreditar que ele mesmo é um cavaleiro andante.

Que faz ele? Decide inventar um nome para si mesmo (D.Quixote) e parte para o mundo à aventura, fazendo do seu pobre criado Sancho Pança o seu escudeiro, como mandava a etiqueta. Juntos, vivem várias aventuras, qual delas a mais fascinante. D.Quixote, com o tempo, tornou-se o símbolo da figura romântica do ser humano que se sacrifica em nome do que acredita, enquanto que Sancho Pança representa o ser humano prático, terra-a-terra e pragmático, que “tempera” os excessos do fidalgo. Os dois juntos, tornam-se o símbolo da verdadeira amizade.

O mais interessante de tudo isto é que, querendo ridicularizar os romances de cavalaria, muitos críticos consideram que Cervantes escreveu o melhor romance de Cavalaria de todos os tempos…

Apenas uma pequena curiosidade: o livro foi editado em 1605 e pretendia ser uma obra acabada. Porém, como o sucesso foi enorme, um certo Alonso Fernandez de Avellaneda escreveu uma falsa continuação, em que adulterava completamente o sentido da obra obrigando, assim, Cervantes a compor uma segunda parte em 1615, um ano antes da sua morte.

Para saberes mais informações de Cervantes, poderás consultar a página da Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Miguel_de_Cervantes

1 de Dezembro



Restauração da Independência

A Restauração da Independência é a designação dada à revolta iniciada em 1 de Dezembro de 1640 contra a tentativa de anulação da independência do Reino de Portugal, por parte da dinastia filipina (de Espanha) e que vem a culminar com a instauração da Dinastia Portuguesa da casa de Bragança.

A morte de D. Sebastião na batalha de Alcácer Quibir, em 1578, não deixando herdeiros, conduziu ao trono o Cardeal D. Henrique, seu tio-avô. Também este faleceu (em 1580) sem deixar herdeiro que pudesse ocupar o trono de Portugal. Nesta sequência, a coroa passou para Filipe II de Espanha. Apesar das promessas deste rei, os portugueses foram perdendo direitos ao longo da dinastia filipina (com Filipe III e IV), tornando-se subalternos em relação a Espanha. As várias situações de incumprimento e desrespeito pelas promessas de início, originaram revoltas em vários pontos do país.

Por fim, a 1 de Dezembro de 1640, um grupo de 40 fidalgos introduz-se no Paço da Ribeira, onde reside a Duquesa de Mântua, representante da coroa espanhola, mata o seu secretário Miguel de Vasconcelos e vem à janela proclamar D. João (D. João IV), Duque de Bragança, rei de Portugal. Terminam, assim, 60 anos de domínio espanhol sobre Portugal. A revolução de Lisboa foi recebida com júbilo em todo o País.


Aclamação de D. João IV -"O Restaurador".

http://www.leme.pt/historia/efemerides/1201/


http://www.eb23-cmdt-conceicao-silva.rcts.pt/sev/hgp/10.3.htm