quarta-feira, outubro 22, 2008

Fernando Pessoa

Creio que Fernando Pessoa e a sua obra poética “Mensagem” não serão desconhecidos para a grande maioria de vós! O que muitos talvez não saibam, é que, entre os heterónimos de Pessoa, está um astrólogo – Raphael Baldaya –, que nos deixou em legado um saboroso “Tratado de Astrologia”, que permanece intacto durante anos no seu baú de inéditos.
A astrologia era uma das áreas de interesse do grande poeta. Pessoa fez inúmeros estudos do seu próprio perfil astrológico (o mesmo valendo para os seus heterónimos) e, em 1916, chegou a considerar a possibilidade de se instalar como astrólogo em Lisboa.
Homenageando este lado do poeta, aqui fica um dos doze poemas do “Mar Português” (segundo livro da “Mensagem”), que celebra precisamente o signo de Escorpião (de 22/Outubro a 21/Novembro), ascendente de Fernando Pessoa:

VIII. FERNÃO DE MAGALHÃES

No vale clareia uma fogueira.
Uma dança sacode a terra inteira.
E sombras disformes e descompostas
Em clarões negros do vale vão

Subitamente pelas encostas,
Indo perder-se na escuridão.
De quem é a dança que a noite aterra?
São os Titãs, os filhos da Terra,

Que dançam na morte do marinheiro
Que quis cingir o materno vulto –
Cingi-lo, dos homens, o primeiro -,
Na praia ao longe por fim sepulto.

Dançam, nem sabem que a alma ousada
Do morto ainda comanda a armada,
Pulso sem corpo ao leme a guiar
As naus no resto do fim do espaço:

Que até ausente soube cercar
A terra inteira com seu abraço.
Violou a Terra. Mas eles não
O sabem, e dançam na solidão;

E sombras disformes e descompostas,
Indo perder-se nos horizontes,
Galgam do vale pelas encostas
Dos mudos montes.

Escorpião, cujas palavras-chave são intensidade e profundidade, é o signo em que o indivíduo se dispõe a colocar, conscientemente, os seus recursos de “guerreiro” ao serviço da vida e da humanidade. A pessoa do signo de Escorpião aspira a “cingir o materno vulto” da Terra no seu abraço, nem que para tal seja preciso dar a sua vida.
Terá, entretanto, que enfrentar inúmeras provas interiores: ir ao encontro das sombras “disformes e descompostas” dentro de si mesmo, dialogar com os seus fantasmas, dançar com os seus Titãs (leia-se forças incontroláveis do inconsciente), ou, nas palavras de um heterónimo de Pessoa, “sentir tudo de todas as maneiras”, morrendo e renascendo no processo, qual Fénix.
Este poema, que nos remete para a vida de Fernão de Magalhães, navegador português dos idos de quinhentos e primeiro homem a circum-navegar o globo terrestre, é ícone disso mesmo: Fernão de Magalhães foi mais longe do que qualquer outro homem de sua época, e, mesmo tendo morrido na empreitada, até hoje é lembrado pelo seu feito.


Para saberes mais sobre a vida aventurosa e as viagens de Fernão de Magalhães:
http://www.vidaslusofonas.pt/fernaomagalhaes.htm

" A imprensa na Biblioteca"


terça-feira, outubro 21, 2008

Hoje tivemos visitas!!

Foi com prazer que recebemos a visita dos alunos e professora do 1ºciclo do Pólo3

(Click nas fotos para alargar)


"Um Haiku em Tons Outonais"

“O haiku é mais do que uma forma de poesia; é uma forma de ver o mundo. Cada haiku capta um momento de experiência, um instante em que o simples subitamente revela a sua natureza e nos faz olhar de novo o observado, a natureza humana, a vida.”
A.C. Misias (biólogo e poeta norte-americano)


Entre as actividades desenvolvidas no âmbito deste projecto “Olhares de Outono”, cada uma das alunas deu as boas vindas ao Outono com um haiku.
Pequeno poema de origem japonesa, o haiku compõe-se de três versos curtos, sem rima, com cinco, sete e cinco sílabas, respectivamente. O haiku parte, habitualmente, de uma palavra ou frase associada a um elemento da natureza, nomeadamente às estações do ano. Essa palavra ou frase representa o aqui e agora, o “momento de experiência” que provoca um dado “delírio poético”. A uma sensação concreta (visual, auditiva ou outra) associam-se, assim, emoções, sentimentos, reflexões, memórias…
Saboreia alguns dos haiku nascidos desta “viagem” outonal:







Folha castanha
Que da árvore vai cair…
Irá morrer ali?
(Soraia Braz, TAP 08)








A pintura perfeita…
Solidão a pairar nas ruas…
Uma última folha!
(Dayanne Borges, TAP 08)




Para saber mais, visita: http://www.prof2000.pt/users/secjeste/mmanuelr/hjapao.htm. Quem sabe te inspiras para compores o teu próprio haiku em tons outonais!!

Revisitando os Poetas


Aproveitando que estamos numa vibração outonal, revisita alguns grandes nomes da poesia que cantaram o Outono… Estão por aí, pelas estantes… Vai ao seu encontro!
Sem saíres das nossas fronteiras, revisita António Nobre, Fernando Pessoa (na inconfundível persona de Ricardo Reis), Florbela Espanca, Miguel Torga, Herberto Hélder, Albano Martins… Além fronteiras, viaja com Cecília Meireles ou Pablo Neruda…
E, porque ele é uma referência incontornável quando evocamos o Outono, do Corpo, do Coração, da Alma, aqui ficam palavras de Eugénio de Andrade:


Terei de falar do espírito do Outono
agora que Setembro
chegou ao fim. (Espírito
é palavra suspeita: não há
hipócrita que não se abrigue
à sua sombra.) Será
a embriaguês? O vento matinal
arrastando folhas
raparigas canções?
O sopro frio das estrelas?
Será a beleza,
o espírito do Outono ? Há um limite
para o homem, um limite
para suportar o peso do mundo.
Da beleza, da bárbara
orgulhosa beleza, quem sabe defender-se
sem medo do coração lhe rebentar?

“Olhares de Outono"

Até 27 de Outubro, visita, na Biblioteca, a exposição “Olhares de Outono”!
Através da Palavra, da Cor, da Forma, as alunas do 1º ano do Curso Profissional de Técnico de Apoio Psicossocial (TAP 08) saúdam a chegada do Outono.
São diferentes as perspectivas, são diferentes os olhares… O propósito, esse, é um só: celebrar esta estação entre o ouro e o castanho, entre o abraço tórrido do Verão e o arrepio húmido da geada.

segunda-feira, outubro 20, 2008

Vitorino Nemésio



A Concha
A minha casa é concha. Como os bichos
Segreguei-a de mim com paciência:
Fachada de marés, a sonho e lixos,
O horto e os muros só areia e ausência.

Minha casa sou eu e os meus caprichos.
O orgulho carregado de inocência
Se às vezes dá uma varanda, vence-a
O sal que os santos esboroou nos nichos.

E telhados de vidro, e escadarias
Frágeis, cobertas de hera, oh bronze falso!
Lareira aberta ao vento, as salas frias.

A minha casa. . . Mas é outra a história:
Sou eu ao vento e à chuva, aqui descalço,
Sentado numa pedra de memória.

(Poesia, 1935-1940)

Bibliomúsica



Au Revoir Simone - Fallen Snow

Um, Dois, Três...

Um, Dois, Três,
Voltou a Cabra-Montês!!



O que parecia impossível tornou-se verdade: a célebre Cabra-Montês, completamente desaparecida do mapa de Portugal nos finais do século XIX, decidiu, pelos seus próprios pés, voltar a terras lusas!
Miguel Dantas da Gama mal podia acreditar nos seus olhos quando, em 1999, num dos seus muitos passeios pela serra do Gerês, deu de caras não com uma mas três cabritinhas, a pastar num local onde tinham sido dadas como extintas há mais de cem anos. Afirmou, comovido: O Gerês não me parece mais o mesmo! Um reixelo (macho adulto), uma fêmea e uma cria pastam em liberdade no Parque Nacional da Peneda do Gerês! Como foi isto possível?!
É mesmo caso para dizermos: “Quem espera por político, espera sentado”. Há muito tempo que a FAPAS (Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens) andava em conversações com os nossos políticos, no sentido de trazer para Portugal um par destes animais (o único país que ainda os possuía era a nossa vizinha Espanha). No entanto, como é de esperar, os nossos governos nada fizeram. As palavras “interesse nacional” só são interessantes quando metem um campo de golfe no meio da frase.
E é aqui que as coisas se tornam interessantes: em 1997, um papá, uma mamã e uma cria fugiram da serra de Santa Eufémia, na Galiza, e acabaram por refazer as suas vidas em Portugal. Hoje, são mais de 300 na serra do Gerês!
Nem tudo são rosas: na opinião do próprio Miguel Dantas, é necessário um controlo do crescimento da população, bem como uma observação mais apertada, uma vez que, ao misturarem-se no mesmo território das cabras domésticas, poderão criar consequências nefastas, a nível sanitário.
Mas o optimismo supera tudo:
Embora reconhecendo-se que o regresso das cabras ao parque nacional é um grandioso fim em si mesmo, é também, e principalmente, um meio para atingir um fim muito maior: a recuperação, o correcto ordenamento e a salvaguarda da Peneda-Gerês, património natural de excepção (…).
Finalmente, Miguel Dantas voltou a lançar o mesmo alerta que tem vindo a fazer há anos: já só resta uma águia-real fêmea, em território português. Em poucas palavras: quando este espécime morrer, Portugal deixará de contar com mais uma espécie no seu mapa. É que as águias-reais perderam os seus territórios, em grande parte por causa dos fogos florestais, mas também por causa dos “barulhentos” e “incomodativos” desportos radicais.Porque aquilo que agrada ao Homem, raramente traz prazer à Natureza…

De onde é que vem a expressão…

Ser um parasita


A palavra “parasita” veio do grego parásitos que, em português, significa “aquele que come junto de”. E, acreditem se quiserem, era uma profissão!!!
Há muitos, muitos anos atrás, existia na Grécia Antiga um funcionário encarregado de tomar conta do trigo e das terras que pertenciam aos templos dos deuses. Ora este sujeito não era um “empregadozeco” qualquer: graças à sua tarefa sagrada (estamos a falar de alguém que geria os terrenos das entidades divinas!), o seu cargo era extremamente importante e de tal forma o era, que os próprios sacerdotes convidavam-no a sentar-se à sua mesa, uma honra que só era concedida às famílias mais nobres. Com o passar do tempo, parásitos passou também a ser o nome que se dava a um alto magistrado que vivia às custas do Estado.
Estas profissões desapareceram, assim como o seu prestígio. Hoje, “parasita” é aquele ser humano que vive às custas dos trabalhos dos outros. Ou seja, que janta às custas do suor dos outros. Deixou de ser um indivíduo importante e passou a ser “um inútil”, um parasita


Andar ao Deus-Dará



Todos nós conhecemos o significado desta expressão: “andar à toa”, “não ter um chavo”, “viver entregue à sua própria sorte”.
Contudo, a sua verdadeira origem vem de um episódio anedótico: no século XVII, existia no Brasil, na zona de Pernambuco, um negociante chamado Manuel Álvares. E foi também nesta altura que estalou a guerra entre a Holanda e Portugal.
Ora acontece que, muitas vezes, a Coroa Real esquecia-se dos seus soldados, e nem sequer se dava ao trabalho de lhes trazer regularmente comida, armas e munições. Assim, este jovem mercador aproveitou a situação para fazer inúmeros negócios com os exércitos portugueses. Rezam os documentos históricos que Manuel Álvares era um homem destemido: para ganhar o máximo de dinheiro possível, não se importava de arriscar a sua própria vida, chegando mesmo à ousadia de atravessar território inimigo.
Porém, nem sempre conseguia atender todos os desejos. Quando ele próprio já não tinha quase nada para vender, respondia simplesmente aos soldados: “Deus Dará”. E tantas vezes o disse, que os militares, a partir daí, e sempre que o iam visitar, passaram a dizer entre eles: “Vamos ao Deus Dará”. Esta alcunha ficou de tal forma colada à sua pessoa, que o seu próprio filho foi baptizado com o nome de Simão Álvares Deus Dará!

domingo, outubro 19, 2008

E o livro desta semana é…

1984, de George Orwell

O livro O autor

Já toda a gente neste país ouviu falar de duas palavras: Big Brother. E muitos associam-nas imediatamente a um reality show da TVI, onde pessoas desconhecidas ou famosas são fechadas numa casa e filmadas 24 horas por dia. Ora, a razão por terem escolhido este nome para o programa, não foi uma pura coincidência: 1984 conta a história do futuro de uma Humanidade sufocada por uma eterna e constante vigilância.
Em 1984, o mundo será comandado por um supremo ditador, conhecido como o “Grande Irmão” (em inglês, Big Brother). Ele é que decide como há-de ser a nossa vida: o que comeremos, o que vestiremos, o que leremos. Controlará os nossos pensamentos, as nossas vontades, os nossos desejos.
A televisão não é apenas um simples divertimento das famílias. É também um aparelho que permite entrar pelos nossos lares e espiar as nossas conversas e atitudes. Desta forma, o “Grande Irmão” passará a ter o poder supremo na vida de todos. Por fim, as câmaras estão em todo o lado: nas casas, nos hospitais, nas ruas, nas escolas. E uma simples criança de quatro anos poderá denunciar os seus próprios pais, que serão torturados e “reeducados”.
As relações sexuais estão proibidas (só servem, com a devida autorização do Estado, para fins de procriação), o amor é considerado crime, as famílias quase que não existem. Todos devem servir e amar APENAS o “Grande Irmão”.
Ora Winston, um simples “Zé-Ninguém” que trabalha para o Ministério da Verdade, começa a contestar esta forma de vida. Todos os dias, ele senta-se numa zona da casa onde a televisão não o poderá ver, e escreve o seu diário. Em pouco tempo, junta-se à Resistência. Mas é apanhado e torturado num dos quartos mais temidos do governo: o quarto 101…
Esta obra foi escrita em 1949, e causou o pânico geral, na altura. De tal forma criou pesadelos a todos que, quando finalmente chegámos ao ano de 1984, praticamente todas as televisões do mundo afirmaram: “Este futuro ainda não chegou”.
Ainda… Ou será que já chegou? Será que já vivemos no mundo de 1984… E ainda não nos apercebemos?
Para te aguçar o apetite, apresentamos-te dois filmes da youtube: o primeiro é um excerto do filme 1984, o segundo é um anúncio publicitário absolutamente brilhante da Macintosh, realizado precisamente no mesmo ano. Descobre as semelhanças e as diferenças.

Excerto do filme
http://br.youtube.com/watch?v=xns67AVkOeI&feature=related
Anúncio
http://br.youtube.com/watch?v=OYecfV3ubP8

Recomendamos também…

Desta vez, recomendamos três livros, que não podem ser mais diferentes uns dos outros. Ora leiam com atenção:

Titus, o Herdeiro de Gormenghast, de Mervyn Peake

Sem dúvida uma obra do género fantástico, não se assemelha, no entanto, a nada do que já lemos: o castelo é belíssimo e sinistro, perfeito e decadente, glorioso e perfeccionista, sufocante e libertador.
Onde se passa esta história? Ninguém sabe. É como se Gormenghast fosse a única terra povoada no mundo inteiro. Acima de tudo, ficamos com a estranha sensação de que estamos a ser testemunhas de um reino que, outrora, foi deslumbrante e próspero, mas que, devido a razões que nos são desconhecidas, resvalou para a decadência. O castelo, de facto, parece um corpo biológico em decomposição. Porém, não deixa de ser extraordinariamente belo… Reino este que, actualmente, está minado pelos excessivos protocolos reais, a excessiva burocracia, e o total isolamento da família real, em relação ao próprio povo que a sustenta.
As próprias personagens são bizarras, irreais: temos um rei que leva a vida fechado numa sala, a limpar o pó a estátuas; temos duas gémeas sinistras, sedentas de poder; temos uma mãe que liga mais às aves do reino, do que ao próprio filho; temos uma ligação quase inexplicável de puro ódio entre o cozinheiro do reino e o criado-mor do príncipe; temos uma simples ama que só quer dar amor ao novo bebé que acabou de chegar; temos uma mulher que veio “do lado de fora”, ou seja, do povo, para amamentar a criança, já rejeitada pela mãe; e, finalmente, temos uma irmã de longos cabelos negros, que jurou odiar o seu irmão mas, pouco a pouco, acabará por aprender a amá-lo. E há uma zona secreta do castelo, aparentemente esquecida por todos…

Um crítico do jornal Times afirmou:

"Vou ser muito claro: este é, sem sombra de dúvida, o melhor livro que alguma vez li. E agora deixem-me convencer-vos do mesmo: Peake desafia, assalta e estimula os sentidos. Possui uma imaginação e um vocabulário vastíssimo e cria personagens maravilhosas neste mundo denso e desmoronado de Gormenghast.!”

A Oração dos Homens – Uma Antologia das Tradições espirituais

Esta foto não faz justiça ao livro: todo ele é cheio de azul e de estrelinhas douradas. Só de olhar para a capa, temos logo vontade de o comprar, de o folhear, de o ler.

Oiçam a voz da Humanidade espiritual:

Orações para um funeral

Perdoa, não te zangues, nós gostamos de ti, nós temos respeito por ti,
Sê feliz na tua estada em Lahara ( reino das coisas invisíveis)

Dá-nos a chuva quando o Inverno chegar, dá-nos uma colheita
Abundante , uma velhice leve, filhos, mulheres, dá-nos o bem-estar.

Eis esta água, não te zangues, perdoa-nos. (…)

Era assim que o povo Bambara, no Senegal, se despedia dos seus mortos. A Oração dos Homens é, portanto, uma compilação de todo o tipo de rezas, vindas de todas as religiões de todo o mundo. Vale a pena lê-lo. E relê-lo. E relê-lo.



A Vida Aventurosa de Sparrow Drinkwater, de Trevor Fergunson

Para quem já leu Kafka e a Metamorfose, irá deliciar-se com este livro bastante kafkiano! Tudo começa num manicómio: uma mulher acredita que o seu bebé veio a este mundo, graças a um corvo que desceu do céu e das estrelas. A sua grande desilusão foi descobrir que o filho, afinal, não sabe voar…
O pobre Sparrow passou a infância num asilo para loucos. Para ele, a loucura é a realidade, não a sanidade. Até que um dia é finalmente levado para o exterior, perde o rasto da mãe e descobre-se sozinho numa enorme cidade e no meio de pessoas “aparentemente” normais.
Parte, então, para a aventura, à procura do pai que nunca chegou a conhecer, e da mãe que perdeu. E enquanto o faz, cruza-se com assustadores criminosos, viaja por túneis secretos e esquecidos das ruas de Montreal, encontra uma feiticeira e torna-se um brilhante estratega de Wall Street!

Como afirma a contra-capa deste livro,
O Mundo surpreende Sparrow mas ele, por sua vez, surpreende ainda mais o mundo…

Ou como disse alguém, “O presente pertence às pessoas comuns, o futuro pertence aos visionários e aos loucos”.

O poder da fotografia

Já toda a gente conhece esta velha frase: “Uma imagem vale mais do que mil palavras”, e este tem sido o lema da agência Magnum, onde residem os melhores dos melhores fotógrafos.
Neste caso, iremos apresentar-te um, que é quase desconhecido, mas que merece ser homenageado pela extrema beleza dos seus trabalhos. Chama-se Cole Thompson e promove a sua arte, através da Internet.
Se gostas de fotografia, especialmente a preto e branco, este site vai agradar-te muito!

http://www.colethompsonphotography.com/FluidWater.htm





sábado, outubro 18, 2008

Uma Nau Quinhentista Descoberta na Namíbia!!!!

Foi uma simples moedita que decidiu a data do naufrágio de uma nau quinhentista descoberta em Abril: Outubro de 1525. Afinal, para grande tristeza de muitos, esta embarcação não tinha qualquer ligação com a armada de Pedro Álvares Cabral, onde Bartolomeu Dias também navegava, e que naufragou no ano de 1500, provavelmente em Maio.
Mesmo assim, o espólio é riquíssimo e belíssimo: 70 milhões de euros!!
Só que Portugal não ficará com esta descoberta: a Namíbia foi um dos pouquíssimos países do mundo que não assinou a convenção da UNESCO que, segundo o semanário Expresso, permite a devolução dos achados ao seu país de origem. Isto quer dizer o quê? Que tudo o que for encontrado em território desta nação, é da Namíbia. Fim da história.
Os portugueses concluíram que a única solução seria recorrerem à Convenção Internacional dos Direitos dos Mares, decisão essa que levaria meses, senão anos, a ser resolvida. E entretanto, o barco lá ia apodrecendo, debaixo do sol… Preferiram, assim, entrar para uma via mais diplomática: vocês ficam com o espólio, nós estudá-lo-emos e criaremos uma réplica no nosso país. A Namíbia aceitou, e mais: convidou a equipa arqueológica a estudar, inventariar e preservar todos os barcos portugueses que lá foram ou forem encontrados. Temos que admitir que, dentro das circunstâncias, até nem foi um mau negócio…
Se queres ver imagens deste barco, é só clicares no assunto É Uma Nau Portuguesa, com Certeza, da página Expresso Online.

Eram assim, as naus…

http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/428108

Crise Mundial

Para quem não está a perceber patavina desta crise no mundo e por que razão nós e os islandeses estamos a ser atingidos pelos erros dos americanos, a SIC decidiu criar um pequenino filme, de título Crise Financeira, onde tudo está reduzidamente e brilhantemente explicado. Imperdível!! Segue-se um debate muito interessante e lúcido, que põe o “dedo na ferida”, em muitos aspectos.

http://sic.aeiou.pt/online/noticias/programas/aquieagora/


Para quem quiser mais informações sobre este assunto, vale a pena ler também uma simples infografia, que aborda todos os Crash que surgiram, ao longo dos tempos.
http://sic.aeiou.pt/online/noticias/dinheiro/multimedia/criseMercados.htm

É obrigatório também ler a revista Única, do semanário Expresso, quase toda dedicada à crise financeira, a que todos nós assistimos, chegando até a ser vítimas da mesma.

Quanto à revista americana Time Magazine, esta é dedicada (como é óbvio) à crise, mas compara-a com o grande Crash, de 1929. Se gostas de treinar o teu inglês, não a percas. Já está na biblioteca e poderás requisitá-la.





quinta-feira, outubro 16, 2008

De onde é que vem a expressão…

Queimar as pestanas

Estamos tão habituados à electricidade, que já nem nos passa pela cabeça vivermos sem um frigorífico, sem uma Internet, sem uma televisão, sem luz no nosso quarto.
Mas foi assim que a Humanidade viveu, durante centenas de séculos. As velas não serviam para decorar a nossa sala de estar, serviam para tudo, assim que o sol se punha. O seu consumo era tão necessário e diário, que muita gente ia para a cama, para poupar dinheiro na cera.
É claro que os estudantes eram uma excepção. Estes ficavam até às tantas, agarrados à pouca luz de uma vela, a ler, a ler, a ler. E alguns deles deixavam-se dormir, inclinavam-se um pouquinho mais para a frente…
e queimavam as pestanas!





Estar com a pulga atrás da orelha

Durante milhares de anos, o ser humano foi vítima desse maldito bicho chamado pulga. Não havia nenhum insecticida ou veneno realmente eficaz para combater esta praga, que se alojava em todos os cantos das casas, hospitais, escolas, jardins, ruas, salas de diversões, tribunais, e muitos outros espaços.
Até meados do século XX, a pulga era, sem dúvida, um problema muito grave: verdadeiras colónias do tamanho de Nova Iorque viviam nos colchões, nas nossas almofadas, nos nossos cabelos, nos nossos armários. Agora imaginem o desconforto de alguém, que acorda a meio da noite com uma dor horrível no ouvido. Pois, é isso mesmo: uma pulga entrou pela orelha adentro, e ei-la, feliz e quentinha, a sugar o vosso sangue!
Actualmente, esta expressão significa que suspeitamos de algo ou alguém. Sentimo-nos desconfortáveis, há qualquer coisa que nos incomoda… Será uma pulga?

Direitos inalienáveis do leitor

1. O direito de não ler.

2. O direito de saltar páginas.

3. O direito de não acabar um livro.

4. O direito de reler.

5. O direito de ler não importa o quê.

6. O direito de amar os "heróis" dos romances.

7. O direito de ler não importa onde.

8. O direito de saltar de livro em livro.

9. O direito de ler em voz alta.

10. O direito de não falar do que se leu.

in Como um Romance, Daniel Pennac

quarta-feira, outubro 15, 2008

Baú da Avozinha

Tão malditos como Marilyn Manson

Artistas malditos sempre existiram, existem e existirão. Os Bad Guys não nasceram apenas com a música Rock ou Hip Hop, eles fizeram e fazem parte do mundo da arte há muito, muito tempo. E para te provar aquilo que dizemos, aqui tens três exemplos:

Robert Johnson (1911-1938)




Foi um dos grandes artistas malditos do século XX. Cantor e compositor de cantigas de Blues, apenas sobreviveram ao tempo duas fotos deste génio do Mississipi e a sua obra é muito pequena: compôs nada mais, nada menos do que 29 canções.
Robert Johnson não era um homem fácil: alcoólatra, sempre metido em brigas, apaixonado por mulheres, revoltado por ser negro e por não ter os mesmos direitos da comunidade branca, viveu intensamente a sua curtíssima vida (morreu com 27 anos, em 1938).
Existem todo o tipo de histórias à volta dele: dizem que um dono de um bar tentou envenená-lo com estricnina (Robert andava a sair com a mulher dele); dizem que a Ku Klux Klan queimou a sua casa (é bem capaz de ser verdade!); dizem que vendeu a alma ao Diabo. Quem o conheceu a sério, afirma que era alguém que adorava os seus amigos e vivia cada instante da vida como se fosse o último.
Até a morte dele está cheia de mistérios: uns dizem que morreu de Sífilis; outros dizem que foi assassinado; alguns juram a pés juntos que faleceu com uma pneumonia; e há quem afirme que morreu de cancro. E mais: há DUAS campas suas no Mississipi! Agora, qual delas será a verdadeira, essa é outra história.
Uma coisa é certa: Robert Johnson continua a ser um dos grandes mistérios da história da música. Sabe-se muito, muito pouco dele…
http://br.youtube.com/watch?v=m9Dv7QQ_JvI

Niccolò Paganini (1782- 1840)

Genial compositor, nasceu no ano de 1782 e revolucionou a arte de tocar violino.
Paganini não teve uma infância fácil: o pai era um tirano que o obrigava a ensaiar mais de dez horas por dia, e se falhasse era severamente castigado. Assim que atingiu a maioridade, largou a família e decidiu viajar pelo mundo inteiro.
O seu génio foi logo notado, e depressa enriqueceu. Infelizmente, também adorava jogar e esbanjar dinheiro em diversões nocturnas. Por isso, andava sempre metido em sarilhos financeiros, o que não o impediu de morrer rico, com uma tuberculose, em 1840. Além disso, devido ao seu talento, coleccionava inimigos.
A sua maneira de tocar era tão genial, que depressa foi acusado de ter vendido a alma ao Diabo. Mas este boato não é para espantar: durante muitos séculos, o violino era, segundo a Igreja Católica, o instrumento preferido de Satanás. Em poucas palavras: quem tocava violino no século XIX, era tão maldito e tão sexy como hoje é tocar uma guitarra eléctrica.


Antonio Vivaldi (1678-1741)

Vivaldi foi uma pessoa muito estranha, cheia de grandes qualidades e de grandes defeitos.
Conhecido como “O Padre Ruivo”, dizem as “más línguas” que a família Vivaldi metia medo a Veneza: eram todos ruivos e todos eles eram violentos e perigosos. Muitos deles foram expulsos desta cidade.
Em 1703, foi ordenado padre, mas o nosso amigo depressa arranjou uma maneira de escapar à maçada de dizer missa: inventou uma doença. Segundo ele, sofria de uma “stretezza di petto”, que o impedia de aumentar a voz. Vá-se lá saber porquê, a Igreja caiu na mentira…
Pior ainda, andava sempre “acompanhado” por sete mulheres (segundo ele, as nobres senhoras faziam “a caridade” de cuidar dele), ia aos mais estranhos e suspeitos clubes, e era um amante da Ópera.
Para quem não sabe, a Ópera, no século XVII, gozava de uma péssima fama. Quem ia a esses espectáculos era normalmente o povo, e podia custar a nossa vida. A sala estava cheia de ladrões, brigões, gangs rivais, prostitutas. As cenas de pancadaria eram frequentes, quer no palco quer na plateia. Este divertimento era tão mal visto, que o papa Clemente XI, no século XVIII, proibiu qualquer exibição deste espectáculo em Roma. Ora, este era um dos lugares preferidos de Vivaldi…
Apesar do seu estilo de vida, era um homem muito humano: quando foi convidado para dirigir uma pequena orquestra de órfãs no Ospedale della Pietà (Hospital da Piedade), os seus “amigos” quiseram logo tirar partido da situação, para se aproveitarem de miúdas que não tinham ninguém que as protegesse. Para espanto de todos, Vivaldi defendeu as suas alunas com unhas e dentes.
Infelizmente, não teve um final feliz: tão depressa a sua obra foi amada, como depressa foi desprezada. Morreu na miséria absoluta e foi enterrado numa campa anónima. E durante três séculos, o seu nome foi esquecido… Até que, um dia, no século XX, um jovem músico chamado Alfredo Casella tropeçou por acaso numa série de composições perdidas numa biblioteca e, entusiasmado com a sua música, criou a “Semana Vivaldi”, no ano de 1939. Desde então, este compositor é tocado em todas as orquestras de todo o mundo.
Para teres um cheirinho da sua sonoridade, escuta o vídeo abaixo indicado:

http://br.youtube.com/watch?v=pe-MIDDfckw

Para quem gosta de treinar a Língua Inglesa

Tens dificuldades na disciplina de Inglês? Falta-te vocabulário para falares e escreveres melhor nas aulas? A biblioteca dispõe de uma vasta colecção de livros da famosa colecção Penguin Readers. Gostas de mistério? Lê a adaptação da obra de Júlio Verne, The Mysterious Island. Gostas de romance? Que tal Memoirs of a Geisha, de Arthur Golden? E se adoras histórias de terror, nada como leres The Black Cat and Other Stories, de Edgar Allan Poe.
Todos estes livros são adaptações das obras originais, e estão divididos em vários níveis, desde o nível um (para principiantes), até ao nível seis, para experts.




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segunda-feira, outubro 13, 2008

Bibliomúsica

Jeff Beck - People Get Ready

O Poder dos Livros

Estamos no futuro. E no futuro, estamos literalmente proibidos de ler livros. Quem se atrever a fazer tal coisa, será considerado por todos um “terrorista”, um perigo para a sociedade e para o mundo. Por isso, será preso e “reeducado”. Qualquer pessoa poderá denunciar quem quiser: um vizinho, um membro da família, um amigo. Basta entregar num dos muitos postos de correio um envelope com o nome da pessoa. Não é preciso dizermos o nosso nome, uma denúncia anónima serve e basta.
Por outro lado, a televisão é sempre bem-vinda. Ela enche a sala, está sempre ligada, comanda a vida das pessoas. E se, por acaso, um de nós se sentir triste, basta tomar um comprimido…
No futuro, quem queima os livros são os bombeiros. Serão eles a nova Inquisição, a suprema autoridade. Guy Montag é um deles. Até que um dia, conhece uma mulher especial e, às escondidas de toda a gente, começa a ler…
Fahrenheit 451 foi escrito por Ray Bradbury, e adaptado para o cinema pelo realizador francês François Truffaut. Apresentamos neste blog um excerto deste filme, para vos aguçar o apetite. Porque nenhum de nós deseja um mundo assim…


http://www.youtube.com/watch?v=zz4LBnnbeh4&feature=related

Livro da semana

Na semana passada, apresentámos à escola A Noiva Bórgia, de Jeanne Kalogridis. Desta vez, vamos falar de uma obra de literatura fantástica, escrita por um português: A Manopla de Karasthan, de Filipe Faria.
Este livro foi aprovado pelo Plano Nacional de Leitura e recebeu a seguinte crítica da Webboom:
É a primeira obra escrita por um português no género “high fantasy” (de que a referência máxima é Tolkien). É uma estreia prometedora de um jovem de 20 anos ainda a frequentar a universidade, e que já recebeu um prémio. “A Manopla de Karasthan” é o primeiro de sete volumes das “Crónicas de Allarya”, e narra a demanda heróica de Aewyre Thoryn e dos seus companheiros em busca do desaparecido rei Aezrel, pai de Aewyre. Pelo caminho defrontam-se com as várias forças do mal e criaturas bizarras de toda a espécie, como é apanágio do género. No entanto, neste livro de Filipe Faria, as personagens femininas têm um maior protagonismo do que é costume, e o sexo não é escondido.
Filipe Faria tinha “apenas” 21 anos, quando começou a escrever esta saga e ganhou o prémio Branquinho da Fonseca, atribuído pela Fundação Calouste Gulbenkian e pelo semanário Expresso. A escola já dispõe dos três primeiros volumes!

Recomendamos também...

Apresentamos-te também uma grande obra-prima da literatura internacional: Não Matem a Cotovia, de Harper Lee.
A História tem lugar durante a Grande Depressão do século Passado (anos 30) e é baseada em factos verídicos. Estamos a falar de uma América já desaparecida, uma América onde havia cinemas para brancos e negros, restaurantes para brancos e negros, escolas para brancos e negros, e até os lugares dos autocarros eram separados: negros atrás, brancos à frente. Esta era uma América onde os negros estavam proibidos de votar, de lutarem pelos seus direitos, e os casamentos mistos eram considerados crime!
Um dia, um negro é injustamente acusado de ter violado uma mulher branca. Como é de se esperar, toda a comunidade sulista acredita imediatamente na sua culpa. E como o réu tem raízes africanas, nenhum advogado aceita defendê-lo, pois ninguém quer apoiar uma causa perdida.
Para espanto de todos, um homem chamado Atticus Finch acredita na inocência do réu, e defende-o com unhas e dentes. Para isso, vai ter enfrentar o preconceito racial de toda a gente, terá de entrar em discussões com os seus próprios amigos, e a própria família será atacada pela
Ku Klux Klan.
Conseguirá convencer o júri? Conseguirá salvar um homem inocente? Para saberes o fim, terás de ler o livro!


...e uma musiquinha a condizer!!! Da Bibliomúsica
John Lee Hooker e Bonnie Raitt, I’m In The Mood

terça-feira, outubro 07, 2008

PLANO NACIONAL DE LEITURA"A estante do Mês"

Em Outubro, a Estante do Mês chama-se Guerra e Paz e é dedicada à História. Temos um bocadinho de tudo: História Universal, vida de soldados, marinheiros, piratas, romances históricos, enciclopédias temáticas e vários livros da famosa colecção História Horrível. Muitos alunos já viram, gostaram, já levaram algumas obras para casa, e a turma do 7ºA já utilizou a estante para os seus trabalhos de pesquisa, na disciplina de Área de Projecto.


quinta-feira, julho 14, 2005

Almoço secreto no espaço da Biblioteca



Depois do extenso trabalho de etiquetagem a cores do fundo documental e definição objectiva de arrumação nas prateleiras, realizou-se um almoço ultra-secreto na nova biblioteca. A todas e todos os costureiros desta nova etapa, um enorme bem haja.
Um agradecimento especial e merecido à D. Guadalupe pelo profissionalismo, dedicação e simpatia que demonstrou ao longo de todo o ano.
Posted by Picasa

quinta-feira, junho 16, 2005


Agora que o calor aperta há livros fresquinhos na Biblioteca.

Sirva-se à vontade.

O Blog Biblioteca Portaberta deseja-lhe umas excelentes férias.Posted by Hello

sexta-feira, junho 03, 2005

Crianças, o melhor do mundo.


Biblioteca Promove Dia da Criança Posted by Hello

Exposição bibliográfica sobre a criança

A partir de 1 de Junho a biblioteca apresenta obras acerca de psicologia infantil e psicologia de desenvolvimento da criança. Aqui se deixam algumas sugestões:

A criança e o medo de aprender
Serge Boimare

O bébé no divã
Lourdes Lourenço

Violência infantil:o que fazer?
Christiane Olivier

Como lidar hoje com os filhos
Teresa Marques


Visita-nos

Crianças, o melhor do mundo.

domingo, maio 08, 2005

Nova exposição na Biblioteca 18 de Maio

A Turma 10ºE apresenta uma exposição acerca da saúde em Serpa que vale a pena visitar. Parabéns à turma e à Professora Leonor.

sexta-feira, maio 06, 2005

A Biblioteca e as Palavras

Há palavras que fazem bater mais depressa o coração - todas as palavras - umas mais do que outras, qualquer mais do que todas. Conforme os lugares e as posições das palavras. Segundo o lado de onde se ouvem - do lado do Sol ou do lado onde não dá o Sol.
Cada palavra é um pedaço do universo. Um pedaço que faz falta ao universo. Todas as palavras juntas formam o Universo.
As palavras querem estar nos seus lugares!

Almada Negreiros - Obras completas, vol. I - Poesia

domingo, maio 01, 2005

REGULAMENTO DA BIBLIOTECA E CENTRO DE RECURSOS

1. DEFINIÇÃO
A Biblioteca Escolar/Centro de Recursos é composta pelos espaços e equipamentos onde são conservados, tratados e disponibilizados todos os tipos de documentos, independentemente da sua natureza ou suporte, que constituem recursos pedagógicos para actividades quotidianas de ensino, actividades curriculares não lectivas, ou para ocupação de tempos livres e de lazer. A Biblioteca é parte integrante do processo educativo, regendo-se o seu funcionamento pelas normas definidas no presente regulamento.
2. LOCALIZAÇÃO E ÁREAS FUNCIONAIS
A Biblioteca Escolar localiza-se no primeiro piso do pavilhão A e é constituída por cinco zonas nucleares: de atendimento, de leitura informal, de pesquisa na internet, de mediateca e de consulta geral do fundo.
3. OBJECTIVOS GERAIS DA BIBLIOTECA
São objectivos gerais da Biblioteca Escolar/Centro de Recursos:
Possibilitar a plena utilização dos recursos pedagógicos existentes, dotando a escola de um fundo documental adequado às necessidades das diferentes disciplinas e projectos de trabalho.
Desenvolver e consolidar o hábito e o prazer da leitura e da aprendizagem.
Desenvolver nos alunos competências e hábitos de trabalho baseados na consulta, tratamento e produção de informação.
Proporcionar condições que permitam a reflexão, o debate e a crítica essenciais à construção de uma cidadania efectiva e responsável, nomeadamente através de actividades de intervenção cultural.
Providenciar acesso aos recursos locais, regionais, nacionais e globais e às oportunidades que exponham os estudantes a ideias, experiências e opiniões diversificadas.
Associar a leitura, os livros e a frequência de bibliotecas à ocupação lúdica de tempos livres.
Auxiliar os professores a planificarem as suas actividades de ensino e a diversificarem as situações de aprendizagem.
Valorizar e divulgar o património cultural do concelho, trabalhando em parceria com as entidades locais.
4. ACTIVIDADES
A Biblioteca Escolar/Centro de Recursos desenvolverá as seguintes actividades com vista à prossecução dos seus objectivos:
Actualização permanente do seu fundo documental, visando um pleno suporte pedagógico.
Organização adequada e constante do fundo documental.
Apoio aos alunos individualmente ou em grupo ao nível da consulta e pesquisa da informação.
Promoção de actividades que estimulem o prazer de ler, de escrever e de aprender.
Organização de exposições, sessões de leitura e outras actividades de animação cultural.
Promoção de actividades de cooperação com outras bibliotecas e organismos culturais.
Apoio a professores na planificação das suas actividades de ensino e diversificação de estratégias de aprendizagem.
Outro tipo de actividades desde que não concorram com os objectivos da Biblioteca.
5. HORÁRIO E FUNCIONAMENTO
A Biblioteca funcionará entre as 9:00 e 12.00 e das 14.00 às 17:00, de segunda a sexta, no horário diurno e no nocturno quando previamente solicitada autorização ao Conselho Executivo.
O espaço da Biblioteca deve ser apenas utilizado para as actividades referidas no ponto 4.A Biblioteca não deverá ser utilizada para reuniões ou qualquer outro tipo de actividades que não estejam de acordo com os seus objectivos e as suas funções.
A admissão aos serviços da Biblioteca é feita mediante o preenchimento do livro de registo diário na zona de atendimento.
6. UTILIZADORES

Podem utilizar a Biblioteca:
Alunos, pessoal docente e não docente, pais e encarregados de educação.
Outros utilizadores desde que devidamente identificados e autorizados pela equipa de trabalho da Biblioteca e/ou pelo Conselho Executivo da Escola.
Os alunos que frequentam a Biblioteca devem ser portadores do Cartão de Estudante e apresentá-lo sempre que tal lhes seja solicitado.
7. DIREITOS DO UTILIZADOR
São direitos do utilizador:
Circular livremente em todo o espaço público da biblioteca, excepto na zona de serviço interno.
Utilizar todos os serviços de livre acesso colocados à sua disposição.
Retirar das estantes os documentos impressos que pretendam consultar, ler ou requisitar para empréstimo domiciliário.
Requisitar CDs, CD-ROMs ou DVD para consulta/utilização no local.
Consultar livremente os catálogos manuais ou informatizados existentes.
Apresentar críticas, sugestões e propostas relativamente ao funcionamento da Biblioteca.
Requisitar, para consulta domiciliária, todo o fundo documental destinado para o efeito.
8. DEVERES DO UTILIZADOR
O utilizador deve:
Cumprir as normas estabelecidas para a utilização da Biblioteca.
Manter em bom estado de conservação as espécies documentais que lhe são facultadas e fazer bom uso das instalações e dos equipamentos.
Preencher quaiquer impressos que oportunamente lhe serão entregues, para fins estatísticos e de gestão.
Cumprir o prazo estipulado para a devolução dos livros requisitados para leitura domiciliária de 8 dias.
Indemnizar a Biblioteca/Centro de Recursos pelos danos ou perdas que forem da sua responsabilidade.
Contribuir para a manutenção de um bom ambiente nas várias áreas da biblioteca, não perturbando o bom funcionamento do serviço.
Acatar as indicações que lhe forem transmitidas pelos professores ou funcionária de serviço.
9. REGRAS DE CONDUTA NA BIBLIOTECA
A permanência nas instalações da Biblioteca, enquanto espaço de trabalho e de pesquisa, obriga à adopção de atitudes de civismo, necessariamente conducentes ao respeito pelos utilizadores que aí se encontram.
A Biblioteca, apesar de constituir um espaço lúdico e cultural de ocupação de tempos livres, não tem a função de uma sala de convívio e/ou de jogos.
Qualquer atitude de desvio aos princípios enunciados nas duas alíneas anteriores será analisada em conformidade com as regras de actuação que constem do presente regulamento, podendo o utilizador ser convidado a abandonar as instalações em caso de se verificar comportamento perturbador.
Não é permitido escrever, sublinhar, dobrar, rasurar ou rasgar as obras consultadas.
Não é permitido alterar a disposição do mobiliário no espaço da Biblioteca.
Na ausência do professor responsável pela Biblioteca, a funcionária de serviço representa-o e as suas decisões devem ser acatadas pelos utilizadores.
10. REGRAS DE LEITURA NA BIBLIOTECA
Todos os utilizadores têm livre acesso às estantes.
O material documental aí existente pode ser lido ou consultado na Biblioteca.
Os utilizadores não devem colocar novamente nas estantes os documentos acabados de consultar, devendo depositá-los no carrinho destinado ao efeito. A sua reposição é da exclusiva competência do professor ou funcionária de serviço.
Sempre que possível, na sala de leitura permanecerá sempre uma funcionária de serviço, ou professor, que procurará auxiliar, esclarecer e encaminhar o utilizador.
11. LEITURA DOMICILIÁRIA
Todas as obras da Biblioteca poderão ser requisitadas para leitura domiciliária, mediante apresentação de identificação, exceptuando:
Obras de referência (enciclopédias, dicionários, anuários, etc.).
Obras raras, de difícil aquisição ou consideradas de luxo.
Obras em mau estado de conservação.
Obras que integrem exposições bibliográficas.
Todo o material multimédia.
A requisição de livros para leitura domiciliária faz-se mediante registo em livro próprio, podendo o leitor requisitar até três livros por um período de oito dias, findo o qual a requisição poderá ser renovada, no caso de a obra não ter sido, entretanto, solicitada por outro leitor.
O leitor assume toda a responsabilidade das obras que lhe são emprestadas. Em caso de extravio ou dano irreparável, é obrigado a proceder à sua substituição por um exemplar em bom estado, ou ao seu pagamento integral.
Se um aluno exceder abusivamente os prazos estabelecidos para o empréstimo, o director de turma será avisado e, posteriormente, o encarregado de educação, no caso do leitor ser menor, para que a entrega se faça com a maior brevidade.
A Biblioteca reserva-se o direito de recusar novo empréstimo domiciliário a utilizadores responsáveis por posse prolongada ou abusiva de publicações.
A partir da primeira semana de Junho não é permitido fazer requisições que impliquem a saída de livros da escola.
12. SECÇÃO DE AUDIOVISUAIS
O acesso ao equipamento audiovisual é possível mediante requisição feita na zona de atendimento da Biblioteca, com indicação do documento a utilizar.
Não existe empréstimo domiciliário destes documentos.
O equipamento requisitado deve ser utilizado com os respectivos auscultadores, ou com um volume de som que não perturbe os restantes utilizadores da Biblioteca.
O equipamento é manuseado pelos responsáveis da Biblioteca.
Os utilizadores só podem utilizar documentos existentes na Biblioteca, sendo permitida a utilização de CDs, DVDs, cassetes áudio ou vídeo pessoais apenas se forem antecipadamente autorizados pelos serviços da biblioteca.
É possível requisitar-se apenas um documento de cada vez.
O utilizador que danifique o equipamento devido a uma má utilização será chamado à responsabilidade, procedendo eventualmente ao pagamento da sua reparação.
13. SECÇÃO DO CENTRO DE RECURSOS EDUCATIVOS
É favor consultar regulamento específico do Centro de Recursos disponível no local.
Regras para os terminais no espaço da biblioteca:
De forma a garantir a disponibilidade dos equipamentos, os utilizadores podem fazer uma marcação prévia, com uma antecedência mínima de 24 horas.
A requisição deve ser feita por um utilizador, não devendo estar à frente de cada monitor mais do que dois utilizadores.
Na requisição deve estar indicado, além do dia, hora e nome do requisitante e a disciplina/ou a finalidade a que se destina o trabalho.
A requisição de um computador faz-se por um período máximo de um tempo lectivo.
Não é permitida a realização de jogos sem carácter pedagógico e/ou educativo.
Os utilizadores devem fazer-se acompanhar de uma disquete quando pretendam guardar trabalhos.
A consulta de conteúdos que contenham registos sonoros obriga ao uso de auscultadores.
O acesso à Internet é livre e gratuito.
A requisição da Internet faz-se por um período máximo de um tempo lectivos.
As pesquisas para actividades escolares ou de natureza didáctica têm prioridade em relação às de natureza lúdica.
Os utilizadores podem enviar e receber correio electrónico, nomeadamente no âmbito de projectos escolares, intercâmbios com outras escolas, etc.
No caso de ocorrer alguma anomalia, os utilizadores não devem tentar resolvê-la, mas sim informar a funcionária ou o professor de serviço.
Caso seja detectado algum problema no equipamento resultante de má utilização, o utilizador que o causou será chamado à responsabilidade.
14. UTILIZAÇÃO DE DOCUMENTOS NA SALA DE AULA
A utilização de documentos na sala de aula será sujeita ao preenchimento de requisição pelo professor.
O impresso próprio para este tipo de requisição encontra-se na zona de atendimento da Biblioteca.
15. EQUIPA DE SERVIÇO NA BIBLIOTECA
Ao serviço da Biblioteca estarão, para além da coordenadora e de outros docentes, um elemento do pessoal não docente.
16. PLANO DE ACTIVIDADES
O plano de actividades da Biblioteca será elaborado anualmente de acordo com o projecto educativo da Escola e integrado no seu plano de actividades.

Poderás deixar a tua sugestão para melhorar este regulamento uma vez que o mesmo ainda está em fase de aprovação. Publica aqui o teu comentário ou no FÓRUM.

quinta-feira, abril 28, 2005

Ano Internacional da Física 2005

A biblioteca está a organizar uma exposição temática acerca do Ano Internacional da Física e Einstein. Neste momento estão já disponíveis alguns documentos e em breve esperamos ter mais documentação, uma vez que foram realizados contactos com o Director da Socidade Portuguesa de Física, o récem galardoado Professor Carlos Fiolhais.

http://spf.pt/spf.pt.php

Ano Internacional da Física 2005 seja um ponto de viragem na cultura dos
portugueses.

Fica atento e visita-nos.

quarta-feira, abril 20, 2005

Anos Revolucionários em Portugal

A Biblioteca e o Centro de Recursos apresentam uma exposição temática com livros e passagem permanente de documentários acerca dos anos revolucionários do nosso país. Durante os próximos dias poderás conhecer melhor os anos 70 e a revolução de Abril.

Visita-nos.

sexta-feira, abril 08, 2005

Biblioteca a cores

A biblioteca conhece uma nova fase na organização dos documentos e no modo de pesquisa das obras.

Agora, as áreas temáticas estão organizadas e dividas por cores, que seguem a Classificação Decimal Universal presente em quase todas as bibliotecas do mundo.

Tornou-se mais fácil encontrar a obra pretendida para quem pesquisa e facilitar a arrumação por parte dos técnicos.

Depois de pesquisares pela obra no terminal 2 e 3 da biblioteca(algumas das obras ainda estão em fase de digitalização para o sistema), através do programa PACWIN, podes consultar a tabela de cores junto do funcionário e rapidamente identificar a prateleira onde está arrumada a obra.

Depois de retirares ou consultares a obra pretendida, deves deixa-la na secretária da recepção da biblioteca, para evitar erros de arrumação.

Obrigado.

sábado, janeiro 01, 2005

DEPARTAMENTOS E DISCIPLINAS

Ciências Naturais

Aqui ficam algumas sugestões do Professor Jorge Ferreira


Experimenta este: Ciência Viva

Liga-te à natureza.Se entrares aqui encontras tudo sobre ambiente e com "fichas" sobre todas as espécies


Ajuda-nos.Se tiveres alguma indicação ou site importante solicita na biblioteca a sua publicação ou deixa no comentário deste artigo.Obrigado.