sexta-feira, janeiro 14, 2011

Bibliomúsica – Eles Não Conseguem Fazer Maus Álbuns

Chamam-se Arcade Fire, nasceram no século XXI, mais propriamente no ano de 2003, e tomaram conta do planeta. Gravaram três CDs e chega a ser irritanteclip_image002 o facto de não conseguirem construir uma única música que se possa considerar “boazita”, “jeitozita” ou simplesmente “agradável”. Num mundo carregado de artistas de plástico, com a voz e o corpo trabalhados em photoshops e efeitos de estúdio, é um prazer encontrar um grupo de músicos que faz algo de uma forma genuína. E se desafinarem, paciência. Aqui não há efeitos especiais nenhuns.

O novo álbum chama-se The Suburbs, é do ano passado e foi instantaneamente considerado um dos melhores de 2010, juntamente com outras bandas como, por exemplo, os The National. Nota-se nitidamente que houve um muito maior cuidado no som e nos arranjos musicais. As canções parecem aparentemente mais simples do que as mais antigas, mas tal só o sentimos à primeira vista. De facto, quanto mais as escutamos, mais nos apercebemos que são perfeitas e não precisam de mais nada acrescentado para serem melhores.

Para quem já conhece, ouçam uma vez mais. Para quem nunca ouviu falar deles, já não era sem tempo.

Arcade Fire, Ready to Start

Arcade Fire, The Suburbs (vídeo feito por um fã)

Imagem retirada daqui

quinta-feira, janeiro 13, 2011

Lição De Vida – A Importância Da Palavra Não

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Hitler pode ter perdido a guerra no campo de batalha, mas terminou ganhando algo, diz M. Halter. Porque o homem do século XX criou o campo de concentração e ressuscitou a tortura, e ensinou aos semelhantes que é possível fechar os olhos para as desgraças dos outros.

As palavras mais importantes em todas as línguas são palavras pequenas. “Sim”, por exemplo. Amor. Deus. São palavras que saem com facilidade, e preenchem espaços vazios em nosso mundo. Entretanto, existe uma palavra – também muito pequena – que temos dificuldade em dizer.

“Não”.

E nos achamos generosos, compreensivos, educados. Porque o “não” tem fama de maldito, egoísta, pouco espiritual.

Cuidado com isto. Há momentos em que – ao dizer “sim” para os outros, você está dizendo “não” para si mesmo. Todos os grandes homens e mulheres do mundo foram pessoas que, mais do que dizer “sim”, disseram um NÃO bem grande a tudo que não combinava com um ideal de bondade e crescimento.

Muitas vezes podemos ser chamados de intolerantes, mas é importante se abrir, e lutar contra tudo e contra todas as circunstâncias, se estamos diante de uma injustiça ou de uma crueldade. Ninguém pode deixar que, no final, Hitler tenha estabelecido um padrão que pode ser repetido porque as pessoas são incapazes de protestar. E para reforçar esta luta, é bom não esquecer as palavras de Johm Bunyan: Embora tenha passado por tudo que passei, não me arrependo dos problemas em que me meti – porque foram eles que me trouxeram onde desejei chegar. Agora, já perto da morte, tudo que tenho é esta espada, e a entrego para todo aquele que desejar seguir sua peregrinação. Levo comigo as marcas e cicatrizes dos combates – elas são testemunhas do que vivi, e recompensas do que conquistei. São estas marcas e cicatrizes queridas que vão abrir as portas do Paraíso para mim. Houve época em que vivi escutando histórias de bravura. Houve época em que vivi apenas porque precisava viver. Mas agora vivo porque sou um guerreiro, e porque quero um dia estar na companhia Daquele por quem tanto lutei.

Enfim, cicatrizes são necessárias quando lutamos contra o Mal Absoluto, ou quando precisamos dizer “não” a todos aqueles que, às vezes com a melhor das intenções, procuram impedir nossa caminhada em direcção aos sonhos.

De: Paulo Coelho, in

Imagem retirada daqui

terça-feira, janeiro 11, 2011

Afinal Não Somos Assim Tão Poucos! Parte II

clip_image001Na primeira parte deste artigo, tínhamos mencionado a enorme legião de fãs que amam livros e que criaram os seus próprios blogues para publicitarem as obras que acabaram de ler. Desta vez vamos entrar noutros territórios, também entusiastas: o mundo dos podcasts.

Vamos ouvir/falar de cultura?

 Se existe um novo tipo de entretenimento que voltou a ressuscitar a paixão pela clip_image002rádio, esse entretenimento chama-se podcast. Para quem não sabe, trata-se de um programa gravado na nossa casa ou estúdio, e está a fazer furor no mundo inteiro. Pode ser usado para tudo: para falar de desporto, notícias gerais, literatura, discussão de filmes e livros, crítica às religiões ou elogio das religiões, moda, música, enfim, o que quiserem. Há até podcasts que se divertem a escarafunchar no baú da avozinha… programas de rádio antigos, que já são peças de museu, embora façam hoje a delícia de todos os nerds deste planeta (numa tradução livre, nerd significa “sabichão”, “sabe-tudo”. É o puto “esquisito” que gosta daquilo que ninguém gosta). Seguem-se aqui algumas pequenas jóias imperdíveis:

 Nerdcast (http://jovemnerd.ig.com.br/nerdcast/nerdcast-236-os-the-beatles/)clip_image004

O título é inglês mas o site é brasileiro. E muito, muito bom. Se olharem para o vossoo lado esquerdo, existe uma secção com o nome “arquivo”, e aí poderão procurar episódios recentes e antigos consoante o autor ou o tema. Por exemplo: o tema “literatura” já discutiu livros como O Senhor dos Anéis, Duna, autores como Bernard Cornwell, entre outros. Se quiserem saber algo sobre “Lendas e Mistérios”, poderão ouvir temas como OVNIS, Mitologia Grega, Sociedades Secretas, entre outros assuntos (sempre analisados de uma maneira céptica). Para ouvir e chorar por mais.

À Volta dos Livros (http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/avoltadoslivros/)

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Este Podcast da RTP/Antena 1 está a atrair imensas pessoas para o mundo maravilhoso da literatura. Já entrevistou apaixonados pelas palavras e já falou de autores como Agatha Christie e Antoine de Saint- Exupéri. Passa na rádio das 2ªs às 5ª feiras, às 17.20 horas. Não é tão “marado” como o Nerdcast precisamente porque o público é mais “sério” e mais crescidinho.

Googlebooks (http://books.google.com/books)

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Não quer gastar nada? Nada nada nada nadita de nada num livro? Nada mesmo mesmo mesmo? Nem um tostãozito? Nem uma côdea de pão bolorento? E, mesmo assim, quer ter uma gigantesca biblioteca no seu i-pad, i-phone ou no seu simples e humilde portátil? Pois. E ainda dizem mal da internet!: a Google disponibilizou neste século dezenas de milhões de obras-primas e obras menores da literatura ao preço de… nada (mas atenção, que isto só é possível quando estamos a falar de escritores cujos direitos de autor já expiraram). E pode-se encontrar lá tudo, até o romance Amor de Salvação, de Camilo Castelo Branco, que anda esgotado há décadas! Uma pessoa fica parva com a oferta e nem sequer sabe por onde começar. Hmmmm, que escolherei hoje? A Divina Comédia? Os Irmãos Karamazov? Madame Bovary? Se a moda dos e-books pega, bem pode a FNAC fechar as portas para sempre.

Imagens retiradas de:

http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2008/04/11/vida-longa-e-prospera/

http://www.cilisboa.org/

http://gigaom.com/apple/the-ipad-and-e-books-a-missed-opportunity/

http://www.ischool.berkeley.edu/newsandevents/events/20090828googlebooksconference

http://www.ischool.berkeley.edu/newsandevents/events/20090828googlebooksconference

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Livro Da Semana

O Anjo Branco, de José Rodrigues dos Santos

Sempre que alguém menciona a palavra “África” há toda uma centena de sentimentos que mexem com o nosso raciocínio. Uns sentem desprezo por um clip_image002continente eternamente pobre e que parece nunca mais ganhar juízo; outros sentem admiração por um continente que parece finalmente começar a mostrar sinais de querer sair de uma pobreza endémica, e que já está a aproveitar as oportunidades que vão surgindo de todos os lados; uns sentem um imenso fascínio por este lugar da Terra, onde tudo parece estar vivo e onde a Natureza é uma espécie de deusa presente e poderosa; outros sentem uma imensa nostalgia e saudades por uma África que já não existe ou, melhor dizendo, nunca existiu. Não importa o grupo com que nos identificamos, a verdade é que esta palavra provoca todo o tipo de sentimentos, mas nunca a indiferença.

O meu caso é muito pessoal: nasci em Angola e, graças à guerra civil, a minha família teve que fugir. Quase quarenta anos depois, ainda me lembro das terríveis e gloriosas tempestades, capazes de arrancar as árvores dos quintais dos meus vizinhos; lembro-me do cheiro e da cor da terra; lembro-me da temperatura, eternamente alta mas também carregada de uma imensa humidade em determinadas épocas do ano; lembro-me de um povo que, apesar da miséria, cantava e dançava ao mais pequeno pretexto; lembro-me da minha casa de infância, sempre com a porta no trinco, e os angolanos entravam e saíam sem pedir licença. Possuía a ingenuidade de todas as crianças felizes e achava que os “brancos” eram todos bons e puros como a minha mãe. Só muito, muito mais tarde é que conheci o lado escuro e sórdido da ditadura de Salazar e da maldade escondida que existia nos corações de muitos “senhores”. Para mim, Angola era o paraíso na Terra e todos os meus vizinhos tinham o coração cheio de amor para dar. Abençoada ingenuidade: ao menos tive aquilo que hoje se chama uma “infância normal”…

Não é para espantar, portanto, que este particular livro mexa comigo: este Moçambique recorda-me imenso o meu país de origem. José Branco, a principal personagem deste romance, lembra-me várias pessoas que cheguei a conhecer e que, através de pura e simples “carolice”, construíram escolas, hospitais, andaram de terra em terra e ajudaram, ainda que fosse pouco, uma pouca de gente que lhes ficou eternamente agradecida. Aliás, segundo o próprio autor deste romance, a personagem de José Branco teve como inspiração o seu próprio pai. Inspirei-me no meu pai: o romance conta a história de um médico que é punido pela administração colonial e enviado para Tete, um sítio perdido no coração de África conhecido por 'o cemitério dos brancos, afirmou numa entrevista. Ora, o herói da nossa história encontrou em Moçambique um sentido para a vida e tornou-se num “anjo branco”, ao decidir criar um serviço de Apoio Médico Aéreo e, desta forma, ajudar as populações isoladas que, muitas vezes, não tinham acesso a quaisquer cuidados médicos.

(…) e o médico que chega do céu vestido de branco transforma-se numa lenda do mato. Chamam-lhe o Anjo Branco.

Porque a bondade, nesse tempo, era uma bondade solitária, sem quaisquer apoios e prémios. Uma bondade partilhada por um pequenino grupo de gente bem-intencionada, muito à frente do seu tempo, capaz de ver para além do título, do prestígio social, da cor da pele. Umas migalhas de “anjos brancos” que, longe de esperarem por messias salvadores, arregaçaram as mangas e fizeram do pouco muito. E esta bondade, muitas vezes, foi esquecida no meio de incontáveis massacres e injustiças.

Não salvaram uma nação. Mas deixaram as sementes para que tal fosse possível.

Sandra Costa

sexta-feira, janeiro 07, 2011

Afinal Não Somos Assim Tão Poucos! Parte I

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Levamos a santa e honrada vida a ouvir frases do tipo “a cultura não dá dinheiro”, “ninguém gosta de música clássica”, “os portugueses lêem pouco”, “não vale a pena apostarmos nisto porque os portugueses não comprarão”, etc, etc, etc. Estranhamente, os concertos de música clássica esgotam, os espectáculos de jazz ou ópera ao ar livre estão sempre apinhados de pequenos e graúdos, em lojas como a FNAC temos de dizer “com licença” pelo menos 10 vezes até chegarmos às prateleiras das últimas novidades literárias, as exposições ligadas à divulgação da Ciência são sempre muito concorridas e, como não víamos há muito tempo, não param de crescer pequenas livrarias em tudo o que é terrinha portuguesa. Afinal, em que é que ficamos? A cultura interessa ou não??clip_image004

Pois é. A cultura e o gosto pelo conhecimento estão em toda a parte. Em blogs, em sites, até no Facebook se divulgam livros, descobertas científicas e poesia. De facto, se entrarmos no admirável mundo novo da Internet, dir-se-ia que existem dois planetas Terra: enquanto que as televisões pouco ou nada divulgam a cultura e o saber, exceptuando uns canais temáticos que repetem eternamente os mesmos programas, a internet está “infectada” de centenas de milhar de blogues e sites, cujo único objectivo é contar aos seus “seguidores” o último livro que foi lido, a última descoberta científica, o último álbum obscuro e fabuloso de uma banda obscura e fabulosa, o último compositor esquecido cuja partitura foi recentemente descoberta nas prateleiras de uma vasta e labiríntica biblioteca. Sim, a cultura está viva e bem viva. E em Portugal, como vão as coisas?

No nosso país, existe um silencioso exército de devoradores de livros. Fartos de ver a leitura relegada para 15º plano, arregaçaram as mangas e decidiram eles próprios divulgá-la. E não, não estão sozinhos: o blog Devaneios da Jojo já tem 155 seguidores; o espaço Pó dos Livros já conta com 5999 fãs no Facebook; Viajar pela Leitura já vai com 649 admiradores; o Espaço Saída de Emergência já tem 3081 apaixonados no Facebook; Bela Lugosi is Dead, um espaço dedicado exclusivamente à literatura fantástica e de ficção científica, já conta com 287 admiradores. E se continuarmos a pesquisar, são imensos os cantinhos de anónimos que não escondem o seu intenso amor pelas palavras e pelo sonho. Uns assinam com o seu nome, outros preferem ser conhecidos pelo seu nickname. Uns têm preferências por romances “realistas”, outros adoram as naves espaciais e os monstros debaixo da terra. Porém, todos eles têm algo em comum: a paixão pela literatura e a carolice de criar algo que, pelos vistos, e ao contrário do que se diz para aí, até agrada a muita gente. Resumindo: à boa maneira “portuga”, se não encontras, faz.

Para um país que supostamente não gosta de livros, há muita gente a comprá-los e a divulgá-los na Internet!

Links dos sites mencionados:

Bela Lugosi is dead

Pó dos Livros

Saída de Emergência (blog)

Os Devaneios da Jojo

Viajar Pela Leitura

As duas imagens foram retiradas do excelente blog visual O Silêncio dos Livros:

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Biologia _ PES

Estes trabalhos foram realizados pelos alunos da turma B do 12º ano no âmbito da disciplina de Biologia e do Programa de Educação Sexual. Os trabalhos agora divulgados foram apresentados pelos respectivos autores e discutidos em sala de aula.

A docente: Leonor Paiva

terça-feira, janeiro 04, 2011

Saúde

No âmbito de Ciências Naturais, os alunos da turma A do 9º ano elaboram um Inquérito com o objectivo de se aperceberem dos hábitos de Saúde dos Serpenses e aplicaram-no a 120 pessoas. Aqui ficam os seus resultados e conclusões.

Balanço Geral De 2010

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Como sempre, houve de tudo um pouco: grandes feitos heróicos, grandes descobertas científicas, grandes chacinas, grandes canções, grandes injustiças, grandes fomes, grandes crises, grandes desilusões, grandes esperanças… O ser humano é sempre assim: ou é o tudo ou é o nada.

Se tivéssemos que escolher o evento que mais nos marcou este ano qual seria? A libertação dos mineiros do Chile? O mini bigbang criado pela equipa do CERN? O Mundial de Futebol? A abertura da Fundação Champallimaud? O filme Harry Potter e os Talismãs da Morte, parte 1? O Orçamento de Estado, que se avizinha terrível para o país?

E também existem os eventos privados e pessoais: um casamento, um funeral, o nascimento de uma criança, a nossa casa assaltada, a primeira hortinha plantada entre pai e filho, um grande amigo que ficou muito doente, o nosso primeiro beijo ou a primeira vez com a pessoa que amamos. Mas esses momentos são só para os amigos e familiares e esses, apesar de serem os mais importantes, obviamente que não serão mencionados nos balanços de fim-de-ano de qualquer mass media

Deixamos aqui um olhar muito optimista e universal da Google. Vejam com atenção, e descubram se estiveram ou não atentos às notícias do mundo!

Zeitgeist 2010: Year in review

Imagem retirada daqui

Eco-escolas–Blogues

Com o devido pedido de desculpas, aos autores e Professora responsável, divulgamos hoje com algum atraso as ligações aos trabalhos de alunos do 12ºB de área de projeto, e que estão associados ao Eco-escolas pelas temáticas abordadas. Vale a pena serem seguidos de pertoSorriso:

http://selfservicedanatureza.blogspot.com/

http://www.wix.com/thewalkers/serpa

http://bloguedojardim.blogspot.com/

http://projectoazeite.blogspot.com/

http://green-players.blogspot.com/

domingo, dezembro 26, 2010

Palestra (REEE)

Palestra sobre a temática dos Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos (REEE) com o representante da AMB3E, Eng. Guilherme Marcão.

Data: 12-01-2011

Hora: 11:00

Local: CIA Bloco F

Público-alvo: Professores e alunos da Escola Secundária de Serpa em geral e especificamente as turmas TGA; TGEI09 e 12.º A.

Organização: “Desconectados” (grupo de Área de Projecto do 12.º A) e Equipa Escola Electrão.

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segunda-feira, dezembro 20, 2010

Dia Mundial da Luta Contra a Sida

No âmbito da Comemoração do Dia Mundial da Luta Contra a Sida (1 de Dezembro), a Equipa PES da ESS, desenvolveu com a Enf.ª Úrsula, do Centro de Saúde de Serpa, no passado dia 15 de Dezembro, 2ª feira, uma acção sobre IST/ HIV, destinada aos alunos das turmas do 11º B e 12ºA.

Aqui fica, então, o registo do acontecimento !

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Quem Foi O Verdadeiro Pai Natal?

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Descubra as diferenças

Este velhinho simpático de barbas brancas é hoje (feliz ou infelizmente) mais famoso do que o próprio Jesus Cristo e já existem muitas casas portuguesas que nem sequer presépio ou um anjinho da guarda têm. Porém, nunca falta a árvore de Natal e o famoso avozinho de pijama vermelho pendurado numa janela ou varanda, tentando trepar para a chaminé. O Natal é cada vez menos uma festa religiosa e contam-se pelos dedos os Portugueses que ainda hoje celebram a famosa Missa do Galo. Muito mais espertos são os Espanhóis, que sabiamente tiveram a sensatez de festejar primeiro o nascimento do Messias e só no Dia dos Reis é que as prendas são distribuídas.

Actualmente, o Pai Natal é um “velhote” muito fixe e baril, que distribui prendas a todos os meninos que se portaram bem. É tudo menos uma figura Cristã: o que raio está este bizarro idoso a fazer numa festa que pretende celebrar o nascimento de Jesus? O que é que ele tem a ver com o Messias?

O Pai Natal que hoje conhecemos foi uma invenção da Coca-Cola: no início dos anos vinte do século passado esta famosa bebida estava associada ao Verão. Poucos eram os americanos que compravam este refrigerante nas restantes estações do ano. Ora isto significava prejuízo para uma empresa e, por isso, os geniozinhos da publicidade meteram mãos à obra e criaram uma série de cartazes, onde esta gasosa era bebida em qualquer altura da semana ou mês. Mas foi em 1931 que a moda pegou de vez: o ilustrador Haddon Sundblom, inspirado num poema escrito em 1822 (Uma visita do São Nicolau, de Clement Clark Moore), pintou o Pai Natal que pertence ao nosso imaginário: um avô bonacheirão, gordinho, bem-disposto e mãos-largas, que se veste de vermelho, viaja num trenó voador puxado por renas, e entra na nossa casa através da chaminé, para pousar presentes ao pé da lareira, enquanto os catraios clip_image006estão a dormir.

Mas… o Pai Natal foi todo ele uma invenção da Coca-Cola? Não. Existiu de facto um Pai Natal, embora este fosse bastante diferente daquele que hoje conhecemos: São Nicolau (Santus Nicolaus) nasceu em Lycia, um país que pertence à região da Ásia Menor, no século III ou IV d.C., e terá sido bispo na cidade de Mira, na Turquia. Segundo o blog http://www.regiaocentro.net, Ficou também como um dos santos mais populares da história da Cristandade, sendo o protector não só dos mais pequenos. Também marinheiros, escravos, pobres e presos se dizem protegidos pelo santo, isto porque São Nicolau esteve preso no reinado de Diocleciano, durante a perseguição aos cristãos, ficando encarcerado por muito tempo. Mas mais tarde Constantino, O Grande ordenou a libertação de vários presos religiosos entre os quais se encontrava Nicolau.

clip_image008 Reza a lenda que São Nicolau, muito à frente do seu tempo, amava e respeitava as crianças, e também as mulheres. Ao contrário de muita gente, olhava-as como seres humanos especiais e não como objectos que estavam aqui para servir os caprichos dos adultos e machos. Há muitas, muitas lendas à volta deste bom homem: uma conta que São Nicolau salvou três crianças, que estavam fechadas numa arca e que iam ser vendidas como escravas. Outra história muito famosa narra o terror de um pai que se vê forçado a “aceitar”, cheio de remorsos, a prostituição das suas três filhas, pois era velho demais para trabalhar, e não havia ninguém para sustentar a família. São Nicolau, depois de ter ouvido, horrorizado, esta história, decide, às escondidas e pela calada da noite, atirar da janela da casa vizinha um saco cheio de ouro ao pé da lareira onde estavam estas quatro tristes almas. Desta forma, filhas e pai puderam recomeçar a sua vida do zero e nunca mais tiveram que suportar tamanha desonra. Também são muitos os “relatos” deste santo bem-disposto, que distribuía comida, doces e presentes às crianças, montado num burrinho ou viajando num trenó puxado por oito renas.

São Nicolau é, sem dúvida, um dos santos mais amados da História desta do Cristianismo. Representa tudo aquilo que Jesus pregava: a compaixão pelos outros, a vontade de ajudar, a caridade, o respeito e amor pelos mais fracos e mais inocentes. É uma pena que hoje seja apenas um pretexto para as lojas e supermercados sacarem dinheiro aos pais…

Imagens retiradas de : 1  2  3  e 4

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Os Alunos Falam

O Geniozinho, de Maria Tereza Maia Gonzalez

Sinopse

Este livro tem como título O Geniozinho, e todo ele se desenvolve em redor de uma personagem chamada Rodrigo. Este livro fala de um rapaz de 14 anos, que leva a vida inteira em frente ao computador a estudar. Ele tem um irmão, chamado João, e que, ao contrário dele, não liga tanto à clip_image001escola e prefere conviver mais.

Rodrigo não convive muito do ponto de vista social e por isso nunca teve uma namorada, pois passava grande parte do seu tempo a estudar. Os únicos amigos que tinha aproveitavam-se dos seus conhecimentos de escola. O seu grande apoio era a sua mãe que o acarinhava muito, pois previa para ele um futuro muito risonho.

A certa altura do ano lectivo Rodrigo, saturado de tudo, decide dar um novo rumo à sua vida, pois estava farto da chacota dos seus colegas, desprezo dos amigos e principalmente da sua solidão ao longo dos anos…

A Minha Opinião

Na minha opinião, acho que o livro é muito interessante, pois o seu tema desperta curiosidade e interesse, de tal maneira que leva o próprio leitor a se imaginar dentro da personagem. O que também me chamou a atenção foi o modo de escrever da autora, pois ela entre muito bem no espírito da adolescência, até na própria linguagem em que está escrito, o que entusiasma muito o leitor pois, na minha opinião, um bom escritor tem de cativar de tal modo os leitores ao ponto de estes se imaginarem como fazendo parte da história que estão a ler.

O livro é de leitura fácil, pois não é muito maçudo e está bem escrito, porque este quase não tem partes mortas. O que também gostei foi a capacidade da personagem de enfrentar os seus problemas, pois ele em pouco tempo conseguiu mudar radicalmente a sua maneira de viver e de lidar com as pessoas de maneira diferente, de tal modo que, a partir desse momento, começou a existir um outro Rodrigo, muito diferente do velho.

Acho que à nossa volta há também muitas pessoas que se identificam com esta personagem…

De: Diogo Infante, 9ªA

terça-feira, dezembro 14, 2010

O Tangram e a Matemática !

O Tangram é um puzzle (quebra-cabeças) chinês muito antigo, formado por 7 peças (5 triângulos, 1 quadrado e 1 paralelogramo). Os triângulos são rectângulos isósceles e têm três tamanhos diferentes: dois grandes, um médio e dois pequenos. Os ângulos agudos do paralelogramo medem clip_image0024 e o lado menor mede o mesmo que o lado do quadrado.clip_image004

 Com as suas peças podemos formar várias figuras, utilizando-as todas e sem as sobrepor.

Há várias versões sobre a origem do Tangram mas parece aceitar-se que o jogo surgiu na China em finais do século XVIII, onde se popularizou.

Não se sabe ao certo como surgiu o Tangram, apesar de haver várias lendas sobre a sua origem. Uma diz que uma pedra preciosa se desfez em sete pedaços, e com elas era possível formar várias formas, tais como animais, plantas e pessoas. Outra diz que um imperador deixou um espelho quadrado cair, e este se desfez em 7 pedaços que poderiam ser usados para formar várias figuras. Segundo alguns, o nome Tangram vem da palavra inglesa "trangam", de significado "puzzle". Outros dizem que a palavra vem da dinastia chinesa Tang, ou até do barco cantonês "Tanka", onde mulheres entretinham os marinheiros americanos. Na Ásia o jogo é chamado de "Sete placas da Sabedoria".

No âmbito da disciplina de Matemática, módulo B5-Jogos e Matemática, os alunos do curso Técnico de Organização de Eventos, ilustraram algumas passagens de contos infantis, com imagens construídas com as peças do Tangram.

 

 
 

 

Serpa Mostra Os Seus Artistas

clip_image002 Vários professores e alunos da Escola Secundária de Serpa participaram na gigantesca exposição dedicada à obra do grande escritor Hans Christian Andersen. Uns criaram peças de teatro e outros fizeram trabalhos alusivos aos contos deste autor. O resultado tem sido do agrado de todos e, por isso mesmo, Serpa está de parabéns.

Apresentamos aqui a exposição que neste momento se encontra na biblioteca da nossa escola, cujos trabalhos são da autoria dos alunos dos 7ºs e 8ºs anos. A professora Maria Ana César foi a responsável por este maravilhoso projecto. Ora vejam lá se reconhecem algumas das histórias, aqui transformadas em escultura e pintura!

Por último, dêem também uma espreitadela à nossa árvore de Natal (na foto), inserida no projecto Eco-Escolas, também da responsabilidade da professora acima referida. Desta vez, foram os alunos do 9º ano, em particular os da turma A, que deram largas à imaginação e criaram uma árvore de Natal super simples, mas também super original!