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quarta-feira, maio 01, 2019

Estante do mês de Maio A sombra da Guerra. Outra vez.

Estante do mês de Maio
A sombra da Guerra. Outra vez.


Parece ser uma fotografia tão feliz, tão bem disposta. Uma fila de soldados desfila para o futuro campo de batalha, e uma menina saúda sorridente os “bravos heróis”. Hoje, olhamos para este registo fotográfico com tristeza, sabendo muito bem o que se passou na I Guerra Mundial. Mas naquela altura, toda a gente achava que esta “escaramuça” entre vizinhos não duraria mais do que dois meses. As mulheres despediram-se dos seus filhos, maridos, pais, tios e namorados com lencinhos brancos, sorrisos incandescentes. Cantavam-se canções gloriosas, cheias de patriotismo. E os bravos filhos da pátria chegariam risonhos, gordinhos e vitoriosos, prontos para os passeios de domingo, prontos para namoriscar, casar e recomeçar uma nova vida.
A guerra durou quatro anos e matou milhões de seres humanos dos dois lados da trincheira.
Foi o princípio do fim. Durante milénios, o olhar que se tinha da guerra, dos campos de batalha e dos heróis era sempre um olhar bélico, mas inocente. Heróis puros em cavalos brancos, a espada flamejante e o inimigo derrotado. Entretanto, chegou a máquina fotográfica, chegaram os tanques, os cavalos foram banidos da guerra, as trincheiras eram uma novidade. E, de repente, matar deixou de ter graça.
Hoje, a guerra parece-nos distante. E, no entanto, parece que nunca saímos da I Guerra Mundial. Olhando com atenção, é possível que daqui a 100 anos os séculos XX e XXI sejam olhados pelos historiadores como tendo sido uma segunda guerra dos 100 anos. Os protagonistas são praticamente todos os mesmos, os conflitos são quase os mesmos: Inglaterra, Estados Unidos da América, Rússia, Alemanha, França. Onde é que já ouvimos isto? Lutas económicas, xenofobia, corporações em conflito, comendo-se umas às outras. Onde é que já ouvimos isto? O Médio Oriente em chamas, luta por territórios e recursos energéticos. Onde é que já ouvimos isto? Por isso mesmo – e uma vez que caminhamos a passos largos para uma possível III Guerra Mundial – é bom que o passado não seja esquecido, e que aprendamos alguma coisa com ele.
Uma coisa é certa: o nosso olhar já não é inocente. Já não nos despedimos dos bravos “filhos da pátria” com lencinhos brancos, já não cantamos canções patriotas, já não pedimos às nossas crianças para darem beijinhos aos lindos soldados de uniforme.
E já não acreditamos em finais felizes.

Veja o eBook

Fotografia retirada daqui .

quarta-feira, novembro 02, 2016

E a paparoca para o Dia de Todos os Santos foi…



              Obviamente que toda a gente atualmente já sabe de onde é que surgiu o costume Cristão de visitar as campas dos mortos e prestar-lhes Homenagem: quando o Cristianismo finalmente tomou conta do mundo Ocidental, graças ao Imperador Constantino (século III D. C.), tal decisão oficial não acabou com todos os costumes, crenças e rituais pagãos daquele tempo. De facto, as populações de então – tal como as de hoje – tinham hábitos muito arreigados: usavam um determinado caminho para visitarem um templo; festejavam determinadas celebrações religiosas; ensinavam aos seus filhos um determinado conjunto de ética e moral… Foi preciso um grande jogo de cintura e de “colonização” de festejos pagãos para que as memórias, pouco a pouco, deixassem de ser pagãs e passassem a ser supostamente Cristãs. 

      
      É o caso do Dia de Todos os Santos: originalmente, este momento religioso do ano era conhecido pelo nome Samhain, que significa em Irlândes/Gaélico “A passagem do ano”. Para os Celtas, o ano começava precisamente na noite do dia 31 de Outubro. Acreditava-se que esta era a altura do ano em que uma porta dimensional era criada e o mundo dos mortos podia, durante umas horas, comunicar com o mundo dos vivos. Uma vez que Portugal sofreu influências célticas, esta celebração ainda estava bem viva, quando o Cristianismo passou a ser a religião oficial da Europa. Era necessário “santificar” este dia…

É mesmo caso para dizermos: se não os podes vencer, junta-te a eles! Assim, o Dia dos Mortos passou a ser o Dia de Todos os Santos.
           
          Hoje em dia, a celebração do Halloween passou a ser uma festa internacional. Já quase nada tem de religioso, muito pelo contrário: o Halloween é um pretexto para a malta se divertir e puxar pela imaginação. Por isso mesmo, seguimos umas receitas super criativas e deliciosas. Podem criar algum repúdio nas almas mais sensíveis mas não deixam de ser inventivas e fáceis de cozinhar.
            
          Bom Halloween!

            Como fazer ponche de Halloween
           
            Como fazer dedinhos de bruxa:
            
              Imagem retirada daqui :