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terça-feira, março 12, 2019

Livro da semana : O Jardim dos Segredos, Kate Morton

Muita polémica tem sido gerada à volta daquilo que se chama nos círculos académicos a “paraliteratura”. E agora vocês estão neste momento a coçar a cabeça e a dizer “paraQUÊ”???????
Expliquemo-nos melhor: “Paraliteratura” é o nome que geralmente se dá a histórias que não são consideradas “obras de arte” literárias. O seu propósito é, de uma forma geral, entreter e oferecer horas de prazer ao leitor. A linguagem é objetiva, não há muita descrição e é escrita de uma maneira que “agarra” o leitor e obriga-o a virar páginas atrás de páginas, ansioso pelo desfecho da narrativa.
Ou não?
A descrição que fizemos da mesma é muito, muito vaga. Geralmente é assim e, no entanto, há livros que começaram por ser paraliteratura e hoje são considerados obras-primas. É o caso da Dama das Camélias, de Alexandre Dumas ou O Crime no Expresso Oriente, de Agatha Christie. E há mesmo obras que – não sendo consideradas artísticas – marcam uma época. O Código Da Vinci é a mais recente de todas. E depois ainda existe outro problema: o preconceito das elites académicas. Foi preciso quase um século para que a literatura policial começasse a ser respeitada nas faculdades e jornais literários. O que se entende por “género menor” ou “género maior” depende muito do contexto sociocultural do mundo em que vivemos. Para piorar, os escritores de obras paraliterárias têm que lidar com acusações estilo “estes livros afastam os leitores da verdadeira literatura”, “estes livros tornam os cérebros preguiçosos”, “estes livros são fast food”...
Uma coisa tem que ser dita: este género de histórias é concebido especificamente para atrair as massas e podem ou não ter uma mensagem social. É o caso da invenção da “literatura de folhetim”, inventada no século XIX para uma burguesia em ascensão, e que foi crucial na mudança de mentalidades. A título de exemplo, Camilo Castelo Branco foi muito influenciado por ela.
Kate Morton não é Virginia Woolf. O seu mundo é um mundo de mulheres para mulheres leitoras: a casa, os filhos, o amor, segredos de família, uma narrativa rápida, simples, feita de propósito para “agarrar” as leitoras e fazê-las esquecer por um momento das suas vidas “mundanas” e super ocupadas. Não tem quaisquer pretensões de mudar o mundo da literatura, escreve porque gosta, ponto final. Apesar de tudo, é também uma escritora ousada, pois usa muito a técnica de “saltar tempos”: assistimos quase simultaneamente às histórias de duas mulheres em tempos diferentes, uma no início do século XX e outra no início do corrente século. Não é fácil escrever desta maneira e, no entanto, Kate Morton fá-lo com profissionalismo e facilidade.
Há dias na nossa vida em que não desejamos “puxar pela cabeça”. Só queremos estar num canto, embrenhados num livro que tenha uma boa história, uma caneca de leite quente na mão e um sofá confortável. É para isso que a paraliteratura serve. E Kate Morton oferece ao leitor precisamente o que ele/a deseja: horas infindáveis de entretenimento.
Afinal, a vida não é feita só de Dostoievskis.

segunda-feira, março 11, 2019

Estante do mês de Março: Terra, animal, flor, água – Quando as palavras ganham um novo sentido

Ao longo dos anos, têm sido muitas as “estantes do mês”, e tentamos o mais possível abranger todo o tipo de tópicos: Ciência, Arte, Poesia, Direitos Humanos, etc.
Mas às vezes sabe bem brincar com as palavras, nada mais.
Ora uma das coisas que mais nos fascinam em todas as línguas é a plasticidade da mesma: é extraordinário como as palavras, dentro de um determinado contexto, passam a ter um sentido completamente diferente do simples “pão-pão-queijo-queijo”: uma árvore azul transforma-se numa metáfora da tristeza, a maçã-de-adão passa a ser uma parte localizada no corpo masculino, abrir a rosa representa alguém que finalmente mostra a seu verdadeiro eu, tempestade num copo de água remete-nos para alguém que se irrita com facilidade. É por isso mesmo que os computadores não conseguem nem traduzir nem compreender a poesia ou a alegoria ou a ironia ou o sarcasmo. A Alma Humana vive nas palavras, reflete-se nos sons e fonemas. A língua não é um privilégio da espécie humana, mas a nossa língua só pode ser entendida por outros humanos.
E foi divertido repararmos até que ponto os títulos das capas dos livros estão cheios de referências ao mundo animal, à flora, aos espaços geográficos, a elementos como a água. Uns nada mais são do que um pretexto para começar uma história (A Ilha do Tesouro, Danúbio), outros são enigmáticos e atraem a nossa curiosidade (O Vasto mar de sargaços, O nome da Rosa). No entanto, todos eles prometem boas horas de entretenimento, quer seja a literatura com maiúscula, quer seja a paraliteratura. Porque há espaços para estes dois mundos.
Deem uma espreitadela à nossa seleção e passem pela biblioteca!

 Estante do mês- Ebook

Imagem retirada daqui .

terça-feira, fevereiro 12, 2019

Livro da Semana: Poesia Completa, Florbela Espanca

Se Florbela Espanca ressuscitasse, ficaria horrorizada com tudo o que veria: acharia odiosa a música “de amor” atual; ficaria chocada com a falta de flirt e sensibilidade dos namorados de hoje; ficaria triste ao saber que já ninguém escreve cartas de amor; acharia de um intenso mau gosto nenhum rapaz oferecer flores à sua amada; ficaria furiosa com toda esta “indústria do dia 14 de fevereiro” à volta de um sentimento tão nobre; não condenaria aquilo que chamamos hoje os “múltiplos parceiros”, mas acharia hediondo alguém procurar única e exclusivamente o ato sexual; e, por fim, não conseguiria compreender como é que as raparigas de hoje se submetem a tanta falta de respeito e carinho. Na verdade, por muito menos Florbela acabou com alguns dos seus namoricos!
É que Florbela Espanca viveu para o Amor e para a alegria da Vida. Viveu, viveu apaixonadamente. E, por isso mesmo, ardeu e consumiu-se demasiadamente depressa. Clinicamente louca (provavelmente bipolar), a sua loucura produziu poemas de amor – lado a lado com poemas de depressão e de crise existencial – que ainda hoje, ao serem lidos ou recitados, continuam a ressoar na nossa alma humana. Afinal, quem nunca cantou E é amar-te assim perdidamente...? Quem é que nunca se sentiu fascinado pela fotografia da bela mulher envolta em pérolas, penetrando-nos com o seu olhar esfíngico? Quem é que não sentiu admiração por esta extraordinária portuguesa, que vivia no século seguinte e não no presente pacato e fechado do Alentejo de então?
E, apesar de tudo, apesar desta pacatez, o ser humano ainda conseguia ser grande. Entre as árvores e os frutos, inventava-se a família, a comida, as lendas populares. Sonhava-se. No mundo de hoje - cada vez mais mecanizado e mais transhumanista - a voz desta mulher lembra-nos a glória da espécie humana, os tempos em que os Homens ascendiam à condição de deuses através da música, da dança, da poesia, da crença em outros mundos, outras dimensões. Uma árvore não era só uma árvore, era um ser vivo com uma fada que a protegia. Um poço não era só um poço, era um local onde moravam as mouras e os seres aquáticos. Estes eram os tempos em que a Humanidade não tinha medo, não era pequenina e reles, e não gastava os seus dias tolhida e curvada a olhar para uma chapa, indiferente ao choro de uma criança, à solidão de um avô ou um cão que tem fome. E quando finalmente chegar o dia em que todos já estarão fartos deste “admirável mundo novo”, Florbela retornará do Olimpo, mais forte e mais vibrante como nunca.
E, qual uma Némesis ou um Jesus no meio dos vendedores, acordará a chama em todos nós.

segunda-feira, fevereiro 11, 2019

Estante do mês : Ai, o Amor, o Amor...



É assim mesmo!: o Amor quer-se piroso, lamechas, grandioso, inesquecível. Como dizia Álvaro de Campos, “todas as cartas de amor são ridículas”. E a vida, sem as pieguices do costume, os arrufos mundanos, a agitação antecipada do encontro muito esperado, as lágrimas na almofada, lavar os pratos depois de uma boa e feliz refeição caseira, um bom serão numa noite de chuva, enrolados num sofá, comendo pipocas e vendo um filme; tudo isto é Amor com letra grande.
E talvez seja isto que está a faltar no século XXI. Fala-se tanto tanto mas tanto de sexo... e não se fala deste estado de espírito tão belo. Aliás, basta abrir a rádio e escutarmos as músicas, para chegarmos à conclusão de que aquilo que hoje se chama “Amor” nada mais é do que atração sexual. Sejamos honestos: à exceção do povo português – que ainda é capaz de escrever belos poemas cantados – quando é que foi a última vez que ouvimos uma canção que abordasse esse sentimento, e só esse? Falta qualquer coisa. Eles, os jovens, sabem-no. Não sabem explicar porque são infelizes, não sabem explicar porque os romances deles nunca resultam, só sabem que falta qualquer coisa. Mas ninguém lhes ensinou que o Amor está ligado à rotina acompanhada, às piadas partilhadas, às tarefas aborrecidas que se tornam leves quando há uma boa conversa a dois. O resto é paixão, o resto é desejo. E este estado de espírito não dura para sempre.
Que o digam os poetas! Muito gostam eles de cantar este sentimento e, no entanto, quase ninguém foi bafejado por essa dádiva chamada “cara-metade” que, pelos vistos, parece ser tão rara como o Euromilhões. Pois bem: deixemo-nos embalar pela ilusão das palavras, os sons das emoções fingidas, os relâmpagos de génio que não semearam nada, os caminhos que nunca se percorreram, a felicidade que durou um instante e não voltou mais. Por um instante, a Alma Humana voa, brilha, solta-se, é livre.
É uma ilusão, sim.
Mas faz tão bem...
Ficam aqui os livros escolhidos para a nossa estante do mês. Boa leitura!


Imagem retirada daqui .

sexta-feira, fevereiro 08, 2019

Sucesso!!


 O nosso génio da lâmpada fez milagres: até à data em que escrevemos, dezenas de pessoas passaram pela biblioteca para fazer parte da atividade “A caixa das respostas”. O desafio consistia em pensarem num desejo ou numa dúvida/problema que quisessem resolver, tiravam um pergaminho da caixa mágica, e o livro que saísse seria a resposta para a pergunta que fizeram.
Obviamente que nem todos levaram obras para casa: uns entraram na brincadeira só por curiosidade, outros não gostaram muito do título do livro. Mesmo assim, dentro das 100 obras escolhidas, mais de 20 alunos e professores até à data aceitaram participar na atividade e acabaram por requisitar o livro que lhes “calhou na rifa” (na foto, duas alunas mostram os seus). Para a nossa biblioteca, esta ideia foi um grande sucesso pois, no espaço de apenas quatro dias, o nosso espaço esteve super movimentado, gerou curiosidade e atraiu muita gente para a leitura.
Para a semana – uma vez que estamos a entrar no dia dos namorados – o próximo “alvo de ataque” vai ser a poesia de amor. Por isso mesmo, a nossa montra do mês de fevereiro é dedicada à poesia, e servirá para realizarmos uma nova brincadeira, de nome “Este poema de amor é mesmo a tua cara!”.
Estejam atentos!

quarta-feira, fevereiro 06, 2019

ALERTA: um génio da lâmpada está na biblioteca!

 Está com dúvidas na sua vida? Tem um desejo que gostava de ver resolvido de uma vez por todas? Tem projetos e planos para 2019? Pois vá à nossa biblioteca, nós temos um objeto mágico que responderá a todos os seus desejos. O geniozinho, coitado, está escondido nele, a ajudar-nos a alcançar os nossos desejos.
Agora a sério: as coincidências têm sempre graça. Por exemplo, o livro que me saiu foi “O Sal da Terra”, de Miguel Real, uma visão romanceada deste grande pai da língua materna, figura essa que me inspirou sempre um fraquinho muito grande. E então não é que o livro respondeu à minha pergunta interior? É extraordinário como o cérebro humano funciona, e o que ele faz para encontrar soluções.
Pois a nossa biblioteca fez uma brincadeira (e outra será feita no dia dos namorados!): criou uma caixa de respostas. Nela, como podem ver nas fotos, estão pergaminhos enrolados, e todos eles trazem um número. Aquele que sair, será um livro que lhe trará a resposta para o seu dilema ou desejo que o/a apoquenta. Excelente maneira para pôr a comunidade escolar e a pensar e a ler!Esta pequena brincadeira só durará até sexta-feira, por isso apressem-se! Só há 100 livros na lista e já vários títulos foram riscados (ainda não contámos...).
Eis as instruções:
· Pensem num desejo, problema, resolução;
· Tirem de olhos fechados à sorte um dos pergaminhos;
· O livro que sair será aquele que trará a solução para o seu problema!
Divirtam-se, a curiosidade pode ser bem divertida!

terça-feira, janeiro 22, 2019

Livro da Semana: 50 Coisas para Desenhar e Pintar, vários autores


E já que andamos, nos últimos posts, a cavalgar a onda da criatividade – e tendo em conta que a montra deste mês é precisamente dedicada ao artesanato, desenho e design – o livro desta semana não será dedicado à literatura. Como o Plano nacional de Leitura deixa bem claro, ler não é só poesia ou romances que fizeram história. Com os livros, podemos também aprender muito sobre História, Geografia, Ciências... e até artes visuais!
50 Coisas para Desenhar e Pintar foi criado para agradar a um público infantil mas, sejamos honestos!, esta é uma edição para todas as idades: é pró menino e prá menina e é para todas as crianças dos 8 aos 80. Os fantásticos truques e dicas que aqui são dados servem para tudo e mais alguma coisa: pintar um móvel, desenhar um quadro artístico personalizado, criar um mural numa das paredes da nossa casa, decorar caixas, embelezar presentes, dar um toque cool numa manta ou candeeiro ou mochila...
Com este fantástico livro, podemos aprender a desenhar lagartos, focas, sereias, dinossauros, moinhos, borboletas, árvores, uma paisagem, vários rostos humanos... E é extraordinário como apenas três ou quatro manchas coloridas podem dar vida e dimensão a coisas aparentemente tão difíceis como um elefante ou um peixinho. Assim que começamos a seguir as instruções, damo-nos conta de que todos nós somos bem mais criativos do que originalmente pensávamos!
E voltamos a fazer um elogio ao livro físico: é verdade que plataformas como o youtube estão carregadinhas de tutoriais, de faça-você-mesmos dedicados à arte da pintura/ilustração. No entanto, este pequeno quadradinho que se leva facilmente numa mala permite-nos estar numa esplanada ou numa paragem de autocarro ou no cimo de uma montanha, sem nos preocuparmos se o espaço tem ou não net, qual será a password e se a bateria ainda está cheia. Enquanto os outros paralisam “porque não há rede”, quem tiver esta edição continuará, impávido e sereno, a dar asas à sua imaginação. É esta a vantagem que os livros físicos nos dão: total liberdade para nos movimentarmos neste planeta, total privacidade, e as únicas energias de que precisaremos serão as do sol e das nossas mãos.
Finalmente, a editora Edicare é uma mais-valia, pois estamos a falar de publicações que têm mesmo o propósito de educar, estimular e aumentar a nossa inteligência.
Peguem numa folha, “saquem” dos lápis de cor e... mãos à obra!

sábado, janeiro 19, 2019

A minha vida vale um livro

A minha vida vale um livro
 No nosso último post, falámos de uma companhia especializada em encadernar obras de uma forma muito pessoal e muito única. Estas obras são artísticas, e por isso não é de espantar que estas publicações custem os olhos da cara. No entanto, existe um grupo cada vez maior de artistas espontâneos, vindos de todos os cantos da Terra e que, devagarinho, transformam a sua vida numa obra de arte. Estamos a falar dos criadores dos diários artísticos ou visuais.
Não se sabe como começou este movimento. A verdade é que os diários sempre existiram, um dos mais antigos tem 4.500 anos! No entanto, estes eram usados como meros documentos de registo: o diário de um navio, de uma igreja, de uma companhia, etc. Só muito recentemente (cerca de 300 anos?) é que começaram a aparecer relatos pessoais. Mas a ideia de transformar um diário pessoal numa obra de arte provavelmente começou com uma figura enigmática, de nome Charles Dellschau (segunda imagem): morreu em 1920 e o seu estranho e fantástico diário foi encontrado num sótão 70, anos depois (a história deste homem e do próprio diário mereciam um post bem interessante para o nosso blog!).
Mas é nos anos sessenta que se criou um movimento relacionado com diários visuais. Estávamos na era dos experimentalismos e da construção da nossa própria personalidade. Porém, foram os mundos da Psicologia e Psiquiatria que deram um empurrão bem forte a esta nova forma de arte: depressa se concluiu que quem construía diários pessoais apresentava níveis mais baixos de stress e, inclusivamente, tinha mais resistência a problemas como a raiva ou a depressão. Assim, muitos psiquiatras aconselhavam os seus pacientes a serem “artísticos”, de forma a focarem-se nos momentos belos da vida.
Quem começa a fazer um diário visual, nunca mais largará este “vício”: em primeiro lugar, sabe tão bem criarmos algo belo com as nossas próprias mãos. Em segundo lugar, nada como descobrirmos o nosso lado criativo, algo que, muitas vezes, nem sequer pensávamos ter. É que no mundo dos diários visuais, tudo é permitido: colagens, fotos, embalagens de chicletes, panos, jornais, flores secas… Por outro lado, esta arte aumenta a nossa perceção de que o mundo está cheio de coisas fascinantes, felizes, coloridas e mágicas. São muito raros os diários visuais que se focam no sentimento negativo. Muitos são os criadores que confessaram em entrevistas que começaram por elaborar cadernos artísticos como forma de descarregar a dor e a raiva, mas os seguintes passaram gradualmente a ser cada vez mais leves e luminosos.
E tudo fascina: uma folha caída, um gato brincando, uma lista de tarefas, um pedaço de renda, os mecanismos de um relógio…
E se vocês acham que esta é uma arte feminina, não podem estar mais enganados: o movimento art journal ou beautiful chaos está carregadíssimo de homens e rapazes adolescentes. É, para todos os efeitos, uma arte unissexo, e plataformas como a flickr, tumblr ou youtube, estão cheias de fotos, tutoriais, sugestões, partilha de ideias… Eis um lado bem luminoso e feliz, no mundo da internet.
Para homenagear todos estes artistas, a nossa equipa elaborou um vídeo, com o objetivo de mostrar a vocês, leitores, a espantosa beleza e chama que os humanos ainda carregam dentro deles, uma chama que nem as máquinas nem a dor conseguiram destruir.
Um festim para os olhos!

Vídeo: Diários artísticos e transformação de livros

Imagens retiradas daqui e daqui

segunda-feira, janeiro 14, 2019

O sonho de qualquer amante de livros

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Já esteve muito mais perto a profecia de que o livro físico iria desaparecer, graças aos livros digitais (ebooks, como se chamam). Com efeito, houve uns aninhos em que estes eram comprados como pãezinhos quentes, ao passo que os físicos acumulavam pó nas prateleiras das livrarias.

No entanto, os mais velhos estão a rir-se neste momento: quando a companhia Amazon começou a vender kindles, toda a gente queria um e, durante um certo tempo, as livrarias físicas sofreram as passas do Algarve. Porém, assim que a novidade acabou, a queda da compra deste produto foi abrupta... E voltámos ao velhinho livro de capa dura ou mole. Como o jornal online The Guardian bem o diz, Os livros estão de volta: só os maluquinhos da electrónica é que achavam que iriam desaparecer. (leia o artigo aqui ) .  Perante o espanto de todos, a Amazon decidiu fazer o contrário: comprou uma livraria física. E as vendas começaram a subir...

Não, nós não somos suspeitos: há imensas vantagens no livro digital, e podemos mencionar algumas delas: para já, estes nunca irão parar à “guilhotina” (livros destruídos, quando não se vendem); nunca se esgotam; se wps6B98.tmphouver um incêndio na nossa casa, a nossa biblioteca está toda salva numa chapa; podemos modificar o tamanho da letra, o que é excelente para o leitor que sofre de problemas de vista ou está mesmo quase a cegar (há tablets que já têm um aplicativo “audio” para quem já estiver mesmo cego!); tornam-se obviamente muito baratos, pois os custos da publicação de um livro diminuem consideravelmente; podem ser comprados à distância de um simples clic, já não há a preocupação de que uma obra “não esteja à venda” no nosso país; por fim, são excelentes para quem anda “com a casa às costas”.

No entanto, faltou sempre qualquer coisa... Falta a beleza deslumbrante de uma capa, o cheiro do papel novo, o prazer de nos sentarmos à sombra de uma árvore, sem nos preocuparmos se a bateria está a esgotar ou não. Enfim, o prazer da privacidade, do silêncio, de estarmos sozinhos. Como este artigo bem afirma, as pessoas querem uma pausa para poderem estar longe do maldito écrã. Com efeito, o deslumbramento bimbo e subserviente que a geração dos anos 90 sentia pelas tecnologias já não se traduz nos tempos de hoje, muito pelo contrário!: ela é vista como sendo cada vez mais uma ameaça à nossa segurança e privacidade, e já começa a cansar ficar tudo registado num server qualquer, nem que seja a compra de um mundano par de peúgas!

O que falhou, então? Voltemos ao artigo: as pessoas esqueceram-se da diferença entre novidade e valor. Esqueceram-se do fator humano, esqueceram-se que um livro não é só um suporte físico que traz qualquer coisa. É também ele uma obra de arte. Oh, sim, os olhos compram...

Ora, publicadoras como a polaca Kurtiak and Ley nunca na vida se preocuparam com os livros digitais, e tal se deve ao facto de que esta companhia – que não tem feito outra coisa senão ganhar prémios atrás de prémios – satisfaz um público bem diferente do comum: desde 1989, a sua especialidade consiste em criar livros únicos e personalizados, feitos e pintados à mão. Em ocasiões especiais, edita uma obra num número muito muito limitado, e assim que a 1ª edição se esgota, acabou-se. Isto quer dizer que os afortunados que tiverem dinheiro e bom gosto para comprar uma destas obras de arte, enriquecerá de ano para ano, pois estas edições valerão ouro no futuro!

Kurtiak and Ley são o sonho de qualquer amante de livros: eles transformam este objeto numa extraordinária obra de arte. Sabemos que são caríssimos mas, se vocês virem o vídeo abaixo indicado, o dinheiro é sem dúvida bem gasto. Afinal, a verdadeira arte não vive apenas nos museus. Pode ser encontrada numa rua, numa parede, numa árvore...

E numa estante.

Vídeo de promoção da companhia Kurtiak and Ley (site oficial do youtube)

Imagens retiradas do site oficial

terça-feira, janeiro 08, 2019

Livro da Semana A Lisboa de Miguel Cervantes – editado por Maria Fernanda de Abreu


wpsE875.tmp Se proferirmos o nome “Miguel Cervantes”, serão poucas as pessoas que, hoje em dia, saberão quem é ou era. Provavelmente irão dizer disparates do estilo “é futebolista” ou “é um político”. No entanto, se dissermos logo a seguir “D. Quixote”, serão muitos aqueles que imediatamente se lembrarão de um homem franzino a lutar contra moinhos. Pois é: esta personagem – juntamente com o seu fiel amigo Sancho Pança – tornou-se um símbolo do sonho vs realidade, a coragem vs pragmatismo, a aventura vs a rotina. E de tal forma marcou a cultura Ocidental que, ainda hoje, muitas personagens atuais ainda são criadas com base nesta dicotomia. O último caso é o do visionário Homem de Ferro vs o pragmático Capitão América.
No entanto, Miguel de Cervantes não se ficou por esta obra-prima. Na verdade, até ao fim da vida, escreveu. E os paralelismos entre Camões e este grande autor espanhol são extraordinários: ambos participaram em batalhas, ambos conheceram o mundo, ambos tinham uma mente muito aberta, ambos eram génios, ambos passaram por imensas dificuldades económicas até morrerem e ambos sobreviveram muitas vezes graças à arte da escrita.
Ora, uma das últimas obras – senão mesmo a última – que Cervantes escreveu tinha o título de Los trabajos de Persiles y Sigismunda - Historia Setentrional. No entanto, a editora Colibri, para comemorar os 400 anos da 1ª edição deste pequenino livrinho, deu-lhe o nome moderno de A Lisboa de Miguel Cervantes. E temos que admitir: no século XXI, este é um título bem mais chamativo do que o original. Já praticamente ninguém se chama Persiles ou Sigismunda. Graças a Deus, pobres criancinhas...
Eis uma descrição dos lisboetas, vista pelos olhos de uma das personagens: Aqui o amor e a honestidade dão-se as mãos e passeiam juntos, a cortesia não deixa a arrogância chegar-se a ela e a bravura não consente que dela se aproxime a covardia. Todos os seus habitantes são agradáveis, são corteses, são liberais, e são enamorados, por que são discretos. Claramente Lisboa ainda não tinha senhorios a expulsar os velhinhos das suas casas, não existiam hostels e a capital ainda não era um parque de estacionamento a céu aberto.
Ironicamente, a cidade não é grande estrela deste livro: Manuel de Sousa Coutinho (sim!, o Frei Luís de Sousa!) e uma família de “bárbaros,” vindos da Europa Setentrional, são as figuras mais importantes desta obra, assim como a gentileza e piedade dos lisboetas. Na verdade, pouco se fala desta capital... Apesar de tudo, vale a pena ler esta pequenina história, que se divide em três partes. É um documento histórico interessante e, para quem está a aprender Castelhano, esta edição é bilingue.
Este livrinho foi-nos oferecido pela Doutora Maria Fernanda de Abreu (que linda dedicatória, obrigado!), que editou, prefaciou e organizou esta homenagem. A dedicatória também revela o agradecimento do ilustrador Nuno Abreu. Para quem não sabe, esta professora é a maior - como diz o povo - “entendida” na vida e obra do grande Cervantes! COM EFEITO, É UMA GRANDE CERVANTISTA RECONHECIDA INTERNACIONALMENTE. Por isso mesmo, a equipa da nossa biblioteca sentiu-se muito comovida com a sua oferta.
Lê-se em meia hora, podemos garantir-vos!

segunda-feira, janeiro 07, 2019

Estante do mês: Mãos à obra!


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É verdade que essa ideia chamada “novo ano” nada mais é do que uma construção social. Afinal, os nossos antepassados muito distantes celebravam o começo do mesmo no início da Primavera, em vez de o festejarem no Inverno. No entanto, estas datas ritualísticas produzem sempre um impacto psicológico na mente de todos ou quase todos. Sejamos honestos: quem é que nunca fez uma lista de “resoluções” ou “projetos”? Quem é que nunca teve um ataque de fúria e decidiu deitar para o lixo tudo o que era velho e usado? É para isso que estas datas servem: para reorganizarmos as nossas vidas, livrarmo-nos de medos, fazermos as pazes com alguém, resolvermos uma situação financeira ou cumprirmos, de uma vez por todas, projetos que deixámos sempre para trás.
Por isso mesmo, esta estante do mês é muito simbólica: este é o momento certo para arregaçarmos as mangas e fazermos algo de criativo, belo ou simplesmente prático e agradável. Tudo começa com as mãos: a escrita, a arte, um poema, um móvel, um olá ou um adeus. Janeiro é o mês mais frio, é certo, mas – no mundo ocidental - é também o mês dos recomeços. Além disso – e por estar tanto frio – nada como recolhermo-nos nas nossas casas e, no aconchego do lar, criarmos algo com as nossas próprias mãos. Algo que não precisámos de comprar, algo que é único, que mais ninguém no planeta tem. Porque mesmo seguindo as orientações de alguém, há sempre um toquezito personalizado – que é só nosso – que é colocado numa manta, numa cómoda, numa estante, num boneco, numa joia, num cartoon.
Eis aqui as sugestões que a nossa biblioteca oferece.
Bom ano 2019!
Imagem retirada daqui .








quinta-feira, dezembro 13, 2018

Montra do mês de Dezembro

NOVOS  livros para devorar nas férias!
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E pronto, cá estamos nós a caminho de um Natal novo e de um ano novo. Meu Deus, como o tempo passa tão depressa… Até parece que foi ontem que começaram as aulas. Mas o frio já começa a apertar, a lareira já está a fumegar, a conta da luz já está a disparar e já se sente o cheirinho do bacalhau cozido e do bolo-rei.
É nestes dias de alguma pausa na escola que surge a vontade de nos sentarmos ao borralho, folhearmos um livro e fugirmos para o reino da imaginação. Porque os livros são viagens onde não se paga bilhete, não há bagagem, não há bichas e não há horários.
Por isso mesmo, aqui fica a lista de obras adquiridas na última feira do livro, quer para a EB2,3 de Vila Nova de São Bento quer para a Escola Secundária de Serpa. Muitos foram pedidos pelos alunos que a visitaram e também por alguns professores e funcionários. Um deles, A Pirata, de Luísa Costa Gomes, estava sempre esgotado mas desta vez é que foi!
Vejam e – caso um deles vos dê alguma curiosidade – passem pela nossa biblioteca. Vamos levar sonhos para casa, que bem estamos a precisar deles!




terça-feira, dezembro 11, 2018

Livro da Semana

O livro dos cansaços, Licínia Quitério

wps3357.tmpEm tempos que já lá vão; no tempo em que uma ferida num dente equivalia à morte; no tempo em que “fazer amor” era sinónimo de “salvar a nossa tribo”; no tempo em que a família era tudo, e os lobos e os tigres espreitavam as nossas casas, farejando a criança tenra; no tempo em que o Homem-bicho valia tanto como uma lebre na serra e negociava a sua vida com os anjos e os demónios, taco a taco, como se o mundo fosse uma feira local... Foi nesse tempo que nasceu a Poesia.

Não, não se recitava, cantava-se. Canto I, Canto II, Lusíadas, Homero. Oráculo de Delfos, ladainhas da avó, cantigas a Santa Bárbara, serenatas à janela. Os deuses gostam da Música, que é a matemática do universo, a voz do Cosmos, a Alma Humana.

Depois vieram as máquinas e a Vida calou-se. Hoje não falamos, twitamos. As serenatas são hoje beats, o mistério já foi descoberto, a avó está longe “na terra”, a morrer sozinha. Resta-nos a chapa cheia de luzinhas brilhantes e barulhinhos engraçados. Morremos sentados. E mudos.

E, no entanto, este futuro já tinha sido profetizado por Marguerite Duras. Foi numa entrevista em 1985 (podem lê-la e ouvi-la aqui ). Acertou em tudo. Mas deixou sempre a esperança:

Um homem, um dia, lerá, e daí tudo recomeçará.

É tudo uma questão de tempo. Nós somos a geração que planta as sementes e guarda o conhecimento. Seremos necessários, no futuro. Por isso, as vozes humanas, que teimam ainda em cantar e fazer a diferença, surpreendem-nos quando estamos em estados de sonolência e brotam dos lados que menos esperamos.

wps3358.tmpLicínia Quitério é o exemplo perfeito desta “surpresa das palavras”: numa rede social chamada facebook, onde as pessoas gostam de ser vaidosas e de mostrar as suas vidas pessoais, foi neste lugar que se criou um grupo de amigos fieis, todos juntos à volta desta poetisa única, original, délfica. Fez-se sozinha: sem publicidade, sem ajuda de editoras, sem cunhas, sem amigos poderosos, sem prémios especiais. Foi cantando, calmamente, harmoniosamente. E o grupo foi crescendo, e o “passa a palavra” fluiu.

Não é só de prosa que o mundo da Literatura vive: a poesia, hoje, pode estar dormente, amorrinhada, esquecida. Mas ainda vive.

Foi - e será sempre - a Voz Humana no estado mais puro.

Neste tempo das mulheres – poema recitado pela própria

sábado, dezembro 01, 2018

EBOOK: Catálogo dos livros expostos na Feira do Livro


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E pronto! Como tínhamos prometido, vai abrir a Feira do Livro, que terá lugar no espaço da biblioteca escolar da Escola Secundária de Serpa, a partir da segunda-feira até quarta.
Como é da praxe, há um pouco de tudo, é pró menino e prá menina. Gostam de romances de amor? Temos. Gostam de literatura séria, dos grandes clássicos? Temos. Gostam de livros de culinária? Temos. Gostam de romances policiais? Temos. Gostam de romances históricos? Temos. Gostam de livros de auto-ajuda? Temos. Gostam de livros dedicados à Ciência? Temos. Querem motivar os mais jovens para a leitura? Temos. Querem livros contemplados na disciplina de Português? Temos.
Deixamos aqui um ebook com as fotos de quase todos os livros que vieram em quatro caixas, cheias de promessas de boas horas passadas.
Visitem-nos!!






EBOOK: Atenção, professores de Filosofia!


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Já é do conhecimento de muitos o esforço da nossa equipa da biblioteca e centro de recursos em divulgar à comunidade escolar (quase) toda a coleção de que dispomos na Escola Secundária de Serpa. O trabalho é árduo, moroso mas vale a pena. Agora – e através do nosso blog - os docentes, alunos, pais e funcionários podem procurar por materiais de apoio, de investigação ou até mesmo de prazer, no conforto da sua casa. É que o livro que tanto desejamos pode estar a dois passos da sala de professores!
Desta vez, este ebook é dedicado à disciplina de Filosofia.
Todas as sugestões e  opiniões serão muito bem-vindas, por isso não hesitem em contactar-nos!

Fica aqui o  ebook:

sexta-feira, novembro 23, 2018

EBOOK: Atenção, professores de História do 3º ciclo! (Parte I)


Estavam bem escondidinhos no canto da biblioteca, e quase ninguém dava por eles. O que é uma pena: Na Crista da Onda foi uma excelente coleção que foi imaginada, criada e divulgada pela já extinta Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses. Deixaram, no entanto, este legado maravilhoso: um conjunto muito bem imaginado e divertido – criado de wps7512.tmppropósito para alunos dos 2º e 3º ciclos – com o objetivo de motivar os miúdos a descobrir historietas, pessoas e factos importantes, através de uma leitura que, em muitos casos, não dura mais do que uma meia hora!
Estes livrinhos podem ser inclusivamente excelentes para apresentação de trabalhos, aprofundamento da matéria ou até servirem como leitura e trabalho a pares na sala de aula! São ótimos para aquelas turmas que não gostam nem de ler nem de aprender. Por isso, aqui fica um ebook para todos os nossos colegas da disciplina de História se inspirarem. Infelizmente, não temos a coleção completa (já nem está à venda!). Porém, o que temos é bastante para qualquer aluno ou professor fazer um brilharete na sala de aula.

Vejam e divulguem!

quinta-feira, novembro 22, 2018

EBOOK: Montra do mês de Novembro - Terra, o meu planeta


Como toda a gente já deve ter reparado em vários lugares da escola, a nossa equipa tem andado a publicitar os livros escolhidos para a montra deste mês. Desta vez, publicámos um livro digital, de forma a que todos, no conforto do seu lar, possam dar uma espreitadela em publicações que lhes possam ser muito úteis.
Voltamos a dizê-lo: estas edições são fáceis de ler, muito práticas, objetivas e várias contêm imagens e fotos lindíssimas. Não acreditam? Então, vejam!

terça-feira, novembro 20, 2018

Livro(s) da Semana Coleção Guia do Pequeno Ecologista



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Já tínhamos anunciado à nossa escola que a nova montra do mês era completamente dedicada ao mundo natural, para além de – desta vez – oferecer aos curiosos uma mesa extra: agora que já conheces as maravilhas deste planeta, o que fazer para as preservar? Assim, uma estante terá como objetivo revelar a beleza dos mundos terrestres, aquáticos e aéreos, enquanto que a outra nos ensina ideias muito práticas e concretas que nos ajudarão a diminuir a nossa pegada ecológica.
wpsCF32.tmpÉ precisamente tendo em conta o tema deste mês, que escolhemos 5 livritos maravilhosos, que se lêem em três tempos, para além de serem um manjar para os olhos. Feitos de propósito para crianças e adolescentes que querem aprender mais sobre o mundo à sua volta, são obrazinhas de bolso que se folheiam muito rapidamente, ajudando-os também a reconhecer espécies, os seus climas e as suas dietas. São excelentes para quem não tem muita paciência para ler, mas está muito ligado ao mundo visual e adora perder-se por entre os caminhos de uma serra!
Por isso mesmo, o objetivo do “livro da semana” não consiste apenas em divulgar literatura. Consiste em mostrar que este objecto mágico é uma porta para o conhecimento – não importa qual –e, acima de tudo, pode ser também um prazer para a nossa alma.
Esperemos que estas duas imagens que vos mostramos tenham aguçado o apetite. Reservem, não se irão arrepender!