quarta-feira, maio 27, 2020

Livros digitais do momento-5 Génios da Literatura Infanto-juvenil Francesa


Imagens: 1, 2, 3 e 4
Já tínhamos aqui prometido que os próximos livros digitais a serem selecionados seriam dedicados à Língua Francesa. Pois bem, o prometido é devido! Uma muito maior lista está a ser, neste momento, desenvolvida mas, para já, aqui ficam quatro grandes obras-primas mundiais, que muitos já leram ou, pelo menos, já ouviram falar.
 No caso do Petit Prince, nada há a dizer e acrescentar. A não ser que tenhamos vivido na Antártida entre os pinguins, quem é que não conhece a história desta maravilhosa personagem?; já o Petit Nicolas remete-nos para a nostalgia da infância e dos bancos da escola, e é impossível não nos reconhecermos em pelo menos uma das personagens deste livro; Quanto às fábulas de La Fontaine… Bom, conhecemo-las todas, mesmo que não saibamos quem as escreveu; por fim, Les malheurs de Sophie faz ou devia fazer parte do inconsciente coletivo de todas as meninas da civilização ocidental.
E desta vez, esmerámo-nos: não só encontrámos estas obras todas em formato pdf como, inclusivamente, as mesmas veem acompanhadas de um audiolivro. Ou seja: para quem adore o Francês ou deseje treinar esta língua estrangeira, poderá ler a obra enquanto ouve com atenção todos os sons corretamente ditos e pronunciados. Chamamos a atenção para os audiolivros do Petit Prince e do Petit Nicolas: um é recitado pelo grande ator Bernard Giraudeau, ao passo que o segundo é lido por uma criança que, pelos vistos, nasceu para ler em voz alta!(não conseguimos encontrar o nome do rapaz). Aliás, para quem é fã de audiolivros, poderão consultar este site  dedicado única e exclusivamente a audiolivros de autores nacionais e estrangeiros em língua francesa. Aproveitem, vocês vão perder-se aqui!
Ora, ponham lá a vossa imaginação e os vossos cérebros a trabalhar. Não há nada como aprendermos uma língua estrangeira, para criarmos mais sinapses no cérebro!


sexta-feira, maio 22, 2020

Portugal de Outros Tempos


10 usos, costumes e tradições que já não existem ou estão em vias de extinção
 
Imagens retiradas daqui
É verdade que o século XXI tem sido um século frenético. Tudo muda num só dia, e chega a ser difícil conseguirmos acompanhar este ritmo de mudança vertiginoso. Imensas tradições que duraram mil anos depressa acabaram com a chegada do cinema e da televisão. Hoje, a fama não tem mais do que cinco minutos e a nossa cultura não passa de “memes” e citações de grandes mentes do passado. Mas foi a propósito destes novos tempos e do dito “novo normal” que pediram à equipa da biblioteca que fizéssemos uma pesquisa sobre tradições, usos e costumes que ou estão em vias de desaparecer ou já não existem.

Metemos mãos à obra e esbarrámos com mentalidades e costumes dos tempos passados que muitos portugueses ainda presenciaram na sua infância. Sentimos uma certa sensação de nostalgia, uma saudade de uma cultura ocidental que já não faz parte das nossas vidas, e é lógico que olhemos estes nossos tempos de infância com olhos românticos de crianças felizes. Porque os “bons velhos tempos” tinham muito pouco de “bom”: a fome era constante, a escola era um sonho só para alguns e morria-se muito cedo.
Aqui ficam estas dez curiosidades dos “tempos de antanho”. Algumas são inesperadas, outras são familiares. E algumas são extraordinariamente absurdas…

quarta-feira, maio 13, 2020

A Moda ao longo dos tempos


Lista de Links úteis para quem adora ou ensina História
Imagem retirada daqui
Estamos tão habituados a comprar fatiota nova, sempre que damos um pulinho a uma feira ou a um centro comercial, que nem nos passa pela cabeça que aquilo que vestimos reflete a nossa sociedade e a nossa época histórica. Basta só olhar para as máscaras que hoje compramos, por causa do Covid-19: não demorou nem uma semana, para logo estilistas e designers começarem a vender este objeto (agora) quotidiano, como se fosse o último grito da moda. Ora olhem para a imagem que colocámos neste post, para perceberem logo aonde queremos chegar. Os humanos fazem tudo e mais alguma coisa para se distinguirem uns dos outros, e não importa se um dia nos forçarem a usar uniforme igual para todos: se tal acontecer, não tardará muito para que um homem ou mulher usem sinais distintivos, que podem começar por ser umas mangas mais arregaçadas do que é desejado, para terminar em flores nos bolsos ou manchas de tinta ou qualquer outro objeto que nos diferencie imediatamente.
É verdade que existem aqueles que são doidos por moda, ao ponto de gastarem balúrdios para poderem assistir a um MilanFashion ou Moda Lisboa. Porém, existe um outro tipo de amantes da Moda: aqueles que adoram estudar a História da Humanidade, através dos trapinhos que temos no armário. São, no fundo, historiadores – autodidatas ou não – que juntam o útil ao agradável: o prazer de usar um vestido ou casaco bonitos e, de caminho, aprender um pouco mais sobre o nosso Passado. E plataformas digitais como o youtube ou o Instagram estão carregadinhos de sites ou canais dedicados a este assunto.
Por isso mesmo, criámos uma lista de links que podem ser muito úteis para todos aqueles que estão a ensinar História, ou que simplesmente adoram aprender mais sobre outras Eras, e o poder que elas ainda têm no Presente.
Já não há trajes populares. Porém, nas nossas roupas, ainda ressoa a influência dos nossos avós e antepassados. Afinal, não é por acaso que a moda que vemos em Tóquio não é possível de se ver em Lisboa ou no Porto. Não é por acaso que o Sari Indiano ou o Kilt escocês nunca tiveram sorte em Portugal.
Por muito que a Moda Lisboa tente.

quarta-feira, maio 06, 2020

Para aqueles que adoram ter medo à noite


Imagem retirada daqui .
Foi por acaso que esta compilação foi feita: uma professora da nossa escola pediu à nossa equipa que encontrássemos histórias ligadas aos géneros Fantástico/ Terror, Mitológico e Popular. Histórias que pudessem não só atrair os seus alunos para a leitura, mas que também serviriam de inspiração para escrever narrativas originais, que seriam postumamente arquivadas em formato ebook.
 Metemos logo mãos à obra. Ah, este é muito giro, Ah, já li este há tanto tempo!, Olha, este é capaz de interessar, Ah pois, este não podia faltar na lista. Quando demos por isso, as sugestões já iam em oito páginas… É engraçado como só nos apercebemos do quanto já lemos, quando andamos a fazer estas compilações. Saltam-nos à vista nomes de livros e de autores familiares e lembramo-nos do frisson que sentimos quando lemos aquele romance ou conto pela primeira vez, quando não conseguíamos pousar o “tijolo” e desligar a luz, porque já era quatro da manhã e tínhamos que acordar às sete. É assim, a vida dos que adoram ler: cheia de drama à noite e de sono durante o resto do dia.
E agora que já terminámos o nosso trabalhinho, oferecemos aos nossos leitores – em ficheiro PDF – centenas de contos e romances que irão encher as vossas noites, e a grande alegria é que nem têm de gastar um tostão por isso! Todas estas obras já pertencem ao Domínio Público ou foram disponibilizadas pelos próprios autores. Desde os deuses greco-romanos até histórias tradicionais dos povos de Língua Portuguesa; desde contos de fadas até contos de arrepiar, este é o mundo maravilhoso da Criatividade Humana, tão capaz de inventar catedrais como também de inventar monstros no armário ou gnomos no nosso jardim.

domingo, maio 03, 2020

Livro Digital do Momento

 O Feiticeiro/Mágico de Oz – L. Frank Baum
The Wonderful Wizard of Oz – L.Frank Baum
  Já toda a gente viu ou ouviu falar do icónico filme de Victor Fleming (1940), mas são poucos os que leram o livro. E agora preparem-se para ficar siderados: não só este famoso livro para crianças pertence a um grande universo com dezenas de obras escritas (14, mais precisamente!), como também Lyman Frank Baum não se ficou pelo maravilhoso universo de Oz, muito pelo contrário!: este prolífico autor tinha mesmo o bichinho da escrita, ao ponto de imaginar imensas séries para crianças e jovens, muitas delas escritas debaixo de um pseudónimo. Se forem dar uma espreitadela à página Wikisource, dedicada a este génio da literatura infanto-juvenil vão descobrir que o mesmo utilizou pelo menos seis pseudónimos, de acordo com o universo que estava a desenvolver, sendo metade femininos, algo que é raro no mundo da literatura. Com efeito, é mais comum encontrarmos mulheres que se escondem por detrás de um nome imaginário masculino, do que o contrário. Se vocês tiverem a sorte de ler em Inglês – ou pretendem treinar a leitura e escrita nesta língua – podem ter acesso ao portal  e, clicando no nome deste escritor, podem ter acesso a imensos livros do reino de Oz, como também podem ler as maravilhosas histórias da tia Jane e as suas três sobrinhas. Mais ainda, esta plataforma já permite que o leitor possa escolher o formato do ebook: pode ser pdf, mobi, epub, etc. É só preciso efetuar uma inscrição e já poderão até ler obras grátis no android ou smartphone.
Todo o património deste escritor já pertence ao Domínio Público mas, por enquanto, ainda só conseguimos ter acesso à tradução de Português do Brasil. Nisto, temos que dar os parabéns ao nosso “país irmão”: são sempre eles que se adiantam, e não precisaram de nenhum Covid para começarem a digitalizar livros. Em Portugal, não existe uma única edição para baixar gratuitamente, por isso temos que nos contentar com a (muito boa!) tradução Brasileira ou ler o livro em Inglês. Por isso, se houver alguém que queira pôr em prática (ou desenferrujar!) esta língua estrangeira, têm aqui ao vosso dispor vários livros que se leem muito bem e com prazer.
Para a semana, tentaremos encontrar ebooks em língua Espanhola ou Francesa. Afinal, estes países também seguem as regras do Domínio Público e, por isso mesmo, também já têm os seus escritores que pertencem não a uma Editora mas à Humanidade.
Link do livro traduzido (Português do Brasil).
Link da edição em Língua Inglesa:
Link da obra, versão audiolivro (Língua Inglesa):

quinta-feira, abril 30, 2020

Arqueologia em 3d - Lista de reconstituições históricas em 3d/animação


Uma vez que continuamos todos fechados em casa – e só alguns alunos poderão, a partir de Maio, ter aulas presenciais – é necessário, mais do que nunca, apostarmos em material audiovisual, de preferência digital. Já tínhamos elaborado, há cerca de um mês, uma lista de ebooks grátis, que pertencem ao Domínio Público e, por isso mesmo, não é ilegal baixá-los. Desta vez, apostámos em reconstituições históricas criadas por computador, que nos ajudam a visualizar o nosso Passado, os templos, vilas e cidades que já não existem no nosso planeta, mas ainda existem em documentos, iluminuras, cartas, registos.
A Arqueologia em computador começou por ser uma mera forma de entretenimento para as massas, usada em jogos de computador e filmes (os videojogos, de género Histórico, chamam-se archeogames). Porém, não durou muito para que os arqueólogos de todos os países descobrissem o seu extraordinário potencial: já nos anos 90 do século passado, museus importantes como o Louvre (França) ou Museu de História Natural (Nova Iorque) começaram a contratar geniozinhos da informática, para que os mesmos reconstruíssem locais, quadros, artefactos, entre outras coisas. Com efeito, os professores e cientistas depressa repararam que a chegada do mundo digital veio tornar a informação académica mais difícil de ser transmitida: o nível de concentração dos novos estudantes baixou, bem como a sua criatividade. Para colmatar este problema, as escolas, museus e outras plataformas como a televisão têm usado cada vez mais a “Arqueologia em formato 3d”, com o objetivo de atrair miúdos que adoram aprender, e inocular o “bichinho da curiosidade” nas massas. Hoje, jogos como World of warcraft contam com a ajuda de Historiadores, para a construção de cenários na trama da história.
Esta lista de links que criámos contemplam o período da Pré-História até aos dias de hoje. Será muitíssimo útil para professores de História, Português, Língua Portuguesa e História das Artes, que já não terão de gastar tempo a procurar estes vídeos na vasta lista da World Wide Web. Para os restantes, basta só dizer que a História da Humanidade é fascinante, e é sempre um prazer aprendermos um pouco mais acerca do nosso Passado. Através destas recriações tão realistas – que fantástico que seria termos um capacete virtual! – a História deixará de ser “uma seca” e passará a ser um dos nossos hobbies preferidos.
E – quem sabe? – quem é que nos diz que, no Futuro, não haverá outra pandemia, lá teremos nós de ficar encerrados em casa outra vez, e, por isso mesmo, esta lista vai-nos dar muito jeitinho?
Imagem retirada daqui .

Clicar neste link, para consultar a

quinta-feira, abril 23, 2020

Livros digitais do momento Coleção Era uma Vez um Rei



O tempo voa, não é? Até parece que foi ontem que muitos pais e avós andaram a comprar os números desta coleção, no ano de 2010, difundida pelo jornal Expresso. A brincar, a brincar, muita criancinha aprendeu as histórias dos reis Portugueses, e ficou a conhecer um pouco mais as origens do seu país e da sua cultura. Hoje, estes pequeninos livros são uma raridade: só nos alfarrabistas ou em sites como o CustoJusto é que ainda podem ser encontrados em formato físico. Mas aqui vão as boas notícias: para quem andou distraído, esta coleção já existe em formato digital, desde o ano de 2015, e pode ser descarregada através deste link.
Os livros são deliciosamente didáticos, e é um prazer lê-los e ouvi-los. Sim, ouvi-los!: não só ouvimos o barulhinho das folhas a serem viradas, como ouvimos as músicas e a narrativa. Ou seja:  não são apenas ebooks, são também um audiolivros.
Este é um projeto do Instituto Camões que não só agradará aos professores de História, como agradará também a todos os pais e avós que querem entreter os petizes, ao mesmo tempo em que puxam as crianças para o prazer de ler.
Uma vez que só os alunos do Secundário é que vão voltar às escolas físicas, os nossos “livros da Semana” serão, a partir de agora, dedicados a todos os discentes do Ensino Básico que, durante este ano, estarão a aprender em casa. Fica, desde já, uma sugestão que fará as delícias dos meninos dos 1º e 2º ciclos.
Divirtam-se!   
Imagem retirada daqui .

quinta-feira, abril 16, 2020

Estamos on- Propostas da nossa biblioteca para o 3º período

De todos os desafios que têm aparecido, graças ao Coronavírus, o das bibliotecas escolares tem sido um dos mais polémicos: qual é o nosso papel na era digital? Para que serve uma biblioteca à distância? Como poderemos falar com os nossos colegas e expandirmos os horizontes dos nossos alunos, sem nos sentirmos como uma quinta roda?
Como tinha sido prometido, aqui estão as propostas para este período. Várias delas vieram do site da Rede de Bibliotecas Escolares, outras vieram da nossa imaginação. Mais do que nunca, teremos de trabalhar à distância, usando a nossa imaginação aliada a todo o tipo de ferramentas digitais, quer se destinem à criação de um cartaz interativo quer se destinem à publicação de um ebook ou podcast.
Há, sem dúvida, mil e uma maneiras de educarmos os nossos alunos. Infelizmente, há ecrãs a mais e interação humana a menos. Mas… que poderemos esperar, nesta era pandémica?
Entretanto, lá vamos aprendendo coisas novas, e descobrindo novos mundos…
Ebook Propostas para o 3º período- clique aqui para ver.

quarta-feira, abril 15, 2020

Lista de ebooks para baixar ou ler online



E pronto! Cá estamos nós, barricados em casa, a estudarmos e a trabalharmos em casa. Já começa a cansar estarmos sempre a ver as mesmas caras, bebermos o café em casa, olharmos o mundo de fora das janelas da nossa casa, e só sairmos para fazer compras na farmácia, supermercado, ou sairmos para passear o cão. Mas as pandemias são mesmo assim: aborrecidas. É respirar fundo e esperarmos por melhores dias.
Entretanto, a biblioteca da escola está longe, muito longe. Há que remodelá-la para o mundo digital e adaptá-la a estes tempos estranhos, que exigem muito de nós. E é isso mesmo que estamos a fazer. Hoje, exibimos AQUI uma lista de obras clássicas que já pertencem ao Domínio Público e, por isso mesmo, já podem ser descarregadas sem quebrarmos nenhuma lei ou roubarmos Direitos de Autor. Nestes dias em que estamos fechados em casa, toda a ajuda é bem-vinda.
Amanhã, iremos colocar propostas para que a Biblioteca Escolar possa trabalhar lado a lado com os professores e alunos, e várias delas já estão sugeridas no site RBE (podem consultá-las aqui).
Para criarmos esta lista, seguimos os seguintes critérios (já mencionados neste documento):
1. A seleção destas obras teve como prioridade encontrar não só as leituras obrigatórias – contempladas nas disciplinas de Português e Literatura Portuguesa – como também selecionou muitas que já estão contempladas no PNL (Plano Nacional de Leitura);
2. Procurou-se sempre encontrar sites ou blogs fidedignos/seguros;
3. Quisemos sempre privilegiar o Português da Europa. As edições brasileiras só foram escolhidas quando não se conseguia encontrar obras no Português Europeu. Além disso, vários sites brasileiros são fiéis às obras originais;
4. Todos estes links contemplam obras que já pertencem ao domínio público. Infelizmente, muitas das leituras obrigatórias dos 5ºs, 6ºs e 7ºs anos NÃO pertencem ao domínio púbico, pelo que não nos é possível colocá-las nesta lista. Além disso…
5. NÃO é aconselhável baixar obras que não sejam do domínio público, uma vez que esses links oferecem-nos de brinde vírus e malwares. Mais vale comprar o livro/conto em segunda mão ou em promoção numa feira do livro. Mais ainda, foi graças ao Coronavírus que finalmente muitas editoras decidiram digitalizar muitas das suas ofertas, pelo que já é possível ter acesso às mesmas no conforto dos nossos lares;
6. Optámos por uma lista de títulos de obras e não de autores, pelo simples facto de que a maioria faz (hoje em dia) as suas pesquisas na net usando títulos de filmes, séries, músicas e livros. Só depois é que se dá prioridade aos autores.
Esperemos que esta lista seja útil a muitos professores e, já agora, a todos os que adoram ler.
Até amanhã!
Imagem retirada daqui .

segunda-feira, março 30, 2020

Explorando o Microsoft Teams 2


Aplicativo Squigl 

De todos os aplicativos que temos andado a experimentar, Squigl é uma prenda enviada do Céu: não só é excelente para todos os educadores que estão com excesso de trabalho – e precisam de criar material original muito depressa – como é perfeito para todos aqueles que não têm jeito literalmente nenhum para o mundo digital. Chega a ser ainda mais simples do que o Windows Movie Maker!
No século XXI, o lema de Sillicon Valley devia ser: “se precisa de tutorial, não presta”. Com efeito – e mais do que nunca! – os programas digitais têm que ser muitíssimo intuitivos, ao ponto de um utilizador não precisar de “partir brita” e perder tempo crucial da sua vida. Squigl segue este lema à risca: tudo o que precisamos de fazer é criar um “script” (texto), escolher colocar a nossa própria voz ou escolher vozes já definidas… e a magia começa. Todo o nosso texto é convertido em imagens animadas, e aqui temos um vídeo divertido à nossa disposição. Mais ainda: podemos também converter os nossos power points em vídeos animados.
Para finalizar, o Squigl também permite criar equipas/turmas e partilhar os nossos materiais com a comunidade escolar.
No entanto, encontrámos dois “senãos”:
1- É pago. Não é caro: apenas 5 dólares por mês (3.50 € até à data). Temos trinta dias para fazermos o que quisermos, portanto, um professor/aluno organizado pode criar materiais super interessantes e criativos durante as férias, e começar um ano letivo com recursos diversificados e originais, quase ao preço da uva mijona;
2- Não reconhece (ainda) a Língua Portuguesa. Nem sequer o Português do Brasil, por isso teremos que gravar a nossa própria voz nos vídeos. Isto é um “senão” muito grande, uma vez que nem todos gostam de ouvir a sua voz gravada. Por isso – para quem não quer fazer isto -, esta ferramenta de trabalho é por enquanto muito boa apenas para os professores de Inglês e Espanhol.
Concluindo! Vale a pena experimentar este aplicativo, nem que seja para diversificar os nossos materiais. Porém, uma coisa temos que admitir: a Microsoft Teams deve achar que os professores andam a nadar em dinheiro. Se tivéssemos que pagar 3 ou 4 aplicativos por mês, teríamos que desembolsar pelo menos 20-25€ do nosso salário. Uma estratégia: paguem uma aplicação por mês, usem-na o mais possível e passem para a próxima.
Vejam agora este pequeno vídeo, que só dura 30 segundos (sem legendas). Ficam logo com uma ideia de como os vossos vídeos irão ficar:

sexta-feira, março 27, 2020

Explorando o Microsoft Teams


Aplicativo Quizlet  



 Numa altura em que a comunidade escolar está praticamente toda fechada em casa, em situação de teletrabalho, chegou o momento de pararmos de procrastinar e de darmos uma espreitadela a todas as ferramentas de trabalho online que o mundo digital nos oferece. Com efeito, durante muito tempo a maioria dos professores -por falta de tempo ou/e “jeitinho” para lidar com este “admirável mundo novo” – tem adiado “partir brita”. O que não quer dizer que as escolas estejam paradas no tempo: muitos já utilizam as aulas virtuais oferecidas por editoras como a Porto Editora. E são muitos os que defendem a conversão de manuais em papel para manuais digitais. No entanto, até agora poucos foram os que se aventuraram a dar aulas online ou usar aplicativos que estão aos seu dispor.
Ora, a empresa Microsoft criou uma plataforma chamada Microsoft Teams, inserida na Microsoft 365. E, acreditem, existe um mundo novo para explorar! Por isso mesmo, os próximos posts do nosso blog não vão ser só de livros ou cultura. Iremos analisar vários aplicativos que podem ser úteis à comunidade escolar. E o Quizlet é um deles.
Para começar: o que é e para que serve?
Este aplicativo tem como objetivo ajudar todos os professores a criarem os seus próprios materiais e recursos para as aulas de regime presencial e online, serve para todas as disciplinas e torna a aprendizagem mais moderna e mais divertida para as turmas.
Após darmos uma voltinha a esta ferramenta digital, descobrimos que podemos fazer várias coisas com ela:
· Podemos criar turmas e enviar os nossos materiais para as mesmas;
· Para as disciplinas de Línguas, o Quizlet é excelente, pois dá para criar vocabulário novo. Podemos criar cartões e diagramas, com a palavra e a sua descrição;
· Um ponto divertido: podemos ouvir a palavra, juntar sons e música!
· O Quizlet reconhece a Língua Portuguesa, mas – por enquanto – só reconhece o Português do Brasil;
· Infelizmente – também era de se esperar! – o melhor do Quizlet… é pago. No entanto, está disponível uma versão gratuita muito simples, que nos permite criar o básico. Para quem quiser criar o “fator uau” numa turma poderá aceder a um período de teste gratuito (30 dias). É aproveitar esses dias para criar muitos recursos divertidos (não sabemos se depois dos 30 dias, eles continuam a funcionar);
· Uma coisa muito interessante: este aplicativo não se fica pela criação de cartões ou diagramas: permite até que os alunos treinem e memorizem os conteúdos, através de exercícios, jogos, brincadeiras;
· Mais ainda!: se criarmos mais do que uma turma, podemos pôr os alunos a competir uns com os outros!;
· O Quizlet também permite que coloquemos a nossa própria voz nos nossos materiais (mas esta aplicação não faz parte da versão gratuita!);
· O Quizlet dispõe de uma vasta biblioteca de imagens e sons, mas podemos colocar imagens nossas, também (mas teremos que pagar para tal…);

 Conclusão? Este aplicativo é útil e divertido, e é uma excelente ferramenta de aprendizagem, sobretudo para os professores de Línguas (mas serve para todas as disciplinas!). Não é das ferramentas mais intuitivas, mas, ao fim de algumas tentativas, já é possível percebermos como tudo funciona. Ou seja: guardem um fim-de-semana para trabalharem com o “bicho”, e só isso já chega. Não vão precisar de muitos tutoriais para lidarem com ele.
Na nossa opinião, o melhor deste aplicativo é por as turmas a interagirem umas com as outras. Isto é o que nós chamamos “competição saudável”, e esta pode ser feita online!
Agora, vejam este vídeo pequenino sobre o Quizlet. Só para aguçar o apetite!

sexta-feira, março 20, 2020

É para isto que a tecnologia devia servir!


Se Leonardo Da Vinci ressuscitasse e desse uma voltinha pela internet, a primeira pergunta que nos faria seria: “Como é que vocês, cidadãos do século XXI – criadores de uma biblioteca extraordinária chamada world wide web – não sabem tirar proveito dela?”
É muito difícil uma pessoa não colocar esta questão, assim que nos deparamos com uma iniciativa destas: para ajudar dezenas de milhões de pessoas fechadas em casa, por causa do infame Coronavírus, a Google Arte e Cultura criou uma plataforma cheia de museus de todo o mundo, e estes oferecem a todos os internautas visitas virtuais de cortar o fôlego (podem começar a viagem aqui).
Nas últimas duas horas, andámos a passear por lugares de magia como o Palácio de Versailles, o Museu Nacional de Arte Antiga (sim, nós também estamos bem representados!), o Palácio Real de Amsterdão, Laing Art Gallery e museu Frida Kahlo. De facto, estivemos tanto tempo imersos nesta plataforma, que quase nos esquecemos de escrever este texto! Para ser perfeito, só faltavam os óculos de realidade virtual. Aí, sim, seria estupendo mergulharmos em lugares e exposições, como se estivéssemos mesmo mesmo lá.
Pois aqui vai este conselho para toda a nossa comunidade escolar: preparem um bom café ou chazinho, ponham as pipocas no micro-ondas, sentem-se e façam uma bela viagem na vossa casa.
O mundo está feio, precisa de beleza. E as redes sociais já não são capazes de nos oferecer isso.

quinta-feira, março 19, 2020

Agradeçam a Veneza!


 Se perguntarmos aos Portugueses do século XXI o que lhes vem à cabeça, assim que ouvem a palavra “Veneza”, provavelmente pensam logo num belo Carnaval carregado de máscaras, as gôndolas, Romantismo ou os alicerces de uma cidade antiga a afundarem-se lentamente. No entanto, se esta mesma questão tivesse sido colocada aos Portugueses do século XVI, seríamos logo bombardeados com insultos, gritos, uma cruz no ar ou até medo. É que, durante muito tempo, o infame reino de Veneza tornou-se lendário pelos seus jogos políticos maquiavélicos, espiões por toda a parte, guerras fundadas por várias famílias bancárias e um nível de corrupção que faria corar qualquer Mafia do Leste. Hoje, foram-se os anéis mas ficaram os dedos. Veneza hoje vive da sua arte, do seu prestígio, do turismo e do seu bom gosto pela comida italiana.

E, no entanto, uma coisa terá que ser dita: numa altura em que ninguém, no século XV, conseguia fazer frente à Peste Negra, este reino foi o único a controlar esta pandemia universal. Como? Através de um sistema de controlo sanitário que ficou mundialmente conhecido pelo nome “Quarentena”. Porém, Veneza não a inventou, simplesmente melhorou este sistema, tornando-o mais eficaz. Como?
A segregação de grupos infetados já vem de longe. Basta lembrarmo-nos das leprosarias: todos os que sofriam desta doença eram ostracizados e empurrados para zonas longe da população saudável, e aqueles que se deslocavam eram obrigados a tocar sempre um sininho, de forma a permitir que a multidão se afastasse atempadamente deles. Por isso, podemos mesmo afirmar que algumas medidas profiláticas – que aos nossos olhos parecem cruéis mas que, para a época, foram necessárias – já eram até do conhecimento do Antigo Egito e da Civilização Babilónica. Todavia, fechar toda uma cidade ou bairro – independentemente de estarmos ou não infetados – surgiu graças a uma das maiores catástrofes da Humanidade: a chegada da Peste Negra, no século XIV.
A cidade de Dubrovnik, Croácia, foi a primeira, no ano de 1377, a testar este novo método de proteção. Foi a primeira a obrigar os navios vindos de zonas afetadas a ficarem parados nos portos durante cerca de 30-40 dias. Não foi, no entanto, eficaz, uma vez que outras medidas não foram criadas: normas de higiene, isolamento das multidões, evitar ajuntamentos, etc.

Foi Veneza a dar o grande passo: em 1423, inspirada na estratégia de Dubrovnik, este poderoso reino independente criou o primeiro hospital para as vítimas da Peste. Chamava-se “Nazareto” ou “Lazareto” e ficava na ilha de Santa Maria de José ou Nazarethum, local onde os navios tinham de parar e esperar 40 dias, antes de desembarcarem.
Já agora, porquê 40 dias? Segundo Mark Harrisson, professor da universidade de Oxford, esta escolha poderá ter sido inspirada na Bíblia: Jesus retirou-se num deserto e jejuou durante 40 dias e 40 noites. Mas esta explicação parece ser universal. Afinal, o próprio Buda também jejuou durante este período, e vivia na Índia! Há certas epifanias que, pelos vistos, parecem pertencer a um subconsciente coletivo.
Mas Veneza não se ficou por aqui: todos os cidadãos que apresentassem sintomas da doença, eram obrigados a fechar-se em casa e estavam proibidos de sair. Também foi decretado que os ajuntamentos estavam proibidos. Mas ainda foram mais longe: foi graças à Peste Negra que as ruas e mercados começaram a ser lavados e desinfetados com muita regularidade. Antes, era comum fazer-se a matança dos animais ao vivo, e escorria sangue nas ruas das feiras e mercados. Depois da Peste Negra, medidas sanitárias começaram a ser levadas mais a sério.
Uma grande ironia: o gesto de lavar as mãos – e as mãos são um dos maiores focos de infeção de qualquer doença ou praga – só começou a ser levado a sério no século XIX, e devemo-lo a Ignaz Semmelweis, um grande homem que foi ridicularizado pelos seus próprios colegas e acabou por sofrer um fim trágico (podem ler a sua história aqui)
Agora já sabem: se hoje as pandemias já não matam tanto como antigamente, é graças a estas medidas profiláticas que se evitam tantas mortes. Por outro lado, as mentes já mudaram: neste momento, milhões de Portugueses aceitam tranquilamente estes “planos de contingência” e vivem em “estado de emergência” sem entrarem em pânico. É temporário. Já passa. É para isso que servem os cafés, os chás de camomila e (infelizmente!) os cigarros.
Agora dava jeitinho ter um cãozinho, não dava? Bela desculpa para arejarmos um bocadinho…
Imagens retiradas daqui e daqui .

sexta-feira, março 13, 2020

E se ficarmos como a Itália?


Foi desta: a realidade do Coronavírus bateu forte e feio em Portugal. Até à notícia do encerramento das escolas para os alunos, quase ninguém levava este problema a sério. Foi tudo para a praia, para as discotecas, foi uma alegria de sol no boné e tardes estiradas na relva de um jardim. Entretanto, alguns cidadãos assustados já andavam a atacar as prateleiras dos supermercados, abocanhando tudo o que fosse comida, papel higiénico, álcool, café, cigarros. Quando o alarme foi finalmente soado, já um frasco de álcool etílico custava 13 euros e papel higiénico, nem vê-lo. Agora, o país está sentado, agarrado ao ecrã, à espera das novas diretivas vindas do governo. Fecha, não fecha? Haverá cafés, restaurantes abertos? E quem irá fazer a contabilidade dos nossos salários?
Quem olha para as imagens desoladoras de Florença ou Milão, fica com a sensação de que está a assistir a um filme de terror: ruas desertas, as poucas gentes que surgem do nada têm máscaras, parece o fim do mundo. É caso para nos perguntarmos: vamos acabar assim, neste país à beira-mar plantado?
Enquanto esperamos - no meio de toda esta incerteza - algumas coisas podem já ser realizadas:
1- Verificar a despensa – Se ainda não fez a lista, convém preparar-se para tal. Não é necessário assaltar o supermercado. Verifique o básico, e seja solidário com os seus vizinhos.
2- Muitas coisas podem ser substituídas – Não há álcool? Substitua com vinagre ou sumo de limão. Não há papel higiénico? Lave-se cuidadosamente, depois de fazer as necessidades, e use toalhas que possam ir à máquina de lavar facilmente. Não há carne? Substitua com ovos. Não há leite? Aprenda a fazer leite de aveia em casa. Um pacote de aveia é super barato e pode durar uma semana. No entanto, preste sempre atenção aos conselhos dos peritos. Por exemplo: eles são os primeiros a dizer que devemos evitar a lixívia e optar pela água oxigenada e o sabão.

3- Aposte na higiene o mais possível. Desta vez, estamos todos autorizados a sermos freaks da limpeza. Especialmente com a casa de banho… e o smartphone. Sim, limpe muito bem esse aparelhozinho que tem na mão. Segundo muitos médicos, chega a estar mais sujo do que uma retrete!
4- Seja criativo/a na cozinha: há imensos sites que oferecem receitas que não só são rápidas como são inclusivamente baratas e criativas. E aproveite os restos: faça almôndegas, esparguete à bolonhesa, pizza de restos. É barato e resulta sempre. Há para aí uns zunzuns que falam de um possível colapso económico, por isso, pelo sim pelo não, convém começarmos a racionar, em vez de desperdiçar a comida. E por falar nisso…
5- Evitar ao máximo um crash – As doenças vão e vêm, mas um colapso económico pode levar décadas a ser resolvido. Perguntem à Grécia que, desde 2009, ainda não saiu dele, e já vai entrar noutro. A melhor maneira de evitarmos este filme de terror é seguirmos as regras dadas pela OMS e pelo Governo até ao último pormenor. Quanto menos pessoas “furarem a quarentena”, mais facilmente poderemos controlar esta pandemia e, consequentemente, mais depressa a economia voltará ao normal. Macau fez isso mesmo: usou medidas drásticas, mas foi a zona do planeta que mais depressa recuperou.
6- Não entrar em crises de ansiedade e pânico – Estes dois estados de espírito debilitam o nosso corpo e destroem o nosso sistema imunitário, para além de criarem instabilidade na nossa comunidade. Uma cabeça fria resolve muitos problemas. E lembre-se: hoje já existem mecanismos de contingência mundiais, que diminuem bastante a taxa de mortalidade. Um cenário semelhante a uma peste negra ou gripe espanhola é muito pouco provável, no século XXI.
7- Evitar as “notícias de última hora” e uso de redes sociais – Não só não têm feito outra coisa senão alimentar a ansiedade como, ainda por cima – no caso das redes sociais – disseminam muita informação falsa, que só cria ataques de pânico na comunidade. Crie um horário fixo, que delimite as notícias para apenas 3 momentos do dia: manhã, tarde e noite. E chega. Leia um livro, veja um filme, ouça música, jogue às cartas com a sua família, vá passear o cão. Há vida para além do ecrã.
Até lá, é esperar com paciência para que as coisas melhorem. E se ainda têm dúvidas de que este vírus seja assim tão mau, basta só dizer que os sobreviventes ganharão de brinde pulmões com danos irreparáveis. O prognóstico que o jornal americano The New York Times reserva para aqueles que escapam à morte não é muito risonho. (leiam o artigo completo aqui ).
Olhem para as imagens deste post (as duas primeiras mostram os danos em vários pacientes de várias idades), e pensem duas vezes se querem ir para a praia de Carcavelos!

Imagens retiradas do artigo acima citado.