quinta-feira, outubro 14, 2010

Ainda Há Notícias Felizes

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A grande Inteligência é sobreviver.
As tartarugas portanto não são teimosas nem lentas, dominam;
SIM, a ciência.
Toda a tecnologia é quase inútil e estúpida,
porque a artesanal tartaruga,
a espontânea TARTARUGA,
permanece sobre a terra mais anos que o homem.
Portanto,
como a grande inteligência é sobreviver,
a tartaruga é Filósofa e Laboratório,
e o Homem que já foi Rei da criação
não passa, afinal, de um crustáceo FALSO,
um lavagante pedante;
um animal de cabeça dura. Ponto.
de Gonçalo M. Tavares, in "Investigações. Novalis"

O mundo parou. Não para ver Futebol ou um grande filme americano; não parou por causa de uma manifestação para aumento de salários; não parou porque o novo iphone chegou às lojas; não parou para ver um julgamento de pedofilia ou um ataque terrorista. Desta vez, parou para ver o resgate de 33 mineiros chilenos, pobres e anónimos que, contra todas as expectativas, aguentaram dois meses de escuridão num caixão funerário chamado “mina”.

O mais novo tem 19 anos, o mais velho 62. É gente acostumada à dura realidade de um duro planeta que é duro para eles. Não é fácil abater ou desmoralizar clip_image002estes homens de “casca grossa” como, aliás, são todos os mineiros deste mundo. Isto não é trabalho para meninos de pança cheia e telelé na mão. O último a sair foi Luis Urzùa (na foto) e a euforia depressa se instalou pelo Chile inteiro. Graças a todos, graças à extraordinária NASA, graças aos amigos e familiares que nunca os abandonaram.

Hoje é um novo dia para estes heróis à força. A sua vida nunca mais será a mesma. Ou morrerão de pé ou entrarão numa depressão inesperada e tardia. Seja como for, e à semelhança das grandes epopeias, fizeram a sua viagem ao mundo dos mortos e renasceram.

Para serem, temos a certeza, ainda mais fortes do que já eram.

Imagens retiradas de:

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/chile-celebra-resgate-dos-mineiros

http://www.portaldailha.com.br/noticias/lernoticia.php?id=6509

quarta-feira, outubro 13, 2010

Hoje É O Dia Mundial Do Escritor

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Escrever um livro ou um poema é uma “profissão” mal desejada e mal amada. Tirando alguns casos muito excepcionais (e que, muitas vezes, nada têm a ver com Literatura) viver das palavras é bilhete de ida para a fome e para o desprezo da sociedade. Não se vive da escrita.

O escritor é um ser amaldiçoado. Amaldiçoado porque a verdadeira Literatura incomoda-nos, obriga-nos a pensar. Amaldiçoado porque o livro não é bem-vindo num mundo onde a imagem é tudo e a palavra encontra-se esvaziada de sentido e de emoções. Usámos e abusámos dos termos “Amor”, “Solidariedade”, “Tolerância”, entre muitos outros. Hoje, as palavras são uma nota de rodapé que só serve para legendar uma garrafa de Coca-Cola, o novo par de ténis da Reebok ou o novo modelo de um carro. Deixámos de brincar com os trocadilhos, com os sons da língua, deixámos de usar a ironia, deixámos de moldar o nosso vocabulário como se fosse um pedaço de mármore prestes a ser esculpido. Estamos espiritualmente mais feios, emocionalmente mais infelizes, socialmente mais autistas.

No vasto oceano dos facebooks e dos twitters, uma pequena e silenciosa minoria teima em ser diferente e vai lançando às novas gerações o bichinho da leitura e da escrita. Não fazem barulho, não dão nas vistas, não partem carros nem montras, não fazem comícios nem manifestações à porta dos governos. Mas é fácil detectá-los: estão numa esplanclip_image004ada lendo e escrevendo. Estão num centro comercial, na ala das crianças, escolhendo em conjunto com o petiz o novo “brinquedo” que será lido em família. É o adolescente esticado na relva a saborear as palavras; é o turista, emocionado, a escrever o seu diário. São seres silenciosos mas apaixonados; tímidos mas luminosos; educados mas incómodos. São os “esquisitos” que não bebem até cair, os “anti-sociais” que amam mais a Humanidade do que muita gente pensa. É o vizinho “bicho-do-mato” que diz baixinho “bom dia” a quem passa, de jornal enrolado no ombro. E é sempre deles que virá a revolução.

O escritor encontra-se numa mesa de um café. Observa o mundo à sua volta, as velhas e as novas almas, os amargurados e os felizes, os gordos e os envergonhados, a mãe cansada e o filho a pedir atenção, o casal que não troca uma palavra, o empregado esgotado que diz “bom dia” sem olhar para o cliente, a mulher grávida e o seu sorriso de água. O barulho dos carros de uma pessoa só. O casal de namorados que brinca com o seu cão.

O bloco de notas surge do nada, o papel vazio procura uma ideia.

Escreve.

Imagens retiradas de:

http://cultura.updateordie.com/2010/01/25/como-planejar-para-escrever-seu-livro-parte-1/

http://osentidodascoisas.blogspot.com/2009_05_01_archive.html

terça-feira, outubro 12, 2010

Livro Da Semana

Os contos, Hans Christian Andersen

clip_image002 Podemos não saber quem foi Hans Christian Andersen (será possível????). O nome talvez não nos diga nada. Mas comecem a dizer títulos de contos como, por exemplo, O Soldadinho de Chumbo, ou O Patinho Feio e imediatamente todo um oceano de imagens, cheiros e óptimas recordações de infância desfilam diante dos nossos olhos. Lado a lado com a Cinderella e o Gato das Botas, estas pequenas e deslumbrantes histórias, criadas por um só homem, deixaram ao mundo um legado de sonho, de sensações e sentimentos, de poesia e grandes lições de moral.

Sim, lições de moral. Porque A Princesa das Neves fala-nos dos seres humanos frios, incapazes de amar. Porque O Rouxinol do Imperador alerta-nos que as coisas mais importantes da vida são as mais simples e as mais naturais. Porque a Polegarzinha apenas nos chama a atenção para a coragem e bravura que existe em todos nós, até nos seres mais pequeninos. Porque A Sereiazinha representa todos os seres humanos que se sacrificam por Amor… E nem sempre são recompensados por tal. E são tantas, tantas, tantas as histórias deste livro que nos ensinam sempre qualquer coisa, não importa a geração, a cor da pele, o sexo, o século.

E nesta Serpa, Vila Branca, em breve assistiremos a uma excelente exposição dedicada a este grande escritor, entre os meses de Novembro e Janeiro. Tem corrido o país todo e tem deslumbrado miúdos e graúdos. Escolas, grupos de teatro, bibliotecas escolares, professores, centros de saúde, todos participarão, todos se juntarão a esta fabulosa exposição, que poderá ser vista na Biblioteca Municipal Abade Correia da Serra. A imagem de baixo dar-nos-á um pequeno cheirinho do que nos espera!

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Mas, para compreendermos em pleno todas estas maravilhosas obras de arte; para podermos reconhecer as histórias nos quadros, nas esculturas, nas peças de teatro; para que possamos usufruir em pleno deste grande evento, convém antes de tudo lermos com atenção esta compilação que se encontra agora na nossa biblioteca. São pequenas jóias que, muitas vezes, não passam das oito páginas. E lêem-se de uma assentada, como se de bombons de chocolate se tratassem.

Deslumbrem-se e ressuscitem a criança que existe em vocês.

Hans Christian Andersen conta a sua história (Espanhol)

Imagem retirada daqui

segunda-feira, outubro 11, 2010

Não Arranques Os Cabelos, Chegou A Plataforma Diigo!

clip_image001 Estas histórias já são velhas: o teu professor de História pediu-te que fizesses uma pesquisa sobre a arte da Grécia Antiga ou, então, escolheste como tema de Área de Projecto a vida dos mineiros no Alentejo. E agora a tua “prof” de Inglês anda a pedir a ti e aos teus colegas que apresentem um conto escrito nesta língua. Só que não tens nenhum livro escrito em Inglês na tua casa. Bom, sempre há a biblioteca da escola, mas nenhuma daquelas publicações são do teu agrado…

Vais ao computador, “gloogas”… e, para frustração tua ou tens excessiva informação e não sabes que páginas deves escolher ou não encontras informação nenhuma em formato digital.

Para evitar precisamente estes problemas, foi criada a famosa plataforma Diigo: trata-se muito simplesmente de pesquisa devidamente filtrada: Matemática, Francês, História, Língua Portuguesa, Inglês, Geografia, etc, etc, etc, todos estes conteúdos estão ao teu alcance mas foram cuidadosamente seleccionados pelos teus professores e, por isso, estes links são credíveis e de se fiar. Além disso, já sabes o que o teu “prof” quer!

clip_image002Poderás encontrar de tudo: livros online para poderes descarregar, música, matéria para as tuas disciplinas, até aprenderes Espanhol sem pagares um tostão! Terás acesso a exercícios de Matemática online, matéria para os Exames Nacionais, concursos, e tudo aprovado pela tua escola. Não é de espantar, portanto, que a plataforma Diigo seja hoje uma das mais utilizadas por praticamente todas as escolas e empresas do mundo inteiro: poupa imenso tempo de pesquisa aos estudantes/trabalhadores! Tudo o que tu tens a fazer é olhares para o lado direito deste blog e clicares no ícone que diz “Diigo”. A partir daí é só ires aos links certos! Não precisas de te inscrever em sítio algum, não precisas de password nenhumas. Fácil, prático, rápido. Quanto aos professores, tudo o que precisam de fazer é falar com os responsáveis deste blog e enviarem os links que desejam colocar nesta biblioteca digital.

Informa os teus professores. Temos a certeza absoluta de que muitos tirarão proveito desta nova ferramenta de pesquisa!

Imagens retiradas de:

http://anjosdacultura.blogspot.com/2010_05_01_archive.html

http://mrel4.wikispaces.com/Share

domingo, outubro 10, 2010

O Meu “Eu” Do Outro Lado

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De dez em dez anos, o mundo da televisão é abalado pela chegada de uma série de ficção científica que é capaz de revolucionar a forma como entendemos e sentimos o mundo à nossa volta. Foi o que aconteceu com a Twilight Zone (Quinta Dimensão, em Português), foi o que aconteceu com a série Star Trek, foi o que aconteceu com os Ficheiros Secretos e foi o que aconteceu com a série Lost, que terminou há cerca de uns meses atrás. Desta vez, a revolução continua com a série Fringe, que foi transmitida na RTP2 e no canal sci-fi.

Mas falemos do que interessa: uma série de mortes muito estranhas e bizarras começam a aparecer pelos quatro cantos do mundo e o FBI, em desespero de causa, monta um departamento muito especial, cujo objectivo é investigar estes assassinatos muito pouco comuns. Este departamento chama-se Fringe, visto que estes eventos sinistros, baptizados com o nome Pattern (Padrão), parecem estar ligados a uma série de experiências pseudo-científicas que foram realizadas nos anos sessenta do século passado (os ingleses e os americanos têm um nome para estas pseudo-experiências: Fringe Science, ou seja, “Ciência marginal”. Chamamos “Pseudo-Ciência” a tudo o que esteja relacionado com o Paranormal: Telequinésia, Projecção Astral, Caça aos Fantasmas e aos OVNIS, etc).

clip_image004 A agente Olivia Dunham (imagem à esquerda) é alistada para fazer parte deste departamento. Porém, logo no primeiro episódio, apercebemo-nos que ela não está ali por acaso: por alguma razão que não conhecemos, ela foi “empurrada” para esta equipa e é uma peça-chave para a compreensão destes acontecimentos bizarros. Mais estranho ainda, todas estas mortes estão intimamente ligadas às experiências “científicas” de um certo Walter Bishop, um génio que enlouqueceu e que está internado num manicómio há cerca de 17 anos. Junte-se à história o seu estranho e sedutor filho, Peter Bishop, cujo passado é muito nebuloso; uma poderosíssima empresa dedicada a pesquisas científicas (Massive Dynamic) que parece estar por detrás destes eventos; uma célula terrorista de nome ZFT, que odeia a Ciência, mas gosta de a usar para fins muito pouco éticos; um grupo de humanos (serão humanos?) carecas, que não envelhecem e que se limitam a estar presentes no local do crime, observando e registando estes acontecimentos; a colisão de dois universos paralelos, o nosso e o deles; et voilá!, aqui temos uma série de ficção científica que nos cola ao ecrã e que nos vicia completamente!

Embora não tenha grandes audiências (6 milhões de espectadores é um número muito pequeno para as televisões americanas), esta série já criou um exército de fanáticos apaixonados, que chegam ao ponto de rever quatro cinco vezes o mesmo episódio, só para encontrarem o “Observador” ou descodificarem os símbolos que aparecem antes dos intervalos (são um alfabeto, vejam este link http://fringepedia.net/wiki/Fringe_Symbols). Mas o grande mistério desta história é o grupo dos Observadores (foto em baixo): quem são eles, de onde vêm, por que motivo nos observam, o que querem eles de nós, o que escondem.

Os Observadores - Quem são eles? (Legendado)

Verdadeiramente imperdível, Fringe brinca com a Ciência de hoje e a Ciência do amanhã, imagina o Impossível e torna-o Possível. E afirma que “há sempre duas coisas da mesma coisa”: nós, que estamos deste lado do universo, e o outro “nós” que existe no universo paralelo. E Vem aí uma tempestade

Para terminar, voltem ao início deste texto e olhem para a fotografia com a mão. Não há ali qualquer coisa de estranho?

Fringe, Universos Paralelos, Realidades Alternativas (Legendado)

Imagens retiradas de 1 e 2 :

quarta-feira, outubro 06, 2010

A Criança Do Século XXI, O Monge Do Século X E A Cidade Dos Livros

Porque aqueles que amam os livros e o Saber estão sempre a surpreender-nos com as suas ideias mirabolantes…

It’s A Book, de Lane Smith (legendado)

E Agora, Como É Que Eu Abro Esta Coisa?

É Aqui Onde Vivemos (a cidade dos livros)

 

terça-feira, outubro 05, 2010

E Ontem Foi O Dia Mundial Do Animal!

Deixamos aqui este vídeo lindíssimo do ursinho Knut, que tem feito sensação no Youtube. Foi o primeiro urso polar a nascer no jardim zoológico de Berlim em mais clip_image001de 30 anos (2006) e, vá-se lá saber porquê, a mãe rejeitou-o. Por causa deste incidente muito pouco comum, esteve quase para ser “posto a dormir”, porque muitos acharam que não sobreviveria ao abandono da sua progenitora. Tal não aconteceu e quem cuidou dele foi Thomas Dorflein, um funcionário do jardim zoológico (na foto). Este tratador morreu de causas naturais, em 2008.

Knut ficou mundialmente famoso graças um grupo de “activistas ecológicos”: estes escreveram uma carta ao zoo, pedindo que o animal fosse sacrificado, em vez de, segundo os mesmos, ser “mimado” pelos humanos.

Hoje, Knut está de boa saúde e é uma das grandes estrelas da Alemanha.

Knut, o Ursinho Polar

Imagem retirada daqui

Ah, “Ganda” Mulher!!!!

Para festejarmos os 100 anos da Implantação da República, precisaríamos de um símbolo que mostrasse até que ponto o dia 5 de Outubro contribuiu para a criação de um novo e mais igualitário Portugal. E clip_image002dizemos “começou” porque muitos sonhos e projectos que o sonho da República prometia a muitos portugueses demoraram muito tempo a chegar. De facto, devemos mais as grandes e revolucionárias mudanças ao 25 de Abril de 1974 do que propriamente ao 5 de Outubro de 1910.

Um dos grupos que mais foi “traído” pelas promessas da República foi o grupo das mulheres: tinham-lhes prometido o voto e a igualdade dos sexos e estas “juras de amor” foram muito convenientemente esquecidas, assim que os Republicanos tomaram o poder. As Portuguesas, vendo os seus sonhos e projectos destruídos, encolheram os ombros e, muito obedientemente, como a sociedade e os padres mandavam, resignaram-se, calaram-se e voltaram aos seus tachos e panelas. Porém, uma delas deu um belo murro na mesa e decidiu dar luta aos novos poderosos da nação. Chamava-se Carolina Beatriz Ângelo e foi a primeira mulher a votar em Portugal.

Mas comecemos pelo início: corria o ano de 1893 quando a Nova Zelândia espantou o planeta inteiro ao decidir autorizar o voto às mulheres. Tal decisão foi tão revolucionária que sacudiu os governos e monarquias dos quatro cantos do mundo. De repente, todas as “burras de saias” do mundo ocidental começaram a reclamar exactamente a mesma coisa, para grande frustração de muitos políticos, padres e chefes de família. Aos Republicanos convinha-lhes bastante cativar a seduzir a segunda metade da Humanidade e, por isso mesmo, não lhes custou mentir com quantos dentes tinham na sua boca. “Fiquem do nosso lado e terão a igualdade com que sempre sonharam”, prometiam eles. E muitas mulheres portuguesas acreditaram neles.

Como toda a gente sabe, o dia 5 de Outubro foi a hora da verdade para Portugal… e pouco ou nada mudou para as mulheres. Mas Carolina Beatriz Ângelo não era uma “mulherzeca” qualquer: era apenas uma senhora cultíssima e, ainda por cima, a primeira mulher portuguesa a operar no Hospital de São José. E, sendo um ser humano inteligente e manhoso, aproveitou o “buraco” da primeira lei eleitoral publicada pelo poder Republicano: segundo a mesma, só os chefes de família que soubessem ler e escrever estavam autorizados a votar. Ora, Carolina preenchia os requisitos todos da lei: tinha mais de 21 anos, sabia ler e escrever e era chefe de família, uma vez que o seu marido tinha falecido recentemente.

Quando exigiu ser recenseada, o seu pedido foi recusado pois Carolina não pertencia ao sexo masculino e, consequentemente, não tinha “cabecinha” para decidir o que era melhor para o país. Revoltada, meteu em tribunal a Comissão Recenseadora, e o juiz João Baptista de Castro, também ele um homem “de vistas largas”, chocou o país com estas famosas palavras: Excluir a mulher (…) só por ser mulher (…) é simplesmente absurdo e iníquo e em oposição com as próprias ideias da democracia e justiça proclamadas pelo partido republicano. (…) Onde a lei não distingue, não pode o julgador distinguir (…) e mando que a reclamante seja incluída no recenseamento eleitoral».  E no dia 28 de Maio de 1911 fez-se História: Carolina, orgulhosa e altiva, depositou o seu voto no meio de uma multidão totalmente masculina. Este caso foi tão espectacular que os jornais do mundo inteiro o mencionaram. Carolina Beatriz Ângelo chegou a ser falada e discutida no palácio de Buckingham, a humilde casinha dos reis de Inglaterra. E escusado será dizer que, por causa desta fantástica senhora doutora, a lei mudou: depois deste pequenino e incómodo incidente, só os chefes do sexo masculino foram autorizados a votar. Olhem para a imagem em baixo e confirmem…

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Ao contrário do que a sociedade machista e ultra-católica portuguesa dizia das mulheres “progressistas” – eram umas “machonas” feias e bigodudas, que não tinham jeito para o amor e nenhum homem as queria - Carolina Beatriz Ângelo adorava a companhia dos homens, foi feliz no seu casamento, foi uma boa profissional e era vaidosa, como todas as mulheres que se prezam. Ela não queria tomar o poder dos homens. Apenas queria ter acesso aos mesmos direitos que o sexo masculino tinha. E não ficou passivamente à espera de que eles caíssem do céu.

Ainda hoje é um exemplo a seguir para muitos portugueses.

Imagens retiradas de:

http://marcasdasciencias.fc.ul.pt/pagina/fichas/sujeitos/dominio?n=40&c=item.nome&d=asc&i=80

http://salaestudobuedafixe.blogs.sapo.pt/28731.html

segunda-feira, outubro 04, 2010

“Livro” Da Semana

 

Visão História - Portugal Há 100 Anos

clip_image002 Amanhã comemoraremos os 100 anos da República no nosso país. Já tínhamos mencionado esta data comemorativa no ano passado (http://bibliotecaportaberta.blogspot.com/2009/10/5-de-outubro-de-1910-implantacao-da.html) e, por isso mesmo, não iremos repetir o que já foi dito. Para homenagear este dia tão importante – para o bem e para o mal – da nossa História, o livro da semana será uma revista publicada no ano passado, e que descreve brilhantemente como era a nossa nação no início do século passado.

E há muito, muito, muito para aprendermos: como viviam os portugueses? O que comiam, o que bebiam? O que faziam nos seus tempos livres? Quem eram as “pop stars” desse tempo? Quantos pobres, analfabetos e marginalizados existiam na nossa nação? Como eram os hospitais de então? Quem ia à escola e quem podia frequentar a escola? Já agora, como era a escola de então? O que se ensinava nesse tempo? Quem tinha o direito de ensinar? Quem podia entrar para as faculdades? Como eram vistos os estrangeiros e os emigrantes? Que direitos tinham, nesses tempos?

Como se vestiam os homens e as mulheres? Que direitos tinham as mulheres? Quem foi Domitila de Carvalho (foto à esquerda)? Quem conseguia ler? Quem gostava de ler? Quem ia ao teatro e quem iaclip_image004 à “Revista” (que começava a germinar nesta altura)? A Ópera era amada pelo povo ou eram só os intelectuais que a apreciavam? Quantos telefones existiam em Portugal? Como eram as estradas, nesse tempo? Já havia salas de cinema em Lisboa? A fotografia era uma coisa cara ou qualquer um podia tirar um retrato? Que músicas se ouviam há 100 anos? Quem eram os “Tonis Carreiras” do século passado?

Os políticos de então eram iguais aos de hoje? Eram visionários, tinham sonhos grandes para a nossa nação? Ou será que só estavam interessados em “ter um tachinho”, como se diz hoje em dia? E a Monarquia? Era activa, interessada no futuro de Portugal? Que direitos tinham os nobres? Que relações tinham eles com o poder da Igreja?

Como era a Economia de Portugal? O que se exportava e o que se importava? Como eram os vips de então? Quais os seus gostos e as suas preferências? O público imitava-lhes os modismos e os caprichos? Já se ia à praia? Já era chic o bronzeado?

E tudo isto numa “simples” revista com cerca de 50 folhas…

Por isso mesmo, já não há desculpa para não sabermos nada desta época. Em menos de duas horas, esta revista oferece-nos uma injecção bem-disposta de cultura, Saber, História e todo um oceano de fotografias de um Portugal já desaparecido mas, estranhamente, ainda tão presente nas nossas vidas.

Vinte valores no Exame Nacional de 2011.

terça-feira, julho 06, 2010

Exames Nacionais: O Gato E As Araras

 

Agora chegaram. Ouve-se uma voz a ler um manual inquisitorial de boas práticas. A clip_image001outra, mais desmaiada, ainda vai contando o gado que se instala. Nunca nos olham na alma, para não deixar sair a sapiência do verão. Estão encolhidos os escolhidos. Continuam as vozes.

-É expressamente proibido!

Assim como é proibido rabiscar ou decorar as folhas de exame. Nem mesmo uma flor, para adornar o fim prematuro de uma incursão, ainda que frenética, no reino da memória. Nem mesmo que ela esteja tão só a adornar a margem do escrito.

Outras vezes, parece que não lhe escolheram o nome correcto. Seriam enxames. Seria mais adequado, às circunstâncias. Enxames… sim… movimentam-se como enxames. Todos respeitam: o proibido.

-É proibido o uso disto…e daquilo…ou daqueles. Uma panóplia de crimes, prestes a serem uma vez mais desconhecidos.

Depois, entrariam as crianças, pelo armazém dentro, impulsionadas em ilusões. São, logo ali à entrada despidas de todos objectos “inúteis”.

-E o telemóvel, também é proibi…?

-É sim, é expressamente vedado o seu uso.

- Deixem tudo que não for necessário.

- É proibido, dizia ele.

-É proibido…

Continuava a escrever à “escapula” (com a vontade de ser apanhado) mas sem espaço para argumentar, perante eleitores desconhecidos.

- Não podem…já deviam saber, dizia ele. Não podem nada…

Quê? Agora só faltava que não pudessem pensar.

-Sim, pensar podem.

clip_image003Devem é ser pensamentos dentro dos moldes em que foram panificados. Que vergonha! Ao que chegou o ser humano. Não, ao que chegou esta nação…de navegadores. Pareceriam navegadores? Porém, a nau agora era outra. Tinha um porto bem encontrado, não iria…

-Vem aí alguém do secretariado…ou da inspecção!

Tenho de parar de escrever…porque é proibido agora, durante estes cento e vinte minutos, ou até, caso de cento e cinquenta.

-Basta seguirem as regras!

Enquanto os outros não chegam, delicio-me copiosamente a continuar a vê-los e a imaginá-los, aqui, na ponta do meu papel. Estou a transgredir o dogma: é proibido. Mas quem proíbe aquele gato de perseguir, maravilhado, as outras duas araras, que melodiosamente se enamoram, na área onde nada é proibido?

Mais um gatafunho, não sem aumentar as frequências com que rodo o pescoço e desloco a posição do olhar.

-Vem aí o secretariado. Vem aí a inspecção.

- E isso é proibido, já te disse, se te apanham.

O meu cúmplice repete a mesma frase, com os olhos e um leve movimento com a cabeça.

Ahaaaaaa…não ligo, não paro até chegarem. Que “pidesco” não é, esconder-me para ocultar a minha solidão dentro desta caixa de sabedoria. Continuo a ver as crianças, aqui neste contentor, afogadas em folhas de papel, a costurar, a um ritmo vertiginoso a peça que lhes há-de dar a salvação. O medo de se alhearem da prova de vida é tão líquido, que lhes foge pelas esfinges, e não, nem ousam erguer o rosto para ver o sorriso com que o gato persegue as araras. E elas que salpicavam sons agudos enquanto estremeciam as asas, sem voar, apenas se remexiam.

O gato saltitava e observava em silêncio, sem rodar o pescoço, de cabeça bem apontado para o sol, orgulhoso.

As araras viajam de galho em galho, livres…felizes de não terem de entrar. Não imaginavam elas que deste lado estavam as outras, só que estas não podiam mudar de galho, permaneciam agarradas àquilo que não era proibido, mudas, imóveis, silenciadas

-É proibido.

Sempre que as linhas em que caminhavam chegavam ao fim da página, permitiam-se um levantar de rosto, uma espreitadela lá para fora, à procura delas e do gato…mas depois aterravam de caras nas superfícies brancas e frias que iam mudando de cor à medida que as araras se afastavam do armazém.

Agora as folhas onde escreviam já tinham perdido a brancura. Tornavam-se sombrias. A minha solidão estava mais próxima do final. Eu a olhar para estas crias. Triste, bem barbeado, feito algoz, embrenhado de um espírito plano, continuava a olhar para elas.

Só me vêm à memória o gato e as araras. Foi pena a gato não nos ter visto aqui dentro.

Interrogava-me se teria sorrido para nós da mesma forma que o fazia com as araras.

Não era proibido, pois não?

arara

De: João Rodrigues

 

Imagens retiradas daqui e dali :

Eco-Escola (25 e último)

Damos assim por terminada a divulgação das actividades realizadas no Programa Eco-Escolas 2009/2010.

Agradeço a colaboração de todos aqueles que tornaram possível a concretização do plano de acção da nossa escola para este ano: professores, pessoal não docente, alunos e demais comunidade escolar.

Como palavra final, os meus agradecimentos ao professor bibliotecário José Filipe Lopes pela inestimável ajuda na produção deste blogue. Os trabalhos elaborados ao longo do ano no domínio da Educação Ambiental ficaram assim valorizados pela forma como aqui foram expostos.

Para terminar com chave de ouro aqui fica o Eco-Código da nossa escola, cujas máximas nos esforçámos por implementar com todo o trabalho desenvolvido.

Para o ano há mais!

A defesa do nosso Planeta e de tudo o que nele existe é uma missão sem fim, mas todos juntos, dia a dia, com pequenos gestos, conseguiremos fazer a diferença!

A Coordenadora

Leonor Paiva

 

“Não mates a água, para não morreres de sede”

“Para a água não poluir, vamos todos contribuir”

“Diminui o tempo do teu duche no balneário”

“Destrói o lixo, antes que ele te destrua”

“Em vez de tudo no lixo deitar, vamos reciclar”

“Uma folha é parte de uma árvore… aproveita-a!”

“A terra é nossa e daqueles que ainda não nasceram”

“No mistério da inteligência, equilibrar-se-à um planeta”

“Não polua a atmosfera senão vai para a lista de espera”

“Tenha responsabilidade, proteja a humanidade”

“Poupe energia, aproveite as horas do dia”.

segunda-feira, julho 05, 2010

Eco-Escola (24)

 

Área de Projecto 12ºB

GRUPO DAS ENERGIAS RENOVÁVEIS

Os alunos António Palma, Daniela Baião, Hernâni Santos, João Rebocho e Stéphane Abrantes desenvolveram um projecto com o nomeEnergia Solar - Colector”. Aqui ficam alguns dos documentos elaborados, a maqueta construída, a memória descritiva e o relatório final. Estes alunos também construíram um blogue onde publicaram os resultados das suas investigações

 

 

 Apres_12B_solar Apres_12B_solar2Apresentação

 

 

 

 

 

RELATÓRIO

quinta-feira, julho 01, 2010

Acordo Ortográfico: “Albardar o Burro à Vontade Do Dono”

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Daqui a duzentos anos, é bem possível que já não seja considerada uma “calinada” na língua portuguesa dizermos “darão-lhe” em vez de “dar-lhe-ão”. Já não será talvez erro escrever “á”, “ás”, “áquelas” ou “tava” em vez de “estava” ou, então escrevermos “muinto” em vez de “muito” ou dizermos “hadem” em vez de “hão-de”. Talvez já não seja um erro escrevermos as palavras esdrúxulas sem acento, talvez já não seja um disparate dizermos “interviu” em vez de “interveio”. Não sabemos se será assim, nunca o saberemos porque já cá não estaremos para ver.

clip_image004 OK, hoje estranhamos, mas a língua faz-nos lembrar um organismo vivo que vai evoluindo com o tempo (e, sobretudo, através dos pontapés na sintaxe, da acentuação, da ortografia e da “preguicite aguda”). Não nos esqueçamos que do Latim veio o Francês, o Castelhano, o Português, o Romeno, o Italiano, entre outros exemplos de outras línguas já mortas e que deram outros “filhinhos” linguísticos. No entanto, existe uma diferença flagrante entre uma língua que vai evoluindo e sofrendo correcções em cada dois séculos, e uma reforma feita nas quatro paredes de um gabinete por pessoas nada percebem de linguística e que, a martelo e ao pontapé, exigem que a língua mude à força.

Além disso, as suas justificações são totalmente desprovidas de sentido: desde quando é que os portugueses já não conseguem entender um livro escrito no Português do Brasil, e vice-versa?! Desde quando é que as relações comerciais entre os vários países vão melhorar, só porque algumas palavras deixam de ter a letra “C”, como, por exemplo, “facto”, “actual” ou “arquitectura”, entre centenas e centenas de outros exemplos? Desde quando é que os PALOPS vão ficar mais ou menos unidos e solidários só porque as palavras “Primavera” ou “Abril” vão passar a ser escritas com letra minúscula e não maiúscula?! Isto faz sentido, por acaso?!

Por fim, vamos dar aqui um exemplo: a Inglaterra há já muito tempo que não é uma das grandes potências mundiais, e há já muito tempo que foi substituída pelos seus irmãos Norte-Americanos. No entanto continua, impávida e serena, a escrever “Theatre” em vez de clip_image006“theater”, entre muitos outros exemplos, à boa maneira British e nada USA. Que eu saiba, nunca vimos os Ingleses a tentar agradar aos seus ex-colonizados, mudando a sua escrita, para poderem “andar a reboque” e “acompanharem” os bons ventos dos Estados Unidos da América.

Obviamente que este é um artigo de opinião, e a própria equipa da nossa biblioteca encontra-se dividida neste tópico. Porém, as ordens estão dadas e, como professora, não terei outro remédio senão “albardar o burro à vontade do dono”, e de seguir as ordens que vêem de cima. Até 2014, os patrões dos portugueses decretaram que todos nós teremos que passar a escrever como eles decidiram nas quatros paredes de uma sala de reuniões. Quer queiramos quer não, as coisas são assim.

Por isso, sugiro que pais, alunos, funcionários e professores dêem uma espreitadela à secção Guia Para A Nova Grafia Do Português, que podem encontrar no Expresso.pt (ou poderão clicar aqui: http://aeiou.expresso.pt/expresso-poupa-letras-e-adota-acordo-ortografico=f590263). Está muitíssimo bem conseguida e super acessível a qualquer Português, quer tenha apenas o quarto ano quer tenha uma tese de Doutoramento. E coloquem este “guia” nos “Favoritos”. Vão-se habituando. E para quem já começa a ficar preocupado com a possibilidade de, de um momento para o outro, começar a escrever com erros ortográficos, existe um óptimo (quer dizer “ótimo”, agora é assim que se escreve) programa informático, que automaticamente reformula o nosso computador para aceitar este “Português de gabinete”. Chama-se Flip7 e não é grátis: segundo a Porto Editora, custa cerca de 63 euros (poderão baixá-lo aqui: http://www.portoeditora.pt/produtos/catalogo/ficha/id/172674).

Quem diria que, anos depois, eu iria começar a escrever com erros ortográficos?? A vida tem destas coisas…

Artigo de opinião de Sandra Costa

 

Imagens retiradas de:

http://aeiou.expresso.pt/expresso-poupa-letras-e-adota-acordo-ortografico=f590263

http://cristianportela.zip.net/images/acordoortograficogf3.jpg

http://heptahedron.pedrosilva.info/wp-content/uploads/photos/orig_publico2.jpg

quarta-feira, junho 30, 2010

Eco-Escola (23)

Três alunos da turma B do 11º ano, Ana Silva, André Tam e Manuel Talhinhas, sob orientação da professora Leonor Paiva, participaram no Concurso “PORTUGAL FAZ MELHOR”, propondo a construção de um “Bairro Alentejano Amigo do Ambiente”. Este grupo de estudantes formou uma equipa com o nome “Estevas”, e propôs a construção de um bairro em Serpa, que aliasse a sustentabilidade ambiental com os materiais de construção tradicionais nesta região. Aqui fica a divulgação deste trabalho.

Bairro Alentejano Amigo do Ambiente

Concurso «Faz Portugal Melhor» - Relatório da Prova 1. Clique AQUI para ler

Equipa «Estevas» - Escola Secundária de Serpa – Serpa

 

Bairro Alentejano Amigo do Ambiente

Concurso «Faz Portugal Melhor» - Relatório da Prova 2 - Vídeo – Secundário -- Clique AQUI para ver

Bairro Alentejano Amigo do Ambiente

Concurso «Faz Portugal Melhor» - Relatório da Prova 3. Clique AQUI para ler.

Bairro Alentejano Amigo do Ambiente

Concurso «Faz Portugal Melhor» - Memória Descritiva.

Estevas

Clique AQUI

terça-feira, junho 29, 2010

Eco-Escola (22)

Os alunos da turma A do 12º ano elaboraram no âmbito da área curricular não disciplinar Área de Projecto os seguintes trabalhos, que foram apresentados à comunidade escolar

GRUPO DAS ENERGIAS RENOVÁVEIS

Os alunos Ana Marta Figueira, Luís Mestre, Rute Vargas, João Raposo e Tomás Camelo desenvolveram um projecto que visava focar a problemática das Energias Renováveis na região.

Entre várias pesquisas, entrevistas, visitas de estudo e debates o projecto culminou com a realização de um blog, exposição de uma maqueta e a apresentação de um filme (ver em baixo)

GRUPO DAS ESPÉCIES AMEAÇADAS

Os alunos Ana Pica, Ana Camões, Marina Simão, Miguel Horta e Vera Guerreiro elaboraram um livro, que foi oferecido à biblioteca da escola.

Folheto Espécies Ameaçadas

GRUPO DA HORTA BIOLÓGICA

Os alunos Dora Veiga, Ivan Correia, João Catarino e Luís Mestre, criaram uma horta biológica no terreno da escola.

segunda-feira, junho 28, 2010

Eco-Escola (21)

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Balanço (ano lectivo 2009-2010)

Ao tomar conhecimento do Projecto Olimpíadas do Ambiente através de comunicação interna difundida pela Direcção, inscrevi a escola pela primeira vez nesta iniciativa, em Novembro de 2009.

As XV Olimpíadas do Ambiente têm como objectivo fundamental sensibilizar a comunidade escolar, especialmente os alunos do 7º até ao 12º ano, para a problemática ambiental, aprofundando o conhecimento da situação portuguesa e mundial.

Na modalidade “Ambiente à Prova” os alunos do 7º ao 12º ano são desafiados a testar os seus conhecimentos sobre a temática Ambiente integrado no tema “Os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio”, através de duas eliminatórias ao longo do ano e de uma prova Final Nacional.

Em 14 Janeiro, realizou-se a 1ª Eliminatória, que consiste num teste escrito individual com duração de 45 minutos, constituído por 30 questões de escolha múltipla (Parte I) e por uma questão de desenvolvimento (Parte II) e inscreveram-se 44 alunos da escola, (20 alunos do 12º ano, 11 do 11º ano e 13 do 10º ano), estando presentes na realização da prova 77% desses alunos (34 alunos).

Foram seleccionados pela Comissão Organizadora * para a 2ª Eliminatória (4 de Março) dois alunos do 12º A (Afonso Pereira e Álvaro Calado) e um aluno do 12ºC (Nuno Castanho) que faltou. Esta 2ª Eliminatória inclui um teste escrito com 30 questões de escolha múltipla e duas perguntas de desenvolvimento, com a mesma duração (45min) e que se baseiam em propostas de resolução de problemas ambientais concretos.

Não foi admitido à Final Nacional (os 25 concorrentes que tenham obtido as melhores pontuações) nenhum dos alunos da escola, no entanto, asseguramos a continuidade de projecto nesta escola, realçando como aspectos positivos na sua execução a adesão e entusiasmo dos alunos e o despertar do interesse da comunidade educativa para o tema Ambiente.

O que gostaria de ver acontecer na continuidade deste projecto é melhorar o incentivo de participação de alunos do básico e secundária.

24 de Junho de 2010, coordenadora do projecto, Etelina Gomes


Nº de alunos participantes nesta categoria: 34
Ano Turma Nome Nº de respostas certas (por ordem
decrescente)


1 12º A AFONSO CAVACO PEREIRA 22
2 12º A ÁLVARO MIGUEL VALENTE GALADO 21
3 12º C NUNO FILIPE VALENTIM CASTANHO 21
4 11º A ANTÓNIO MANUEL COSTA NOBRE 21
5 12º C HENRIQUE MANUEL VALENTE GALADO 20
6 11º A JOÃO MARIA PIRES V.P. CANO 19
7 11º A RODRIGO VAN UDEN CHAVES 19
8 12º C MARIA JOÃO G. FURTADO DA ROCHA 19
9 12º C ALICE MARIA G. FURTADO DA ROCHA 19
10 12º C ÂNGELA ISABEL R.C. CARVALHO 19
11 12º C VANESSA BATISTA DELGADO 18
12 12º C MARIA DO ROSÁRIO P.C.B. CORTEZ 17
13 11º A ANA RITA PIRES MOURALINHO 17
14 12º C RITA ISABEL VALADAS AFONSO 17
15 11º A LILIANA ISABEL MESTRE HORTA 16
16 12º B MARIA LEONOR C. ROGADO TRINDADE 16
17 12º C TERESA RAQUEL ALVES SERPA 16
18 11º A DIOGO FILIPE REVEZ CAVACO 15
19 12º A RUTE SOFIA AFONSO VARGAS 15
20 10º E MIGUEL ÂNGELO RAMOS GOMES 14
21 12º C JANETTE CARACÓIS SOEIRO 14
22 11º A RICARDO JORGE PICA INÁCIO 13
23 12º C CÁTIA ALEXANDRA GARCIA GUERREIRO 13
24 10º D JOÃO MIGUEL MARQUES MORAIS 13
25 12º C ANA SOFIA PREGUIÇA CHARRAZ 13
     11º A ANA MARGARIDA ROMEIRO JORGE 12
     12º C ANDREIA FILIPA GONÇALVES SILVA 12
     11º A LILIANE PONCES FILIPE 12
     10º D CARLOS MIGUEL CUCO NEVES 12
     10º D PEDRO ALEXANDRE CORREIA VENTURA 12
     10º E ANA ISABEL BARROCAS TERESA 10
     10º E JOSÉ CARLOS BRAVO ROSA 10
     10º E LOURENÇO LUÍS FERRO BATISTA 7
     11º A JORGE MIGUEL INÁCIO BRAGA 7

 

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domingo, junho 27, 2010

Eco-Escola (20.)

No âmbito do Projecto Comenius: Responsible Citizens Through Scientific Knowledge e da Semana Europeia Para a Redução de Resíduos, que decorreu entre os dias vinte e um e vinte e nove de Novembro de 2009, foi elaborado um “Questionário Ecológico”. Este questionário pretendeu recolher informação sobre concepções e práticas quotidianas relativas a resíduos domésticos, e foi realizado junto dos alunos, pessoal docente e não docente, numa amostra de aproximadamente 30 pessoas de cada categoria.

Questionário_ecológico

 

Resultados

sábado, junho 26, 2010

Eco-Escola (19)

PROJECTO COMENIUS RECICLE

Decorrido que está o primeiro ano de trabalho no âmbito do Projecto Comenius “RECICLE – Responsible Citizens Through Scientific Knowledge”, cumpre fazer um balanço positivo das actividades realizadas e divulgá-las.

Este projecto bienal resulta de uma parceria multilateral com a Itália, a Roménia e a Suécia, e nele estão envolvidos os alunos das turmas do 9ºA, 10ºA, 10ºB e 10ºC, tendo desenvolvido trabalho em várias disciplinas, nomeadamente Biologia, Física-Química A, Geografia, Línguas Estrangeiras, Matemática, TIC, Educação Tecnológica, etc..

Os objectivos principais do projecto são:

§ despertar/alargar o conhecimento dos alunos para as temáticas do ambiente, através do desenvolvimento de novas atitudes no que respeita às temáticas da reciclagem, eco-consumo e outros temas relevantes para um melhor conhecimento da natureza e da sua protecção;

§ partilhar experiências e promover uma cooperação global e em rede sobre as temáticas do ambiente;

§ desenvolver competências transversais como pensamento crítico, criatividade, iniciativa, resolução de problemas, avaliação de riscos, tomada de decisões e gestão emocional construtiva;

§ estimular o uso das TIC como meio de comunicação, troca de informação e pesquisa;

§ desenvolver as competências de uso das línguas estrangeiras (Inglês, Francês, Alemão e Espanhol);

§ melhorar a qualidade das escolas parceiras.

Os temas abordados ao longo de todo o projecto são:

§ O mundo natural e o impacto do homem (impacto da ciência e tecnologia no mundo natural)

§ Energias renováveis

§ Lixo doméstico

§ Reciclagem e Eco-consumo

Neste primeiro ano, foram diversas as actividades realizadas, nomeadamente:

§ Comemoração da semana europeia para a redução de resíduos (panfletos informativos, dramatização e jogos didácticos para os alunos do pré-escolar, outlet de artigos usados, pesquisa e confecção de alguns pratos para reaproveitamento de alimentos)

§ Colaboração com o Eco-Escola na divulgação e participação nas Olímpiadas do Ambiente

§ Colaboração com o programa escola-Electrão no processo de divulgação do mesmo

§ Aulas sobre as temáticas do projecto e visitas de estudo à Pedreira do Galinha, ao Algar do Pena, à Mina de S. Domingos e ao Parque Natural do Vale do Guadiana

§ Comemoração do Dia da Terra (feira de produtos biológicos e naturais, palestra sobre cultura biológica, aula dos alunos do 9ºano para os alunos do 3º e 4º ano do básico, ateliês…)

§ Mobilidades a Itália e à Suécia, com visitas de estudo locais e participação em workshops decorrentes das mesmas

A adesão a estas actividades foi boa por parte dos alunos envolvidos e mesmo da restante comunidade escolar, uma vez que algumas actividades só resultaram tão bem porque outras turmas e docentes da escola se associaram a nós na sua preparação e realização.

A Coordenadora

Matilde Cardeira

 

sexta-feira, junho 25, 2010

Os Jovens Falam

A Mão Que Nos Calou

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No dia em que o Homem

Nasceu por Deus

E dele se livrou

A mão o calou.

No dia em que

A bomba tocou

E o tempo acabou

A mão a calou.

No dia em que

A Humanidade

Se acalmou

A mão a calou.

No dia em que

Cada raça se

Criou

A mão a calou.

No dia em que

A Civilização começou

A desmoronar-se

A mão não conseguiu calar.

E,

Se não conseguiu calar,

Nada se criou,

O tempo acabou,

A Humanidade não se acalmou,

Tudo se desmoronou.

No dia em que a mão

Não nos calou.

De: Luís Soares

 

Imagem retirada daqui

Eco_Escola (18)

No passado dia onze de Maio, no âmbito da disciplina do Ciências Naturais, as turmas A e B do oitavo ano realizaram uma visita de estudo à Herdade Vale do Gonçalinho. Esta herdade está numa ZPE – Zona de Protecção Especial, que se destina essencialmente a garantir a conservação dos habitats de espécies de aves estepárias. Após a visita todos os alunos elaboraram um relatório, onde a maioria expressou o seu agrado pelas actividades desenvolvidas neste centro de educação ambiental. Aqui ficam algumas fotos e três dos relatórios seleccionados pela professora que os acompanhou, Leonor Paiva.

relatorio_-_madalena_margarida

melinda e miguel 8ºB

Relatório da Visita - Beatriz Filipa

fotos_Vale Gonçalinho

quinta-feira, junho 24, 2010

Eco_escola (17)

Segundo Lugar No País!

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A Escola Secundária de Serpa classificou-se em segundo lugar na categoria de Grande Prémio Absoluto no Grupo C deste projecto na 2.ª edição do Projecto Escola Electrão. A mesma classificação foi obtida em termos gerais pois foi a segunda escola, entre 603 aderentes, com maior quantidade de Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos recolhidos (31.832 kg com uma média por aluno de 63,6 kg). Em primeiro lugar, também pertencente ao Grupo C, classificou-se a Escola Profissional Fundação D. Mariana Seixas de Viseu com 79.920 kg. A revelação foi feita na Sessão Switch Off – Escola Electrão 2009/2010, que decorreu no dia 2 de Junho no Centro de Congressos de Lisboa.

O evento que assinalou o final de mais uma edição deste projecto escolar da Amb3E juntou cerca de 1200 pessoas, entre alunos, professores e entidades oficiais, com destaque para as presenças do Professor Doutor Humberto Rosa – Secretário de Estado do Ambiente e da Dra. Isabel Almeida – Subdirectora-geral da Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular do Ministério da Educação.

As t-shirts coloridas das diferentes comitivas escolares e a boa-disposição de todos ajudaram a criar o ambiente de festa, cujo momento alto, já depois do descontraído almoço, consistiu na revelação das escolas premiadas no âmbito da componente de recolha de REEE do projecto. No total, foram recolhidos 1.604.686 kg de resíduos, dando uma média de 2.661 kg por escola e 3,96 kg por aluno, o que significa que em apenas três semanas, cada aluno conseguiu praticamente reunir a quantidade média de REEE que a União Europeia preconiza para cada cidadão, por ano!

clip_image004Para a obtenção destes resultados, além de todo a comunidade educativa, contribuíram ainda em termos de divulgação: A Câmara Municipal de Serpa através da sua página electrónica; o jornal Serpa Informação; o Diário do Alentejo; o jornal Gratuito do Distrito de Beja; o Blog bibliotecaportaberta da Escola Secundária de Serpa; a Plataforma Moodle - alunos - da Escola Secundária; o Blog blogelectrao.blogspot.com; página Facebook - Escola-Electrão; e a página electrónica do Projecto Escola Electrão.

Colaboraram na recolha de Resíduos Eléctricos e Electrónicos as seguintes, vinte e seis, empresas e instituições:

Alenlógica - Informática e Serviços Lda. - Beja

Bejinfor - Informática e Telecomunicações de Beja - Beja

Câmara Municipal de Serpa

Carlos Romeiro - Comércio e Distribuição de Bebidas, Lda. – Aldeia Nova

Carlos Valente – Aldeia Nova

Casa Ferreira, Electrodomésticos - Serpa

Consulpixel - Consultoria e Informática Lda - Beja

Datazero - Serviços de Informática e Internet, Lda.  – Serpa

Elídio Ferreira, Comércio de Electrónica e Informática, Lda. - Beja

Evoralógica - Informática e Serviços, Lda - Évora

Francisco Perdigão – Aldeia Nova

Friserpa-Equipamentos de Hotelaria Lda - Serpa

GEEKCASE-SISTEMAS INFORMATICOS LDA – Beja

Infinito Alentejo-Equipamentos Industriais Lda - Serpa

J. BARRADAS, Cozinhas – Serpa/Vila Nova de S. Bento

João Valadas – Aldeia Nova

José Madeira, Informática - Beja

Junta de Freguesia de Salvador

Junta de Freguesia de Santa Maria

Junta de Freguesia de Vila Nova de S. Bento

Junta de Freguesia de Vila Verde de Ficalho

Olhinfor - Informática e Gestão, Lda. - Olhão

PC Art - Artes Gráficas Comunicação, Lda. - Beja

Rações Malveiro & Graça Mendes, Lda. – Serpa

Siegfried Kraus, Televisões - Beja

Webavant - Consultadoria e Soluções Informáticas – Moura

clip_image006Prémios: 1 Câmara de filmar; 1 Televisor LCD 32”; 1 PC Portátil; 1 Multifunções; 1 Leitor de DVD’s; 1 Projector de vídeo; 1 Máquina de café; 1 Pack de lâmpadas e ainda, enquanto escola convidada, o pagamento da deslocação a Lisboa e alimentação, dos professores responsáveis por este projecto na nossa escola e dos alunos que mais se envolveram nesta iniciativa: as turmas TGEI08 e TGEI09.

Para além da Escola Secundária de Serpa, mais 32 estabelecimentos de ensino de todo o país foram premiados com equipamentos eléctricos e electrónicos.

Aproveitamos para agradecer e dar os parabéns a todos os que contribuíram para este resultado electrizante!

Até breve!

A Equipa responsável pelo projecto Escola Electrão (texto de Manuel Silva)

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Eco-Escola (16)

Os alunos da "Oficina de Artes" da nossa participaram na actividade do "Dia da Terra" com o ateliê de iniciação à gravura, a nossa intenção foi REUTILIZAR A CRIAR ARTE.

Utilizámos por isso, uma técnica aditiva que tem por base a construção de uma matriz com recurso à colagem de diversos materiais sobre um suporte, neste caso cartão, esta técnica designa-se como Collagraph ou Cologravura.

Aqui ficam as imagens

colagraph

terça-feira, junho 22, 2010

Bibliomúsica

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São suecos e têm sido uma das grandes descobertas do Youtube, provando, assim, que a Internet é, neste momento, a grande ferramenta para encontrar novas revelações, que nunca teriam chegado a público se tivéssemos que contar com a bonomia das grandes editoras. David & The Citizens já têm três álbuns e vários EPs, mas deixamos aqui aquela que é uma das canções mais emblemáticas do álbum de 2007: This is the end.

David & The Citizens – This Is The End

Imagem retirada de:

http://betterpropaganda.com/images/artwork/Until_the_Sadness_is_Gone-David_and_the_Citizens_480.jpg

segunda-feira, junho 21, 2010

Eco-Escola (15)

Para divulgar as comemorações do Dia da Terra, alunos e professores elaboraram cartazes e convites, anunciando junto da comunidade escolar a Feira dos Produtos Biológicos e Naturais, Conferências várias e o Almoço Biológico que foi servido na cantina nesse dia.

 

L.P.