segunda-feira, junho 29, 2020

Ainda há sonetos de amor! Parte III


Detalhe de uma pintura de François Hubert Drouais. Retirado daqui .

Como já vem sendo hábito, apresentamos mais três vídeo-poemas dos alunos da turma C do 10º ano. Desta vez, os artistas escolhidos para esta colheita foram o grande mestre dos tecidos e flores, François Hubert Drouais, o pintor simbolista Puvis de Chavannes e a pintora japonesa Chie Yoshii, fortemente inspirada na pintura flamenca, bem como no movimento simbólico e mitologia mundial.

                    Hoje vai ser um festim para os olhos e para a Alma!

Clique nas imagens para ver os vídeos !!

 Soneto "O Amor é o tempero da vida" -Nicole Silva, 10º C

Soneto "O Amor é união" - Patrícia Ferro, 10º C



Soneto "O amor nem sempre é compreendido" - Ana Moita, 10º C


sexta-feira, junho 26, 2020

Ainda há sonetos de amor! – Parte II

Detalhe de uma pintura de Dante Gabriel Rossetti. Retirado daqui .

E cá estamos nós para vos mostrar mais três vídeo-poemas dos alunos da turma C do 10º ano (professora Filipa Figueiredo). Desta vez demos foco a dois grandes fotógrafos mundiais: o francês Henri Cartier-Bresson e a polaca Malgorzata Maj. Quanto às “bandas sonoras” dos poemas, são todas royalty free, isto é, não pagamos direitos de autor se as usarmos.

E como hoje se celebra o dia Mundial do Marinheiro, estamos todos como peixe na água: Portugal foi, durante centenas de anos, considerado o “povo dos marinheiros e dos poetas”. Ora, poesia, mar e amor são três palavrinhas que têm muito a ver com a nossa alma lusitana.

Façam o favor de mergulhar nas palavras dos nossos jovens poetas!

Soneto "Borboletas no corpo" -José Luís Vale de Rãs, 10º C


Soneto "Amor é Chuva que não molha" - Carolina Pica, 10º C


Soneto "Amor é um sempre" - Madalena Bentes, 10º C


quarta-feira, junho 24, 2020

Ainda há sonetos de amor! Parte I

Pintura Love among ruins, de Sir Edward Burne-Jones. Retirada daqui :

Amor. Que palavra mais traiçoeira! Este é um sentimento que mexe com todos nós, e é quase impossível descrevê-lo. Aliás – para sermos honestos – a única forma de lhe “fazer um retrato” é através de opostos e contradições. Por isso é que o soneto Amor é fogo que arde sem se ver, de Luís Vaz de Camões, é considerado pela maioria dos críticos literários mundiais como sendo um dos melhores – senão mesmo o melhor – poema de amor de todos os tempos.

E se já era difícil retratá-lo no tempo dos nossos avós, então como é que será possível, hoje? É que uma das grandes queixas dos jovens de hoje é já não terem histórias apaixonadas e sentimentos exaltados, como se sentia antigamente. Morria-se de amor, hoje não. Nota-se neles uma certa pena de não terem vivido o que os seus antepassados viveram. E, obviamente, há vantagens em não termos as nossas vidas arruinadas por causa de uma reação química entre dois seres humanos. Mas… mesmo assim…

Como é que eu vou falar de uma coisa que nunca senti?

Ora, a vida está cheia de surpresas: a propósito da análise e estudo da Lírica de Camões, a professora Filipa Figueiredo desafiou os seus alunos a criarem os seus próprios sonetos, cujo tema era… o amor. Depressa meteram mãos à obra e o resultado é inesperado, belo, cativante, emotivo. Se nunca sentiram amor, enganaram bem! Mas, como diz Fernando Pessoa, O poeta é um fingidor. Ainda bem.

Cada vídeo-poema é também uma homenagem a um pintor ou fotógrafo. Escolhemos este tema, de forma a criar um equilíbrio na estética do vídeo. E, claro!, as músicas são todas livres de direitos de autor e retiradas da Youtube audio library.

Deliciem-se!

 

Poema "Ai o amor..." - Carlota Fialho, 10º C


Poema "Amar de amor" -Liliana Rogado, 10º C


Poema "O que é o Amor?" -Tânia Marques, 10º C


 

domingo, junho 21, 2020

Eles fazem-se! – A arte de falar sobre um livro, parte II


Imagem retirada daqui .

Aqui postamos as três últimas críticas literárias, em versão vídeo, e para serem ouvidas e apreciadas por todos os cidadãos do planeta Terra que entendam a Língua Portuguesa.

Falar em público não é nada fácil. Já os grandes pensadores da Antiga Grécia e Roma Antiga sabiam-no, e aprendiam na escola – ou com a ajuda de um tutor - duas disciplinas muito especiais, chamadas “Retórica” e “Oratória”. Ora, estas disciplinas deviam ser ressuscitadas, e todas as crianças e jovens deste mundo deviam aprender todos os truques da arte de bem falar e da arte da persuasão/argumentação. É que, como diziam os nossos avós, “quem tem lábia é quem vence”.

Numa era em que a imagem é rainha – e os bem falantes e bem vestidos são quem vencem – é justo que estes conhecimentos sejam dados a todos os cidadãos do século XXI.

Os nossos alunos já nos podem ensinar alguns truques!

 Carolina Pica, 10º C – Crítica e opinião de várias obras literárias, lidas ao longo deste ano letivo



Nicole Silva, 10º C – Análise e opinião do livro Sem Pistas, de Blake Pierce


José Luís Vale de Rãs, 10º C – Análise de várias obras literárias, lidas ao longo deste ano letivo


sábado, junho 20, 2020

Eles fazem-se! – A arte de falar sobre um livro, parte I


                                                                   Imagem retirada daqui .

Neste século XXI, tentar motivar uma criança ou um jovem a ler é quase como tentar desviar o Titanic do iceberg, ganhar o Euromilhões ou negociar a paz entre Israelitas e Palestinos. Ou seja, é uma carga de trabalhos, e poucos são os professores que conseguem remar contra a maré. Felizmente, a turma C do 10º ano teve como professora de Português a docente Filipa Figueiredo, que moveu mundos e fundos para atrair “a pequenada” para esse mistério maravilhoso que são as palavras lidas, ouvidas e pensadas.
Ora, em vez da “linda e da lindinha”, optou-se por algo diferente: a docente acima mencionada pediu aos seus alunos que fossem pela primeira vez booktubers. Como o próprio nome indica, são jovens ou adultos que usam o youtube para falar, analisar, criticar e motivar as massas para lerem um romance, conto ou poema. Este movimento começou no youtube, mas depressa se espalhou por outras plataformas. E o nome foi ficando: hoje, booktuber é todo o ser humano que faz uma crítica/análise online, e não importa se é no instagram, no facebook, no twitter ou no whatsapp.

A experiência deve ter sido muito interessante, para esta turma: nota-se logo que alguns estão nervosos, mas motivados. Outros, decidiram entrar para a brincadeira e usaram a sua imaginação. Quase todos preferiram usar apenas a sua voz e a sua garra para publicitarem um livro. Mas, no fim, o resultado diverte-nos e entusiasma-nos.

Para hoje, mostramos três vídeos. Amanhã serão mais três. Para que os leitores deste blog se concentrem atentamente. É que estas “pequenas” análises têm muita informação concentrada em tão pouco tempo!

 Diana Fava, 10ºC - Análise e opinião do livro Para onde vão os guarda-chuvas, de Afonso Cruz


Liliana Rogado, 10º C – Análise e opinião do livro Tia Guida, de André Fernandes


Ana Moita, 10º C – Análise e opinião do livro Rainha Vermelha, de Victoria Aveyard



quinta-feira, junho 18, 2020

Uma imagem, um poema VI – O talento dos alunos do 8º A

Imagem retirada daqui .

E pronto, foi desta! Ao fim de semanas a mostrar a criatividade destes alunos e professora (Marta Silva), deixamos aqui registados os últimos três vídeo-poemas (e um reformulado) da atividade Uma Imagem, Um Poema.

O feedback tem sido muito positivo e foi um prazer trabalharmos com e para alunos que descobriram o amor à música e ritmo das palavras. É que a Poesia é muito mais do que aquela “maçada” de contarmos as sílabas métricas ou identificarmos figuras de estilo. Esta turma descobriu que todos nós somos poetas, uns mais outros menos, e que sermos humanos significa que sabemos sentir e, por isso mesmo, sabemos “poetizar” os nossos pensamentos e emoções.

Já agora, festejem os vossos poemas com uma boa tertúlia à volta de uma mesa farta e feliz: é que hoje é o dia Internacional da Gastronomia Sustentável.

Excelente pretexto para um serão entre amigos e familiares!

 Poema "Os namorados" - Catarina Serra, 8º A


Poema "Liberdade" - Isabella Martins Lourenço, 8º A

Poema "Incompreendido" - Maria Franco, 8º A


Poema "Deixaram-me em pequenina" (REFORMULADO) - Maria Soares, 8º A


quarta-feira, junho 17, 2020

Uma Imagem, um poema V – O talento dos alunos do 8º A

Imagem retirada daqui .

Continuando com a nossa homenagem aos trabalhos dos alunos da turma acima referida – bem como a admiração que sentimos pela professora Marta Silva – aqui vão mais três pequenas pérolas para serem ouvidas e apreciadas.

Este muito caótico ano letivo está a terminar, e nada mais do que acabarmos em festa: com cor, movimento, palavras e música!

 Poema Sociedade Uniforme – Ruth Pedro


Poema O espelho no cume – Miguel Carvalho


Poema Tenho fases como a lua – Lara Coelho


quinta-feira, junho 11, 2020

Uma Imagem, um poema IV – O talento dos alunos do 8ºA



Imagem retirada daqui

Não é por acaso que colocamos esta imagem, logo no início deste texto: hoje é o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. É o dia em que celebramos essa coisa chamada “Alma Portuguesa” e sentimos orgulho da “Língua Lusa”. E, nesta era da globalização, é caso para nós nos perguntarmos o que é isso de “ser português”…

Uma coisa é certa: a melhor maneira de celebrar este evento é homenageando Camões através de uma nova geração de escritores e poetas. Fomos, durante centenas de anos, marinheiros e poetas. A arte de navegar já quase a perdemos, mas a esperança para a Poesia ainda se mantém viva. Hoje, os poetas podem escrever, dedilhando os dedos num teclado, em vez de usarem a pena e a caneta bic. Mas o desejo de nos expressarmos, de deitarmos cá para fora o que sentimos, o que vai na nossa alma, continua a ser muito atual.

Deixamos aqui mais dois vídeo-poemas, e façam um brinde à saúde da poesia portuguesa!

 

Poema Estás tão longe -  Inês Costa, 8ºA


Poema Ela é uma mulher com esperança – Arielly Ferreira, 8º A


 

sábado, junho 06, 2020

Uma imagem, um poema III – O talento dos alunos do 8º A


Imagem retirada daqui .

E cá estão mais dois poemas de alunos da turma A do 8º ano! E, se nos lembrarmos que hoje é o dia mundial do meio ambiente, então a poesia criada nas plataformas digitais acaba por ter o seu papel importante. Com efeito, existe uma nova geração de poetas que cresceu nas redes sociais, e que publica as suas obras via internet (podem ler o artigo no link abaixo indicado). São muitos os que usam as páginas do facebook, instagram ou até twitter como se estas fossem as páginas de um livro, e não um espaço de vaidade e fofoquice.

A poesia começou quando se gravavam os primeiros símbolos numa pedra. Depois passou-se para o pergaminho, depois voámos para o papel. Agora chegou a vez do mundo virtual, dos tabloids e dos smartphones. Mas a palavra, essa, continua a ser a mesma.

E, sobretudo, a emoção humana.

 Poema sobre o tempo – Henry Monteiro

 

Poema Deixaram-me em pequenina – Maria Soares


quinta-feira, junho 04, 2020

Uma Imagem, um Poema II – O talento dos alunos do 8ªA


Imagem retirada daqui .
 Dando seguimento ao post anterior, aqui estão mais dois vídeo-poemas dos alunos da turma A do 8º ano. O desafio da professora de Português, Marta Silva, deu frutos muito saborosos, e cá vão mais duas perolazinhas para vocês sentirem e amarem.

Quando todos os poemas estiverem expostos, se calhar ainda faremos uma votação: quem será o/a melhor poeta da turma?

 Ele é o que ela tem – Adriana Denisa Fulop


Poema Quem teve a ideia - Carolina D'Almeida

 

quarta-feira, junho 03, 2020

Uma Imagem, Um Poema I O talento dos alunos do 8º A


Imagem retirada daqui .

Imagem retirada daqui 

Desde que este blog foi criado, foi sempre o nosso hábito publicar trabalhos dos nossos alunos e professores, não só por razões de arquivamento, mas também como forma de exibir com orgulho a criatividade das nossas turmas e empenho e dedicação dos docentes do nosso agrupamento. E os vídeo-poemas que vamos passar a mostrar nos próximos posts são o exemplo perfeito do que acabámos de mencionar.

O objetivo era simples: começar com várias imagens, escolher apenas uma e, a partir da mesma, escrever um poema. Tão simples como isto. Uns alunos tiraram inspiração de alguns versos de outros poemas, que serviram de ponto de partida para a criação dos seus. Mas a maioria construiu-os do nada, só usando a inspiração. A criação do vídeo foi da responsabilidade da nossa equipa.

Uma vez que as regras dos direitos de autor estão cada vez mais rígidas, optámos por escolher músicas diretamente retiradas da youtube audiolibrary , uma plataforma que nos permite descarregar músicas de graça, que gentilmente foram oferecidas ao youtube. Quanto às imagens, todas os links das mesmas estão referenciados no final dos vídeos (créditos).

Optámos por transformar os poemas em pequenos filmes, em vez de os compilarmos num ebook, e o motivo da nossa escolha prendeu-se com o facto de que a Poesia é um género que deve ser ouvido e sentido, em vez de ser apenas lido. Muitos dos nossos alunos desvalorizam a escrita, achando-a “chata”, especialmente a Poesia. Esta é uma excelente oportunidade para mostrar que eles podem estar agradavelmente errados!

Divirtam-se, ainda há mais para mostrar!

Tempo Perdido – Mariana Teixeira




Partiste Muito Cedo – Mariana Palhinhas



Ia Eu a Subir as Escadas – Soraia Sota



sexta-feira, maio 29, 2020

Livros Digitais do Momento - 18 livros de Jacques Le Goff para baixar grátis

Imagem retirada daqui

Lembro-me muito bem de ter lido a obra Salambô, de Gustave Flaubert. Tinha para a volta de 16 anos, adorava romances históricos e, assim que vi a sinopse do livro - uma princesa cartaginesa e um amor impossível – saquei de uma almofadinha, deitei-me na cama, e preparei-me para uma viagem inesquecível. Morri de tédio. Já não me lembro se acabei o livro ou não, mas esta obra foi provavelmente uma das histórias mais aborrecidas que tinha lido até então…

Antes da Nouvelle Histoire – um movimento revolucionário entre os Historiadores, em 1970 – a História nada mais era do que uma acumulação de datas importantes, personagens históricas, ascensão e queda de impérios, relatos da vida das grandes elites e dos grandes poderosos. O povo pouco ou nada contava, o “peixe miúdo” não era relevante para ser mencionado nos manuais escolares. E é precisamente por causa disso que o género do romance histórico era tão pouco apelativo e mais parecia um filme de Hollywood feito à pressa: faltava a veracidade da época, o estilo de vida dos cidadãos desse reino antigo, as pequenas coisas que tornam uma história real e tangível como, por exemplo, os rituais de casamento, a fé, a superstição, a decoração das casas, a cosmética, os balneários, a azáfama nos mercados, as relações entre homem e mulher, etc.

Ora, o historiador Jacques Le Goff foi tão importante para este movimento, ao ponto de ter sido considerado um dos grandes pensadores do século XX, lado a lado com outro grande Francês, Georges Duby. Especializado no período da Idade Média, os seus livros mostram este período da História da Humanidade como sendo uma era bem mais interessante e bem mais Humanista do que originalmente se pensou. E se clicarem neste link terão acesso a 18 obras muito importantes da autoria deste grande historiador. É só clicar, baixar o ficheiro pdf e já está!

É graças à Nouvelle Histoire que uma escova de cabelo, um botão ou um púcaro passam a ter tanta importância como uma catedral ou uma coroa de um imperador. A História é um tecido complexo e foi este movimento que conseguiu explicar as origens e raízes de movimentos, tendências, revoluções. A História pode começar com um único ser Humano, mas são as massas que escolhem quem irá ficar na memória de uma nação ou não.

Aproveitem, que presentes destes não acontecem todos os dias!

quarta-feira, maio 27, 2020

Livros digitais do momento-5 Génios da Literatura Infanto-juvenil Francesa


Imagens: 1, 2, 3 e 4
Já tínhamos aqui prometido que os próximos livros digitais a serem selecionados seriam dedicados à Língua Francesa. Pois bem, o prometido é devido! Uma muito maior lista está a ser, neste momento, desenvolvida mas, para já, aqui ficam quatro grandes obras-primas mundiais, que muitos já leram ou, pelo menos, já ouviram falar.
 No caso do Petit Prince, nada há a dizer e acrescentar. A não ser que tenhamos vivido na Antártida entre os pinguins, quem é que não conhece a história desta maravilhosa personagem?; já o Petit Nicolas remete-nos para a nostalgia da infância e dos bancos da escola, e é impossível não nos reconhecermos em pelo menos uma das personagens deste livro; Quanto às fábulas de La Fontaine… Bom, conhecemo-las todas, mesmo que não saibamos quem as escreveu; por fim, Les malheurs de Sophie faz ou devia fazer parte do inconsciente coletivo de todas as meninas da civilização ocidental.
E desta vez, esmerámo-nos: não só encontrámos estas obras todas em formato pdf como, inclusivamente, as mesmas veem acompanhadas de um audiolivro. Ou seja: para quem adore o Francês ou deseje treinar esta língua estrangeira, poderá ler a obra enquanto ouve com atenção todos os sons corretamente ditos e pronunciados. Chamamos a atenção para os audiolivros do Petit Prince e do Petit Nicolas: um é recitado pelo grande ator Bernard Giraudeau, ao passo que o segundo é lido por uma criança que, pelos vistos, nasceu para ler em voz alta!(não conseguimos encontrar o nome do rapaz). Aliás, para quem é fã de audiolivros, poderão consultar este site  dedicado única e exclusivamente a audiolivros de autores nacionais e estrangeiros em língua francesa. Aproveitem, vocês vão perder-se aqui!
Ora, ponham lá a vossa imaginação e os vossos cérebros a trabalhar. Não há nada como aprendermos uma língua estrangeira, para criarmos mais sinapses no cérebro!


sexta-feira, maio 22, 2020

Portugal de Outros Tempos


10 usos, costumes e tradições que já não existem ou estão em vias de extinção
 
Imagens retiradas daqui
É verdade que o século XXI tem sido um século frenético. Tudo muda num só dia, e chega a ser difícil conseguirmos acompanhar este ritmo de mudança vertiginoso. Imensas tradições que duraram mil anos depressa acabaram com a chegada do cinema e da televisão. Hoje, a fama não tem mais do que cinco minutos e a nossa cultura não passa de “memes” e citações de grandes mentes do passado. Mas foi a propósito destes novos tempos e do dito “novo normal” que pediram à equipa da biblioteca que fizéssemos uma pesquisa sobre tradições, usos e costumes que ou estão em vias de desaparecer ou já não existem.

Metemos mãos à obra e esbarrámos com mentalidades e costumes dos tempos passados que muitos portugueses ainda presenciaram na sua infância. Sentimos uma certa sensação de nostalgia, uma saudade de uma cultura ocidental que já não faz parte das nossas vidas, e é lógico que olhemos estes nossos tempos de infância com olhos românticos de crianças felizes. Porque os “bons velhos tempos” tinham muito pouco de “bom”: a fome era constante, a escola era um sonho só para alguns e morria-se muito cedo.
Aqui ficam estas dez curiosidades dos “tempos de antanho”. Algumas são inesperadas, outras são familiares. E algumas são extraordinariamente absurdas…

quarta-feira, maio 13, 2020

A Moda ao longo dos tempos


Lista de Links úteis para quem adora ou ensina História
Imagem retirada daqui
Estamos tão habituados a comprar fatiota nova, sempre que damos um pulinho a uma feira ou a um centro comercial, que nem nos passa pela cabeça que aquilo que vestimos reflete a nossa sociedade e a nossa época histórica. Basta só olhar para as máscaras que hoje compramos, por causa do Covid-19: não demorou nem uma semana, para logo estilistas e designers começarem a vender este objeto (agora) quotidiano, como se fosse o último grito da moda. Ora olhem para a imagem que colocámos neste post, para perceberem logo aonde queremos chegar. Os humanos fazem tudo e mais alguma coisa para se distinguirem uns dos outros, e não importa se um dia nos forçarem a usar uniforme igual para todos: se tal acontecer, não tardará muito para que um homem ou mulher usem sinais distintivos, que podem começar por ser umas mangas mais arregaçadas do que é desejado, para terminar em flores nos bolsos ou manchas de tinta ou qualquer outro objeto que nos diferencie imediatamente.
É verdade que existem aqueles que são doidos por moda, ao ponto de gastarem balúrdios para poderem assistir a um MilanFashion ou Moda Lisboa. Porém, existe um outro tipo de amantes da Moda: aqueles que adoram estudar a História da Humanidade, através dos trapinhos que temos no armário. São, no fundo, historiadores – autodidatas ou não – que juntam o útil ao agradável: o prazer de usar um vestido ou casaco bonitos e, de caminho, aprender um pouco mais sobre o nosso Passado. E plataformas digitais como o youtube ou o Instagram estão carregadinhos de sites ou canais dedicados a este assunto.
Por isso mesmo, criámos uma lista de links que podem ser muito úteis para todos aqueles que estão a ensinar História, ou que simplesmente adoram aprender mais sobre outras Eras, e o poder que elas ainda têm no Presente.
Já não há trajes populares. Porém, nas nossas roupas, ainda ressoa a influência dos nossos avós e antepassados. Afinal, não é por acaso que a moda que vemos em Tóquio não é possível de se ver em Lisboa ou no Porto. Não é por acaso que o Sari Indiano ou o Kilt escocês nunca tiveram sorte em Portugal.
Por muito que a Moda Lisboa tente.

quarta-feira, maio 06, 2020

Para aqueles que adoram ter medo à noite


Imagem retirada daqui .
Foi por acaso que esta compilação foi feita: uma professora da nossa escola pediu à nossa equipa que encontrássemos histórias ligadas aos géneros Fantástico/ Terror, Mitológico e Popular. Histórias que pudessem não só atrair os seus alunos para a leitura, mas que também serviriam de inspiração para escrever narrativas originais, que seriam postumamente arquivadas em formato ebook.
 Metemos logo mãos à obra. Ah, este é muito giro, Ah, já li este há tanto tempo!, Olha, este é capaz de interessar, Ah pois, este não podia faltar na lista. Quando demos por isso, as sugestões já iam em oito páginas… É engraçado como só nos apercebemos do quanto já lemos, quando andamos a fazer estas compilações. Saltam-nos à vista nomes de livros e de autores familiares e lembramo-nos do frisson que sentimos quando lemos aquele romance ou conto pela primeira vez, quando não conseguíamos pousar o “tijolo” e desligar a luz, porque já era quatro da manhã e tínhamos que acordar às sete. É assim, a vida dos que adoram ler: cheia de drama à noite e de sono durante o resto do dia.
E agora que já terminámos o nosso trabalhinho, oferecemos aos nossos leitores – em ficheiro PDF – centenas de contos e romances que irão encher as vossas noites, e a grande alegria é que nem têm de gastar um tostão por isso! Todas estas obras já pertencem ao Domínio Público ou foram disponibilizadas pelos próprios autores. Desde os deuses greco-romanos até histórias tradicionais dos povos de Língua Portuguesa; desde contos de fadas até contos de arrepiar, este é o mundo maravilhoso da Criatividade Humana, tão capaz de inventar catedrais como também de inventar monstros no armário ou gnomos no nosso jardim.

domingo, maio 03, 2020

Livro Digital do Momento

 O Feiticeiro/Mágico de Oz – L. Frank Baum
The Wonderful Wizard of Oz – L.Frank Baum
  Já toda a gente viu ou ouviu falar do icónico filme de Victor Fleming (1940), mas são poucos os que leram o livro. E agora preparem-se para ficar siderados: não só este famoso livro para crianças pertence a um grande universo com dezenas de obras escritas (14, mais precisamente!), como também Lyman Frank Baum não se ficou pelo maravilhoso universo de Oz, muito pelo contrário!: este prolífico autor tinha mesmo o bichinho da escrita, ao ponto de imaginar imensas séries para crianças e jovens, muitas delas escritas debaixo de um pseudónimo. Se forem dar uma espreitadela à página Wikisource, dedicada a este génio da literatura infanto-juvenil vão descobrir que o mesmo utilizou pelo menos seis pseudónimos, de acordo com o universo que estava a desenvolver, sendo metade femininos, algo que é raro no mundo da literatura. Com efeito, é mais comum encontrarmos mulheres que se escondem por detrás de um nome imaginário masculino, do que o contrário. Se vocês tiverem a sorte de ler em Inglês – ou pretendem treinar a leitura e escrita nesta língua – podem ter acesso ao portal  e, clicando no nome deste escritor, podem ter acesso a imensos livros do reino de Oz, como também podem ler as maravilhosas histórias da tia Jane e as suas três sobrinhas. Mais ainda, esta plataforma já permite que o leitor possa escolher o formato do ebook: pode ser pdf, mobi, epub, etc. É só preciso efetuar uma inscrição e já poderão até ler obras grátis no android ou smartphone.
Todo o património deste escritor já pertence ao Domínio Público mas, por enquanto, ainda só conseguimos ter acesso à tradução de Português do Brasil. Nisto, temos que dar os parabéns ao nosso “país irmão”: são sempre eles que se adiantam, e não precisaram de nenhum Covid para começarem a digitalizar livros. Em Portugal, não existe uma única edição para baixar gratuitamente, por isso temos que nos contentar com a (muito boa!) tradução Brasileira ou ler o livro em Inglês. Por isso, se houver alguém que queira pôr em prática (ou desenferrujar!) esta língua estrangeira, têm aqui ao vosso dispor vários livros que se leem muito bem e com prazer.
Para a semana, tentaremos encontrar ebooks em língua Espanhola ou Francesa. Afinal, estes países também seguem as regras do Domínio Público e, por isso mesmo, também já têm os seus escritores que pertencem não a uma Editora mas à Humanidade.
Link do livro traduzido (Português do Brasil).
Link da edição em Língua Inglesa:
Link da obra, versão audiolivro (Língua Inglesa):