sexta-feira, janeiro 21, 2011

Eco-Escola (2010) - 3

XVI OLIMPÍADAS DO AMBIENTE – ANO LECTIVO 2010/11

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À semelhança do ano lectivo transacto, também este ano a nossa Escola se increveu nas Olimpíadas do Ambiente, na modalidade Ambiente à Prova. A divulgação deste concurso foi feita pela Coordenadora, a professora Matilde Cardeira, em reunião de Directores de Turma, aos quais foi entregue documentação (regulamento, calendarização e ficha de inscrição) e solicitada a colaboração para que divulgassem o evento junto dos alunos. Este ano decidiu-se internamente que a inscrição neste concurso seria automática para os alunos das turmas do 11º ano, do TGA (Curso Profissional de Técnico de Gestão do Ambiente) e do 8º ano, uma vez que enquanto os primeiros integram um projecto internacional cuja temática é o Ambiente, os alunos do básico têm no programa curricular de Ciências Naturais conteúdos relacionados com o tema. Aos outros alunos, coube a inscrição junto do director de turma ou de uma das professoras responsáveis pelo concurso.

A 1ª eliminatória das Olimpíadas teve lugar na nossa Escola no dia 16 de Dezembro e contou com a participação de 26 alunos do 8ºano, na categoria de júniores, e de 105 alunos do secundário (do 10º ao 12º ano), na categoria de séniores. A prova, com a duração prevista de 45 minutos, consistiu num teste escrito individual, constituído por 30 questões de escolha múltipla e uma pergunta de desenvolvimento, tendo por tema principal a água.

A correcção da Parte I (escolha múltipla) foi feita na escola, obedecendo aos critérios e directrizes da Comissão Organizadora, os resultados foram afixados publicamente e enviadas as tabelas e provas dos melhores 25 classificados em cada categoria ao Secretariado das Olimpíadas, que irá escolher os melhores duzentos classificados a nível nacional para a 2ª eliminatória, a ter lugar em 22 de Fevereiro próximo.

A todos os alunos participantes foi atribuído um Certificado de Participação, bem como aos professores que coordenaram e colaboraram na aplicação da prova.

Dada a grande adesão ao evento e face a alguns bons resultados, resta-nos agora aguardar a decisão da Comissão Organizadora quanto aos alunos seleccionados para a segunda eliminatória.

A Coordenadora

Matilde Cardeira

 

Ambiente à Prova

1ª Eliminatória

Quinta, 16 de Dezembro às 14:30 horas

Duração da Prova: 45 minutos

TOP 25 – CATEGORIA DE JÚNIORES

TURMA

ALUNO (A)

PONTUAÇÃO

8ºB

MIGUEL SAIÃO ROCHA MÓSCA

26 pontos

8ºA

DIOGO PANAZEITE

23 pontos

8ºA

FLÁVIO ALEXANDRE MIGUEL

21 pontos

8ºA

CARLA SOFIA BARÃO FERREIRA

20 pontos

8ºB

RUI RODRIGUES

20 pontos

8ºB

JOSÉ MIGUEL SOARES

19 pontos

8ºB

ELOÍSA FALCATO

18 pontos

8ºA

FRANCISCO SAIÃO L. GALVÃO

18 pontos

8ºB

JOANA PICARETA ABRAÇOS

18 pontos

8ºB

ANA RITA SARAIVA DA PALMA

18 pontos

8ºB

ADRIANA SOFIA Q. GUERREIRO

17 pontos

8ºA

CAROLINA PIÇARRA LEISICO

17 pontos

8ºA

IRIS RAQUEL U. LA F. OLIVEIRA

17 pontos

8ºB

BEATRIZ LANZINHA SOUSA

16 pontos

8ºA

HELENA ISABEL M. SABALA

16 pontos

8ºB

MIGUEL ÂNGELO L. CLÁUDIO

16 pontos

8ºA

CHLOÉ LAURA SAYRIGNAC

15 pontos

8ºB

FILIPE CARLOS GONÇALVES

15 pontos

8ºA

JOANA ISABEL F. PEREIRA

15 pontos

8ºA

RITA ISABEL ESTÊVÃO BRAGA

15 pontos

8ºB

RITA BETTENCOURT PAIXÃO

14 pontos

8ºB

IARA BIRRA SANTOS SOUSA

13 pontos

8ºA

TIAGO FILIPE F. MARQUES

13 pontos

8ºB

VANESSA MAIA DE GODOI

12 pontos

8ºA

CRISTIAN CARACÓIS SOEIRO

07 pontos

A COORDENADORA:

 

1ª Eliminatória

Quinta, 16 de Dezembro às 14:30 horas

Duração da Prova: 45 minutos

TOP 25 – CATEGORIA DE SÉNIORES

TURMA

ALUNO (A)

PONTUAÇÃO

10ºA

ANDRÉ MANUEL AFONSO

21 pontos

11ºA

LUÍS ANTÓNIO M. BALEIZÃO

20 pontos

12ºC

GONÇALO ALVES MADEIRA

20 pontos

11ºA

JESSICA PAIXÃO ARRAIS

19 pontos

11ºB

RAQUEL PICA SOARES

19 pontos

12ºB

MARIA JOÃO NOGUEIRA TELES

19 pontos

12ºB

SARA DE GUADALUPE MADEIRA

19 pontos

12ºB

RODRIGO VAN UDEN CHAVES

18 pontos

12ºC

GONÇALO BRITO INFANTE

18 pontos

11ºA

ALBERTO MACHADO LAMEIRA

18 pontos

11ºA

FILIPA ALEXANDRA L. PEREIRA

18 pontos

11ºA

INÊS ISABEL DURÃO CAVACO

18 pontos

11ºA

PATRÍCIA MAN. X. CARVALHO

18 pontos

11ºB

CÉLIA CRISTINA M. GOMES

18 pontos

11ºB

MÁRCIA ALHINHO PENADO

18 pontos

11ºB

MARIA CRISTINA T. BARROSO

18 pontos

12ºB

INÊS DA CONCEIÇÃO CACHOLA

17 pontos

11ºA

MARIA BEATRIZ VAL. COSTA

17 pontos

11ºB

DAVID GONÇALVES CARVALHO

17 pontos

11ºB

EMANUEL SIMÃO SALVADINHO

17 pontos

10ºE

ÂNGELO CARRASCO

17 pontos

12ºB

JOEL MELÃO ALCÂNTARA

16 pontos

11ºA

MARIA S. PAIVA CAMELO

16 pontos

11ºA

MARIA TERESA G. S. E. COLA

16 pontos

11ºA

SANDRA CLÁUDIA G. SOUSA

16 pontos

A COORDENADORA:

Observações: Nos critérios de selecção considerou-se o resultado da escolha múltipla, bem como o facto de o aluno ter respondido à questão de desenvolvimento.

quinta-feira, janeiro 20, 2011

Obras Intemporais Que Deveríamos Ter Na Nossa Estante II

Viagem Ao Centro Da Terra, de Júlio Verne

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Tinha 21 anos quando conheci este escritor. A minha família conseguira alugar uma casita em Mafra, longe dos carros, da poluição e perto de uma aldeiazinha onde nos abastecíamos semanalmente. Não havia televisão nem Internet nem rádio e nenhum de nós estava com vontade de carregar mais um mastronço no porta-bagagens. O que aquela casa maravilhosa tinha era um pomar de perder de vista e uma bela horta, que nos serviu que nem ginjinhas durante as duas semanas de férias de Agosto.

E tinha uma biblioteca cheia de livros muito antigos. Fiquei fascinada a olhar para títulos de “grandes escritores”, “grandes revelações”, futuros talentos e best-sellers que hoje não passam de lixo nos alfarrabistas e velhas casas como aquela. Porém, para além da fantástica e já lendária colecção de capa vermelha de todas as obras de Camilo Castelo Branco, bem como “Os Cinco” e “As Gémeas”, dei de caras com uma extensa fila de obras de Júlio Verne, um escritor que é hoje considerado por muitos como sendo o pai da ficção científica.

Verdadeiramente apaixonado pela literatura e pelas ciências, gastava os dias da sua juventude a ler, a ir ao teatro, a frequentar conferências de cientistas e escritores. O seu pai, ao saber que o Júlio andava muito pouco interessado no seu curso de Direito, chegou a cortar-lhe a ajuda financeira. Viu-se, assim, “obrigado” a arranjar trabalho como corrector de acções e, a partir daí, nunca mais parou de escrever. A mãe, por outro lado, apoiava as loucuras do filho, o que não é para espantar, tendo em conta a sua extraordinária imaginação.

Para espanto dos muitos que não davam qualquer valor a estes “livros para crianças”, as obras deste escritor francês clip_image003criaram furor em todo o mundo e fizeram escola. Foi graças a ele que os mundos da fantasia e da ficção científica começaram a ganhar uma aura de respeitabilidade, algo que simplesmente não existia antes das suas publicações. E a obra Viagem ao Centro da Terra foi um marco na literatura mundial.

O livro conta a história (hoje absurda) de uma expedição ao interior do nosso planeta. Podemos delirar completamente com o que estamos a ler – quem precisa de ecstasy e de LSD quando há obras visionárias como esta? – mas temos que ter em conta que, no século XIX, a teoria actual do núcleo terrestre (uma fornalha de lava líquida e metais em altas temperaturas) era ainda mais absurda do que descermos ao R/C do nosso planeta e depararmo-nos com cogumelos gigantes, dinossáurios que ainda estão vivos, uma era terciária que está de boa saúde e recomenda-se e, para fechar com chave de ouro, ainda há homens primitivos, semelhantes a gigantes, que se dedicam a ser pastores de mastodontes. Afinal, para um Homem de há duzentos anos atrás, não era nada fácil convencê-lo que esta panela de pressão que habita abaixo dos nossos pés não iria explodir a qualquer momento. Para todos os efeitos, não fazia qualquer sentido. Além disso… Não dá para contar para contar histórias interessantes. Sejamos honestos: descermos ao interior do nosso planeta e ficarmos assadinhos, não é uma ideia que venda muitos livros…

Júlio Verne foi o pai da ficção científica. As teorias do seu tempo eram sempre um pretexto ou um cenário para criar uma história e, ao mesmo tempo, divulgar o mundo maravilhoso da Ciência. Nas suas obras, podemos viajar num balão, viver num submarino, chegar à Lua, conhecermos o interior do nosso planeta, e muito mais. E tudo isto sem sairmos do sofá da sala de jantar!

Já agora: sabem de onde é que vem a contagem decrescente que se faz sempre que um foguetão está para ser lançado? Vem do livro Viagem À Lua, do mesmo autor. A NASA achou piada a esta passagem do romance e a moda pegou!

Se querem saber mais pormenores deste romance, poderão escutar este óptimo podcast brasileiro, Grifo Nosso . Mais uma vez, as novas tecnologias trabalham ao serviço da cultura.

Imagens retiradas de: 1  e  2

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Será Que É Desta Que A Amazónia Se Safa?

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As notícias, lá para as terras do Samba, têm sido bastante animadoras: desde que o presidente Lula ocupou o “trono” do Brasil, a caça aos caçadores furtivos, o tráfico de madeira, o poder total dos “senhores da Amazónia” e os seus constantes “avisos à navegação” (entenda-se assassinatos para intimidar e calar os inimigos) baixaram drasticamente. É que Lula da Silva pode ter o nome de um cefalópode mas não gosta de ser guisado de ninguém: carregou com a cavalaria toda, pôs ordem na Máfia da América Latina e criou legislação (e fiscalização!) que dificultou bastante o abate por dá aquela palha daquela zona verde do planeta que é considerada por todos como sendo o pulmão da Terra.

Quais foram os seus trunfos? Muito simples: apertou a fiscalização, criou um disparate de áreas protegidas em regiões críticas, dificultou as licenças de abate para os madeireiros e não perdoou quem pisasse o risco. Comparado com o que tem sido feito, Lula deu um enorme passo em frente e não se ficou apenas pela Amazónia. De facto, o Brasil é hoje um dos países em desenvolvimento que mais respeitou o protocolo de Quioto e pretende, nos próximos 10 anos, reduzir as emissões de gás carbono para apenas metade. No início do governo Lula havia muita resistência do Brasil em tratar da questão da mudança do clima de forma mais proativa, era um discurso na defensiva.  Passamos de uma posição extremamente conservadora e cautelosa para outra de liderança, assume Paulo Moutinho, director executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazónia (Ipam).

Porém, estas vitórias poderão cair por terra se outros pormenores não forem verificados e rapidamente corrigidos como, por exemplo, o Programa Aceleração de Crescimento (PAC), que entra em nítido choque com as políticas ambientalistas do governo de Lula. A política ambiental dos últimos anos foi marcada pela ambiguidade, clip_image002na avaliação de ambientalistas.  No centro da contradição está o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), criado para espalhar grandes obras de infra-estrutura pelo país, muitas vezes à revelia da conservação ambiental e do interesse de populações tradicionais. Ou seja, em nome do progresso (isto não vos faz lembrar um certo país da Europa?) passa-se por cima do meio ambiente.

Esperemos que Dilma Rousseff, a nova presidente do Brasil (e discípula de Lula) tenha a coragem de resolver este problema de uma vez por todas. Mas tendo em conta que, logo nos primeiros dias, fez frente às Máfias das favelas, e ganhou, podemos respirar de alívio e acreditar que esta ex-colónia portuguesa continua a estar em boas mãos.

É que 2011 é o Ano Internacional Das Florestas e já não é sem tempo que os pulmões da Terra comecem a ser, de uma vez por todas, protegidos.

Será que alguém em Portugal irá lembrar-se de tal?

As informações deste texto foram retiradas daqui

Imagens retiradas de: 1 e 2

segunda-feira, janeiro 17, 2011

Livro Da Semana

O Perfume, de Patrick Süskind

O que se passa por dentro da cabeça de um psicopata? Como verá ele o mundo, as clip_image001pessoas, tudo o que o rodeia? Será possível que não sinta absolutamente nada, como as lendas assim o dizem, que é apenas uma criatura negra, fria como o gelo, que só consegue sentir qualquer coisa quando mata? Ainda hoje esta patologia permanece um mistério. Não se sabe se este monstro humano em questão já nasce com a sua mente deformada ou se a sociedade se encarrega de o fazer. E ainda acresce o facto de que, muitas vezes é confundido com outro tipo de monstro urbano: o sociopata.Segundo a página da Wikipédia que consultámos(http://pt.wikipedia.org/wiki/Psicopata), a psicopatia é um distúrbio mental grave caracterizado por um desvio de carácter, ausência de sentimentos genuínos, frieza, insensibilidade aos sentimentos alheios, manipulação, egocentrismo , falta de remorso e culpa para actos cruéis e inflexibilidade com castigos e punições. Apesar da psicopatia ser muito mais frequente nos indivíduos do sexo masculino, também atinge as mulheres, em variados níveis, embora com características diferenciadas e menos específicas que a psicopatia que atinge os homens.

O perfil dos humanos que sofre deste distúrbio de personalidade costuma ser geralmente (mas nem sempre!) o perfil de alguém cuja presença pode ser positivamente encantadora, facilmente conquistam corações, são conhecidos como sendo gente pacata, que não faz mal a uma mosca, gostam de estar integrados nas actividades da terra e da comunidade escolar e apresentam um quociente de inteligência elevado. Porém, como já dissemos acima, este é o quadro geral (há vários graus de psicopatia) e, embora já se conheçam algumas características que, juntas, podem indicar uma possível tendência para a psicopatia, ainda é virtualmente impossível detectá-los… antes de começarem a matar. E nem todos matam. E quem é que ainda não se lembra do crime macabro daquele estudante de faculdade exemplar que, há uns meses atrás, matou friamente a sua mãe porque, segundo o mesmo, “ela era uma chata”?

O “herói” do nosso livro da semana é, para todos os efeitos, um psicopata: à excepção do seu prodigioso génio para criar perfumes, não sente a mais pequena das emoções quando lida com humanos. A sua única paixão é o mundo dos aromas: dono de um faro requintado e terrivelmente apurado, a alma de Jean Baptiste Grenouille só se ilumina perante o odor de uma flor, de um chocolate, do cheiro da água ou da terra. E tudo o que cheire a “humano” é pestilento, gangrenoso, pútrido. A Humanidade, neste livro, está sempre associada ao lixo, à podridão, ao peixe em estado de decomposição. Aliás, o romance começa precisamente com a descrição clip_image003de Paris, no século XVIII: Na época de que falamos, reinava nas cidades um fedor dificilmente concebível por nós, hoje. As ruas fediam a merda, os pátios fediam a mijo, as escadarias fediam a madeira podre e bosta de rato; as cozinhas, a couve estragada e gordura de ovelha; sem ventilação, salas fediam a poeira, mofo; os quartos a lençóis sebosos, a húmidos colchões de pena, impregnados do odor azedo dos penicos (...) Os homens fediam a suor e a roupas não lavadas; da boca eles fediam a dentes estragados, dos estômagos fediam a cebola e, nos corpos, quando já não eram mais bem novos, a queijo velho, a leite azedo e a doenças infecciosas. Fediam os rios, fediam as praças, fediam as igrejas, fedia sob as pontes e dentro dos palácios. Fediam o camponês e o padre, o aprendiz e a mulher do mestre, fedia a nobreza toda, até o rei fedia como um animal de rapina, e a rainha como uma cabra velha, tanto no verão quanto no inverno. E é precisamente todo este cheiro “humano”, ligado à sujidade e à Morte, que irá afectar Jean Baptiste para o resto da sua vida, ganhar um asco tremendo ao “bicho Homem” e empurrá-lo para todo o sempre para um mundo de paz, que são os aromas da Natureza. Curiosamente, este mesmo homem que não suporta o cheiro dos da sua espécie… não tem qualquer cheiro, nem mesmo quando era um bebé. E Isto é de tal forma bizarro e esquisito que a camponesa, que o estava a amamentar na ausência de uma mãe morta, cria um medo instintivo à criança e depressa a abandona (como veremos mais tarde, o seu instinto estava bem certo…)

Mas não se pode fugir clip_image001[7]do impulso sexual: quando Jean Baptiste acorda para a adolescência, há determinados “perfumes” que começam a mexer com a sua psique: o perfume da pele de certas jovens, sempre ruivas. E é neste momento que o nosso anti-herói descobre a sua verdadeira alma: num acesso de paixão (se é que se pode chamar “paixão” a isto) mata a sua primeira donzela ruiva, na ânsia de se apoderar do seu odor. A partir daqui, a sua obsessão é só uma: conseguir captar esse aroma particular e fazer dele o perfume de todos os perfumes. Nem que isso o leve à sua própria morte. E levará: será morto da forma mais horripilante… e por uma multidão apaixonada por ele.

Isto aqui não é o Dan Brown nem Margarida Rebelo Pinto: se estão à espera de leitura cor-de-rosa, própria para uma tarde preguiçosa de férias, não contem com tal. O Perfume é uma viagem sinistra à alma Humana e daquilo que certos humanos são capazes de fazer. Está soberbamente bem escrito, e não se espantem se, ao longo deste romance, não sentirem várias vezes uma enorme vontade de se enfiarem debaixo do chuveiro. “Como é que as pessoas viviam assim???” é o que muitos de vocês perguntarão, durante a leitura desta obra-prima.

Onde acaba a Loucura e começa a Maldade? Bela pergunta, e hoje é cada vez mais difícil ver-se a diferença entre um mal e o outro.

domingo, janeiro 16, 2011

Arrumar As Trouxinhas Para Marte

clip_image001É verdade que a NASA é famosa pelas suas ideias visionárias (e também há quem diga que guarda extraterrestres dissecados na cave, mas enfim…), mas desta vez será que não estará a ir longe demais?? Segundo as últimas notícias na página do Expresso.pt (http://aeiou.expresso.pt/viver-em-marte-missao-possivel-video=f625366), esta grande agência internacional de cientistas dedicados ao espaço propôs a si mesma o objectivo de colonizar o planeta vermelho daqui a vinte anos.

Viver em Marte, pelos vistos, já faz parte dos planos de toda a gente, e custa mesmo a acreditar que tal ainda não passe de pura fantasia. Mas até já há quem ande a comprar terrenos neste planeta ainda inabitável, e não há quase nenhuma história de ficção científica passada no futuro que não tenha nem que seja uma pequenita coloniazita no quarto planeta da nossa galáxia. A ideia de viver em Marte já está tão entranhada no inconsciente colectivo, que há muito que deixou de ser contestada. A questão já não é “será que”, mas sim, “quando” e “como”. Mas… 20 anos não será cedo demais??clip_image003

A NASA jura a pés juntos que não: a julgar pela sua irreverência e eterno optimismo, criar condições para que um pequeno grupo de astronautas possa viver num lugar irrespirável para qualquer vida no planeta Terra parece ser coisa pouca. Não. O objectivo não é mudar já já já todo o clima de Marte, até porque, segundo cálculos, precisaremos de milhares e milhares de anos para produzirmos uma atmosfera respirável neste planeta. O plano A neste momento consiste em criar uma base espacial que consiga reproduzir as condições mínimas de vida para que um ser humano possa suportar. A instalação de uma base espacial com laboratórios equipados com tecnologia para reciclar conteúdos orgânicos, como a urina e o suor, é outro dos aspectos fundamentais. Dentro dessa base, que os primeiros colonizadores terão de construir, será possível derreter gelo recolhido no planeta e transformá-lo em água. Ainda no interior da base, em ambiente estufa, será possível o cultivo de alguns alimentos, nomeadamente vegetais. Para além deste quadro tão cheio de felicidade, os astronautas terão que carregar consigo umaclip_image005 farmácia ambulante e uma equipa médica, na eventualidade de alguma doença aparecer pelo caminho. Uma das mais temidas é, inquestionavelmente, a Osteoporose, um problema bastante comum para esta gente que trabalha no espaço, pois não há gravidade e, por isso mesmo, os ossos são terrivelmente afectados.

Por muito que nos pareça uma história de loucos, temos que tirar o chapéu à equipa de astronautas que aceitar este desafio: é que esta viagem só tem bilhete de ida. O que farão eles, então, naquele deserto gelado? É simples: farão filhos e tentarão sobreviver. Dito desta forma, não nos parece uma proposta lá muito aliciante: não há cinema 3D e pipocas, não há internet, não há livrarias e museus, não há praia e surf, não há chocolate nem café, não há televisão, não há facebook nem youtube… Mas isto não quer dizer que esta gente seja abandonada à sua sorte: já é possível criar canais de informação entre uma nave espacial e a base no planeta Terra. Estes astronautas ficarão isolados do mundo, mas não completamente isolados. Porém, se algo terrível acontecer, leva-se seis a oito meses para aterrarmos em Marte. Por isso, antes de fazerem parte da lista dos centenas de voluntários que já andam a gritar “EU VOU, EU VOU!!”, pensem duas vezes.

Resta saber se terão, no fim, paciência para se aturarem uns aos outros. É que já nos custa aturar as birras dos nossos colegas de trabalho, quanto mais aturarmos as birras dos nossos colegas de trabalho… e não podermos sair sequer de casa, e darmos um passeiozinho para espairecermos as nossas ideias.

É Possível Viver Em Marte?

Imagens Retiradas de: 1   2   e  3

sexta-feira, janeiro 14, 2011

Bibliomúsica – Eles Não Conseguem Fazer Maus Álbuns

Chamam-se Arcade Fire, nasceram no século XXI, mais propriamente no ano de 2003, e tomaram conta do planeta. Gravaram três CDs e chega a ser irritanteclip_image002 o facto de não conseguirem construir uma única música que se possa considerar “boazita”, “jeitozita” ou simplesmente “agradável”. Num mundo carregado de artistas de plástico, com a voz e o corpo trabalhados em photoshops e efeitos de estúdio, é um prazer encontrar um grupo de músicos que faz algo de uma forma genuína. E se desafinarem, paciência. Aqui não há efeitos especiais nenhuns.

O novo álbum chama-se The Suburbs, é do ano passado e foi instantaneamente considerado um dos melhores de 2010, juntamente com outras bandas como, por exemplo, os The National. Nota-se nitidamente que houve um muito maior cuidado no som e nos arranjos musicais. As canções parecem aparentemente mais simples do que as mais antigas, mas tal só o sentimos à primeira vista. De facto, quanto mais as escutamos, mais nos apercebemos que são perfeitas e não precisam de mais nada acrescentado para serem melhores.

Para quem já conhece, ouçam uma vez mais. Para quem nunca ouviu falar deles, já não era sem tempo.

Arcade Fire, Ready to Start

Arcade Fire, The Suburbs (vídeo feito por um fã)

Imagem retirada daqui

quinta-feira, janeiro 13, 2011

Lição De Vida – A Importância Da Palavra Não

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Hitler pode ter perdido a guerra no campo de batalha, mas terminou ganhando algo, diz M. Halter. Porque o homem do século XX criou o campo de concentração e ressuscitou a tortura, e ensinou aos semelhantes que é possível fechar os olhos para as desgraças dos outros.

As palavras mais importantes em todas as línguas são palavras pequenas. “Sim”, por exemplo. Amor. Deus. São palavras que saem com facilidade, e preenchem espaços vazios em nosso mundo. Entretanto, existe uma palavra – também muito pequena – que temos dificuldade em dizer.

“Não”.

E nos achamos generosos, compreensivos, educados. Porque o “não” tem fama de maldito, egoísta, pouco espiritual.

Cuidado com isto. Há momentos em que – ao dizer “sim” para os outros, você está dizendo “não” para si mesmo. Todos os grandes homens e mulheres do mundo foram pessoas que, mais do que dizer “sim”, disseram um NÃO bem grande a tudo que não combinava com um ideal de bondade e crescimento.

Muitas vezes podemos ser chamados de intolerantes, mas é importante se abrir, e lutar contra tudo e contra todas as circunstâncias, se estamos diante de uma injustiça ou de uma crueldade. Ninguém pode deixar que, no final, Hitler tenha estabelecido um padrão que pode ser repetido porque as pessoas são incapazes de protestar. E para reforçar esta luta, é bom não esquecer as palavras de Johm Bunyan: Embora tenha passado por tudo que passei, não me arrependo dos problemas em que me meti – porque foram eles que me trouxeram onde desejei chegar. Agora, já perto da morte, tudo que tenho é esta espada, e a entrego para todo aquele que desejar seguir sua peregrinação. Levo comigo as marcas e cicatrizes dos combates – elas são testemunhas do que vivi, e recompensas do que conquistei. São estas marcas e cicatrizes queridas que vão abrir as portas do Paraíso para mim. Houve época em que vivi escutando histórias de bravura. Houve época em que vivi apenas porque precisava viver. Mas agora vivo porque sou um guerreiro, e porque quero um dia estar na companhia Daquele por quem tanto lutei.

Enfim, cicatrizes são necessárias quando lutamos contra o Mal Absoluto, ou quando precisamos dizer “não” a todos aqueles que, às vezes com a melhor das intenções, procuram impedir nossa caminhada em direcção aos sonhos.

De: Paulo Coelho, in

Imagem retirada daqui

terça-feira, janeiro 11, 2011

Afinal Não Somos Assim Tão Poucos! Parte II

clip_image001Na primeira parte deste artigo, tínhamos mencionado a enorme legião de fãs que amam livros e que criaram os seus próprios blogues para publicitarem as obras que acabaram de ler. Desta vez vamos entrar noutros territórios, também entusiastas: o mundo dos podcasts.

Vamos ouvir/falar de cultura?

 Se existe um novo tipo de entretenimento que voltou a ressuscitar a paixão pela clip_image002rádio, esse entretenimento chama-se podcast. Para quem não sabe, trata-se de um programa gravado na nossa casa ou estúdio, e está a fazer furor no mundo inteiro. Pode ser usado para tudo: para falar de desporto, notícias gerais, literatura, discussão de filmes e livros, crítica às religiões ou elogio das religiões, moda, música, enfim, o que quiserem. Há até podcasts que se divertem a escarafunchar no baú da avozinha… programas de rádio antigos, que já são peças de museu, embora façam hoje a delícia de todos os nerds deste planeta (numa tradução livre, nerd significa “sabichão”, “sabe-tudo”. É o puto “esquisito” que gosta daquilo que ninguém gosta). Seguem-se aqui algumas pequenas jóias imperdíveis:

 Nerdcast (http://jovemnerd.ig.com.br/nerdcast/nerdcast-236-os-the-beatles/)clip_image004

O título é inglês mas o site é brasileiro. E muito, muito bom. Se olharem para o vossoo lado esquerdo, existe uma secção com o nome “arquivo”, e aí poderão procurar episódios recentes e antigos consoante o autor ou o tema. Por exemplo: o tema “literatura” já discutiu livros como O Senhor dos Anéis, Duna, autores como Bernard Cornwell, entre outros. Se quiserem saber algo sobre “Lendas e Mistérios”, poderão ouvir temas como OVNIS, Mitologia Grega, Sociedades Secretas, entre outros assuntos (sempre analisados de uma maneira céptica). Para ouvir e chorar por mais.

À Volta dos Livros (http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/avoltadoslivros/)

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Este Podcast da RTP/Antena 1 está a atrair imensas pessoas para o mundo maravilhoso da literatura. Já entrevistou apaixonados pelas palavras e já falou de autores como Agatha Christie e Antoine de Saint- Exupéri. Passa na rádio das 2ªs às 5ª feiras, às 17.20 horas. Não é tão “marado” como o Nerdcast precisamente porque o público é mais “sério” e mais crescidinho.

Googlebooks (http://books.google.com/books)

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Não quer gastar nada? Nada nada nada nadita de nada num livro? Nada mesmo mesmo mesmo? Nem um tostãozito? Nem uma côdea de pão bolorento? E, mesmo assim, quer ter uma gigantesca biblioteca no seu i-pad, i-phone ou no seu simples e humilde portátil? Pois. E ainda dizem mal da internet!: a Google disponibilizou neste século dezenas de milhões de obras-primas e obras menores da literatura ao preço de… nada (mas atenção, que isto só é possível quando estamos a falar de escritores cujos direitos de autor já expiraram). E pode-se encontrar lá tudo, até o romance Amor de Salvação, de Camilo Castelo Branco, que anda esgotado há décadas! Uma pessoa fica parva com a oferta e nem sequer sabe por onde começar. Hmmmm, que escolherei hoje? A Divina Comédia? Os Irmãos Karamazov? Madame Bovary? Se a moda dos e-books pega, bem pode a FNAC fechar as portas para sempre.

Imagens retiradas de:

http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2008/04/11/vida-longa-e-prospera/

http://www.cilisboa.org/

http://gigaom.com/apple/the-ipad-and-e-books-a-missed-opportunity/

http://www.ischool.berkeley.edu/newsandevents/events/20090828googlebooksconference

http://www.ischool.berkeley.edu/newsandevents/events/20090828googlebooksconference

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Livro Da Semana

O Anjo Branco, de José Rodrigues dos Santos

Sempre que alguém menciona a palavra “África” há toda uma centena de sentimentos que mexem com o nosso raciocínio. Uns sentem desprezo por um clip_image002continente eternamente pobre e que parece nunca mais ganhar juízo; outros sentem admiração por um continente que parece finalmente começar a mostrar sinais de querer sair de uma pobreza endémica, e que já está a aproveitar as oportunidades que vão surgindo de todos os lados; uns sentem um imenso fascínio por este lugar da Terra, onde tudo parece estar vivo e onde a Natureza é uma espécie de deusa presente e poderosa; outros sentem uma imensa nostalgia e saudades por uma África que já não existe ou, melhor dizendo, nunca existiu. Não importa o grupo com que nos identificamos, a verdade é que esta palavra provoca todo o tipo de sentimentos, mas nunca a indiferença.

O meu caso é muito pessoal: nasci em Angola e, graças à guerra civil, a minha família teve que fugir. Quase quarenta anos depois, ainda me lembro das terríveis e gloriosas tempestades, capazes de arrancar as árvores dos quintais dos meus vizinhos; lembro-me do cheiro e da cor da terra; lembro-me da temperatura, eternamente alta mas também carregada de uma imensa humidade em determinadas épocas do ano; lembro-me de um povo que, apesar da miséria, cantava e dançava ao mais pequeno pretexto; lembro-me da minha casa de infância, sempre com a porta no trinco, e os angolanos entravam e saíam sem pedir licença. Possuía a ingenuidade de todas as crianças felizes e achava que os “brancos” eram todos bons e puros como a minha mãe. Só muito, muito mais tarde é que conheci o lado escuro e sórdido da ditadura de Salazar e da maldade escondida que existia nos corações de muitos “senhores”. Para mim, Angola era o paraíso na Terra e todos os meus vizinhos tinham o coração cheio de amor para dar. Abençoada ingenuidade: ao menos tive aquilo que hoje se chama uma “infância normal”…

Não é para espantar, portanto, que este particular livro mexa comigo: este Moçambique recorda-me imenso o meu país de origem. José Branco, a principal personagem deste romance, lembra-me várias pessoas que cheguei a conhecer e que, através de pura e simples “carolice”, construíram escolas, hospitais, andaram de terra em terra e ajudaram, ainda que fosse pouco, uma pouca de gente que lhes ficou eternamente agradecida. Aliás, segundo o próprio autor deste romance, a personagem de José Branco teve como inspiração o seu próprio pai. Inspirei-me no meu pai: o romance conta a história de um médico que é punido pela administração colonial e enviado para Tete, um sítio perdido no coração de África conhecido por 'o cemitério dos brancos, afirmou numa entrevista. Ora, o herói da nossa história encontrou em Moçambique um sentido para a vida e tornou-se num “anjo branco”, ao decidir criar um serviço de Apoio Médico Aéreo e, desta forma, ajudar as populações isoladas que, muitas vezes, não tinham acesso a quaisquer cuidados médicos.

(…) e o médico que chega do céu vestido de branco transforma-se numa lenda do mato. Chamam-lhe o Anjo Branco.

Porque a bondade, nesse tempo, era uma bondade solitária, sem quaisquer apoios e prémios. Uma bondade partilhada por um pequenino grupo de gente bem-intencionada, muito à frente do seu tempo, capaz de ver para além do título, do prestígio social, da cor da pele. Umas migalhas de “anjos brancos” que, longe de esperarem por messias salvadores, arregaçaram as mangas e fizeram do pouco muito. E esta bondade, muitas vezes, foi esquecida no meio de incontáveis massacres e injustiças.

Não salvaram uma nação. Mas deixaram as sementes para que tal fosse possível.

Sandra Costa

sexta-feira, janeiro 07, 2011

Afinal Não Somos Assim Tão Poucos! Parte I

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Levamos a santa e honrada vida a ouvir frases do tipo “a cultura não dá dinheiro”, “ninguém gosta de música clássica”, “os portugueses lêem pouco”, “não vale a pena apostarmos nisto porque os portugueses não comprarão”, etc, etc, etc. Estranhamente, os concertos de música clássica esgotam, os espectáculos de jazz ou ópera ao ar livre estão sempre apinhados de pequenos e graúdos, em lojas como a FNAC temos de dizer “com licença” pelo menos 10 vezes até chegarmos às prateleiras das últimas novidades literárias, as exposições ligadas à divulgação da Ciência são sempre muito concorridas e, como não víamos há muito tempo, não param de crescer pequenas livrarias em tudo o que é terrinha portuguesa. Afinal, em que é que ficamos? A cultura interessa ou não??clip_image004

Pois é. A cultura e o gosto pelo conhecimento estão em toda a parte. Em blogs, em sites, até no Facebook se divulgam livros, descobertas científicas e poesia. De facto, se entrarmos no admirável mundo novo da Internet, dir-se-ia que existem dois planetas Terra: enquanto que as televisões pouco ou nada divulgam a cultura e o saber, exceptuando uns canais temáticos que repetem eternamente os mesmos programas, a internet está “infectada” de centenas de milhar de blogues e sites, cujo único objectivo é contar aos seus “seguidores” o último livro que foi lido, a última descoberta científica, o último álbum obscuro e fabuloso de uma banda obscura e fabulosa, o último compositor esquecido cuja partitura foi recentemente descoberta nas prateleiras de uma vasta e labiríntica biblioteca. Sim, a cultura está viva e bem viva. E em Portugal, como vão as coisas?

No nosso país, existe um silencioso exército de devoradores de livros. Fartos de ver a leitura relegada para 15º plano, arregaçaram as mangas e decidiram eles próprios divulgá-la. E não, não estão sozinhos: o blog Devaneios da Jojo já tem 155 seguidores; o espaço Pó dos Livros já conta com 5999 fãs no Facebook; Viajar pela Leitura já vai com 649 admiradores; o Espaço Saída de Emergência já tem 3081 apaixonados no Facebook; Bela Lugosi is Dead, um espaço dedicado exclusivamente à literatura fantástica e de ficção científica, já conta com 287 admiradores. E se continuarmos a pesquisar, são imensos os cantinhos de anónimos que não escondem o seu intenso amor pelas palavras e pelo sonho. Uns assinam com o seu nome, outros preferem ser conhecidos pelo seu nickname. Uns têm preferências por romances “realistas”, outros adoram as naves espaciais e os monstros debaixo da terra. Porém, todos eles têm algo em comum: a paixão pela literatura e a carolice de criar algo que, pelos vistos, e ao contrário do que se diz para aí, até agrada a muita gente. Resumindo: à boa maneira “portuga”, se não encontras, faz.

Para um país que supostamente não gosta de livros, há muita gente a comprá-los e a divulgá-los na Internet!

Links dos sites mencionados:

Bela Lugosi is dead

Pó dos Livros

Saída de Emergência (blog)

Os Devaneios da Jojo

Viajar Pela Leitura

As duas imagens foram retiradas do excelente blog visual O Silêncio dos Livros:

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Biologia _ PES

Estes trabalhos foram realizados pelos alunos da turma B do 12º ano no âmbito da disciplina de Biologia e do Programa de Educação Sexual. Os trabalhos agora divulgados foram apresentados pelos respectivos autores e discutidos em sala de aula.

A docente: Leonor Paiva

terça-feira, janeiro 04, 2011

Saúde

No âmbito de Ciências Naturais, os alunos da turma A do 9º ano elaboram um Inquérito com o objectivo de se aperceberem dos hábitos de Saúde dos Serpenses e aplicaram-no a 120 pessoas. Aqui ficam os seus resultados e conclusões.

Balanço Geral De 2010

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Como sempre, houve de tudo um pouco: grandes feitos heróicos, grandes descobertas científicas, grandes chacinas, grandes canções, grandes injustiças, grandes fomes, grandes crises, grandes desilusões, grandes esperanças… O ser humano é sempre assim: ou é o tudo ou é o nada.

Se tivéssemos que escolher o evento que mais nos marcou este ano qual seria? A libertação dos mineiros do Chile? O mini bigbang criado pela equipa do CERN? O Mundial de Futebol? A abertura da Fundação Champallimaud? O filme Harry Potter e os Talismãs da Morte, parte 1? O Orçamento de Estado, que se avizinha terrível para o país?

E também existem os eventos privados e pessoais: um casamento, um funeral, o nascimento de uma criança, a nossa casa assaltada, a primeira hortinha plantada entre pai e filho, um grande amigo que ficou muito doente, o nosso primeiro beijo ou a primeira vez com a pessoa que amamos. Mas esses momentos são só para os amigos e familiares e esses, apesar de serem os mais importantes, obviamente que não serão mencionados nos balanços de fim-de-ano de qualquer mass media

Deixamos aqui um olhar muito optimista e universal da Google. Vejam com atenção, e descubram se estiveram ou não atentos às notícias do mundo!

Zeitgeist 2010: Year in review

Imagem retirada daqui

Eco-escolas–Blogues

Com o devido pedido de desculpas, aos autores e Professora responsável, divulgamos hoje com algum atraso as ligações aos trabalhos de alunos do 12ºB de área de projeto, e que estão associados ao Eco-escolas pelas temáticas abordadas. Vale a pena serem seguidos de pertoSorriso:

http://selfservicedanatureza.blogspot.com/

http://www.wix.com/thewalkers/serpa

http://bloguedojardim.blogspot.com/

http://projectoazeite.blogspot.com/

http://green-players.blogspot.com/