terça-feira, outubro 16, 2018

Plantas para que vos quero! Parte II

Que plantas escolher para o Outono e Inverno?

Continuando com a escolha de plantas a adquirir para as estações mais triste do ano, aqui vai mais uma sugestão bem colorida e bem feliz para qualquer espaço exterior!

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Calicarpa (Callicarpa Bodinieri) – No Outono, os bagos ficam cor-de-rosa e no Inverno tornam-se roxos. São lindas de morrer e fascinam todas as visitas da nossa casa. Atenção! : esta planta não gosta de calcário e de temperaturas muito altas, por isso convém envasá-la em terra ácida (podem regá-la com um colherzita de vinagre) e, assim que as temperaturas começarem a subir, deve-se colocar esta planta num sítio fresco, mas com luz.

Imagem retirada daqui .

segunda-feira, outubro 15, 2018

Plantas para que vos quero! Parte I

Que plantas escolher para o Outono e Inverno?

O Outono e o Inverno estão à porta... e o nosso quintal, jardim ou varanda começa a ficar tristonho e sem cor. Lá se vão as Buganvílias, lá se vão muitas rosas e muitas flores que alegram o nosso cantinho exterior... Tudo está cinzento e melancólico e, “Ora bolas!, bem que eu precisava aqui de uma corzita para animar a minha alma!”

wpsC420.tmp Calma, não desesperemos. Há sempre uma possibilidade de darmos vitalidade e cor ao nosso refúgio verdinho. E, pasmem-se!, às vezes estas flores estão mesmo à nossa porta!

Na última parte, diremos quais os locais onde comprar estas plantas.

Ora aqui vão algumas sugestões:

Jasmim de Inverno (Jasminum nudiflorum) – No Inverno, as cores são de um amarelo vivo, e enchem o nosso espaço exterior de sol e dourado. São muito resistentes, aceitam todo o tipo de solo, aguentam bem o frio, e quase não dão trabalho nenhum. O único “mas” é não terem cheiro nenhum, senão seria ouro sobre azul!

Imagem retirada daqui .

terça-feira, outubro 09, 2018

Lição de Vida – O que querem os Humanos?


O gato dorme as suas horas de gato.wpsCD5B.tmp

Os peixes ensaiam acrobacias.

As plantas crescem ao ritmo do silêncio.

Ventos furiosos massacram povos

Longe do gato que dorme, dos peixes acrobatas,

Do crescimento das plantas.

Eu espero ventos novos, sensatos.



Licínia Quitério, poetisa e escritora Portuguesa

Imagem retirada daqui :

De onde vem a expressão...

Ele/a é um vira-casacas!

wpsCA1B.tmp Toda a gente conhece esta expressão bem antiga, e são muitos os que a utilizam no “futebolês”: é o indivíduo que muda sempre de opinião ou de equipa vencedora, sempre que lhe convém e lhe dá muito jeitinho.

Porém, este chavão popular está mais ligado aos jogos políticos e às batalhas de exércitos do que ao Futebol, e referia-se a todos os que mudavam de partido ou ideologia, assim wpsCA3B.tmpque reparavam que as coisas não estavam lá muito boas para o lado deles. Este hábito é tão antigo que, nos séculos XVIII e XIX, Espanhóis, Franceses e Portugueses já tinham uma casaca com duas cores: o forro, virado ao contrário, passava a ser um segundo casaco! É muito estranho explicar este uso antigo às massas de hoje, mas os deputados/soldados e revolucionários de então vestiam-se mesmo com as cores das bandeiras e ideologias que professavam seguir! Hoje já ninguém anda de vermelho ou verde ou azul às bolinhas... O que torna as coisas bem mais fáceis para os oportunistas...

Quem começou este requinte de hipocrisia foi – reza a lenda – o rei Carlos Emanuel III de Savóia (século XVIII): sempre que queria defender o seu ameaçado património territorial, aliava-se aos Franceses ou aos Espanhóis, conforme a utilidade, usando alternadamente as cores nacionais desses países em sua casaca de gala. A partir daí, muitos perceberam as vantagens de usar a roupa para ganhar pontos e safar-se até de uma execução, de uma bancarrota ou prisão!

As casacas de duas cores já não existem. Mas o mundo ainda está cheio de “vira-casacas”...

Imagens retiradas daqui e daqui :

Citação retirada daqui :

segunda-feira, outubro 08, 2018

Livro da Semana - Bichos, de Miguel Torga

Só havia três coisas sagradas na vida: a infância, o amor e a doença. Tudo se podia atraiçoar no mundo, menos uma criança, o ser que nos ama e um enfermo. Em todos esses casos a pessoa está indefesa.
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E foi sempre assim que Miguel Torga – pseudónimo de Adolfo Correia da Rocha - olhou para o mundo. E tal não é para espantar: médico de profissão, sempre sentiu o desejo de acarinhar e curar os fracos e os oprimidos. Mesmo quando ia à caça, tinha o cuidado de escolher os mais fortes e só levava para casa o que necessitava para jantar. A sua ligação com o mundo era a de um verdadeiro pastor quase animista: tudo tem alma, tudo tem sede, tudo precisa de amor e de dignidade.
Por isso mesmo, é muitas vezes doloroso – mas estranhamente reconfortante, também – ler estes pequenos contos que fazem parte do livro acima mencionado. Bichos?? Porquê “Bichos”? Bichos porque estamos a falar de animais ou bichos porque os humanos comportam-se de uma maneira vil, que nem o mais humilde dos animais é capaz de se comportar?
E depois... A velhice e a morte. A morte do cão que morre feliz porque vê as lágrimas da dona; o gato que morre de vergonha; o burro que é abandonado na estrada; o filho morto da mãe solteira...
Este não é um livro feliz, é um livro humano. São histórias de bichos que pensam como os homens e de homens que se portam como bichos. E – não se deixem enganar pela ruralidade das palavras e da paisagem destes contos – esta obra é tão, tão atual... Afinal, as duas grandes questões da Humanidade continuam a ser válidas:
O que é ser Humano?
Que atitude terei eu, perante a inevitabilidade da Morte?
Aprendamos com os “bichos”.


Bibliomúsica – Bella Ciao


Ah, quantas e quantas e quantas voltas esta música já deu no planeta Terra? Inicialmente cantada por camponesas italianas do século XIX, foi usada como canção de protesto contra a I Guerra Mundial e, porwpsF64F.tmp fim, foi reutilizada para combater o fascismo na II Guerra Mundial. Hoje, é uma das melodias mais icónicas em manifestações de todo o mundo, tal como o Hino da França (La Marsellaise), Hasta Siempre ou até mesmo Grândola Vila Morena.
Já foi cantada em Português, Inglês, Alemão, Espanhol, Japonês, Russo... Perde-se a conta às versões, às homenagens, às vezes em que este libelo pela liberdade foi usado em vídeos, filmes, publicidade.
Deixamos aqui algum cheirinho deste legado cultural.
Divirtam-se!
Versão original com tradução
https://www.youtube.com/watch?v=CScGxqF5NdY
Versão moderna do filme “Casa de Papel”-  Banda Bassotti (legendada)
https://www.youtube.com/watch?v=TquP4K1whdU
Quilapayun – Bella Ciao
https://www.youtube.com/watch?v=37BXYdBgDqA
Zaratustra Trio – Bella Ciao
https://www.youtube.com/watch?v=cxFX8fyWpTM

Imagem retirada daqui .

quarta-feira, outubro 03, 2018

Frase da semana


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O conhecimento torna a alma jovem e diminui a amargura da velhice. Colhe, pois, a sabedoria. Armazena suavidade para o amanhã.
Leonardo Da Vinci









Livro da Semana - Contos Gregos, António Sérgio


wps5043.tmpContos Gregos, António Sérgio

Ora aqui está uma excelente maneira de começarmos o ano letivo: lermos um pequeno livro lindamente ilustrado e conhecermos um bocadinho mais das outras culturas, mitos e tradições que influenciaram aquilo que hoje nós chamamos “Civilização Ocidental”.

Com efeito, as raízes do nosso pensamento, economia, sociedade ou arte têm como pano de fundo a cultura greco-romana. Conhecermos estes contos é conhecermos um pouco de nós e descobrirmos quem somos, de onde vimos e para onde vamos.

Esta pequenina edição lê-se com prazer, a escrita é clara e agradável e, sem termos dado por tal, chegámos ao fim do livro!  Por isso mesmo, aconselhamos esta joiazinha da nossa biblioteca.

Afinal, nada como um livro e uma biblioteca escolar, para viajarmos sem pagarmos um tostão!

Estante do Mês - Histórias que se leem em dez minutos !


Histórias que se leem em dez minutos
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Ainda o ano letivo mal começou e a equipa da biblioteca/centro de recursos já está cheia de entusiasmo e de novas ideias. Por isso mesmo – e já sabendo que muitos dos nossos alunos não apreciam a leitura – decidimos criar uma estante para “bibliopreguiçosos”: esta panóplia de contos de vários géneros e assuntos tem como objetivo captar a atenção daqueles que, por exemplo, têm um contrato de leitura para apresentar na aula de Português e não sabem o que ler ou, pior ainda, nem querem ler! Ou então, há sempre aqueles pequenos momentos em que estamos à espera de alguém ou estamos numa fila e, em vez de ficarmos parados a olhar para o nada, estamos embrenhados nas palavras e a viver outras vidas!
Ora deem lá uma espreitadela às fotos e vejam lá se o cardápio não é apetitoso.
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terça-feira, outubro 02, 2018

Lição de vida – A arte de crescer


clip_image002[2] Aprendizagem

Do mesmo modo que te abriste à alegria
abre-te agora ao sofrimento
que é fruto dela
e seu avesso ardente.
Do mesmo modo
que da alegria foste
ao fundo
e te perdeste nela
e te achaste
nessa perda
deixa que a dor se exerça agora
sem mentiras
nem desculpas
e em tua carne vaporize
toda ilusão
que a vida só consome
o que a alimenta.

Ferreira Gullar , escritor e poeta brasileiro

Pintura de David Friedrich Caspar

Mais vale tarde do que nunca

Por motivos alheios à nossa vontade, pouco ou nada publicámos no nosso blog. Portanto – e como mais vale tarde que nunca – deixamos aqui um “cheirinho” de algumas atividades/eventos que se foram realizando ao longo do ano letivo transacto:
- Semana da Leitura - Aula poética- Da poesia trovadoresca aos nossos dias;
- Visita do Gerónimo Stilton às escolas básicas deste agrupamento;
- Concurso Nacional de Leitura - ensino básico e secundário, que decorreu em Pombal e culminou com a atribuição do segundo prémio da sessão nacional à nossa Aluna Ariana Galamba, do 12º C, graças à sua brilhante prestação;
- Ler Europeus: exposição mensal, que deu a conhecer aos nosso alunos vários autores europeus;
- Caça ao erro -Concurso que tinha como objetivo estimular e promover a correção da ortografia e gosto pelas palavras;
-Feira do livro – Como já é hábito, a nossa escola, desta vez com a editora Leya, promoveu a vontade de aprender e o gosto da leitura, através da amostra de livros de vários autores e géneros literários;
- Decoração de Natal;
Concurso Heróis da Fruta, onde participaram os alunos do 1º ciclo da Escola Básica de A-do Pinto, acompanhados pela professora titular da turma Albertina Santos.

A propósito das comemorações do 25 de Abril...
- Testemunhos de uma guerra – Sessão sobre a Guerra Colonial, coma presença José Saúde, um ex-combatente do nosso concelho, Vila/Aldeia Nova de São Bento;
- Exibição do filme Capitães de Abril, no âmbito das comemorações do 25 de Abril, tendo como público-alvo os alunos do ensino básico e ainda algumas turmas do ensino secundário;
- Exposição Poemas e poetas de Abril: pesquisa e trabalhos elaborados pelos alunos do 9ºA e 10º B, e estante de livros e obras relacionados com esta temática;

Muito mais foi feito e muito mais haveria para dizer. Mas o novo ano letivo já começou e, por isso, fica – como já dissemos - uma pequena amostra da nossa dedicação e amor ao conhecimento e livros.

segunda-feira, janeiro 15, 2018

Estante do mês - Lendo à lareira

Estante do mês - Lendo à lareira...

Escreveu o poeta que:


“Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol”.
Ambos existem, cada um como é”.
Quem não vê beleza ao olhar a chuva que cai lá fora, através da vidraça?
Quem não gosta de ouvir o ping, ping, ping…das gotas que caem do beiral?
Quem não gosta de se sentar à lareira numa tarde ou noite frias de inverno e desfrutar dos seus imensos prazeres?
Não te sentes só quando tens o lume a arder. Ele é uma companhia quer estejas acompanhado ou sozinho. Quem nunca se deixou embalar pelo seu calor bebendo um chá ou um chocolate quente?
Quem nunca ficou horas conversando com amigos, vendo um filme ou, simplesmente, em silêncio, a olhar as suas chamas coloridas, a ouvir o crepitar da esteva ou do azinho a arderem, sentindo o seu perfume?
E quem nunca leu um livro junto da lareira?
Um livro! Esse amigo, esse companheiro que nos pode levar numa grande e surpreendente. Viagem. Ler, folhear Os Bichos do Torga onde os personagens são animais que nos levam a outros mundos e a outros lugares. Conhecer as aventuras do cão Nero, do galo Tenório, do Morgado, do Ladino ou da Madalena.
Mas também podes optar pelo Romance da Raposa, de Aquilino Ribeiro, e deixares-te encantar pelas peripécias da raposa Salta -Pocinhas. Se preferires o Eça, sugerimos-te os seus Contos e ficarás preso (a) à Singularidade de Uma Rapariga Loira.
Poderás ainda ajudar O Cavaleiro da Dinamarca a regressar a casa ou “O Principezinho” a descobrir o “essencial”.
Estas são apenas algumas das propostas ou desafios que te fazemos ao escolhermos esta montra onde vais encontrar muitos dos nossos escritores clássicos mais consagrados.
Com toda a certeza não te irás arrepender de nos visitares. Ainda mais, quando esta visita é absolutamente gratuita.
A tua Biblioteca espera por ti!

quinta-feira, novembro 16, 2017

Estante do Mês - Universo do Fantástico

Universo do Fantástico
Nem sempre as bruxas são feias e más. Os nossos amigos – irmãos galegos, por exemplo, consideram-nas benfazejas e curandeiras e usam frequentemente as suas imagens na cozinha para presidirem aos cozinhados e os tornarem saudáveis e saborosos.
É que o Universo do Fantástico é imenso e variável, depende da cultura, da região, das tradições de cada povo. Os Poetas sempre foram buscar inspiração ao Mundo do Maravilhoso. Os romancistas fizerem o mesmo na Idade Média, mas depois afastaram-se da fantasia, por pressões sociais ou religiosas. Nos séculos XX e XI assistimos a uma verdadeira explosão: nos livros, na música, no cinema...talvez porque, num mundo onde tudo se tornou demasiado apressado e competitivo, as pessoas precisem desesperadamente de sonhar. E assim partem para terras de unicórnios e dragões, de feiticeiros e árvores falantes, de reis e cavaleiros, de encantamentos e feitiços.

Este é o convite que vos fazemos. Peguem em um (ou mais) destes livros e considerem-no um bilhete que vos permitirá viajar e conhecer mundos que jamais esquecerão. Permitam a vós mesmos o prazer de umas horas num lugar onde poderão ser quem quiserem, escolher caminhos, chorar e rir, um lugar só vosso e onde sempre poderão regressar.



segunda-feira, outubro 30, 2017

Livro do Mês - As Brumas de Avalon de Marion Zimmer Bradley

   O clássico “As Brumas de Avalon” regressa ao mercado português para dar a conhecer, a uma nova geração, esta história mágica e intemporal centrada nas mulheres que, por detrás do trono de Camelot, foram as verdadeiras detentoras do poder.
     No volume I - A Senhora da Magia -  Morgaine é ainda uma criança quando testemunha a ascensão de Uther Pendragon ao trono de Camelot. Uther deseja Igraine, a mãe de Morgaine, presa a um casamento infeliz com Gorlois. Mas há forças maiores que estão em curso e que se preparam para mudar as suas vidas para sempre. Através da sua sacerdotisa Viviane, Avalon conspira para unir Uther a Igraine e dessa aliança nascerá Arthur, a criança que salvará as Ilhas. Morgaine, dotada com a Visão, é levada por Viviane para Avalon onde irá receber treino como sacerdotisa da Deusa Mãe. É então que assiste ao despertar das tensões entre o velho mundo pagão e a nova religião cristã. O que Morgaine desconhece é que o destino irá armar-lhe uma cilada e pô-la, de novo, no caminho do meio-irmão Arthur da forma que menos espera…

quinta-feira, maio 04, 2017

Livro do Mês -O Gerânio, contos dispersos - Flannery O’Connor

Livro do Mês
O Gerânio, contos dispersos - Flannery O’Connor

          Contar uma história em poucas páginas é das coisas mais difíceis de se fazer. A tendência de um ser humano é a de exagerar na narrativa, decorar as personagens com
mil e um pormenores, inventar bastantes personagens, relatar peripécias paralelas… Mas sintetizar uma narrativa simplificando os pormenores, ao mesmo tempo em que a história não perde o seu brilho e a sua beleza é das tarefas mais difíceis para um escritor.
     São, de facto, poucos aqueles que conseguem dominar estar arte: Maupassant, Eça de Queirós, Vercors, estes são alguns exemplos que ficaram para a História da literatura.E Flannery O’Connor.
 Escritora dos Estados Unidos da América, o seu olhar sobre a discriminação racial, bem como outros preconceitos sociais – particularmente a discriminação que vem dos estados do Sul – gerou um impacto muito forte nas mentalidades dos anos 50 e 60, à semelhança de outras grandes obras como Não matem a cotovia e A cabana do pai Tomás. O Gerânio é uma das muitas histórias asfixiantes sobre o racismo: eis o caso de um homem branco, que não consegue ultrapassar a diferença de cor, ao ponto de se tornar perigoso para o vizinho do lado.
Fortes, brilhantes e, muitas vezes, depressivos, os contos de Flannery O’Connor não são para se ler quando estamos a passar por momentos mais tristes. No entanto, são uma leitura indispensável para tentarmos compreender a evolução do pensamento que teve lugar na era dos anos sessenta, bem como o seu impacto mundial na nossa sociedade atual.

          

quarta-feira, maio 03, 2017

Montra do mês - Leitura para preguiçosos


            Leitura para preguiçosos

         
Imagem retirada daqui.
         Uma vez que a Semana da Leitura preparou uma apresentação oral de livros da nossa biblioteca, super pequenos e fáceis de ler - e dedicada àqueles que ainda não ganharam o gosto pelas palavras – a montra do mês tinha necessariamente de acompanhar esta ideia. 
            Dos milhares de edições e obras que existem no nosso espaço, foram selecionados contos, pequenas novelas, enciclopédias e revistas que não só entretêm como também ensinam. Temos banda desenhada (Tintim, Astérix, Lucky Luke, Quino, etc), seleção de contos (José Jorge Letria, Alexandre Herculano, Mário Zambujal, etc), revistas didáticas (Na Crista da Onda) e livros temáticos.
           
          O objetivo desta montra é ensinar os jovens que os livros também podem ser um passaporte para o prazer, tal como os jogos de computador, séries de televisão ou filmes. E já há quem tenha levado para casa uma pequena jóia!


          Deixamos aqui um “cheirinho” da nossa oferta e… boa leitura!




      

sexta-feira, março 17, 2017

Livro do mês - A Divina Comédia, de Dante Alighieri


A Divina Comédia de Dante Alighieri

           
          De todos as obras escritas pela Humanidade, a Divina Comédia tem sido aquela que mais paixões, mais fascínio e mais polémica tem criado. Altamente simbólica; carregada de críticas ferozes à sociedade de então; extremamente influenciada pela fé Católica, embora a mesma seja olhada de uma maneira mais pessoal; um verdadeiro baú de ocultismo, numerologia, mitologia greco-romana e cosmologia religiosa; este longo poema, dividido em três partes (Inferno, Purgatório e Paraíso) é, para os Italianos, o que Os Lusíadas é para os Portugueses. As grandes grandes grandes obras-primas contam-se pelos dedos e, pelos vistos, cada nação tem a sua.
            Porém, o que significa, antes de mais, a palavra “Comédia”? É que basta lermos as três primeiras páginas desta obra para chegarmos à conclusão de que esta é tudo menos cómica. Ora, a palavra “comédia” sofreu uma evolução semântica, isto é, o vocábulo é o mesmo mas o seu significado modificou-se. Originalmente, este significava “poema narrativo”. Assim, o título deste livro pode ser entendido como sendo uma espécie de “Divina História da Vida Humana”. Agora, as coisas já começam a fazer sentido…
            Dante viveu num século e numa região da Europa onde o Inferno, o terror das chamas eternas e o castigo divino eram factos e não lendas (século XIII, Itália, mais concretamente a região Toscana). Pior ainda, devido às suas constantes ideias políticas, foi exilado. É nesse período conturbado, cheio de guerras e de terrores profundos, que Dante escreve a Divina Comédia. E não é muito difícil percebermos a razão por que foi exilado: não só este autor se atreve a colocar figuras importantes e altamente poderosas da época nas chamas do Inferno, como também a sua fé religiosa era várias vezes contrária aos Cânones da Igreja Romana. A título de exemplo, Dante acreditava firmemente que o arrependimento ajudava sempre a alma a ascender. A pior alma humana, através deste sentimento doloroso, poderia lentamente sair do Inferno, chegar ao Purgatório e, finalmente limpa de toda a maldade, ascender ao Céu. Tal ideia era liminarmente rejeitada pelo papa: o medo do castigo eterno era muito muito conveniente para os poderosos de então…
            Muito mais poderíamos dizer deste génio da literatura, mas o artigo já vai longo. Vasco Graça Moura criou uma das mais polémicas traduções desta obra, bastante “livre” e pouco interessada no purismo da forma. Infelizmente, a literatura – particularmente a poesia- sofre de uma grande falha: ao contrário da música, pintura ou fotografia, a barreira da língua é sempre um inconveniente e, por mais “perfeita” que uma tradução seja, há sempre algo que se perde. Sobra-nos, assim, o conceito, a ideia, a beleza da metáfora.

            Talvez um dia a Humanidade invente uma máquina que ajude o nosso cérebro a decifrar TODAS as línguas…

quarta-feira, novembro 02, 2016

E a paparoca para o Dia de Todos os Santos foi…



              Obviamente que toda a gente atualmente já sabe de onde é que surgiu o costume Cristão de visitar as campas dos mortos e prestar-lhes Homenagem: quando o Cristianismo finalmente tomou conta do mundo Ocidental, graças ao Imperador Constantino (século III D. C.), tal decisão oficial não acabou com todos os costumes, crenças e rituais pagãos daquele tempo. De facto, as populações de então – tal como as de hoje – tinham hábitos muito arreigados: usavam um determinado caminho para visitarem um templo; festejavam determinadas celebrações religiosas; ensinavam aos seus filhos um determinado conjunto de ética e moral… Foi preciso um grande jogo de cintura e de “colonização” de festejos pagãos para que as memórias, pouco a pouco, deixassem de ser pagãs e passassem a ser supostamente Cristãs. 

      
      É o caso do Dia de Todos os Santos: originalmente, este momento religioso do ano era conhecido pelo nome Samhain, que significa em Irlândes/Gaélico “A passagem do ano”. Para os Celtas, o ano começava precisamente na noite do dia 31 de Outubro. Acreditava-se que esta era a altura do ano em que uma porta dimensional era criada e o mundo dos mortos podia, durante umas horas, comunicar com o mundo dos vivos. Uma vez que Portugal sofreu influências célticas, esta celebração ainda estava bem viva, quando o Cristianismo passou a ser a religião oficial da Europa. Era necessário “santificar” este dia…

É mesmo caso para dizermos: se não os podes vencer, junta-te a eles! Assim, o Dia dos Mortos passou a ser o Dia de Todos os Santos.
           
          Hoje em dia, a celebração do Halloween passou a ser uma festa internacional. Já quase nada tem de religioso, muito pelo contrário: o Halloween é um pretexto para a malta se divertir e puxar pela imaginação. Por isso mesmo, seguimos umas receitas super criativas e deliciosas. Podem criar algum repúdio nas almas mais sensíveis mas não deixam de ser inventivas e fáceis de cozinhar.
            
          Bom Halloween!

            Como fazer ponche de Halloween
           
            Como fazer dedinhos de bruxa:
            
              Imagem retirada daqui :

          

terça-feira, outubro 25, 2016

Livro do Mês - Dentro do Segredo, de José Luís Peixoto


Dentro do Segredo, de José Luís Peixoto

            Por muito que não o queiramos admitir, as sociedades ultra fechadas possuem uma força muito forte sobre o nosso imaginário e a Coreia do Norte não é exceção. Como será a vida neste mundo à parte, parado no tempo, onde só agora é que começa a haver telemóveis (que, obviamente, só servem para chamadas locais)? O que comem os norte-coreanos? Como se vestem? Como serão os jornais, as revistas, os filmes? Como serão as escolas, os hospitais, os meios de transporte? Foram todas estas questões e muitas mais que levaram José Luís Peixoto a passar mais de uma semana no local menos divertido do planeta: a Coreia do Norte.

            O seu desejo de visitar este país aconteceu quase por acaso, quando este autor estava a viver em Los Angeles e conheceu pessoalmente um refugiado vindo da ditadura mais fechada do planeta. Desde aí, a vontade de experienciar diretamente esta nova nação ganhou forças, ao ponto de nem sequer avisar os amigos e os parentes da sua decisão (a mãe foi a única a sabê-lo).
            O olhar de José Luís Peixoto, em relação à Coreia do Norte, é extremamente humano, apesar de o autor ter feito claramente um esforço para se distanciar emocionalmente de tudo o que estava a testemunhar. Toda a sua visita não passou de um roteiro turístico de propaganda ao regime, planeada até ao último pormenor, desde a entrega de jornais e revistas logo no avião (os guias ensinaram-lhe a dobrar um jornal sem cortar a cara do ditador) até aos minutos que gastava a fazer jogging de manhã, à porta do hotel. Viu museus dedicados à guerra contra os Americanos (propaganda, é claro); entrou em “fabulosas bibliotecas”, sempre atuais e dedicadas às ciências e às artes (os livros estrangeiros estavam todos proibidos); viu que o hotel e os centros de educação tinham todos página da Google (bloqueada, é claro); entrou em fábricas gigantescas que produziam 700.000 toneladas de produtos (mas não viu ninguém entrar e sair das mesmas); viu os vários canais de televisão (que davam sempre o mesmo); viajou no insólito metro da Coreia do Norte (que também foi construído para ser um bunker, daí o facto de ser o metro mais profundo do mundo); esteve uma tarde numa “típica aldeia coreana” (onde não morava ninguém); bebeu água da sagrada fonte do “Querido Líder” (que lhe deu uma intoxicação de dois dias)…
            A Coreia do Norte tenta, a todo o custo, convencer os turistas de que é moderna, atual, virada para o progresso e o futuro. E, no entanto, as cassetes de vídeo são pré VHS, a eletricidade está sempre a cair, nos hospitais parece não haver ninguém e as ruas, meticulosamente alcatroadas, quase não têm um único carro a circular. Este país, todo ele, é um gigantesco anacronismo: as bolachas à venda estão dez anos fora do prazo, a estética parou nos anos setenta e os coreanos optam sempre por andar a pé, pois os transportes públicos são mínimos. Lado a lado com imagens de jovens cientistas felizes e risonhos, os coreanos cavam a terra como se ainda vivessem na Idade Média, numa apatia que se confunde com infelicidade. Amarão mesmo os coreanos os seus queridos líderes, ou é só fachada?
            Este não será sem dúvida o mais aclamado livro de José Luís Peixoto. Porem, foi aquele que mais gostei de ler, pelas razões já ditas acima. Através de uma linguagem falsamente objetivada, Peixoto descreve uma nação que comprova a 100% o quanto é fácil um louco privar uma população do seu passado histórico e identidade cultual e reconstruir literalmente do nada um mundo virtual onde até o tempo é diferente: na Coreia do Norte, vive-se no ano 102, mais coisa menos coisa…Para todos os efeitos, esta nação é o sonho de qualquer regime ditatorial.
            Sonho este que, infelizmente, já deu provas de poder ser real.
BEM real…

Assistam agora a um documentário sobre a Coreia do Norte:



quinta-feira, maio 12, 2016

A destination or a new beginning? Text 1


No âmbito da "Semana da Leitura 2016" decorreu a atividade What’s the best Perfect Ending of this story? Vote for it by commenting it (Must sign your name), com os alunos do 9ºano de inglês e a docente Susana Moreira, da equipa da biblioteca da E.S.S.
Esta é a parte final !!





TEXT 1 - Authors: Ana Valadas and Vitor Camões (9ºA)

A Perfect Ending
Jeremy’s dad was moved by those children in the refugee academy. He wanted to help them because they had had a hard background so he used his connections and fame to bring the attention to the Malaysian Pandawas Academy, involving his son. After Jeremy’s experience at Pandawas Academy, he will never see things in exactly the same light as he did before.
Back to England Jeremy met the Principal of his school and told him about the experience he had had and that he would like to do something to call his school’s attention to this cause. He had many ideas in his mind: held exhibitions, organizing campaigns, run charity sales… The Principal found the idea brilliant. Jeremy decided to ask his dad for help because he wanted to invite Tiara to share her experience at the Pandawas Academy.
During the last semester Jeremy together with his class got involved in many events. Tiara and Rachel could make to visit Jeremy’s school and they were the center of the attention. Again the local press and radio gave a hand. As a result, all community got involved.

By the end of the school year Jeremy and friends were able to send a ship full of school material to Pandawas Academy.

A destination or a new beginning? Text 2

TEXT 2 – Authors: André Oliveira and Tiago Diogo (9ºA)

A Perfect Ending

Well, we went back to London. As soon as we got there Rachel didn’t drop her computer for a second. By the way, she stayed with me in London for a while because she wanted to visit some places.
Two days have passed and she was on the computer many hours per day. I was getting fed up with that and then she explained what she was doing. After seeing what we saw at the Pandawas Academy, she decided to search for solidarity groups so she could help those who are in need.
After a week she was already in Portugal but kept telling me how wonderful it was to help those children in the Academy. She remembered that each kid had an amazing and tragic story to tell.
Anyway, I’m really thinking about joining one of those academies. I wish there would be some here in London.

Oh, I forgot to tell you about my birthday. It was really awesome. I went to Alton Towers and finally got to ride a roller coaster with Rachel, which was amazing because she is one of my best friends. Remember, just friends. Oh well, that’s all for now. We’ll see what the future brings.

A destination or a new beginning? Text 3

TEXT 3 – Authors: Bárbara Carvalhuço and Diogo Mestre (9ºA)

A Perfect Ending

Jeremy and Rachel journey in the boat from Pangkor Laut to visit many other small islands nearby. The beaches there were calm and amazing, a paradise.
In Pangkor Laut they did a massage and rode a jet ski. Jeremy and Rachel got tanned in many sandy beaches and enjoyed the sunset every day. They visited a Buddhist clinic and a solidarity nursery, where they worked as volunteers. They also experienced Ju-Jitsu.

At the airport they visited a jewelry which had handmade items. Finally, they had a long back home journey.

A destination or a new beginning? Text 4

TEXT 4 – Authors: Bruno Rosa and Miguel Picareta (9ºA)

A Perfect Ending

After saying goodbye to Tiara and the many friends in The Pandawas Academy, Jeremy and Rachel went to Palaw Kapos.
Palaw kapos is a beautiful island in Malaysia with lost of luxurious vegetation and wild animals. Its beaches have a limpid blue water and white sand.

When Rachel and Jeremy arrived the island their eyes glinted of how amazed they were. They took time to explore the island together. When they arrived the hotel they had a welcome and farewell banquet as they only stayed in the island for one day.

A destination or a new beginning? text 6

TEXT 6 – Authors: José Afonso and António Almeida (9ºA)

A Perfect Ending

Before leaving the refugee camp they decided to camp in the forest with Tiara and her friends to finish their holidays the best way they could.
One day at the Pandawas Academy they decided to buy tents at the local market to camp with their friends. However, the night had fallen so quickly that they had to prepare things in a hurry so that they could call their friends and join together that same night.
Everything was arranged and they managed to gather round the fire that night. Tiara and her fiends offered Jeremy and Rachel traditional handmade Malaysian gifts.
Rachel and Jeremy loved the gifts and they said that they wouldn’t forget that experience and adventure. Tiara and friends really touched their hearts.

For Jeremy and Rachel, this was the best holiday ever.

A destination or a new beginning? Text 5

TEXT 5 – Authors: Flávio Azedo and Jéssica Carrasco (9ºA)

A Perfect Ending

During the way back home, after half na hour on the private jet of Jeremy’s dad, both friends were a little bit bored. Jeremy fell asleep but something goes wrong…
-Wake up, Jeremy! Said Rachel. The plane went off the track.
-What? I don’t believe it, dad, what’s going on? Asked Jeremy scared.
-Are you all OK? Shouted Jeremy’s dad.
-Yes, but where are we? Jeremy wanted to know.
-Don’t worry. The pilot was able to make a good landing and we are in an island called Sidapon – says dad- We have to stay here until help arrives, nearly a week. Until then, stay together and everything will be OK.
-But…Started Jeremy.
-But, nothing, Jeremy. We have to live here inside the plane. Answered dad.
-Luckily, the plane is alright. Said Rachel.
-And there is still food enough. Jeremy stated.
-Well, we’ll stay here today and tomorrow we’ll see. Dad said.
A week has flown by and the friends had to survive with the remaining food and water. But the worst of all was not having internet.
-Finally the helicopter arrived! Shouted Jeremy.
-We’re safe. Smiled Rachel.
-Boys hurry up! Ordered dad.

Another great experience has passed and after that they’ll never see things in exactly the same light as they did before.

A destination or a new beginning? text 7

TEXT 7 – Authors: Maria Feliciano, Pedro Tomás and Rafael Fernandes (9ºA)

A Perfect Ending

By the end of the Summer holidays, Jeremy and Rachel needed to go back home to start school again.
Besides having a lot of fun in Malaysia, they loved the people, the cuisine and the culture. Everything was perfect there.
They put some thought and decided to finish school in Malaysia and stay near Pandawas Academy to help the refugees.

Jeremy would like to spend more time with his parents. So he decided to spend a longer season with his father doing voluntary work. 

quarta-feira, maio 11, 2016

O TALEFE ao pormenor !!

Parabéns aos participantes e ao fotógrafo  - Nicola Di Nunzio!!☺

"Já passava das 10h quando os entusiasmados participantes na subida ao Talefe de Vila Verde de Ficalho iniciaram a sua caminhada. O grupo juntou pessoas de todas as idades. Uns procuravam o contacto com a natureza, outros momentos de partilha e convívio e outros ainda, carregavam o desejo de cativar na mais linda imagem toda a beleza que este Talefe nos tem para oferecer. Alegria, atenção, subidas, descidas e emoção...era chegado o final do dia. Aqui ficam algumas fotos que testemunham tanto regalo."

Click nas imagens para ampliar.










Esta iniciativa foi, também, uma articulação da biblioteca com o Clube de Proteção Civil da Esc. Sec. de Serpa.

Durante a subida ao Talefe o Clube de Proteção Civil da Escola Secundária de Serpa, representado pelos alunos João Inverno, Pedro Godinho e Rui Soares, foi sensibilizando os participantes sobre os cuidados a ter quando se  passeia no campo. Aqui fica o folheto e um conselho: 'É preciso este folheto ler para saber como se proteger.'

  Boas caminhadas!