segunda-feira, novembro 03, 2008

Lição de Vida VI - Sê Tu mesmo/a

“Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.

O resto é a sombra

De árvores alheias.

A realidade
Sempre é mais ou menos

Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós próprios.

Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.

Deixa a dor nas aras

Como ex-voto aos deuses.

Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos Deuses.

Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.”

Ricardo Reis (Heterónimo de Fernando Pessoa)

Ilustração: Beau Mansley, A Quiet Moment…


S.C.

domingo, novembro 02, 2008

Livro da Semana

O Historiador, de Elizabeth Kostova


A autora

No rescaldo do Halloween, desta vez iremos apresentar-te uma obra do género fantástico, que levou dez anos a ser escrita.
A História começa quando uma adolescente de dezasseis anos, ao espreitar a biblioteca do seu pai, encontra um amontoado de cartas antigas, que começam sempre com esta frase: Meu Querido e Infeliz Sucessor. Ao lê-las, apercebe-se que todas elas estão ligadas ao pai, ao destino da sua mãe e a esta estranha e assustadora figura histórica, de nome Vlad, mais conhecido por “Conde Drácula”. E todas elas têm ligação com uma secreta ordem, a Ordem do Dragão
Fascinada, decide então, pesquisar até que ponto o mito do mais famoso vampiro de todos os tempos é verdadeiro ou não. Para isso, terá de percorrer inúmeras bibliotecas, ler manuscritos antigos e secretos, decifrar códigos da Idade Média, falar com pessoas estranhas e, por fim, aceitar o passado do seu pai. O seu objectivo é simples: se Drácula realmente existe, tem de ser destruído…
Brilhante e primorosamente escrito, esta obra encontra-se já disponível na nossa biblioteca.

Num estilo tão cativante que prende e guia o leitor, O Historiador decorre numa atmosfera exótica, caracterizada por personagens multi-dimensionais. Um Thriller superior a “O Código Da Vinci” em praticamente todos os aspectos - Denver Post.

S.C.

sexta-feira, outubro 31, 2008

Cruzes, Canhoto!!!!


Este projecto, composto por três volumes, constitui o resultado de pesquisas efectuadas ao longo de três décadas por Manuel J. Gandra, investigador pioneiro no estudo da tradição cultural e espiritual do nosso país.

Há trinta anos que Manuel J. Gandra tem andado pelos quatro cantos do país a recolher todo o tipo de benzeduras, orações, ritos e festivais antigos, lugares mágicos, sociedades secretas (muitas em Sintra, leiam o livro), origem de nomes de terras… Enfim, este investigador e historiador andou entretido a “caçar” todo o tipo de histórias relacionadas com o sobrenatural no nosso país, e que envolvem até reis e rainhas!

Esta obra é um dicionário (para frustração nossa, ainda vai na letra B!) e é de ler e de chorar por mais!!

Só para vos dar um cheirinho, aqui vão alguns temas que podes encontrar neste livro: Magos, Feiticeiros, Bruxas e Respectivas Operações; Botânica Simbólica; Hierarquias Celestial e Infernal; Geografia Sagrada e Lugares Mágicos; Arqueologia Misteriosa.

Para quando, o segundo e terceiro volumes?

S.C.

E Já Agora… Por que Razão o Diabo Tem o Número 666???


Há imensas teorias acerca deste número, mas quase todas residem na Bíblia: segundo este livro sagrado, bem como para os adeptos da Cabala e da Numerologia, o número da Humanidade é o 6, enquanto que o número de Deus é o 7, algarismo que representa a perfeição absoluta. Nós, humanos, como fomos feitos à sua imagem e semelhança, estamos perto Dele, embora ainda tenhamos muitas falhas e defeitos. Diz, assim, o rei Salomão, a propósito da Humanidade: O homem é como uma pedra bruta, cheio de irregularidades, asperezas e imperfeições. Assim como o talhador lapida e transforma a pedra bruta tornando-a polida, assim também a pessoa deve lapidar-se, tirar de si inúmeras arestas irregulares deixando apenas aquelas arestas necessárias a lhe dar uma forma regular e perfeita. Seis é, portanto, o número do caminho para a perfeição.

Ora, todos os defeitos que nós temos são mais que centuplicados no Diabo, daí o número 666: ele é cem vezes mais maligno do que nós, cem vezes mais intriguista do que nós, cem vezes mais pecador do que nós, etc.

Há também outras referências a este número: 666 é o número dos filhos que Adonicam (um judeu importante em Jerusalém) teve; é o número de moedas valiosas que o Rei Salomão recebia da rainha de Sabá; por fim, no último livro da Bíblia, o Apocalipse ou Armagedão, a “marca do Diabo” é referenciada no mínimo sete vezes!


S.C.