terça-feira, novembro 08, 2011

A imaginação dos nossos alunos II

Aqui vai o segundo conto elaborado pela aluna Ana Marta, do 7ºA.

A Estranha Biblioteca

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Entrei numa biblioteca cheia de coisas estranhas, mas que até era gira, parecia-me uma biblioteca um pouco mágica: tinha várias prateleiras com imensos livros e duas sombras esquisitas pairavam nas paredes. Uma Aventura de Sonhos? Estaria a sonhar?

Vi, então, um Chapéu Mágico e uma porta, fiquei muito curiosa e fui lá espreitar. Entrei num quarto que tinha uma cama redonda, objetos na parede pendurados, daqueles que as bruxas usam, mas não tinha a certeza pois nunca tinha visitado a casa de uma delas. O quarto parecia que estava assombrado pois era bastante estranho.

Lá, avistei uma libelinha! É um animal bonito, um bicho pequeno que nos pode ajudar a guiar-nos para vários sítios que nós sozinhos se calhar não conseguiríamos lá chegar; esse animal voa, e passa muito despercebido.

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A libelinha levou-me a um Navio fantasma! Era um barco enorme e à sua volta voavam luzinhas que eu não sabia o que eram, mas pareciam-me os espíritos do Navio.

Pouco depois encontrei-me dentro de água e vi um espírito que era uma moça muito bonita com lábios muito vermelhos. Era um ser que me fazia lembrar uma sereia, e era muito bonita.

Tinha uma voz muito doce e perguntou-me:

- Que fazes tu aqui?

- Vi umas luzinhas a saírem de dentro da água e entrei nela para ver o que era.

-Mas não podes estar aqui porque este mar é só para os espíritos!

Quando estava a nadar para me ir embora, vi uma casa com que já tinha sonhado uma vez e finalmente pude vê-la na realidade. Parecia-me assombrada, e pensei para mim: o que terá ela lá dentro? Entrei e estava tudo coberto de pedras grandes que talvez fosse rochas, mas no meio de tantas estava uma mesa e uma cadeira, na qual estava um homem sentado com um livro de uma mulher.

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Perguntou-me o que estava eu ali a fazer e eu dei a mesma resposta que dera à sereia.

-Não podes estar aqui porque este é um mar só para espíritos – respondeu-me.

-Sim, eu já sei. Porque estás a ver esse livro?

- Não é um livro, são retratos da minha filha. Quando eu morri, ia sempre em espírito ao pé dela, passava-lhe a mão pelos cabelos mas ela não sentia nada porque agora sou um fantasma e ela não me sente, nem ela nem ninguém.”

Contou-me esta história com tristeza e voltou a pousar os seus olhos no livro.

Deixei-o triste e decidi deixá-lo em paz. Quando estava a sair daquela casa olhei em frente e vi uma porta brilhante, com umas cores lindas. Fui andando em direção a esta passagem para ver o que era aquilo. Mas quando a atravessei, vi a mesma biblioteca Mágica que tinha visto no início desta viagem!

Concluí que tinha de começar a minha jornada uma vez mais…

Imagens retiradas de: 1    2    3

segunda-feira, novembro 07, 2011

A Imaginação Dos Nossos Alunos

Durante as atividades do Dia das Bruxas (em breve serão aqui postadas), as turmas do 7º A e 8º A realizaram histórias de terror ou relacionadas com o mundo fantástico. Começaremos hoje mesmo por vos mostrar a primeira, escrita pelo aluno Chen Hao, do 7ºA.

Divirtam-se!

A LOJA MÁGICA

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Entrei na loja mágica. Todas as coisas pareciam normais, não havia nada de diferente naquela loja. Eu assim achei …

Vi coisas mágicas, como por exemplo: fogo líquido ou água líquida com menos de 100 graus. Não havia nada de parecido. Parecia um filme, parecia uma bomba mágica. Só vi a vassoura, deve ser uma vassoura.

Ouvi o dono que disse:

-Esta vassoura já tem mais de 10 mil anos. É muito antiga ,sim, é verdadeira.

-Mas por que parece tão nova? Enganaste-te, com certeza…eu acho. E este chapéu tão grande! Tem mais de 1 metro de diâmetro.

Vi a introdução que dizia: Este chapéu foi de um senhor mágico, e tem muitos poderes.

-E esta coisa? Só é uma folha, é parecido a um mapa. Mas por que é que em cima vemos imagens de animais?

-Cada animal vai levar-te a um caminho – respondeu o dono da loja.

Toquei no animal e fui parar a um barco fantasma. Era muito velho e parecia a casa de um mendigo…não, desculpe, o mendigo também não queria morar lá dentro. Encontrei ossos de homens em vários lugares. Queria sair dali, porque havia tantos buracos, podia entrar água …

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Escorreguei e caí na água. E esta mulher? Ou é sereia… Estranho, terá a sereia uma loja para vender?... É que eu também tenho uma loja e podíamos montar negócio juntos… Perguntei pelo seu preço, a loja é bonita, mas não tenho dinheiro para a comprar. Elogiei a sua beleza mas, ai, esta sereia é uma estátua. Esta beleza só é pedra…

Ao lado da estátua vi um castelo gigante, oh my god, quanto espaço tem esta loja. E digo uma coisa, porque o dono também o disse: isso é coisa de livro mágico.

Dentro de castelo só há uma mesa e um morto-vivo. Em baixo da mesa há um buraco, mas dentro do buraco vejo um novo mundo e uma nova paisagem. Mas que grande castelo… muito estranho.

Outro buraco? ?! E atrás de buraco, ainda há outro buraco cheio de árvores … Não tenho palavras para explicar o que vejo…

Entrei por essa porta e de repente fui parar outra vez à loja mágica!

Mas que aventura tão estranha…

De: Chen Hao, 7ºA

Imagens retiradas daqui.

quinta-feira, outubro 27, 2011

Bibliomúsica- Hans Zimmer

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Fazendo jus ao Dia das Bruxas, apresentamos mais uma banda sonora que fez história: The Ring – O Aviso, do compositor Hans Zimmer.

Talvez o nome deste compositor não vos diga nada, mas se vos dissermos que ele é o autor das músicas que estão por detrás de filmes como Os Piratas das Caraíbas; O Código Da Vinci; Inception- As Origens; O Gladiador; e por aí adiante; depressa se aperceberão que este génio da música é uma das figuras mais proeminentes da 7ª arte.

Hans Zimmer é um artista bastante versátil. Tão depressa consegue criar uma atmosfera de diversão e boa disposição como, logo a seguir, é capaz de dar som aos nossos maiores medos e fúrias. E a banda sonora do filme The Ring é um perfeito exemplo daquilo que estamos a dizer.

Ouçam e confirmem.

The Ring – Banda Sonora

Imagem retirada daqui

terça-feira, outubro 25, 2011

Vem Aí O Dia Das Bruxas, II

 

O Homem-Fantasma

Sérgio Godinho – O Homem Fantasma

Letra:

clip_image002Eu sou o homem-fantasma
vejo tudo sem ser visto
eu sou um justiceiro
com um disfarce sinistro
eu meto medo aos que nos vêm
com falinhas falsas
e treme-lhes a dentadura
cai-lhes as calças.

Eu sou o homem fantasma
e estou em toda a parte
voar para alguns é profissão
para mim é uma arte
mas para ver o meu bairro
eu não preciso de asas
muito prédio a crescer
e muita gente sem casas.

Nunca descansa, o homem-fantasma
e a gente espanta-se e a gente pasma
quando respira fundo, o homem fantasma
nunca é de alívio
quando muito será de asma.

Eu sou o homem-fantasma
vejo tudo sem ser visto
e já espreitei para dentro
da carteira de um ministro
e vi fotografias
de um passado duvidoso
e outras mais recentes
dele todo vaidoso.

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Eu sou o homem-fantasma
justiceiro imortal
eu vou de norte a sul
da montanha ao litoral
e enquanto a luz e a água
vão para a vila e para a cidade
para aldeia vão jornais da tarde
e boa vontade.

Eu sou o homem-fantasma
e estive num hospital
há lá quem morra
tanto da cura como do mal
e os donos da medicina
gritaram: Aí, o homem-fantasma!
Depressa, uma seringa,
um bisturi, um cataplasma!

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Eu sou o homem-fantasma
e como vidro transparente
eu sento-me aos jantares
e ninguém me pressente
e dizem: tal e coisa
e coisa e tal e vice e versa
e o que lá fora era discurso
cá dentro é conversa.

Eu sou o homem-fantasma
combatente infatigável
mas atenção que até eu
posso ser criticável
se depois do que eu digo
e denuncio e reclamo
eu voltar para casa
e em casa eu for um tirano…

De: Sérgio Godinho, música do álbum Pano Cru

Imagens retiradas de: 1     2    3

segunda-feira, outubro 24, 2011

Vem Aí O Dia Das Bruxas!

 

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E desta vez vai ser em grande: o bloco A, inclusivamente a nossa biblioteca, vai ser decorado de cima abaixo. Vamos ter fantasmas, morcegos, molduras de criaturas mágicas, aranhas gigantes e pequenas, teias de aranha, abóboras, bruxas lindas na sua toca… Tudo isto completado com livros, folhas de outono no chão da escola, exposição de filmes, sons de arrepiar, música na biblioteca, estantes mágicas e muita magia à mistura!

Os três primeiros dias da semana vão ser gastos única e exclusivamente na montagem de todo o cenário. Por isso mesmo, se algum de vocês nos quiser dar uma mãozinha será bem-vindo. Desde já agradecemos às turmas dos 7ºs e 8ºs anos, que não têm feito outra coisa senão colar e recortar fantasmas, aranhas, etc.

Ora deem uma espreitadela e vejam o que vos espera.

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    HALLOWEEN_11a  HALLOWEEN_11c

sábado, outubro 22, 2011

Ambiente degradado

 

No âmbito das disciplinas Ordenamento do território e Conservação da Natureza, e acompanhados pelos professores Elizabete Cardoso, Fernanda Silva, Carlos Moreira e Leonor Paiva, os alunos do curso Profissional de Técnico de Gestão do Ambiente da Escola Secundária de Serpa, realizaram uma visita a locais ambientalmente degradados com o objetivo de elaborar projetos de melhoramentos das condições atuais.

Aqui ficam o projeto da atividade e um filme realizado com as fotografias tiradas durante a visita.

 

quinta-feira, outubro 20, 2011

A Noiva Cadáver, Em Versão Portuguesa

 

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O Noivado do Sepulcro (Balada)


Vai alta a lua! na mansão da morte
Já meia-noite com vagar soou;
Que paz tranquila; dos vaivéns da sorte
Só tem descanso quem ali baixou.


Que paz tranquila!... mas eis longe, ao longe
Funérea campa com fragor rangeu;
Branco fantasma semelhante a um monge,
Dentre os sepulcros a cabeça ergueu.


Ergueu-se, ergueu-se!... na amplidão celeste
Campeia a lua com sinistra luz;
O vento geme no feral cipreste,
O mocho pia na marmórea cruz.

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Ergueu-se, ergueu-se!... com sombrio espanto
Olhou em roda... não achou ninguém...
Por entre as campas, arrastando o manto,
Com lentos passos caminhou além.


Chegando perto duma cruz alçada,
Que entre os ciprestes alvejava ao fim,
Parou, sentou-se com a voz magoada
Os ecos tristes acordou assim:


"Mulher formosa, que adorei na vida,
E que na tumba não cessei de amar,
Por que atraiçoas, desleal, mentida,
O amor eterno que te ouvi jurar?


Amor! engano que na campa finda,
Que a morte despe da ilusão falaz:
Quem dentre os vivos se lembrara ainda
Do pobre morto que na terra jaz?


Abandonado neste chão repousa
Há já três dias, e não vens aqui...
Ai, quão pesada me tem sido a lousa
Sobre este peito que bateu por ti!

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Ai quão pesada me tem sido!" e em meio
A fronte exausta lhe pendeu na mão,
E entre soluços arrancou do seio
Fundo suspiro de cruel paixão.


"Talvez que rindo dos protestos nossos,
Gozes com outro d'infernal prazer;
E o olvido cobrirá meus ossos
Na fria terra sem vingança ter!"


— "Ó nunca, nunca!" de saudade infinita,
Responde um eco suspirando além...
— "Ó nunca, nunca!" repetiu ainda
Formosa virgem que em seus braços tem.

Cobrem-lhe as formas divinais, airosas.
Longas roupagens de nevado cor;
Singela c'roa de virgíneas rosas
Lhe cerca a fronte dum mortal palor.


"Não, não perdeste meu amor jurado:
Vês este peito? reina a morte aqui...
É já sem forças, ai de mim, gelado,
Mas ainda pulsa com amor por ti.

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Feliz que pude acompanhar-te ao fundo
Da sepultura, sucumbindo à dor:
Deixei a vida... que importava o mundo,
O mundo em trevas sem a luz do amor?


Saudosa ao longe vês no céu a lua?"
— "Ó vejo sim... recordação fatal"
— Foi à luz dela que jurei ser tua
Durante a vida, e na mansão final.

Ó vem! se nunca te cingi ao peito,
Hoje o sepulcro nos reúne enfim...
Quero o repouso do teu frio leito,
Quero-te unido para sempre a mim!"


E ao som dos pios co cantor funéreo,
E à luz da lua de sinistro alvor,
Junto ao cruzeiro, sepulcral mistério
Foi celebrado, d'infeliz amor.


Quando risonho despontava o dia,
Já desse drama nada havia então,
Mais que uma tumba funeral vazia,
Quebrada a lousa por ignota mão.


Porém mais tarde, quando foi volvido
Das sepulturas o gelado pó,
Dois esqueletos, um ao outro unido,
Foram achados num sepulcro só.


De: Soares de Passos, poeta da escola ultrarromântica do século XIX

Imagens retiradas de:   1   2    3   4

quarta-feira, outubro 19, 2011

Ontem Foi O Dia Europeu Da Luta Contra O Tráfico Humano

 

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Fiquem desde já sabendo que a Coca-cola que vocês bebem; as roupas que vocês usam; os sapatos que vocês calçam; os carros que vocês têm ou desejam ter; as luzes das vossas casas; os vossos eletrodomésticos; os vossos telemóveis, computadores, ipads ou iphones; os dvds e cds que compram; os tapetes, cortinas, lençóis das vossas salas de estar ou dormir; até a comida que vocês consomem; os produtos de higiene e de beleza que vocês compram; tudo isto e bastante mais é produzido por mão-de-obra escrava ou quase escrava.

E se vocês querem saber quantos “empregados à força” estão a trabalhar para vocês acedam a este site. O site Slavery Footprint (pegada da escravatura, em inglês) tem como objetivo alertar a população mundial para o facto de que muito do nosso bem-estar está ligado ao sofrimento de gente que não conhecemos, mas que, por nossa causa, perderam o direito de serem livres. Eu nem sequer sou uma cidadã consumista e, mesmo assim, tenho 28 prisioneiros ao meu serviço. Escusado será dizer que hoje sinto-me bastante deprimida… Por outro lado, este site também nos oferece “segundas vias”: como comprar com consciência, como diminuir ativamente a mão-de-obra escrava de que dependemos, que marcas conscientes devemos adquirir, etc. Também existe um outro site que nos revela as marcas e empresas que atualmente exploram os pobres: chama-se free2work e a lista dos “carrascos do século XXI” está muito, muito completa .

Como é que é possível que as coisas tenham chegado a este ponto? Bom, não é assim tão difícil percebermos… Em primeiro lugar, o mundo Ocidental (Europa, EUA, Austrália) deixou de produzir. As nossas fábricas fecharam, as nossas frotas pesqueiras foram desmanteladas, as nossas minas desativadas, os nossos campos abandonados. Queremos a boa vidinha mas não queremos trabalhar para a ter. Como, infelizmente, continuamos a precisar de nos vestirmos, de nos calçarmos, e continuamos a precisar de viver em casas e de termos transportes públicos ou privados (e isto é apenas uma pequena amostra das nossas necessidades) alguém vai ter construir tudo isto por nós. Por fim, tornámo-nos gananciosos, sôfregos de novidades, eternamente insatisfeitos. Parecemos meninos birrentos e mimados que, ao fim de meia-hora a brincar com o novo brinquedo, já queremos outro.

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Mesmo que nos sintamos culpados por estarmos a contribuir para a escravatura atual, a verdade é que o Ocidente, atualmente, não tem outra escolha se não aceitar esta tragédia: onde é que vamos buscar os minerais para os nossos novos PCs, se quase todas as minas da Europa fecharam? Onde é que vamos buscar comida, se praticamente toda a gente abandonou a agricultura? E quem é que vai pescar por nós? E quem é que monta os nossos computadores e eletrodomésticos? E quem é que constrói as nossas casas? E quem é que cose os nossos sapatos e costura as nossas roupas de marca? E quem é que…

Adiante.

Já que a crise entrou nas nossas casas e arrasou o Ocidente – e quem está a lucrar com tudo isto é a China, a Índia, o Brasil, a Angola, a Coreia do Sul – ao menos que estes anos tenebrosos que aí virão sirvam para alguma coisa: quem sabe se, a tempo, os europeus e os americanos cheguem à conclusão de que estarem dependentes do trabalho dos outros não é propriamente uma ideia muito inteligente a seguir. É que “qualidade de vida” não é sinónimo de “liberdade”: se algum dia os nossos escravos decidirem recusar-se a mandar comida para as nossas mesas, vamos comer o quê? Os nossos ipads?

E, já agora, acedam a este relatório do ano de 2009, cujo objetivo é mostrar que países praticam a escravatura e de que maneira (a partir da página 14 até à 28) . Por exemplo: sabiam que o chocolate é dos bens de consumo que mais escravos produz? De momento, a única marca que está livre deste flagelo é a Cadburys. Quanto à Nestlé, podemos dizer que está bastante atenta a este problema.

Acordem, abram a vossa mente e pensem no futuro que estamos todos a construir.

Imagens retiradas daqui e daqui.

terça-feira, outubro 18, 2011

Livro Da Semana

 

Histórias Extraordinárias, de Edgar Allan Poe

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Continuando o nosso percurso no mundo do fantástico e do terror, não podíamos nunca ignorar aquele que é considerado, na opinião de muitos, como sendo o melhor escritor de contos de terror e de mistério da história da literatura: Edgar Allan Poe.

Conhecendo um pouco da sua vida pessoal, não é de surpreender que o seu olhar sobre a Humanidade tenha sido tão pouco otimista: foi abandonado pelo pai e, pouco depois, a sua mãe morreu de tuberculose, uma doença bastante comum no século XIX. A partir daí, passou a ser educado pela abastada família Richmond, um casal rico que, porém, nunca formalizou a sua adoção. Apesar de tudo, não se pode dizer que lhe tenha faltado nada, pelo menos em termos materiais: teve uma instrução requintada e foi aluno de excelentes professores. No entanto, o seu “pai” adotivo tanto mimava o seu filho como o castigava com muita agressividade. Não é de espantar, portanto, que este espaço chamado “casa” não seja nunca descrito nos seus contos como um lugar de refúgio e de paz: Muito pelo contrário, é nesse espaço privado que grandes horrores se escondem e rastejam no escuro.

O abandono do pai será, na opinião de muitos críticos, o maior trauma da sua vida, e Poe morrerá pensando sempre que “está a mais” neste mundo. Para esconder esta insegurança, “mascara-se” de jovem rebelde inquieto, algo que lhe trará muitos dissabores como, por exemplo, meter-se em constantes dívidas por causa do jogo. Aliás, o seu constante desnorte com o dinheiro será o pão nosso de cada dia: crivado de dívidas ao jogo, terá que abandonar a universidade, pois o seu pai adotivo já não está – e com toda a razão – disposto a aturar mais os caprichos do seu filho. Como consequência, esta “injustiça” por parte do seu tutor levará a um distanciamento entre os dois, que só será quebrado após a morte prematura da sua mãe… para, quase a seguir, voltarmos ao mesmo: é que John Allan, farto da solidão, casou-se com outra mulher, o que não agradou nada a Poe. Estas discussões foram de tal forma fortes que Edgar Allan Poe acabou por perder o direito à herança e foi viver com o seu irmão mais velho… que morreu de alcoolismo um ano depois.

clip_image004Depenado e eternamente miserável, há que lhe dar valor numa coisa: Poe nunca fugiu do seu sonho de ser escritor e viveu precisamente disso. Os livros que vendia serviram-lhe para “sobreviver” com muita dificuldade e alguma dignidade. Teve alguns empregos. Porém, ou aborrecia-se e pedia demissão ou era demitido por conduta imprópria (num deles, foi apanhado a beber em serviço). Devagarinho, começou a afirmar-se no mundo da literatura, mas parece que a sua vida não estava destinada a ter sorte: a sua querida esposa Virginia sucumbiu em 1845 à tuberculose, e esta tragédia (mais uma!) na sua curta existência foi um dos grandes motivos da sua queda no mundo do álcool. A partir daqui, Poe caiu numa espiral de autodestruição, ao ponto de, três anos depois, ser encontrado a vaguear nas ruas de Baltimore faminto e delirante. Foi levado com caráter de urgência para um hospital, mas morreria quatro dias depois, a implorar perdão a Deus. Os últimos dias deste grande escritor encontram-se envolvidos em mistério: para começar, as roupas que estava usando não eram as suas. Por fim, antes de falecer, chamou repetidas vezes por um tal “Reynoulds”, e ainda hoje ninguém tem bem a certeza de quem era esse homem, e por que motivo parecia ser tão importante na sua vida. As suas últimas palavras foram: “Deus tenha piedade da minha pobre alma”.

Mesmo depois da sua morte, a sua vida foi fortemente difamada por um crítico, escritor e poeta rival de nome Griswold, que guardava há muito tempo um grande rancor contra Poe. Chegou ao ponto de não só mesquinhamente falsificar cartas supostamente escritas pelo seu rival - onde opiniões horríveis e histórias inventadas revelavam uma personalidade perigosa para a paz pública- como, ainda por cima, escreveu uma biografia fantasiada cheia de mentiras sórdidas, meias-verdades e infâmias que Poe nunca cometera.

Como é que se pode descer tão baixo, perguntam vocês? Mas esta mentira orquestrada, apesar de ter sido denunciada pelos amigos mais chegados de Poe, levou imensas décadas a perder poder. Com efeito, muita gente ainda hoje pensa que este grande escritor era um drogado inveterado, mentiroso convulsivo, destruidor de lares, viciado em prostitutas e em todo o tipo de drogas. Poe sofria, sem dúvida, de alcoolismo, um problema que, pelos vistos, corria nas veias da sua família natural. E, de certeza absoluta, lidava há bastante tempo com essa maldição chamada depressão/loucura iminente. Mas tirando esses dois problemas, era um homem pacato e inofensivo, com os seus ataques impulsivos de frustração e vivendo na constante tristeza de ser pouco amado e reconhecido como escritor. A vida trágica de Poe escorre em todos os seus contos: casas amaldiçoadas; mistérios estranhos; mulheres frágeis e inocentes, vítimas do destino; a presença asfixiante da loucura e do álcool; a injustiça e o medo da solidão; todos os seus fantasmas, com efeito, encontram-se presentes na sua escrita.

Só um homem com um passado destes poderia descrever com tanta mestria o horror do abismo e do medo.

Imagem retirada daqui.

segunda-feira, outubro 17, 2011

Ontem Foi O Dia Mundial Da Alimentação

 

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E cá vamos nós bater na mesma tecla: menos gorduras, mais vegetais, pouco (muito pouco!) álcool, muita fruta, pouquíssima carne… Quantas vezes os nosso alunos não ouviram falar desta lenga-lenga, ao ponto de estarem fartos da mesma cantiga? Pois é: o problema não é os portugueses não saberem o que faz bem à saúde, o problema é as pessoas não se interessarem por tal assunto.

Por que motivo ninguém presta atenção à alimentação? Infelizmente, o ser humano só decide ser cuidadoso quando começa a sentir na pele os efeitos negativos de uma má cozinha: peso excessivo, anemia, pele amarela, cabelos fracos, ossos frágeis, constante cansaço, etc, etc, etc. Até lá, é só brincadeira. Então, se o problema é a indiferença, como é que podemos mudar as mentalidades?

Aqui vão algumas dicas:

1- De pequenino é que se torce o pepino – Quanto mais depressa as crianças se habituarem à comida saudável, melhor. É importante que os pais se apercebam que o alimento que eles consomem será imitado pelos filhos, e de nada vale a pena dizerem “faz o que eu te digo, não aquilo que faço”: o ser humano é um animal social, e tende a copiar os hábitos/comportamentos da sua comunidade. Está cientificamente provado: os filhos gordos, em mais de 90% dos casos têm pais gordos.

2- Tem que ser – E o que tem que ser tem muita força. Se as autoridades restringirem ou cortarem os alimentos pouco saudáveis em lugares públicos – uma escola, por exemplo – não irão criar uma geração mais consciente de um momento para o outro. Porém, através desta penalização pública e oficial, a mensagem será clara para todos e, como quem não quer a coisa, “o bichinho” será, pouco a pouco, implantado no nosso subconsciente.

3- clip_image004Plante uma pequena ou grande horta – Agora que a crise estourou na casa de quase todos os portugueses, nada melhor do que começarmos a meter as mãos na terra. E não, não é necessário termos largos hectares para plantarmos batatas e couves: com o simples espaço de uma varanda ou uma garagem pode fazer incríveis milagres. O excelente Projeto Plantar Portugal apresenta detalhadamente um tutorial de como aproveitarmos ao máximo todos os espaços que temos na nossa casa para produzirmos comida.

Para quem torce o nariz às hortas, e ainda acha que isto é “coisa de pobre”, não podem estar mais enganados: ter um jardim de vegetais tornou-se o último grito da moda urbana. Em Nova Iorque, por exemplo, é praticamente impossível encontrarmos um prédio onde não haja uma única pessoa a plantar batatas e alfaces. E em Portugal, crescem os projetos ligados à terra, e candidatos não faltam. A título de exemplo, Lisboa está a voltar a ser alfacinha, e crescem como cogumelos as varandinhas verdes e as hortas comunitárias.

Os tempos estão, de fato, a mudar. Ao fim de décadas a bater na mesma tecla, o desejo do mar e da semente voltaram em força. Talvez seja o cansaço do betão ou a carteira cada vez mais vazia. Em todo o caso, seja qual o motivo for, as crianças do futuro olharão para a comida de uma outra maneira…

Horta numa varanda, parte 1

 

Horta numa varanda, parte 2

Imagens retiradas daqui

quinta-feira, outubro 13, 2011

Uma Descoberta Digna de Frankenstein!

 

Reconstrução Digital da Atividade Cerebral

Para quem já não se lembra ou não viu, o filme Relatório Minoritário, baseado num romance de Phillip K. Dick, narra um tempo futuro em que os criminosos serão apanhados e julgados em tribunal antes de cometerem um crime: graças aos dons de três médiuns telepatas, qualquer candidato a assassino, violador, raptor de crianças, chantagista, bombista and so on não terá qualquer oportunidade de cumprir o seu objetivo, pois o seu desejo de praticar o mal será detetado e prevenido pelas autoridades. A “prova do crime” nada mais será do que um registo profetizado e arquivado num computador, uma espécie de “filme” retirado do cérebro dos três telepatas (ver imagem em baixo).clip_image001

Claro que esta ideia, …

quarta-feira, outubro 12, 2011

Bibliomúsica

 

John Carpenter, O príncipe das Trevas

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Já que estamos a entrar na semana do Dia das Bruxas (Halloween), nada melhor do que homenagearmos grandes compositores que deram música e som aos nossos maiores medos, quer estes sejam o demónio, o medo do escuro, fantasmas ou exorcismos. E o músico que hoje apresentamos é um caso bastante especial: John Carpenter não só é um dos mais geniais realizadores de filmes de terror como, melhor ainda, é ele próprio quem compõe as bandas sonoras para as suas histórias.

clip_image002 Quem quer que tenha visto O Príncipe das Trevas, uma das maiores obras-primas do género do Horror, nunca mais se esquecerá da história: um cientista, um padre e uma equipa de jovens cientistas juntam-se para tentar estudar um segredo obscuro e sinistro que, durante séculos, foi guardado por uma seita ultrassecreta e esquecida pelo próprio papa. O que estes monges protegeram do público encontra-se fechado na cave de uma igreja supostamente abandonada, e agora que o último membro desta irmandade vai morrer, convém informar o Vaticano deste segredo o mais depressa possível, até porque a “coisa” que ali está parece estar a acordar finalmente de um longo sono de milénios…

Se a história em si já nos arrepia, a banda sonora criada por Carpenter torna a atmosfera do filme ainda mais sufocante: ao longo de quase duas horas, o nosso cérebro é atacado por uma constante batida hipnótica e agoirenta, que vai aumentando de intensidade à medida que o Mal se aproxima e toma conta das personagens. Não se consegue imaginar o Príncipe das Trevas sem esta composição musical. Para todos os efeitos, esta “sinfonia fantasmagórica” faz parte do esqueleto da obra, acompanha as peripécias, profetiza o horror que está para vir e mantém-nos colados à cadeira.

Deixamos aqui um “cheirinho” do filme e da sua banda sonora, só para aguçar o apetite da semana do Halloween.

Banda Sonora do Filme (John Carpenter)

 

Imagens retiradas de:

http://www.top10films.co.uk/archives/2445

http://www.tumblr.com/tagged/prince+of+darkness

Livro Da Semana

 

Nómada, de Stephenie Meyer

clip_image002 Uma vez que estamos a chegar a passos largos ao dia do Halloween, continuamos a apresentar livros que estejam relacionados com o mundo do Fantástico, da Ficção Científica e do Terror. Desta vez, a obra que apresentamos está mais ligada ao género da Ficção Científica. E, para quem conhece o universo do Crepúsculo, o nome Stephenie Meyer não lhe é nada estranho, muito pelo contrário. Mas desta vez não é de vampiros que iremos falar.

Na opinião de muitos leitores – até dos seus próprios fãs!! – Stephenie Meyer não é uma grande escritora. Na verdade, para quem gosta de um bom romance, o seu estilo literário deixa muito a desejar. Porém, goste-se ou não, esta norte-americana sabe contar uma boa história e sabe prender o leitor da primeira à última página. Além disso, sabe pegar numa ideia velha e “modernizá-la” para os tempos modernos, o que explica a razão por que tantos adolescentes – e até adultos – se identificam com as suas personagens.

A invasão …

segunda-feira, outubro 10, 2011

Livros Recomendados Pelo PNL e Disponíveis Na Biblioteca

 

Parte II – Ensino Secundário

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À semelhança do que foi feito com a lista de livros do 3º ciclo (e ainda falta falar dos livros recomendados pelos manuais do 7º ano!) disponibilizamos já a relação daqueles que foram recomendados pelo PNL no Ensino Secundário e que se encontram disponíveis na nossa biblioteca. Atenção!: o Plano Nacional de Leitura inclui também as obras sugeridas pelos manuais adotados nesta escola).

Estamos neste momento à espera da chegada de mais autores. Pedimos a todos que tenham paciência pois, apesar da grande ajuda monetária que o PNL tem dado às escolas deste país, ainda há muitas obras que precisamos de adquirir, e todos nós sabemos que os livros em Portugal são muito caros. De facto, a não ser que um jornal ou revista decida publicar um “brinde literário” ao preço da uva mijona, não é fácil renovarmos com muita frequência o nosso stock. Por isso mesmo, se houver alguém que queira doar edições à nossa biblioteca, acolheremos todos os vossos presentes com imensa satisfação.

Por fim, não nos esqueçamos também que há edições que se encontram esgotadas há 500 séculos: A Mãe de Máximo Gorki, Spartacus de Howard Fast, Clarisse de Erico Veríssimo e os Contos do Gin-Tonic de Mário Henirque Leiria têm andado neste limbo. Quanto à obra Inês de Portugal de João Aguiar, devido à sua constante procura tem-se mantido sistematicamente esgotada.

 

quinta-feira, outubro 06, 2011

Morreu Steve Jobs

 

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clip_image003Lutava há sete anos contra um cancro e, no fim, perdeu a guerra aos 56 anos. A morte é sempre trágica, mas no caso dos génios a tristeza é ainda maior: Steve Jobs era um verdadeiro feiticeiro do mundo da Informática que mudou radialmente a forma como nós vivemos e experienciamos a tecnologia. E as homenagens, como era de se esperar, vieram de todos os outros lados. Rivalidades à parte, Steve Jobs era muito admirado e respeitado pelos seus colegas. Basta olharem para a imagem do lado – um iphone iluminando a foto do seu génio, em jeito de santuário, para nos apercebermos a marca que deixou em todos nós.

As suas invenções são mais de 300 e

quarta-feira, outubro 05, 2011

Obras Recomendadas Pelo PNL E Existentes Na Nossa Biblioteca

 

clip_image002Parte I – 3º ciclo

Este ano, têm sido vários os alunos que nos têm perguntado quais são os livros recomendados pelo Plano Nacional de Leitura, e quantos efetivamente existem na nossa biblioteca. Muitos pretendem juntar o útil ao agradável: ler mais e, ao mesmo tempo, cumprir o Contrato de Leitura, que já vem sendo prática corrente desta escola há vários anos. Uma vez que as obras – e também podemos contar com aquelas que são sugeridas pelos manuais escolares – são às centenas, aqui vai uma lista completa daquelas que já podem ser reservadas.

Temos apostado, sempre que possível, numa escolha variada, para que todos possam encontrar “o livro ideal”. Aventura, suspense, o mundo do Fantástico, Poesia, histórias de amor, relatos verdadeiros, policiais, contos, crónicas, nada falta. É só escolher e experimentar.

Atenção: muitas obras recomendadas pelo PNL encontram-se esgotadas há 15 séculos no formato tradicional, mas é possível termos acesso a algumas delas através da leitura online ou via e-book.

 

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terça-feira, outubro 04, 2011

Estante Do Mês- Ciências Naturais

clip_image001À semelhança dos anos anteriores, cada vez que montamos “a nossa barraquinha” mensal, é sempre com base num tema em particular que o fazemos. Este ano, optámos por uma coisa muito sonsinha e pouco original: as disciplinas escolares. E tomámos esta decisão por uma razão muito simples: nem todos os alunos se encontram a par dos materiais de apoio que a Biblioteca e o Centro de Recursos dispõem. Assim, nada melhor do que juntarmos o útil ao agradável!

Se o século passado foi o “Século do povo”, o século XXI há-de ser o da Ciência. Por isso mesmo, a música escolhida para o nosso vídeo pertence à série “Cosmos”, narrada por um grande cientista de nome Carl Sagan (ver foto).

Esperemos que a nossa variada escolha seja do agrado da nossa comunidade escolar!

segunda-feira, outubro 03, 2011

Livro Da Semana

 

Aventuras Misteriosas, de Sérgio Franclim

clip_image002 Entrámos no mês de outubro, embora nem o pareça: continuamos a ir à escola com a mesma roupa que usávamos em julho, e continuamos a pedir no bar da escola a nossa fiel garrafinha de água fresca. Era suposto estarmos, neste momento, a antecipar o cheirinho agradável das castanhas e começarmos a fotografar as folhas caindo das árvores. Estes tempos estão estranhos, dizemos. Mas outubro é outubro. É o mês que pressente o outono, o frio… e o dia das bruxas. Por isso mesmo, a biblioteca da nossa escola dedicará estes trinta dias que aí veem ao mundo do fantástico e do misterioso.

Para começar, o livro da semana, durante este mês, dedicar-se-á ao mundo da fantasia, e nada melhor do que começarmos os festejos com um livro que pretende glorificar Portugal e as suas lendas mais entranhadas. Afinal, quem é que nunca ouviu falar dos Cavaleiros Templários, do Rei D. Sebastião, de Fernando Pessoa e os seus três heterónimos? Escrito para crianças entre os oito e os doze anos, esta história cheia de aventuras fala-nos de um rapaz muito especial, vindo de uma terra paralela, cujos governantes supremos têm sido sempre, durante séculos, a Ordem dos Cavaleiros Templários. Este mundo é partilhado por várias raças: anões, gigantes, fantasmas, humanos, todos eles fazem parte deste mesmo espaço e universo. Porém, o seu mundo até agora pacífico, encontra-se ameaçado pelo ódio e pelo desejo de destruição de um poderoso feiticeiro, “o feiticeiro sem nome”. Por alguma razão inexplicável, este inimigo odeia Portugal, e saberemos mais tarde que as terras onde os Cavaleiros Templários vivem foram-lhes ofertadas pelo Feiticeiro Sem Nome. Quem é ele e por que motivo mudou tanto? E o que o fez mudar?

Perante uma força quase invencível, apenas Dinis, o rapaz especial, pode fazer frente ao Feiticeiro: ele é o Cavaleiro Prometido, dono de uma força especial e também possuidor de poderes mágicos. Apenas ele, com a ajuda dos seus dois amigos fiéis – Leonor e Rafael – conseguirá derrotar o maior inimigo que alguma vez existiu neste universo paralelo. E pelo caminho descobrimos que o poeta Fernando Pessoa desempenha um papel muito importante nesta trama; que a Implantação da República prenuncia a tragédia que se abaterá em Mestral, a capital dos Cavaleiros Templários; e que a ilha do Encoberto é o lugar onde o “rei adormecido” repousa.

Escrito para crianças/adolescentes, esta é uma divertida introdução a alguns dos mitos mais famosos da nossa nação.

sábado, outubro 01, 2011

Hoje É O Dia Mundial Da Música!

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… E para comemorarmos esta data, deixamos aqui algumas bandas portuguesas que valorizam os sons tradicionais da nossa nação e misturam-nos com outras sonâncias étnicas. E, pelos vistos, o que é nacional é bom: o que há para aí são novos talentos que focam as nossas raízes e a nossa riqueza musical. Já conhecemos algumas dessas bandas: Diabo Na Cruz, Orquestrada, Deolinda… Mas há mais, muitas mais que amam aquilo que é nosso.

Porque a música não é só Rock e Hip Hop…

Pé Na Terra – Escadas de Luar

 

A Caruma – Nossa Senhora do SIS

 

Os Golpes – Vá Lá Senhora

Mandrágora – Vale de Sapos

 

Imagem retirada daqui

quarta-feira, setembro 28, 2011

A Descoberta Do Século????

 

Não, ainda não descobrimos o elixir da imortalidade (e Deus queira que não seja tão cedo…) mas o CERN – o maior centro de pesquisas científicas do planeta inteiro – acabou de jogar uma bomba numa das clip_image002maiores convicções da Ciência: a teoria de que nada viaja mais rápido do que a luz.

Nada? Pelos vistos… não. Há cerca de uma semana atrás, os jornais, rádios, podcasts, sites, blogs e televisões do mundo inteiro ficaram estupefactos quando receberam a notícia de que existe uma pequena, pequeníssima, microscópica partícula que consegue viajar mais rápido do que a luz. Essa partícula chama-se neutrino e, segundo a wikipedia, é uma partícula subatómica dificilmente detetável devido à sua pequeníssima massa corporal, carga neutra e pouca interação com a matéria. No entanto, a deteção de neutrinos é importante para se levantar os meios de observação direta das reações termonucleares no interior do Sol.

terça-feira, setembro 27, 2011

Acabaram-se As Touradas Na Catalunha

 

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Para os defensores dos direitos dos animais, foi (perdoem-nos a expressão…) “Festa Brava”. Para os aficionados da Tauromaquia foi dia de grande tristeza e luto. Eis uma tradição com longos e longos séculos que chegou ao fim, como muitas outras que, por aqui e por ali, vão perdendo a sua força e os seus fãs. No dia 25 de Setembro a emblemática praça Monumental da Barcelona acolheu a sua última tourada. Os bilhetes esgotaram, os pósteres viraram já objetos de culto – e estão a ser vendidos a peso de ouro – e os fãs deste espetáculo, de lágrimas nos olhos, levaram para casa uma porção de terra desta famosa arena. À saída, houve outro tipo de “festa”, mas desta vez entre humanos: amantes da tourada e aficionados anti tourada fizeram um show “bem maneiro”, desta vez com uma sessão de pugilismo, para grande alegria dos jornalistas que ali estavam à espera de um outro tipo de sangue.

segunda-feira, setembro 26, 2011

Livro Da Semana

Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez

De todos os livros que saíram da mão deste escritor colombiano, Cem Anos de Solidão é o mais famoso e o mais clip_image002aclamado de todos, embora, segundo o próprio autor, a sua obra preferida tenha sido o lindíssimo e tristíssimo Ninguém Escreve ao Coronel, uma espécie de O Velho e o Mar da América do Sul. Gostos à parte, este romance celebrizou-o para a posteridade, e, na opinião de muitos críticos, García Márquez foi o último grande contador de histórias do século XX. O próprio Pablo Neruda considerou esta obra-prima da literatura como sendo o melhor livro escrito em castelhano desde D. Quixote.

A intriga deste romance ocorre numa aldeia imaginária, de nome Macondo, e narra a longa história da família Buendía-Iguarán, um clã bizarro e fascinante, poderoso, apaixonado e amaldiçoado. De facto, quando o sábio cigano Melquíades visita Macondo e trava amizade com José Arcádio Buendía, elabora um monte de pergaminhos escritos na língua Sânscrita e cujo assunto é o passado, presente e futuro desta longa linhagem de guerreiros impulsivos, místicos carnais e mulheres de força telúrica.

sexta-feira, setembro 23, 2011

Lição de Vida – Quando é que somos verdadeiramente humanos?

 

“Se”

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Se consegues manter a calma quando à tua volta 
Todos a perdem e te culpam por isso, 
Se consegues manter a confiança em ti próprio quando todos duvidam de ti, 
Mas fores capaz de aceitar também as suas dúvidas; 
Se consegues esperar sem te cansares com a espera, 
Ou, sendo caluniado, não devolveres as calúnias; 
Ou, sendo odiado, não cederes ao ódio, 
E, mesmo assim, não pareceres paternalista nem presunçoso;

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Se consegues sonhar – e não ficares dependente dos teus sonhos; 
Se consegues pensar – e não transformares os teus pensamentos nas tuas certezas; 
Se consegues defrontar-te com o Triunfo e a Derrota 
E tratares do mesmo modo esses dois impostores; 
Se consegues suportar ouvir a verdade do que disseste,
Transformada, por gente desonesta, em armadilha para enganar os tolos, 
Ou ver destruídas as coisas por que lutaste toda a vida, 
E, mantendo-te fiel a ti próprio, reconstruí-las com ferramentas já gastas;

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Se és capaz de arriscar tudo o que conseguiste 
Numa única jogada de cara ou coroa, 
E, perdendo, recomeçar tudo do princípio, 
Sem lamentar o que perdeste; 
Se consegues obrigar o teu coração e os teus nervos 
A ter força para aguentar mesmo quando já estão exaustos, 
E continuares, quando em ti nada mais resta 
Que a Vontade que lhes diz: “ Resistam!” ;

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Se consegues falar a multidões sem te corromperes, 
Ou conviveres com reis sem perderes a naturalidade, 
Se consegues nunca te sentir ofendido 
Seja por inimigos, seja por amigos queridos; 
Se todos podem contar contigo, mas sem que os substituas; 
Se consegues preencher cada implacável minuto 
Com sessenta segundos que valham a pena ser vividos, 
É tua a Terra e tudo o que nela existe, 
E – o que é ainda mais – então, meu filho, 
Serás um Homem.

Rudyard Kipling

.Imagens retiradas de: 1   2   e  3

quinta-feira, setembro 22, 2011

O Triunfo Dos Livros Digitais

 


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As gerações mais velhas não lhes acham piada literalmente nenhuma: não têm o glamour dos livros originais, não têm o cheirinho agradável do papel novo, não são agradáveis ao toque… Enfim, são uma coisa digital qualquer sem alma e sem o toque humano. Porém, as estatísticas mostram um fator interessante: os jovens estão, de fato, a ler mais, graças aos e-books e audiobooks. E desde que as empresas audible.com e Kindle tomaram conta do mundo, são cada vez mais os clientes que optam por comprar o novo grito da moda, em vez de escolherem o velhinho e empoeirado calhamaço.

Pela minha parte, eu confesso: sou uma romântica. Continuo a preferir o livro no formato “antiquado”. Todavia, não me incomoda nada comprar um e-book ou até escutar um audiobook. Há, de fato, imensas vantagens a ter em conta, se apostarmos nestes novos dois formatos. Ora vejam:

quarta-feira, setembro 21, 2011

Hoje É O Dia Internacional Da Paz

 

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Imagine

Imagine que não há paraíso

É fácil se você tentar

Nenhum inferno abaixo de nós

Acima de nós apenas o céu

Imagine todas as pessoas

Vivendo para o hoje

Imagine um mundo sem países

Não é difícil fazê-lo

Nada por que lutar ou morrer

E nenhuma religião também

Imagine todas as pessoas

Vivendo a vida em paz

Você pode dizer

Que eu sou um sonhador

Mas eu não sou o único

Eu tenho a esperança de que um dia

você se juntará a nós

E o mundo será como um só

Imagine um mundo sem posses

Pergunto-me se você consegue

Sem necessidade de ganância ou fome

Uma irmandade humana

Imagine todas as pessoas

Compartilhando todo o mundo

Você pode dizer

Que eu sou um sonhador

Mas eu não sou o único

Eu tenho a esperança de que um dia

Você se juntará a nós

E o mundo será como um só.

John Lennon (Imagine, tradução)

John Lennon – Imagine (com legendas)

 

Imagem retirada daqui

terça-feira, setembro 20, 2011

Bibliomúsica

 

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“Podes culpar-me por tudo o que faço em nome de Deus” é o refrão da canção What God Said, escrita e cantada por uma estrela em ascensão: Anthony David é um negro americano habituado a ler, a pensar, a questionar o mundo à sua volta, e em vez de ter escolhido o típico caminho da maior parte dos afro-americanos – o gospel ou o hip hop – optou por criar uma música mais mainstream e mais “cantante”, que tanto foca o amor e o erotismo, como também foca as grandes questões do mundo de hoje. Neo-Soul, é como agora lhe chamam .

As Above, So Below é o seu novo álbum. Divirtam-se.

Anthony David – God Said

 

Anthony David – 4Evermore

 

Imagem retirada daqui

segunda-feira, setembro 19, 2011

Livro Da Semana

 

O Menino no Espelho, de Fernando Sabino

Longe vão estes tempos… A história passa-se no século passado, muito antes de existir a internet, o telemóvel, os jogos de computador. O mundo era (ainda) cor-de-rosa, a Humanidade ainda tinha esperança e acreditava em futuros melhores. E neste mundo (ainda) cor-de-rosa, um menino sonhador e apaixonado pela vida - como todas as crianças felizes devem ser – encontrava-se entretido a brincar com as poças de água quando um homem misterioso decide meter conversa com ele. Palavra puxa palavra, criança e adulto trocam adivinhas, riem, contam as suas vidas e estabelecem uma confiança instantânea. E é aí que o mistério se aprofunda:

O homem disse que tinha de ir embora — antes queria me ensinar uma clip_image002coisa muito importante:
— Você quer conhecer o segredo de ser um menino feliz para o resto da sua vida?
— Quero — respondi.
O segredo se resumia em três palavras, que ele pronunciou com intensidade, mãos nos meus ombros e olhos nos meus olhos:
— Pense nos outros.
Na hora achei esse segredo meio sem graça. Só bem mais tarde vim a entender o conselho que tantas vezes na vida deixei de cumprir. Mas que sempre deu certo quando me lembrei de seguir, fazendo-me feliz como um menino.

Só no fim do livro é que percebemos quem foi este amigo de apenas um dia, pois este nunca mais voltou. Mas O menino no espelho é uma obra autobiográfica, com umas boas pinceladas de magia e ingenuidade infantil: Fernando Sabino guarda com saudades a criança que foi. Esta criança que ensinou uma galinha a falar, tinha uma sociedade secreta, voava e fazia milagres, falava e brincava com o seu sósia no espelho, apaixonou-se pela sua prima e quis “tramar” o seu namorado. Esta criança encantava-se com aquilo que só uma criança pode compreender e amar:

Quando chovia, no meu tempo de menino, a casa virava um festival de goteiras. Eram pingos do teto ensopando o soalho de todas as salas e quartos. Seguia-se um corre-corre dos diabos, todo mundo levando e trazendo baldes, bacias, panelas. (…). Os mais velhos ficavam aborrecidos, eu não entendia a razão: aquilo era uma distração das mais excitantes. (…) Os diferentes ruídos das gotas d’água retinindo no vasilhame, acompanhados do som oco dos passos em atropelo nas tábuas largas do chão, formavam uma alegre melodia, às vezes enriquecida pelas sonoras pancadas do relógio de parede dando horas.

Este livro não é um livro só para crianças, é uma homenagem à infância e a todos aqueles que se recusaram a matar o/a menino/a dentro de nós, e que ainda hoje se encantam com um teto cheio de goteiras ou um dia cheio de milagres. “Pense nos outros”, disse o misterioso homem, antes de desaparecer. E tinha razão: quando pensamos nos outros, aquilo que somos deixa de ser importante. E a criança (ainda) dentro de nós pode voltar a respirar.

Imagem retirada daqui

Voltámos!!!!

 

Bem-vindos a mais um ano letivo. A confusão, a alegria, os grupos de amigos, as bichas no bar, os trabalhos de casa, os professores e alunos stressados, os manuais pesados, as mochilas enormes, o frio que vem aí mais o guarda-chuva à espreita, tudo isto nos espera por mais uns bons nove meses. E para começarmos o ano bem-dispostos, aqui vos deixamos, à semelhança do ano passado, uns cartoons bem divertidos.

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“Psst. Como é que tu ligas esta coisa?”

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“Malditos cortes orçamentais.”

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“Meu Deus! Elas levam mesmo a sério a compra dos materiais escolares!”

Cartoons retirados daqui e daqui

terça-feira, agosto 09, 2011

Projecto Escola Electrão

Foi ainda no dia 31 de Maio, no final da sessão de encerramento do Projecto Escola Electrão que a professora Ana Ângelo, Os Desconectados e dois alunos foram entrevistados para a Newsletter da Amb3E. Para ler, clique AQUI

 

Boas férias!