terça-feira, dezembro 06, 2011

Muito cuidado com estes novos “jornalistas”

 

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No final do mês passado, o canal de televisão CNN despediu cerca de 50 jornalistas e correspondentes profissionais porque, segundo o mesmo, a chegada da internet e das notícias fresquinhas, captadas por amadores entusiastas, tornou este grande número de repórteres “irrelevante”. Como resultado, Stephen Colbert (imagem em baixo), um dos maiores comediantes americanos do momento, arrasou a CNN e profetizou

segunda-feira, dezembro 05, 2011

Livro da semana

 

Abraço, de José Luís Peixoto

Desta vez vamos fazer uma coisa diferente: vamos deixar o livro respirar e vamos deixar aqui uma pequena amostra das mil e uma recordações da sua infância. Esta foi dedicada ao seu pai e à sua carpintaria.

Porque há livros que dispensam outras palavras.

A mão que me fez

Uma tanganhada. Muitas vezes vi o meu pai estender a mão direita para crianças, até para mim quando era pequeno, e dizer: dá cá uma tanganhada. Havia umclip_image002 compasso em que as crianças se surpreendiam em silêncio, ficavam a olhar e, depois, devagar, estendiam-lhe também a mão.

Eu tinha três ou quatro anos quando, em horas paradas da tarde, uma mulher aflita atravessou as ruas da vila e o nosso quintal para dar a notícia que o meu pai tinha tido um acidente, uma máquina tinha-lhe arrancado a mão direita. A minha mãe não conseguia respirar. A mensageira era capaz de traçar com o dedo a linha na zona do pulso onde a lâmina lhe tinha acertado.

As máquinas da carpintaria do meu pai eram feitas do mesmo sonho que o levou a tentar terminar por correspondência um curso de desenho técnico. Essa força fazia parte da sua natureza e, quando se mostrava, era como um balão. Levantava um voo ligeiro, tranquilo, como se planasse sobre os campos. Eram imensas as paisagens que víamos através dos olhos do meu pai a sonhar, eram sem fim os horizontes que a sua vontade erguia. À hora de jantar, a minha mãe receava a realidade e tentava abrandar-lhe o optimismo, mas nunca conseguia completamente. O meu pai sonhava há muitos anos. Como prova, havia o livro que guardava desde rapaz em que se ensinava a fazer sabão e havia a história muito repetida da invenção que idealizara com o irmão mais velho: fazer gasolina a partir de cascas de laranja.

No pátio da carpintaria do meu pai, havia o barulho de máquinas. Havia a serra alta que atravessava troncos presos a um pequeno vagão que deslizava sobre carris. Havia motosserras com correntes de lâminas que, em certas ocasiões, se rebentavam e saltavam desgovernadas. No interior da carpintaria, havia mais máquinas. A rotação das suas lâminas hipnotizava. Eram máquinas que, ao atravessarem ripas, gritavam sons nasais. Lançavam jorros de maravalhas e um nevoeiro de serradura que enchia toda a carpintaria, que se respirava. Foi numa dessas máquinas que o meu pai teve o acidente.

Nessa tarde, a minha mãe esteve mais de duas horas submersa em angústia, a imaginar imagens de clip_image004sangue, até ligarem do hospital para o telefone da vizinha e se saber que não tinha sido assim. O meu pai tinha tido um acidente com uma máquina, tinha sido grave, mas não tinha perdido a mão e havia esperança de que pudesse voltar a usá-la.

Afinal, a lâmina não lhe tinha cortado o pulso, mas sim a palma da mão e a cabeça de alguns dedos. Depois de tirar as ligaduras, a mão foi cicatrizando. Havia um aparelho feito de alumínio e molas, com partes em cabedal para prender o antebraço e os dedos. Esse aparelho servia para recuperar um pouco da forma da mão. Forçava os tendões, era doloroso. Anos depois, quando eu o encontrava abandonado dentro de algum armário, brincava com ele. Parecia a mão de um robot.

O meu pai e os homens que trabalhavam com ele na carpintaria aleijavam as mãos a cada passo. Nenhum se queixava demasiado quando entalava os dedos entre chapas de madeira ou quando lhes acertava com uma martelada e ficava com as unhas negras, sangue pisado. Era incontável o número de lascas de madeiras que se espetavam nas suas mãos ou a quantidade de vezes que os formões ou os serrotes deslizavam e lhes faziam cortes até ao osso. Se não bastasse soprar ou enrolar a mão num lenço de assoar, havia um armário branco, coberto de pó, entre calendários de mulheres nuas, 1979, 1985, 1982, onde havia álcool e, às vezes, algodão.

Numa ocasião em que estavam a descarregar pinheiros no pátio, houve um tronco que esmagou o mão de um homem. A aliança de casado cortou-lhe o dedo. Foi o meu pai que o recolheu num frasco e que conduziu o homem até ao hospital. Contava sempre essa história como justificação para não usar aliança.

O meu pai conseguia segurar em tudo, fazer tudo, mas o corte enrolou-lhe a mão direita, encaracolou-lhe os dedos e nunca conseguia abri-la completamente. As unhas cresciam à volta da cabeça dos dedos mindinho, anelar e médio, que eram menores do que o seu tamanho natural. Era essa mão, de pele grossa e áspera, que o meu pai usava para fazer acções melindrosas, pentear as sobrancelhas, contar moedas. Era essa mão que usava para fazer festas no rosto terno das netas. Era essa mão que me dava quando íamos à cidade, passeávamos juntos e acreditávamos que o tempo não tinha fim.

José Luís Peixoto, in Abraço (Quetzal, Outubro 2011)

Imagem do escritor retirada de:

http://armonte.wordpress.com/category/livro/

domingo, dezembro 04, 2011

Bibliomúsica - Trolle Siebenhaar e Zola Jesus

 

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Os nomes deste grupo e desta compositora são estranhos para os nossos ouvidos, mas a música é do mais interessante que, neste momento, existe. No primeiro caso, há qualquer coisa de jazz, de Portishead e lounge, tudo misturado num caldo bem-disposto e relaxante. No segundo caso, temos uma cantora e compositora com um tom de voz muito particular e um som muito indie, que deixa uma marca particular nos nossos ouvidos. Para quem gosta de sons tipo Joy Division; Lydia Lunch ou Bauhaus, Zola Jesus é uma boa referência para quem ainda não a conhece.

São novidades pouco conhecidas porque nenhum destes honrados senhores é grande fã da atual indústria de música, um monstro que atualmente só está interessado em fazer dinheiro. Goste-se ou não, têm qualquer coisa de diferente e de novo e, por isso, o nosso blog decidiu prestar-lhes uma pequena homenagem.

Sweet Dogs – Trolle Siebenhaar

 

Zola Jesus – Somebody to Love

sábado, dezembro 03, 2011

Estante do mês – Religião e Moral

 

Uma vez que o Natal está à porta, esta é uma boa ocasião para nos debruçarmos sobre as clip_image002religiões e várias fés que existem neste planeta. E na nossa biblioteca não faltam livros e videos relacionados com este tema: desde o Xamanismo ao estudo do Budismo; desde o Islamismo ao Judaísmo; desde o Hinduísmo aos deuses africanos; desde o Panteísmo ao Deísmo; desde o Ateísmo às grandes discussões morais e éticas da Humanidade; enfim, não nos falta nada.

Já agora, e a título de curiosidade: sabem quantas religiões existem atualmente no nosso planeta? Há 22 religiões “maiores” que se encontram de boa saúde, mas pensa-se que haja mais de 60, sem falarmos das mais de 100 fés que são consideradas “seitas”, e não “religiões”.

Para saberes mais… aqui:

Imagem retirada daqui

sexta-feira, dezembro 02, 2011

Foi inventada a melodia mais relaxante de sempre!!!!

 

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Ou pelo menos é isso que uma equipa de terapeutas jura a pés juntos: terapeutas da Academia Britânica da Terapia do Som (é verdade, isto existe mesmo), juntaram-se a uma banda musical – Marconi Union – para criar uma melodia que produzisse um estado de calma e paz absolutas.

A “cantiga de ninar” foi dada a conhecer a 40 mulheres, e os resultados foram, no mínimo, intrigantes: a música (que pode ser ouvida aqui )revelou ser 11% mais relaxante do que Enya, Coldplay ou até mesmo… Mozart.

Mas voltemos ao início da história. Toda a gente sabe que a música produz todo o tipo de emoções num ser humano. Sabe-se, por exemplo, que o reggae – que tem raízes sagradas – imita a batida do coração e, por isso mesmo, produz uma sensação de bem-estar e de boa disposição. Os Mantras, por outro lado, criam em nós um estado mental alterado, como se estivéssemos a ser semi hipnotizados. Já o Heavy Metal faz com que as térmitas de uma casa comam com quatro vezes mais voracidade do que comeriam num ambiente cercado de sons quotidianos, e geram euforia nos seres humanos. Mas será possível, através de todos estes dados recolhidos ao longo dos tempos, criar uma espécie de “prozac” musical?

Antes destas 40 mulheres escutarem Weightless – a “cantiga de ninar” clip_image004milagrosa – foram submetidas a atividades que provocassem stress como, por exemplo, acabar um puzzle difícil num curtíssimo prazo, com o cronómetro a fixar cada segundo e a emitir sons irritantes, sempre que o tempo terminava. De seguida, foram apresentadas a estas cobaias várias melodias de vários autores, desde Coldplay até Enya, desde All Saints até Mozart. E o resultado foi aquele que nós já mencionámos: Weightless foi 11% mais relaxante do que Mozart!

Claro que estes resultados não são para ser levados a sério: para já, a terapia de som ainda é bastante contestada - e até ridicularizada – entre o mundo da Ciência Ortodoxa. Para todos os efeitos, encontra-se ao nível de uma Aromaterapia ou de uma Cronoterapia. Pegar em “lugares comuns” e fazer uma mistela de sons relaxantes não é propriamente Ciência. Em segundo lugar, o gosto varia de pessoa para pessoa. Há quem adore Enya e há quem não tenha paciência nenhuma para aturar as suas melopeias já lambidas e relambidas (no meu caso, depende do álbum). Por fim, a própria disposição das músicas pode determinar o relaxamento: se Mozart foi apresentado antes de Weightless, isto pode ter feito com que estas mulheres já se encontrassem suficientemente relaxadas para acolherem de braços abertos este prozac musical.

Ironia das ironias, as cobaias que até agora melhor comprovaram os benefícios de uma determinada melodia foram… os legumes e as vacas. É verdade!! Sabiam, por exemplo, que os tomates adoram Vivaldi e as vacas veneram Mozart?? Se querem que estas últimas produzam bom leite, e se querem que os vossos espinafres cresçam depressa a fortes, toquem música clássica na vossa quinta. Já o jazz faz mirrar as cebolas…

Moral da história: até pode existir um fundo de verdade nesta história toda. Mas ainda é cedo para cantar vitória. Muito, muito cedo.

Artigo completo aqui .

Imagens retiradas de: 1   e    2

quinta-feira, dezembro 01, 2011

Hoje é o dia mundial da luta contra a SIDA

 

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Streets of Philadelphia/Ruas de Filadélfia

 

Eu sentia-me machucado e agredido

Eu não podia dizer o que sentia,

Eu estava irreconhecível até para mim mesmo.

Eu vi meu reflexo numa janela

E não sabia que era o meu próprio rosto

Oh irmão, vais deixar-me aqui enfraquecido

Nas ruas da Filadélfia?

 

Eu andei pela avenida até as minhas pernas se parecerem com pedras,

Eu ouvi as vozes de amigos desaparecidos e idos.

À noite eu podia ouvir o sangue nas minhas veias

Tão negro e sussurrando,

Como a chuva

Nas ruas da Filadélfia.

 

Nenhum anjo irá saudar-me,

Somos só tu e eu, meu amigo.

E as minhas roupas já não me servem,

Eu andei mil milhas

Só para fugir da minha pele.

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A noite está a cair,

Eu estou deitado e acordado.

Vou desaparecendo pouco a pouco.

Por isso,

Recebe-me, meu irmão, com o teu beijo infiel

Ou deixemos de nos ver

Nas ruas da Filadélfia.

 

Poema de Bruce Springsteen

Streets of Philadelphia (traduzido)

Imagens retiradas de:  1   e   2

quarta-feira, novembro 30, 2011

Lição de Vida – O frio já começou

 

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Manhã de Inverno

Coroada de névoas, surge a aurora
Por detrás das montanhas do oriente;
Vê-se um resto de sono e de preguiça,
Nos olhos da fantástica indolente.


Névoas enchem de um lado e de outro os morros
Tristes como sinceras sepulturas,
Essas que têm por simples ornamento
Puras capelas, lágrimas mais puras.


A custo rompe o sol; a custo invade
O espaço todo branco; e a luz brilhante
Fulge através do espesso nevoeiro,
Como através de um véu fulge o diamante.

Vento frio, mas brando, agita as folhas 
Das laranjeiras húmidas da chuva; 
Erma de flores, curva a planta o colo                                                   
E o chão recebe o pranto da viúva. 

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Gelo não cobre o dorso das montanhas,
Nem enche as folhas trêmulas a neve;
Galhardo moço, o inverno deste clima
Na verde palma a sua história escreve.


Pouco a pouco, dissipam-se no espaço
As névoas da manhã; já pelos montes
Vão subindo as que encheram todo o vale;
Já se vão descobrindo os horizontes.


Sobe de todo o pano; eis aparece
Da natureza o esplêndido cenário;
Tudo ali preparou co’os sábios olhos
A suprema ciência do empresário.

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Canta a orquestra dos pássaros no mato
A sinfonia alpestre, — a voz serena
Acorda os ecos tímidos do vale;
E a divina comédia invade a cena.

 

Machado de Assis, in 'Falenas'

Imagens retiradas de:  1     e       2

terça-feira, novembro 29, 2011

Livro Da Semana

 

O Espetáculo da Vida, de Richard Dawkins

Vivemos num mundo onde o código genético é uma realidade; onde as viagens clip_image001espaciais já são o “pão nosso de cada dia”; onde cientistas já conseguem fazer crescer ossos, graças à descoberta das células estaminais; vivemos num mundo onde já foi clonado um ser vivo; onde a informação e o saber estão ao alcance de qualquer ser humano (ou quase todos); onde os direitos humanos e os dos animais são cada vez mais uma realidade inquestionável; onde a vida de um ser humano já pode chegar quase aos 100 anos. Sim, este é um mundo de progresso, de ciência, de civilização.

E no entanto…

E no entanto, mais de 50% da humanidade ainda acredita que o mundo foi construído em apenas seis dias, cristãos, judeus e muçulmanos incluídos. Para esta gente, a Teoria da Evolução é um insulto a Deus porque, na sua opinião, acaba com a fé no Criador do Universo. Ora, esta ideia não pode ser mais ridícula porque aquilo que interessa à Evolução é saber como é que a Vida – que já cá estava - evoluiu neste planeta, não é saber quem é que a fez. Com efeito, Deus pode muito bem ter concebido Vida através do método evolucionista. E aqui entre nós: se Deus é eterno, para quê a pressa?

clip_image002 Estes fiéis fecham os olhos à realidade e recusam-se terminantemente a aceitar qualquer prova que os cientistas lhes tragam, boicotam sistematicamente as aulas dos professores de Ciências, possuem um rancor profundo à Ciência e tentam à força implementar a tese criacionista (hoje em dia conhecida pelo nome de Design Inteligente) nas escolas de todo o mundo. Até agora não têm tido sorte alguma nos países ocidentais. Mas nada nos diz que um dia eles não consigam finalmente vingar o seu Deus e negar a Verdade às futuras gerações…

Precisamente para evitar esta tragédia, Richard Dawkins, entre muitos outros cientistas de renome, escreveu um livro que explica passo a passo, e de uma forma bastante objetiva e fácil, o que é a Teoria da Evolução, porque recebeu o nome de “Teoria”, por que motivo tantos cientistas e sábios já a aceitam como sendo uma realidade. Por fim, quebra com uma série de mitos e mentiras relacionados com a Evolução. É uma espécie de “guia para totós”, e eu incluo-me neste grupo. E, por isso mesmo, é um prazer lê-lo e devorá-lo em poucos dias.

Polémico, brilhante e provocador, Richard Dawkins no seu melhor.

O Génio de Charles Darwin (Legendado), parte I

domingo, novembro 27, 2011

Ah, Fadista!!!!

 

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No passado dia 10 de Novembro (noite de S. Martinho), as turmas A e C do 11ºano, dinamizaram uma iniciativa aberta à comunidade, que contou com um jantar e um espetáculo de modas e fados (pelo grupo Ecos do Enxoé).

A iniciativa teve a participação do nosso ex-colega de Pias, Jorge Rocha, que manifestou o seu agrado com a declamação de um poema dedicado ao aluno responsável pela confeção do jantar, Rafael Palma. O público divertiu-se bastante, cantou, aplaudiu e passou um serão esplêndido entre a boa cozinha alentejana e o melhor que a nossa tradição musical oferece às velhas e novas gerações.

Esperemos que este evento se repita e deixamos aqui o dito poema, que tanto furor fez neste jantar e que foi escrito a la minute.

Noite de fados

Gosto de jogar bilhar,

Poker, bisca e sueca

chinquilho, malha, matraquilhos

e ainda sobra tempo para os filhos!

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Gosto de mudar fraldas, dar biberons

de cantigas de adormecer,

e tudo isto sei fazer!

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Assar chouriças, partir nozes e

cantar fado a duas vozes!

Varejar uma nogueira, fazer corte

a uma velha e segredos de boca a orelha!

Ordenhar uma cabra na cortelha

estancar a gota na telha!

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Pôr-te no olhar a centelha,

mas nunca serei capaz de

pentear um careca, cantar em

dias de seca e sobretudo ter

a alma do Rafael da Palma

que com a sua simpleza fez um Doce

da Casa… simplesmente

uma beleza.

Jorge Rocha, 10 de Novembro de 2011, Noite de Fados

 

Fotos e texto da autoria da professora Florbela Martins

sexta-feira, novembro 25, 2011

O(s) Dia(s) Das Bruxas, parte II

 

A profecia, a sibila e a palavra

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No dia 28 de Novembro, numa sexta-feira bem fria, as turmas do 7º A e do 8ºA juntaram-se para assistir a uma sessão de profecias, de sons estranhos vindos do escuro e de leituras de contos mágicos criados por todos os alunos.

Antes de tudo começar, cada um trouxe um pequeno petisco para uma grande mesa cheia de folhas de outono e de morcegos. Durante uma hora, toda a gente conviveu ao som de músicas alusivas ao dia, trocaram ideias e receitas de culinária. Foi uma bela ocasião para professores, alunos e encarregados de educação se conhecerem e, como os brasileiros dizem, “baterem uma prosa”.

Após o jantar de convívio, a comunidade escolar recebeu a visita de uma sibila, uma profetiza vinda do Oráculo de Delfos, na Grécia. Cada um dos alunos e pais escolheu uma carta do Tarot e, para espanto de todos, a vidente profetizou o futuro de cada um dos presentes, para além de comparar cada ser que ali estava a um ser mitológico e mágico. Isto foi motivo para muita galhofa, fascínio e magia. clip_image004

Foi nesta altura que começaram a aparecer coisas muito estranhas: orbes celestiais, espíritos meio formados, sombras um tanto ou quanto assustadoras. Dir-se-ia que uma porta entre os dois mundos- o dos vivos e os dos mortos – tinha sido aberta sabe-se lá por quem. E as fotos assim o comprovam...

No fim, os alunos, juntamente com os convidados, leram os seus contos de terror e do género fantástico para uma audiência irrequieta e bem disposta. Um júri imparcial – composto pelos alunos Ana Borralho, Mariana Neca e Jessica Correia escolheram os grandes vencedores: para a turma 8º A, o prémio foi para o Manuel Ruivo, tendo sido as alunas Catarina Faquinéu e Catarina Silva a arrecadar o galardão para o sétimo ano. Qual foi a recompensa? Um livro, é claro.

Resta-nos agradecer aos professores Nuno Raposo, Cláudia Fava e Lurdes Deodato da turma do Curso Profissional 2D 3D, por nos terem auxiliado na preparação dos sons e das animações. A professora Maria José Correia, diretora de turma do 8º ano colaborou com a biblioteca da escola/PNL na criação de contos de terror ou fantásticos concebidos na sua sala de aula, para além de ter estado também presente nesta festividade. Por fim, um bem-haja ao dito cujo “júri imparcial”, já mencionado, e o aluno Tiago Palma por ter colaborado nesta atividade, ao ler vários contos.

Para o ano há mais!!

quarta-feira, novembro 23, 2011

PASSEIO À CHUVA

 

No âmbito das disciplinas Ordenamento do território e Conservação da Natureza, e acompanhados pelos professores Elizabete Cardoso, Fernanda Silva, Carlos Moreira e Leonor Paiva, os alunos do curso Profissional de Técnico de Gestão do Ambiente da Escola Secundária de Serpa, realizaram uma visita à Serra da Preguiça num dia de chuva intensa!

Aqui ficam o projeto da atividade e um filme realizado com as fotografias tiradas durante a visita.

 

terça-feira, novembro 22, 2011

Hoje é o dia mundial da música

 

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A música está em tudo. Do mundo sai um hino.

A Música é o barulho que pensa.

Vitor Hugo, escritor francês.

Pouco importam as notas na música, o que conta são as sensações produzidas por elas.

Leonid Pervomaisky, escritor russo.

Só há dois tipos de música: a boa e a má.

Louis Armstrong, compositor e cantor de jazz.

A música é a linguagem dos espíritos.

Khalil Gibran, poeta e filósofo libanês.

 

Música da Mesopotâmia

 

Música do Antigo Egito – Reconstrução baseada em pesquisa arqueológica

 

Música do Império Romano

 

Imagem retirada daqui

segunda-feira, novembro 21, 2011

Livro(s) Da Semana

 

As crónicas do gelo e do fogo, de George R.R.Martin

clip_image002 Já toda a gente deve ter ouvido falar da Guerra dos Tronos, mas é possível que muitos pensem que se trata de uma série de televisão e nada mais. Não podem estar mais enganados: As crónicas do gelo e do fogo, que já vão no volume V e terminam no VII, têm sido consideradas, na opinião de muitos, como uma das séries do género da Fantasia mais estupendas que alguma vez na vida foram concebidas.

Antes de torcerem o nariz à simples menção da palavra “fantasia”, convém que vocês reparem em alguns pormenores: o mundo de George R. R. Martin, ao contrário de muitas histórias fofinhas e quiduxas passadas em reinos mágicos, focam o lado mais negro de uma Idade Média imaginária: os reis são tudo menos exemplos a seguir; as princesas e rainhas não são nada purinhas e virgens; os cavaleiros, em vez de serem Aragorns e Harry Potters, são monstros que pilham, matam, violam e se engolem uns aos outros; a religião é motivo de problema e nunca motivo de prazer; o povo não passa de um conjunto de escravos servis, vítimas da fome e da guerra, e constante alvo da ganância e maldade dos senhores das terras; os casamentos não passam de jogos de xadrez, e as famílias reais devoram-se umas às outras. E no meio desta chacina imperdoável, - excetuando os sobreviventes da Casa Real Stark e os soldados desgraçados que vivem nas muralhas, e que tentam defender um mundo em ruínas – ainda ninguém se apercebeu que o Inverno está à porta, irá durar anos intermináveis, e ninguém se preparou para o inferno que aí vem, pois os vários reinos estão todos ocupados a morderem-se e ferirem-se uns aos outros, em vez de tomarem medidas sensatas para a sua sobrevivência.

As crónicas do gelo e do fogo são uma condenação feroz à maldade e estupidez humanas, mas são também um elogio a todos os humanos que, perante a barbaridade a maldade, conseguem, de alguma forma, manter um mínimo de pureza e de honra nos seus corações. É o caso da Casa Real Stark, que irá pagar um preço muito caro por tentar justa e honesta. No entanto, a esperança é a última a morrer: os filhos sobreviverão, separar-se-ão e cada um será uma peça-chave para a o futuro deste mundo imaginário.

Avisamos já que, no início, o leitor vai ter dificuldades em tentar descobrir quem é quem: as personagens são tantas que, por vezes, é necessário ir ao índex e apanhar o fio da meada. No entanto, há já muito, muito tempo que não se via uma saga tão bem escrita e tão profunda.

Ao contrário de muitas editoras, a nossa Saída de Emergência optou por dividir cada volume em dois, precisamente para evitar que o tamanho gigantesco dos mesmos pudesse assustar e afastar potenciais leitores. A nossa escola adquiriu apenas os primeiros três “capítulos”. Porém, se vocês estiverem interessados em continuar a ler a saga (ainda não terminou!!), peçam à biblioteca que compre os próximos.

quinta-feira, novembro 17, 2011

Hoje É O Dia Mundial Do Não Fumador

 

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Até ao Século XVI- Propriedade dos índios. O tabaco era usado para comunicar com os espíritos e para celebrar contratos entre os membros de várias tribos.

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Século XVII- Nasce a indústria do tabaco. Esta espalha-se pelo mundo todo.

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Séculos XVIII e XIX- tabaco é coisa de “machos e cowboys”.

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Séculos XIX e XX- A “fina nata” da sociedade masculina fuma.

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Século XX- O cigarro fica ligado à sedução e à libertação da mulher.

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Século XX- O tabaco passa a estar ligado às artes e aos intelectuais.

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Século XX- O cachimbo fica para sempre ligado às mentes pensantes das universidades de prestígio, aos “senhores doutores”, aos grandes cientistas e escritores.

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Finais do século XX- O tabaco, especialmente o charuto, passa a estar ligado aos empresários corruptos e à gente mal educada, “nova rica”.

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Finais do século XX e século XXI- CANCRO

É INCRÍVEL COMO AS MENTALIDADES MUDAM, NÃO É?

Imagens retiradas de: 1  2    3    4    5    6     7    8     9

O(s) Dia(s) das Bruxas (Halloween), parte I

 

clip_image002 Foram duas semanas de planeamento, contato com os vários departamentos da escola e professores, escolha de materiais, escolha de atividades, várias reuniões e muitas ideias estourando de todos os lados. E foram mais duas semanas de preparação dos materiais, montagem, recolha de folhas secas, ajuda dos alunos, e o estaminé montado para quatro dias de encanto e diversão. O esforço foi muito, nas dores de costas e nas horas extra que foram gastas na biblioteca é melhor nem falarmos.

E, ao fim de tanta dedicação, valeu a pena: a escola adorou, os alunos vibraram, muita gente meteu-se ao barulho e contribuiu, assim, com a sua pequena grande colaboração. Para vos dar a ideia, estiveram comprometidos os departamentos de Línguas, de Matemática e Ciências Experimentais e de Expressões, o Clube de Artes, a turma do curso profissional T.A.2D 3D (realização de filmes de terror e de animação), as turmas do 7º, 8º e 9ºs anos de escolaridade (preparação do material), a turma do curso profissional TOE (montagem e iluminação), para além dos funcionários da escola e alguns alunos terem sido de uma ajuda e apoio sem limites. Em breve publicaremos uma lista de todos os alunos, professores e restante comunidade escolar que colaboraram connosco.

clip_image004 E tudo isto por causa do Plano Nacional de Leitura: à baila do Dia das Bruxas muitas atividades (já anteriormente anunciadas) estiveram relacionadas com o prazer de ler, de escrever e de aprender. Foi montada uma peculiar “toca da bruxa”, cheia de livros ligados ao mundo mágico; foram feitas palestras sobre o mundo mágico de Harry Potter e as suas origens históricas; foi realizada uma festa cheia de fantasmas, cartas de tarot, leitura de contos fantásticos e sibilas; as estrelas e constelações vieram à nossa escola; tudo isto e muito mais.

Este pequeno filme será dedicado desta vez aos “bastidores” da festa. Esperemos que gostem.

quarta-feira, novembro 16, 2011

Concurso NOS@EUROPE

 

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A Universidade de Aveiro, no âmbito das iniciativas do Centro Jacques Delors, desafiou os alunos do ensino secundário e universitário a alvitrar soluções para a crise.

A Escola Secundária de Serpa aceitou o desafio. Mobilizados pela vontade de “dar a volta à crise”, um grupo de alunos e uma professora, arregaçaram as mangas e alimentaram-se durante dias de conhecimento . A equipa, denominada Juntos conseguimos, “bolou”,então, um plano.

Na passada sexta feira, a Sara Valente (10ºA); o André Afonso (11ºA); a Mª Teresa Coelho (12ºC); o Miguel Ramos (12ºB) e a professora Susana Moreira, juntaram-se na biblioteca para testar a sua nutrição em conhecimento: resolver o questionário da 1ª etapa.

Na segunda feira foram divulgados os resultados: esforço bem sucedido. Os dados finais mostram-nos que tivemos os melhores resultados do Alentejo e vamos, portanto, para a etapa seguinte.

A equipa encontra-se muito motivada e já envidou esforços para recolher contributos de toda a comunidade escolar.

http://nos-at-europe.ua.pt/

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terça-feira, novembro 15, 2011

Livro Da Semana

 

Os Aritmetruques Essenciais, de Kjartan Poskitt

Cada vez que se diz ou se ouve falar da palavra “Matemática”, depressa detetamos duas reações no público: ou ódio intenso ou paixão intensa. De facto, este tipo de sabedoria abstrata nunca clip_image002provocou um “meh…”, o que é o mesmo que dizer “não me aquece nem me arrefece”.

Todos nós devemos esta raiva ou este amor à forma como esta disciplina nos foi apresentada nos primeiros anos de escola: tudo irá depender da postura dos pais em relação à Matemática; vai depender do “profe” marado, capaz de comunicar o seu amor pelos números aos alunos; vai depender da importância que a sociedade dá a este tipo de conhecimento; e, por fim, vai depender do muito trabalho e do muito treino por parte do aluno, e sem isso não há génio que nos salve das negativas. A Matemática não é uma disciplina que se aprende nas vésperas para um teste, por isso Portugal tem que valorizar cada vez mais os métodos de estudo e de trabalho dos seus alunos.

Mas uma coisa muitos países possuem em comum: a Matemática é ensinada como sendo uma coisa maçuda, uma espécie de “bicho papão”, acessível às mentes de alguns iluminados. E, no entanto, não estamos mais longe da verdade: os números estão em toda a parte e, acreditem ou não, fazem radicalmente parte das nossas vidas. Tentem passar um dia inteiro sem pensar uma única vez num número, tentem não fazer uma conta, tentem não falar de números em nenhuma das vossas conversas, e depressa descobrirão que, tal como as palavras, os números são uma realidade bem palpável. E não têm que ser necessariamente maçudos.

Precisamente para provar que a Matemática pode ser divertida, a coleção “Cultura Horrível” dedicou algumas das suas edições a esta disciplina, e mostrou que -espanto dos espantos! - é mais fácil e mais acessível do que alguma vez na vida pensámos. Os Aritmetruques essenciais foi concebido para todo o tipo de leitores: os apaixonados e os desinteressados; os motivados e os desmotivados; os que ficaram traumatizados e os outros que ainda guardam saudades desta disciplina; ou seja, foi escrita para os leitores entre os 12 e os 121 anos.

Querem nível 5? Então, leiam e divirtam-se. Quem é que vos disse que aprender é uma seca?

segunda-feira, novembro 14, 2011

Estante Do Mês - Matemática

 

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Como já vem sendo hábito, todos os meses dedicamos uma série de livros a um determinado tema e, desta vez, escolhemos a disciplina de Matemática.

Por que motivo este assunto é sempre visto por todos nós como sendo uma coisa terrivelmente aborrecida? E por que é que tem que ser aborrecida? E, no entanto, os números estão em toda a parte. Caso não tenham reparado, não há conversa alguma no planeta que não mencione uma data, uma quantidade, um pensamento abstrato. E eles estão em toda a parte: nos elevadores, nos carros, nos telemóveis, no nosso frigorífico, no nosso computador, no nosso andar, na nossa bicicleta, nos nossos sapatos, no teto das nossas casas, entre muitos outros exemplos.

Por fim, a linguagem universal, a linguagem do Cosmos, é a Matemática. Por isso, se algum extraterrestre decidir contatar-nos, podem ter a certeza absoluta de que será através de números e não através de uma língua.

Por isso, goste-se ou não, a Matemática é um passaporte para a sabedoria. E impõe muito, muito respeitinho…

Escola Electrão–Switch On

 

Na nossa escola amanhã !!!

ELETRAO_ON2

Notícia obtida AQUI

sábado, novembro 12, 2011

A imaginação dos nossos alunos - IV

 

Conto de terror elaborado pelos alunos Ricardo Silva e Tiago Guerreiro da turma 8º A.

A casa da boneca assombrada

Era uma vez uma menina chamada Miriam Rich, era norte-americana mas tinha nascido em Londres, na Inglaterra. Ela era clip_image001baixinha, bonita e tinha um gosto especial por bonecas.

Certo dia, foi passear ao jardim com a sua mãe, brincou com os seus amigos e deixou uma boneca ao pé do poço. Passou por ali uma menina e levou o brinquedo. Como a Miriam deixara de a ver, pensou que a sua boneca tinha caído para o poço e foi ver. Inclinou-se, inclinou-se cada vez mais para a frente até que veio um homem muito mau que a empurrou!

A mãe procurou-a, procurou-a e não a encontrou, e pensou que ela tivesse ido para casa ou para casa de uma amiga. Voltou para casa muito aflita e não encontrou a sua filha. Porém, encontrou a boneca que Miriam tinha levado para o parque.

Entretanto, Miriam acordou assustada e não percebia onde estava, até que se apercebeu que tinha encarnado no corpo da sua boneca preferida. Havia uma voz que lhe dizia:

-Tens de matar o homem que te matou! Tens de matar o homem que te matou!

E ela perguntava:

-Quem és tu?

-Sou a Alice, a tua boneca, e tu tens de matar o homem que te matou! Ele quer roubar o estudo do teu pai.

-Mas eu não sei quem era aquele homem! Não lhe consegui ver a cara.

O pai de Miriam era um cienclip_image003tista famoso que andava a criar uns óculos que serviam para ver fantasmas e almas penadas que ainda vagueavam pela Terra e não conseguiam fazer a viagem ate ao céu. O seu pai conseguira criar os óculos, por isso Miriam tinha que falar com ele.

Quando ouviu a história pela primeira vez, ouviu-a da boca de pano da boneca. Ao princípio não acreditou. Porém, começou a ficar assustado e, como sabia que a sua filha não mentia, aceitou a verdade.

Ela ficou no laboratório até que apareceu o homem que a matou. Este estranho conseguiu roubar os óculos que o seu pai tinha inventado mas o fantasma de Miriam seguiu-o. Sentindo movimento, pôs os óculos e conseguiu vê-la durante um momento, pois ela desapareceu da sua vista. Só que o espírito tornou a aparecer atrás del, lançou-lhe uma faca e matou-o.

O pai, triste por causa da morte da filha, quis construir uns óculos iguais, mas o fantasma de Miriam escreveu na parede com sangue: “Não se preocupem, queridos pais. Eu vinguei a minha morte e agora vou conseguir viajar para o céu e lá descansar, esperando lá por vós.”

E nessa mesma noite, o pai e a mãe juntaram-se à sua filha no fundo do poço, ou melhor, no Céu, onde viveram felizes para sempre, enquanto o assassino ardia no Inferno!

Imagens retiradas de: 1      e      2

sexta-feira, novembro 11, 2011

A imaginação dos nossos alunos, III

Um conto de terror escrito pelos alunos Marco Batista, Nº9 e Rodrigo Ferreira Nº16, da turma 8º A.

 

A Assassina

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Em Serpa, havia dois grandes amigos: o Marco e o Rodrigo, que tinham 14 anos e gostavam de se divertir no Halloween. No dia 30 de Outubro, como era hábito, já se estavam a preparar para a grande noite de Halloween que iam passar juntos a recolher doces e a pregar partidas. Finalmente, depois do jantar, tinham acabado de encher balões e de preparar as pistolas de água.

A grande noite começou bem, uma vez que a vizinha, a velhinha Gertrudes, tinha comprado muitos doces para eles. Depois de os terem recolhido, e já a caminho de casa, depararam-se com uma casa muito grande, assustadora e vazia, mas Marco e Rodrigo estavam decididos a entrar nela.

Estavam a caminhar na sua direção, quando a velhinha Gertrudes , gritou :

- NÃO ENTREM AÍ!!!!!!!

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Marco e Rodrigo ouviram e decidiram perguntar a razão de não o poderem fazer. A velhinha Gertrudes explicou que há muito tempo ela e a sua melhor amiga tinham entrado e tinham visto um fantasma. Mas Rodrigo não acreditou, nem o Marco, por isso entraram na casa.

E foi então que aconteceu o pior: apareceu um fantasma!

Rodrigo e Marco, como era de se esperar, saíram da casa rapidamente...

No dia seguinte, Rodrigo, depois de se recompor do susto que apanhou na noite anterior, foi a casa do seu amigo, com a decisão de irem novamente ao local assombrado. Marco, que era um rapaz igualmente corajoso, também já tinha pensado nisso. Então, determinados, meteram-se a caminho.

Depois de terem entrado, viram novamente um fantasma, mas concluíram que este era inofensivo. De facto, Rodrigo decidiu que queria conhecê-lo melhor! E através de velhas cartas escondidas num baú, descobriu que o espírito pertencia à pessoa que lá vivera e que tinha sido assassinado pela sua própria mulher, a qual se chamava Gertrudes Benilde.

Rodrigo e Marco ficaram surpreendidos, pois não sabiam o apelido da vizinha. Seria ela, a simpática velhinha? Uma assassina?? Não pode ser…

Foram ter com ela e perguntaram qual era o seu apelido. Ela sorriu e respondeu com um grito horrível:

-BENILDEEE!!!!

MUAHAHAHAH!!!!!!!!

Imagens retiradas de:  1     e     2

quinta-feira, novembro 10, 2011

Livro Da Semana

 

Oliver Twist, de Charles Dickens

Este artigo já vem tarde (normalmente publicamos o livro da semana às segundas-feiras) mas nunca é demais referir a importância de uma obra que mudou o olhar que temos das crianças.

Já foi há mais de cem anos que este romance foi publicado e, no entanto, ainda é bastante atual. clip_image002De facto, só muito recentemente é que começámos a olhar para as crianças não como sendo adultos em ponto pequeno mas como seres que, por muito estranho que nos pareça, possuem um raciocínio próprio e olham para o mundo de uma maneira completamente diferente da dos adultos. As investigações e observações de Jean Piaget, no início do século passado, vieram confirmar precisamente aquilo de que os pedagogos há já muito tempo desconfiavam.

No caso de Oliver Twist, assistimos a uma Inglaterra miserável, inundada de pobres, pedintes, ladrões, toda a casta de criminosos. Mais grave ainda, as próprias instituições, que supostamente deviam contribuir para o conforto da criança, nada mais fazem do que deixá-la ao abandono ou tirarem proveito dela. Charles Dickens bem o afirma no seu prefácio: pretende mostrar a realidade crua do dia-a-dia, e não enveredar pela típica imagem romântica do criminoso, que tantas vezes era usada nas peças de teatro de então.

Charles Dickens escreve com uma lucidez perturbante e o seu olhar é o de um cirurgião moralista. “Atira-nos à cara” aquilo que os políticos e as classes favorecidas não querem ouvir, e explica, quase passo a passo, como é que se educa um ser humano para se transformar num criminoso. Demonstra a corrupção, estupidez e inaptidão dos asilos ingleses; critica a falsa moralidade das baby-sitters, que usam a desculpa esfarrapada de que “devemos disciplinar uma criança” para esconder o facto de que essa “disciplina” nada mais é do que meter dinheiro ao bolso; refere a incompetência ou até mesmo impotência das autoridades; e, por fim, termina o livro afirmando que a melhor maneira de educarmos uma criança é simplesmente dar-lhe o óbvio: comida, educação e amor.

Muito se pode dizer sobre os direitos de todos os meninos deste mundo. Este livro é uma prova do quanto já evoluímos… e do quanto ainda há para fazer.

terça-feira, novembro 08, 2011

A imaginação dos nossos alunos II

Aqui vai o segundo conto elaborado pela aluna Ana Marta, do 7ºA.

A Estranha Biblioteca

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Entrei numa biblioteca cheia de coisas estranhas, mas que até era gira, parecia-me uma biblioteca um pouco mágica: tinha várias prateleiras com imensos livros e duas sombras esquisitas pairavam nas paredes. Uma Aventura de Sonhos? Estaria a sonhar?

Vi, então, um Chapéu Mágico e uma porta, fiquei muito curiosa e fui lá espreitar. Entrei num quarto que tinha uma cama redonda, objetos na parede pendurados, daqueles que as bruxas usam, mas não tinha a certeza pois nunca tinha visitado a casa de uma delas. O quarto parecia que estava assombrado pois era bastante estranho.

Lá, avistei uma libelinha! É um animal bonito, um bicho pequeno que nos pode ajudar a guiar-nos para vários sítios que nós sozinhos se calhar não conseguiríamos lá chegar; esse animal voa, e passa muito despercebido.

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A libelinha levou-me a um Navio fantasma! Era um barco enorme e à sua volta voavam luzinhas que eu não sabia o que eram, mas pareciam-me os espíritos do Navio.

Pouco depois encontrei-me dentro de água e vi um espírito que era uma moça muito bonita com lábios muito vermelhos. Era um ser que me fazia lembrar uma sereia, e era muito bonita.

Tinha uma voz muito doce e perguntou-me:

- Que fazes tu aqui?

- Vi umas luzinhas a saírem de dentro da água e entrei nela para ver o que era.

-Mas não podes estar aqui porque este mar é só para os espíritos!

Quando estava a nadar para me ir embora, vi uma casa com que já tinha sonhado uma vez e finalmente pude vê-la na realidade. Parecia-me assombrada, e pensei para mim: o que terá ela lá dentro? Entrei e estava tudo coberto de pedras grandes que talvez fosse rochas, mas no meio de tantas estava uma mesa e uma cadeira, na qual estava um homem sentado com um livro de uma mulher.

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Perguntou-me o que estava eu ali a fazer e eu dei a mesma resposta que dera à sereia.

-Não podes estar aqui porque este é um mar só para espíritos – respondeu-me.

-Sim, eu já sei. Porque estás a ver esse livro?

- Não é um livro, são retratos da minha filha. Quando eu morri, ia sempre em espírito ao pé dela, passava-lhe a mão pelos cabelos mas ela não sentia nada porque agora sou um fantasma e ela não me sente, nem ela nem ninguém.”

Contou-me esta história com tristeza e voltou a pousar os seus olhos no livro.

Deixei-o triste e decidi deixá-lo em paz. Quando estava a sair daquela casa olhei em frente e vi uma porta brilhante, com umas cores lindas. Fui andando em direção a esta passagem para ver o que era aquilo. Mas quando a atravessei, vi a mesma biblioteca Mágica que tinha visto no início desta viagem!

Concluí que tinha de começar a minha jornada uma vez mais…

Imagens retiradas de: 1    2    3

segunda-feira, novembro 07, 2011

A Imaginação Dos Nossos Alunos

Durante as atividades do Dia das Bruxas (em breve serão aqui postadas), as turmas do 7º A e 8º A realizaram histórias de terror ou relacionadas com o mundo fantástico. Começaremos hoje mesmo por vos mostrar a primeira, escrita pelo aluno Chen Hao, do 7ºA.

Divirtam-se!

A LOJA MÁGICA

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Entrei na loja mágica. Todas as coisas pareciam normais, não havia nada de diferente naquela loja. Eu assim achei …

Vi coisas mágicas, como por exemplo: fogo líquido ou água líquida com menos de 100 graus. Não havia nada de parecido. Parecia um filme, parecia uma bomba mágica. Só vi a vassoura, deve ser uma vassoura.

Ouvi o dono que disse:

-Esta vassoura já tem mais de 10 mil anos. É muito antiga ,sim, é verdadeira.

-Mas por que parece tão nova? Enganaste-te, com certeza…eu acho. E este chapéu tão grande! Tem mais de 1 metro de diâmetro.

Vi a introdução que dizia: Este chapéu foi de um senhor mágico, e tem muitos poderes.

-E esta coisa? Só é uma folha, é parecido a um mapa. Mas por que é que em cima vemos imagens de animais?

-Cada animal vai levar-te a um caminho – respondeu o dono da loja.

Toquei no animal e fui parar a um barco fantasma. Era muito velho e parecia a casa de um mendigo…não, desculpe, o mendigo também não queria morar lá dentro. Encontrei ossos de homens em vários lugares. Queria sair dali, porque havia tantos buracos, podia entrar água …

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Escorreguei e caí na água. E esta mulher? Ou é sereia… Estranho, terá a sereia uma loja para vender?... É que eu também tenho uma loja e podíamos montar negócio juntos… Perguntei pelo seu preço, a loja é bonita, mas não tenho dinheiro para a comprar. Elogiei a sua beleza mas, ai, esta sereia é uma estátua. Esta beleza só é pedra…

Ao lado da estátua vi um castelo gigante, oh my god, quanto espaço tem esta loja. E digo uma coisa, porque o dono também o disse: isso é coisa de livro mágico.

Dentro de castelo só há uma mesa e um morto-vivo. Em baixo da mesa há um buraco, mas dentro do buraco vejo um novo mundo e uma nova paisagem. Mas que grande castelo… muito estranho.

Outro buraco? ?! E atrás de buraco, ainda há outro buraco cheio de árvores … Não tenho palavras para explicar o que vejo…

Entrei por essa porta e de repente fui parar outra vez à loja mágica!

Mas que aventura tão estranha…

De: Chen Hao, 7ºA

Imagens retiradas daqui.