domingo, junho 20, 2010

Olhó’s DVDs Fresquinhos!!!!!

E aqui temos nós mais onze aquisições do mundo maravilhoso do cinema! Há de tudo: histórias de amor, histórias de coragem, histórias de mistério, críticas ao mundo actual… É pegar e escolher!

Intervenção Divina, de Elia Suleiman

clip_image002 Sete anos depois da sensação de "Intervenção Divina", Elia Suleiman regressa com o seu terceiro filme (…) e explica como a emoção e a imagem são a chave do seu humor formalista e como o que ele quer é que sejamos todos palestinianos.

Há sete anos, um balão vermelho com o rosto de Yasser Arafat atravessava um posto de controlo israelita, confundindo e desafiando as tropas presentes. O homem que lançou este balão de um carro estacionado faz hoje salto à vara sobre a barreira de betão que Israel montou para isolar a Margem Ocidental.

Elia Suleiman, 49 anos, palestiniano nascido na Nazaré israelita, realizador, argumentista e actor, criou sensação com "Intervenção Divina" (2002), que revelou às audiências internacionais um dos mais singulares olhares do cinema contemporâneo. Um olhar que leva mais longe em "O Tempo que Resta" (2009) (…) um ano depois da sua passagem a concurso pelo festival de Cannes; um olhar formalista e ao mesmo tempo espontâneo, de uma precisão de relojoaria e de um humor seco e absurdista que parecem ter mais a ver com Jacques Tati ou Buster Keaton do que com a maior parte do cinema que se faz hoje.

In http://ipsilon.publico.pt/video/videos.aspx?id=634072917214478773

clip_image004A Esquiva, de Abdellatif Kechiche

Krimo é um adolescente de quinze anos que vive nos subúrbios de Paris. Os seus dias são cheios de aborrecimento até que ouve umas linhas de uma peça do século XIX, uma peça de Marivaux. A partir daí, nada mais parece o mesmo. 
Lydia, vestida com o seu traje histórico, faz parte do elenco da peça da escola. E Krimo apaixona-se por ela. E apesar da reputação que tem de manter, Krimo aceita um papel na peça para poder declarar o seu amor. Será que ele vai encontrar as palavras certas?

In http://www.atalantafilmes.pt/2004/aesquiva/aesquiva.htm

A Esquiva, Trailer

A Criança, de Jean-Pierre e Luc Dardenne

clip_image006Sonia acaba de sair do hospital e tem uma criança em seu colo. Ela e seu namorado, Bruno, resolveram chamar o bebé de Jimmy, mas ainda buscam um segundo nome para a criança. É uma tarde de inverno francês. Está ventando e Sonia protege Jimmy como pode. Indo até seu apartamento, ela descobre que este foi alugado para estranhos por seu namorado. Ela vai até uma cabine telefónica e tenta ligar para o namorado, sem sucesso. A pé, carregando uma criança de oito dias, Sonia atravessa estradas onde os carros não fazem a menor menção de desacelerar para que uma jovem mãe possa chegar ao outro lado. A garota chega até a margem do rio (…), porém, ele não está ali. Ela tenta, novamente, telefonar para ele, mas não consegue contacto. Após pegar boleia com um motoqueiro, ela enfim encontra o namorado. Bruno está na esquina de um restaurante, pedindo esmolas aos motoristas que param no semáforo. O primeiro contacto de Bruno com seu filho não só mostra a total falta de habilidade dele com bebés, como também expõe o fato de que Bruno ainda não concebe a responsabilidade que recaiu sobre seus ombros. (…)

In http://multiplot.wordpress.com/2008/05/13/a-crianca-jean-pierre-luc-dardenne-2005/

Trailer do filme A Criança:

24 Party Hour People ( A Festa Nunca Termina), de Steve Coogan

clip_image007O filme é uma dramatização de eventos reais e simbólicos, muitas vezes lembrando um documentário – bem diferente – onde Tony Wilson (interpretado pelo comediante Steven Coogan), repórter de tv e empresário do ramo da música, é o narrador e “eixo da história”. Motivado por um show do Sex Pistols em Manchester no ano de 1976, Wilson decide investir em bandas independentes da “Madchester scene”. Logo entra na história uma banda ainda sem nome que um pouco depois chamar-se-ia Joy Division . Conhecem?? Para incentivar e mostrar as bandas novas, Wilson organiza a noite da Factory, festas que ocorriam no Russel Club às sextas para bandas independentes, onde aparecem os nomes Joy Division, A Certain Ratio, Vini Reilly e Durutti Column. (…)

In http://roehrs.files.wordpress.com/2008/08/24-hour-party-people-poster-0.jpg

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Os Últimos Dias, de James Moll

Cinco judeus húngaros, agora cidadãos dos Estados Unidos contam as suas Histórias anteriormente a 1944, de quando os nazis começaram a exterminar os judeus húngaros, acerca dos meses nos campos de concentração e visitando as suas casas da infância 50 anos mais tarde. Muitos dos depoimentos são pequenos detalhes pessoais: Renée a pôr o seu fato de banho na mala, Irene a esconder os diamantes que a sua mãe lhe deu para ir comprar pão, o jazigo de Klara feito pela sua irmã Alice, Bill a fugir à polícia infiltrando-se numa fila de judeus a caminho de Buchenwald, e Tom a que foi ordenado por um soldado dos Estados Unidos que "comesse todas as estúpidas bananas e laranjas que conseguisse comer".
Um historiador, um Sonderkommando (nome dados aos prisioneiros encarregues dos trabalhos nas câmaras de morte), um médico que efectuou experiências em prisioneiros de Auschwitz, e soldados norte americanos que fizeram parte da libertação de Abril de 1945 também enriquecem este documentário com os seus depoimentos autobiográficos.

In http://www.dvdpt.com/o/os_ultimos_dias.php

Imagem retirada daqui

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Estação (The Station Agent) de Tom Mccarthy

Finbar McBride (Peter Dinklage) anseia por uma vida tranquila e reservada. No entanto, medindo um pouco mais de um metro, fica praticamente impossível para ele misturar-se na multidão. Nascido com nanismo, Finbar escolhe então uma rotina de reclusão para fugir da atenção demasiada que a sua pequena estatura provoca. Ele passa a maior parte do tempo cuidando de sua maior paixão: os comboios. Após uma série de eventos, Finbar muda-se para uma estação de comboios abandonada, onde espera ter a paz que tanto deseja. Mas ele logo se envolve, involuntariamente, com uma artista que acabou de sofrer uma terrível tragédia pessoal e com um vendedor cubano de cachorro-quente excessivamente amigável. Um filme emocionante sobre relações de amizade. Uma obra-prima.

In http://twittergrandesfilmes.blogspot.com/2009/10/o-agente-da-estacao-thomas-mccarthy.html (com modificações)

Trailer do filme (sem legendas):

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Terra da Abundância, de Wim Wenders

Na Los Angeles dos que já não contam, dois esquecidos da América encontram-se na procura da verdade…

Ele é Paul, veterano da guerra do Vietname, patriota fervoroso. Exposto ao agente laranja, quando foi Marine, sofre de graves problemas psicológicos e paranóia aguda.

Após os acontecimentos de 11 de Setembro, que o fizeram reviver o passado, convence-se que a América está em estado de guerra. Defensor acérrimo do seu país, decide patrulhar as ruas da cidade numa carrinha equipada com microfones e câmaras que aponta a quem lhe parece suspeito…

Ela é Lana, uma jovem profundamente cristã que decidiu viver a sua vida de acordo com a sua crença. Depois de vários anos em África e no Médio Oriente, regressa aos Estados Unidos para entrar numa missão católica que presta ajuda aos sem-abrigo. Tenta, também, saber onde pára Paul, seu tio…

Apesar de terem uma visão do mundo radicalmente diferente, Paul e Lana aprendem, pouco a pouco, a aceitarem-se.

Mas é o assassinato de um sem-abrigo paquistanês, que testemunham involuntariamente, que os vai aproximar: determinados em descobrir a verdade, tio e sobrinha fazem-se à estrada…

In http://cinema.sapo.pt/filme/land-of-plenty

clip_image015 Dois Dias em Paris, de Julie Delpy

Para a fotógrafa francesa Marion (Delpy) e o designer de interiores americano Jack (Goldberg), as férias na Europa deveriam servir para trazer algum romance de volta ao casal. Mas a semana em Veneza não correu como planeado. A comida não era do agrado de Jack e Marion esteve tão ocupada a capturar a paisagem na sua câmara que se esquecem de usufruir da experiência. Agora as suas esperanças voltam-se para Paris... conseguirão eles salvar a sua relação?

In http://cinema.ptgate.pt/filmes/5759

Imagem retirada daqui

Trailer do Filme (Sem Legendas):

clip_image016 Climas, de Nuri Bilge Ceylan

Isa e Bahar são duas figuras solitárias arrastadas pelo seu clima interior eternamente em mudança. E em perseguição de uma felicidade que já não lhes pertence.

"Climas", Prémio da Crítica Internacional em Cannes, é a quarta longa-metragem de Nuri Bilge Ceylan e conta a história de uma ruptura sentimental, ao sabor das estações, a história de um canalha, que se inscreve na tradição de Bergman e Antonioni. O filme é protagonizado pelo próprio realizador e pela mulher, Ebru Ceylan.

In: www.publico.pt

Imagem retirada daqui

Trailer do Filme Climas:

 

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Nuremberg, de Yves Simoneau

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, os países aliados reuniram-se em Nuremberg, na Alemanha, para decidirem o destino de oficiais nazis, julgados por seus bárbaros crimes, cometidos nos campos de concentração, em nome da loucura do III Reich. Entre eles está o notório Hermann Goering (Brian Cox, de BraveHeart). Com os ombros pesados pela responsabilidade e todos os olhos do mundo voltados para aquele julgamento, o promotor Robert Jackson (Alec Baldwin, de O Sombra), questiona os direitos dos acusados.

In http://www.crisdias.com/s/1303/o-julgamento-de-nuremberg.html (com modificações)

Trailer do Filme (Sem LegendasJ

clip_image019 Europa, de Lars Von Trier

Início do filme. Nós, o público, estamos a ser hipnotizados:

"Agora você vai ouvir a minha voz... minha voz vai ajuda-lo a entrar cada vez mais na Europa... a cada vez que ouvir a minha voz, a cada palavra e a cada número, você ficará com a mente aberta e mais relaxado... agora contarei de um a dez... quando eu disser dez você estará na Europa...

Eu digo... um... e ao concentrar-se totalmente na minha voz, você vai lentamente relaxando... dois... suas mãos e seus dedos estão mais quentes e mais pesados... três... o calor espalha-se pelos seus braços, chega aos ombros e ao pescoço... quatro... seus pés e suas pernas estão mais pesados... cinco... o calor espalha-se por todo seu corpo... quando disser seis, quero que vá ainda mais longe... eu digo seis... e todo seu corpo está relaxado e começa a afundar lentamente... sete... você vai mais fundo, mais e mais fundo... oito... a cada respiração você vai mais fundo... nove... você está flutuando... quando eu disser dez você estará na Europa... esteja lá quando eu disser dez...

Eu digo dez...".

In http://dicasdotioraul.blogspot.com/2009/07/europa-lars-von-trier-1991.html (com modificações)

Imagem retirada daqui

Trailer do filme Europa

 

sábado, junho 19, 2010

Eco-Escola (14)

No âmbito da disciplina de Geografia e do projecto Comenius Recicle, os alunos do 9º ano realizaram quatros apresentações, com os temas “Chuvas Ácidas”, ”Erosão Costeira”,”Avanço da Desertificação”, ”Poluição das Águas”, e um filme com o título “Biodiversidade em Perigo”. Estes trabalhos foram apresentados aos seus colegas do 4º ano, incluídas nas comemorações do Dia da Terra.

 

 

 

L.P.

sexta-feira, junho 18, 2010

Morreu José Saramago

Há dois tipos de seres humanos: aqueles que nunca se calam, que nunca se vendem… e os outros.

Léo Ferré, poeta e compositor belga.

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E, de repente, o nosso país ficou ainda mais pequenino.

Vão-se os grandes e, pelos vistos, (ainda) não há quem os substitua: Vergílio Ferreira, David Mourão-Ferreira, Sophia de Mello Breyner Andresen, Ruy Cinatti, Ary dos Santos, José Cardoso Pires, o grande poeta Alberto, Alexandre O’Neill…

Vão-se os grandes e (ainda) não há quem os substitua.

Nunca se vendeu; nunca se subjugou; nunca fez as vontades aos “amigos”; nunca andou em “grupinhos de poder e “grupinhos de elite”; nunca teve paciência para a estupidez e arrogância humanas; nunca quis um “tacho”; nunca se calou diante da injustiça e dos direitos fundamentais do Homem e de todos os seres vivos; nunca desistiu; nunca deixou de declarar guerra aos poderosos de todo o mundo.

Os livros, para ele, não serviam para entreter, eram uma arma que servia para despoletar em todos nós a força da dúvida e do questionar. E tal como Umberto Eco e Paul Auster, nunca escrevia a mesma história. O estilo era, sem dúvida, o mesmo, mas todas as suas obras eram inesperadas e tinham o condão de nos surpreender sempre.

Acreditou sempre nas mulheres e nunca se desiludiu. Acreditou em Portugal e desiludiu-se. Até ao fim, acreditou nessa grande invenção Humana chamada Democracia. Foi um comunista até ao fim, goste-se ou não dos seus ideais. Não acreditava em Deus. Afirmou numa entrevista que, se a reencarnação fosse real, gostaria de nascer “cão na sua casa”. Tinha um sentido de humor muito irónico e era amigo dos seus amigos.

Morreu como sempre quis morrer: sincero, honesto, verdadeiro, desprendido das coisas supérfluas da vida, livre. E, por isso mesmo, e à excepção dos seus fãs eternos, que devoravam edição após edição, não foi muito amado nos grandes “círculos de poder”. Padre António Vieira teria gostado de o conhecer: tal como ele, era de uma inteligência e cultura extraordinárias e até ao fim dos seus dias pôs sempre o dedo na ferida. Foi polémico, genial, incómodo, divino. Foi louco e lúcido, foi cruel e ao mesmo tempo delicado, foi brutal e ao mesmo tempo subtil.

E, de repente, Portugal ficou ainda mais pequenino.

Sandra Costa

Polémico Como Sempre – A Democracia, Hoje

Filme Ensaio Sobre a Cegueira, Obra de José Saramago

Imagem retirada daqui .

quinta-feira, junho 17, 2010

Eco-Escola (13)

Aproveitando as comemorações do Dia da Terra foi finalmente içada a nossa bandeira Eco-Escolas. Esta foi atribuída à nossa escola no ano lectivo transacto, pelas actividades que foram desenvolvidas no âmbito da educação ambiental.

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     Hastear Bandeira (5)                Hastear Bandeira (4) Hastear Bandeira (2)Hastear Bandeira

quarta-feira, junho 16, 2010

Eco-Escola (12)

No âmbito das comemorações do Dia da Terra o Dr David Catita veio dinamizar uma apresentação da sua autoria, “Técnicas de Agricultura Biológica” e teve como público-alvo o 12º ano de Biologia e demais interessados.

Conferência Agricultura Biológica (3) Conferência Agricultura Biológica Conferência Agricultura Biológica (2)

terça-feira, junho 15, 2010

Eco-Escola (11)

A equipa da Biblioteca/Centro de Recursos, com a ajuda dos alunos do oitavo ano, criaram uma espécie de “espaço verde, cheio de sons da natureza, um lugar convidativo para uma boa soneca. Mas, uma vez lá dentro, o panorama não era feliz: dezenas e dezenas de nomes de espécies em vias de extinção alertavam-nos para os nossos maus hábitos de vida neste planeta.

Biodiversidade (6) Biodiversidade Biodiversidade (2) Biodiversidade (3) Biodiversidade (4) Biodiversidade (5)

L.P.

sexta-feira, junho 11, 2010

Eco-Escola (10)

Os alunos da turma A do 8º ano a dinamizar as suas apresentações/jogos relativos à Biodiversidade e aos Transportes junto dos seus colegas do 2º Ciclo, da Escola Básica Abade Correia da Serra, no âmbito das comemorações do Dia da Terra.

Capturar

quinta-feira, junho 10, 2010

Vamos Ser Patriotas A Sério? Movimento 560

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Deixem lá o Futebol por uns segundos e pensem bem: quem é que está realmente a contribuir para que este país seja um lugar melhor para nós vivermos? Os bons advogados e juízes, os bons professores, os bons cabeleireiros e jardineiros e taxistas, os bons médicos, os bons padeiros, pasteleiros, jornalistas, empregados de balcão e caixas de supermercado, os bons funcionários públicos, as empresas portuguesas que têm sonhos e projectos interessantes, os novos e velhos cientistas, os bons pais e as boas mães… Todos nós, portugueses, não importa a nossa profissão ou a nossa escolha de vida, transformamos esta nação num cantinho agradável para a vida, quando tomamos a decisão de sermos competentes, profissionais, bons cidadãos e bons seres humanos.

clip_image003E foi no ano de 2005 que três carolas “portugas” decidiram criar um movimento, que tem como objectivo valorizarmos aquilo que é nosso. Chama-se Movimento 560 e, cinco anos depois, já começa a produzir os seus resultados “patriotas”: desde Janeiro até Março, as exportações aumentaram mais de 14%, ao passo que as importações só aumentaram cerca de 7%. Isto significa o quê? Significa que este cantinho plantado à beira-mar está a dar cartas no estrangeiro. Não só os outros países estão a dar mais valor às nossas invenções e empresas como, melhor ainda, os portugueses estão a ficar cada vez menos dependentes de produtos criados no estrangeiro. Isto quer dizer, em poucas palavras, mais dinheiro e mais autonomia para Portugal (poderão ver a notícia completa em http://dn.sapo.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1563907).

Porquê valorizarmos produtos portugueses? Muito simples: em primeiro lugar, por cada 100 euros gastos num artigo nacional, um posto de trabalho é preservado. Trata-se de dinheiro verdadeiro que circula na nossa nação. Em segundo lugar, o gesto de adquirirmos aquilo que é nosso estimula as nossas empresas a competir com as estrangeiras, o que irá gerar, consequentemente, mais dinheiro nos nossos cofres. Mais ainda, se os portugueses comprarem mais artigos nacionais tornar-se-ão mais autónomos, mais produtivos e menos dependentes das flutuações dos mercados internacionais. Ou seja, o preço do petróleo continuará a ser uma tragédia mas não criará uma mossa tão grande como a que assistimos actualmente. Por fim, o Ambiente agradece: menos importações significam menos poluição atmosférica: os aviões são das coisas que mais estragos causam ao nosso planeta.

Não se trata de “patriotismo lamechas e salazarento”. Trata-se pura e simplesmente de “bom clip_image005senso”: se já produzimos arroz, azeite ou leite português, por que cargas de água vamos comprar o espanhol ou o chinês? É verdade que os produtos nacionais são mais caros, mas se todos nós começarmos a comprar artigos lusitanos genuínos, é apenas uma questão de tempo até estes começarem a ficar mais baratos do que os outros. Como diz a página oficial deste movimento, Quando não compramos produtos nacionais e compramos artigos estrangeiros, os nossos fabricantes são obrigados a subir o preço dos seus produtos para compensar as quebras de produção. Ora se os produtos concorrentes já eram mais baratos na origem, isto faz com que os nossos fiquem ainda mais caros. E sendo mais caros, ninguém os compra. Toda esta situação leva posteriormente ao encerramento de muitas empresas e consequentemente ao crescimento do desemprego. (poderão consultar a página aqui: http://560.adamastor.org/).

Não se esqueça: os nossos artigos começam pelo algarismo 560. E vale a pena darmos uma espreitadela à sua página no facebook (http://www.facebook.com/pages/Movimento-560/397582080321?filter=2). É uma lufada de optimismo e de boa disposição! E qual é o português que não se sente feliz e orgulhoso, quando “aquilo que é nosso” é amado em terras estrangeiras? E, já agora, sabiam que a velhinha companhia Granado (última imagem à esquerda) está a fazer furor em Hollywood??

Movimento 560- Campanha do Jumbo

Movimento 560 – reportagem da RTP (21 de Dezembro de 2009)

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Eco-Escola (9)

No passado dia 22 de Abril a nossa escola comemorou o Dia da Terra,
levando a cabo uma série de actividades que envolveram toda a comunidade
escolar.

Alunos e Professores empenharam-se em dinamizar uma Feira de Produtos Biológicos. Todos trouxeram produtos da Terra, que eles próprios, ou familiares, colheram. Trouxeram também elementos decorativos de forma a recriar um “verdadeiro” mercado tradicional. Foi unânime a opinião de que a feira estava muito bonita! Além disso, foram muitos os “fregueses” que ajudaram a recolher mais de 600€ que foram entregues à Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Obrigada comunidade escolar!!

 As Bancas

as bancas eco escola

 

Os Fregueses

Fregueses

quarta-feira, junho 09, 2010

Lição de Vida – Para Que Serve Vivermos?

 

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A Morte, o Amor e a Vida

Julguei que podia quebrar a profundeza a imensidade 
Com o meu desgosto nu sem contacto sem eco 
Estendi-me na minha prisão de portas virgens 
Como um morto razoável que soube morrer 
Um morto cercado apenas pelo seu nada 
Estendi-me sobre as vagas absurdas 
Do veneno absorvido por amor da cinza 
A solidão pareceu-me mais viva que o sangue 
Queria desunir a vida 
Queria partilhar a morte com a morte 
Entregar meu coração ao vazio e o vazio à vida 
Apagar tudo que nada houvesse nem o vidro nem o orvalho 
Nada nem à frente nem atrás nada inteiro 
Havia eliminado o gelo das mãos postas 
Havia eliminado a invernal ossatura 
Do voto de viver que se anula 
Tu vieste o fogo então reanimou-se 
A sombra cedeu o frio de baixo iluminou-se de estrelas 
E a terra cobriu-se 
Da tua carne clara e eu senti-me leve 

Vieste a solidão fora vencida 

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Eu tinha um guia na terra 
Sabia conduzir-me sabia-me desmedido 
Avançava ganhava espaço e tempo 
Caminhava para ti dirigia-me incessantemente para a luz 
A vida tinha um corpo a esperança desfraldava as suas velas 
O sono transbordava de sonhos e a noite 
Prometia à aurora olhares confiantes 
Os raios dos teus braços entreabriam o nevoeiro 
A tua boca estava húmida dos primeiros orvalhos 
O repouso deslumbrado substituía a fadiga 
E eu adorava o amor como nos meus primeiros tempos 
Os campos estão lavrados as fábricas irradiam 
E o trigo faz o seu ninho numa vaga enorme 
A seara e a vindima têm inúmeras testemunhas 
Nada é simples nem singular 
O mar espelha-se nos olhos do céu ou da noite 
A floresta dá segurança às árvores 
E as paredes das casas têm uma pele comum 
E as estradas cruzam-se sempre 
Os homens nasceram para se entenderem 
Para se compreenderem para se amarem 
Têm filhos que se tornarão pais dos homens 
Têm filhos sem eira nem beira 
Que hão-de reinventar o fogo 
Que hão-de reinventar os homens 
E a natureza e a sua pátria 
A de todos os homens 
A de todos os tempos. 
Paul Eluard, in "Algumas das Palavras"
Tradução de António Ramos Rosa

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terça-feira, junho 08, 2010

Livro Da Semana

 

Apenas Um Olhar, de Harlan Coben

clip_image002 Há qualquer coisa de fascinante nas fotos antigas. Quem é que, não tendo vasculhado nas gavetas do armário da nossa avó, não se deparou com rostos centenários e desconhecidos e, curioso/a, não fez a seguinte pergunta “Oh, avó, quem foi este/a senhor/a?”. As fotografias são mágicas precisamente porque são testemunhos de eventos e de pessoas, fantasmas vindos de tempos remotos, que a história com “H” grande não se dá à maçada de registar, porque a história de um único simples ser humano “comum” não marca a Humanidade.

Outras vezes, são imagens que nos desencadeiam recordações amargas ou felizes. Sabemos que, naquela determinada festa, apesar do sorriso rasgado, estávamos com uma enorme dor de cabeça ou tínhamos acabado tudo com o nosso parceiro ou estávamos preocupados com a hipótese de não termos média suficiente para entrarmos na faculdade. Sabemos que, naquela determinada fotografia, o dia tinha sido especialmente feliz ou não. Aquele simples papel já pardo, com as cores a desaparecer, guarda muito mais segredos do que os sorrisos tendem a esconder ou a espelhar.

As fotografias sempre causaram fascínio, magia e também terror: durante um certo tempo, era costume as gentes pensarem que um instante passado para um papel era um acto mágico. “Roubarmos” a cara e o momento de alguém era o mesmo que roubarmos um bocadinho da alma daquele que estava a ser fotografado. Por isso mesmo, em tempos de desespero e de grandes epidemias, proliferaram os chamados “Livros dos Mortos”: pessoas que, vítimas de uma grande calamidade, eram fotografadas nos seus melhores vestidos, como se estivessem a dormir tranquilamente numa cadeira ou na cama. Quem já viu o filme Os Outros sabe do que é que eu estou a falar.

Mas que diríamos nós se, no meio de uma série de fotografias reveladas durante as férias, uma delas fosse antiga e muito, muito estranha? Foi precisamente isso que aconteceu com a personagem principal deste livro: Numa pacífica cidade suburbana, Grace, mãe de dois filhos e pintora, manda revelar uma série de fotografias que tirou durante as férias. Inexplicavelmente misturada com as outras, encontra uma fotografia a cores com cerca de vinte anos, já um pouco esbatida pelo tempo, onde figuram cinco pessoas. Uma delas, uma mulher, tem o rosto marcado por dois traços em cruz. Um dos homens é extraordinariamente parecido com o marido de Grace. Embora este negue ser o jovem da fotografia, nessa mesma noite sai de casa e desaparece.

Não vamos contar absolutamente nada desta história. Harlan Coben é um verdadeiro mestre do género do Suspense. Este é daqueles livros que nós levamos até para o duche porque não o conseguimos largar. A leitura é compulsiva, viciante e prende o leitor da primeira à última página E se esta história começa de uma maneira surpreendente, o fim é ainda mais inesperado.

Este é um excelente romance para as férias de Verão, especialmente para aqueles dias em que toda a gente está fora, não há nada para fazer e nada nos parece motivar e alegrar.

Eco-Escola (8)

Os alunos das turmas A e C elaboraram, no âmbito da disciplina de Economia uma apresentação em PowerPoint, “O Esgotamento dos recursos como limite ao crescimento económico” que foi apresentado junto aos colegas do terceiro ciclo da Escola Básica Abade Correia da Serra, que visitaram a nossa escola no Dia da Terra (ver fotos nas comemorações do dia da Terra).

Esta apresentação resultou da compilação de dois trabalhos de pares, realizados no âmbito da disciplina de Economia C do 12º Ano, turma A/C, sobre o tema programático "O Desenvolvimento e a Utilização dos Recursos" e os objectivos gerais foram:

• Conhecer os custos ecológicos do crescimento económico moderno;

• Avaliar soluções possíveis para os problemas ecológicos no quadro do funcionamento regular das economias.

No final da apresentação dos trabalhos à turma, esta seleccionou dois trabalhos.

Os quatro alunos autores dos trabalhos fizeram a compilação e apresentaram-na às duas turmas do ensino básico (uma do 8º ano e outra do 9ºano).

Foi feita uma avaliação no final do encontro e foi unânime a consideração de que tinha valido a pena e que os alunos público estiveram muito bem (atentos).

Após a saída dos alunos da sala (os convidados) a turma considerou que a apresentação foi demasiado extensa.

SESSÃO DE POESIA NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Decorreram, na segunda-feira, dia 8 de Março, na Biblioteca Aureliano de Mira Fernandes, Escola Secundária de Serpa, duas sessões de poesia dedicadas a Cesário Verde, dinamizadas por Afonso Dias, músico, autor de canções e actor. clip_image004Esta actividade foi desenvolvida no âmbito da disciplina de Português dos Cursos Profissionais de Técnico de Gestão de Equipamentos Informático e Técnico de Apoio Psicossocial.

Foram recitados vários poemas, em interacção com os alunos, os quais saíram bastante satisfeitos de ambas as sessões.

Afonso Dias conseguiu despertar nos discentes o gosto pela poesia, imensa, generosa.

A iniciativa teve como objectivos, entre outros, promover o estudo da língua, incentivar o gosto pela leitura, em particular pela poesia e a motivação e divulgação do estudo do texto poético

Os poemas declamados, e cantados, no recital fazem parte de um cd que Afonso Dias já editou e que foi agora reconhecido pelo Ministério da Cultura. Ainda em preparação estão outros volumes. No entanto, para quem quiser e estiver interessado, o autor deixou ao vosso dispôr, na Biblioteca da Escola, vários desses cds.

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A actividade realizada contribuiu para o enriquecimento cultural dos alunos, uma vez que os mesmos ficaram sensibilizados para a necessidade de abertura de horizontes, no que respeita à poesia, como essência artística e literária.

 

Podem visitar Aqui o site de Afonso Dias

 

Crist. Lucas

domingo, junho 06, 2010

Não Esquecer: 760 50 10 95

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Todos os verões é sempre a mesma coisa: incêndios e animais abandonados. A nossa Constituição da República não obriga nenhum cidadão do nosso país a ter um cão ou gato em casa (nem sequer crianças!) e, no entanto, o que há para aí são paizinhos que não são capazes de dizer “não” ao fedelho mimado que, assim que vê um lindo cachorrinho na montra, faz logo birra, diz que quer o bichano e, como é clip_image003óbvio, após muito guincho histérico e muito espernear no chão, consegue sempre aquilo que quer. A novela é infelizmente previsível: o cão cresce, já não tem tanta graça, entretanto a criança, segundo os pais, parece que já se fartou do “brinquedo” (o que não é verdade: é a criança que sente a falta do seu “companheiro”, quando chega a casa), e toca a despachá-lo para a rua, durante as férias de Natal ou de Verão.

Não há nada que desculpe este tipo de comportamento. Em primeiro lugar, os pais têm que aprender a dizer não aos seus filhos e, por muito que eles desejem ter um amigo de quatro patas, se não há condições para o ter, então não o tenham. Em segundo lugar, há muitos humanos que, perante estes actos de crueldade, aparecem logo com a esquizofrénica desculpa “há muitas crianças à fome e ninguém parece interessado nelas”. Perguntamo-nos: o que é que uma coisa tem a ver com a outra? Porque há crianças a sofrer, isso agora também nos dá legitimidade para fazermos mal aos animais? Não só não resolvemos um problema como acabamos por criar outro. Finalmente, agora está muito na moda a desculpa esfarrapada do “estamos em crise e não tivemos outro remédio senão despachar o bicho”. Esta desculpa também não justifica nada porque há dezenas de milhões de seres humanos pobres que não abandonam os seus animais, mesmo quando perdem a casa e vivem nas ruas. Além disso, quem tem o hábito de se livrar dos seus amigos de quatro patas durante as férias é a classe média/média alta. Os pobres não vão de férias e os ricos têm sempre gente que cuide clip_image004principescamente dos seus bichinhos. Como vemos, não é a pobreza que justifica este comportamento bárbaro.

Precisamente para minorar o triste cenário que aí vem, a SOS Animal oferece-se neste momento para cuidar dos nossos animais domésticos, enquanto vamos para férias, e tudo isto por um preço muito simbólico. Mais: oferece-se também para dar alojamento temporário ao nosso “bichano”, caso tenhamos perdido o emprego ou a casa. Por fim, a SOS Animal está a preparar algo muito importante: uma clínica especializada que tem como objectivo curar animais que lhes venham parar às mãos em estado crítico. E vocês, leitores, podem ajudar! Basta ligarem para o número acima mencionado, e parte da chamada reverterá para a construção deste hospital dos animais. A chamada só custa 60 cêntimos e pode fazer toda a diferença. Neste momento, a clínica necessita de uma máquina de raios x, que custa quase 9000 euros. Até agora, segundo o site (http://www.sosanimal.com/), já conseguiu arrecadar mais de 2100, pelo que ainda precisarão de mais um empurrãozinho. Importa referir que esta ONG recebe actualmente 500 pedidos de ajuda por mês, pelo que a situação está a tornar-se financeiramente incomportável. Não se esqueçam que o Estado não ajuda nada nem ninguém, por isso temos que aprender a ajudarmo-nos uns aos outros.

Comecem já a contribuir. Porque não é por causa de 60 cêntimos que ficaremos pobres. Quem sabe se, no futuro, há-de ser o nosso animal a precisar de ajuda?

Ele Nunca O Faria (Comercial Espanhol)

Ele Nunca o Faria (Comercial Português)

Imagens retiradas de 1  2  3.

sábado, junho 05, 2010

Eco-Escola (7)

Os alunos das turmas A e B do 8ºano, elaboraram no âmbito da disciplina de Ciências Naturais apresentações em PowerPoint relativas aos seguintes temas: Água, Energia; Transportes; Biodiversidade; Alterações Climáticas; Separação de Resíduos; Pegada Ecológica; “O que cada um pode fazer – responsabilidade individual face ao Ambiente”. A intenção é que estes materiais sejam disponibilizados aos docentes de Formação Cívica, para que os mesmos possam dinamizar actividades de Educação Ambiental. Para tornar essas actividades mais interactivas, os alunos da turma A do 8º ano elaboraram ainda uns jogos relativos aos temas por eles desenvolvidos. Ainda os alunos desta turma A dinamizaram os materiais por ele produzidos junto de colegas do segundo ciclo da Escola Básica Abade Correia da Serra, que visitaram a nossa escola no Dia da Terra (ver fotos nas comemorações do dia da Terra).

8ºB
Jogo da biodiversidade 8ºA

sexta-feira, junho 04, 2010

Serpa Está Em Festa!

 

clip_image002 Começou o mês de Junho e Junho é mês de festa, de cantigas, de danças, de vinho, cerveja e chouriço assado nas Noites da Nora. E o cardápio é apetecível!! Já amanhã, iremos ter a honra de ouvir os Simentera, um grupo de Cabo Verde, Sábado será dia de Mawaca (Brasil) e Domingo fechará em grande, com a alegria contagiante de Emir Kusturica & The Non Smoking Orchestra. Tudo isto “no sítio do costume”, a saber, Praça da República, às 21.30 minutos. Para quem desejar saber mais informações, consultem o óptimo site da Câmara Municipal de Serpa (http://www.cm-serpa.pt/). Porque esta cidade alentejana é uma verdadeira caixinha de surpresas…

Se quiserem marcar lugar, é bom mesmo que venham mais cedo!

Simentera (Cabo Verde) – Oxi Não

Mawaca (Brasil) – Kali

Emir Kusturica & The Non Smoking Orchestra – Was Romeo Really a Jerk

 

Imagem retirada do Site da Câmara Municipal de Serpa

quarta-feira, junho 02, 2010

Ontem Foi O Dia Mundial Da Criança!

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Segundo estatísticas, a cada três segundos morre uma criança à fome neste planeta. Ao mesmo tempo, o mundo Ocidental está carregado de pimpolhos obesos, e “pirralhos” que fazem a mais incrível fita nos supermercados, só porque querem o novo brinde da caixa de cereais Chocapic. As meninas maquilham-se cada vez mais cedo, os rapazes estão cada vez mais agressivos, graças aos (dizem as más línguas) jogos de computador. Aliás, as grandes empresas descobriram a galinha dos ovos de ouro: se a criança gostar do produto que vê na televisão, os pais comprá-lo-ão. E, como se afirma no documentário que abaixo apresentamos (Criança, A Alma Do Negócio), os pais estão apenas algumas horas por semana com os filhos. A televisão faz-lhes companhia todos o dias. Assim, desde pequenas que são submetidas a uma lavagem ao cérebro, que só tem uma palavra: compra, compra, compra.

Há centenas de milhões de crianças que são raptadas e recrutadas à força para “trabalhar” em exércitos de supostos “grupos revolucionários”, que de revolucionário nada têm; centenas de milhões não têm hospitais nem escolas públicas em condições; centenas de milhões são vítimas de violência doméstica, de raptos e tráfico de escravatura e pedofilia. Para piorar o cenário, há dezenas de milhões que acabam órfãs, devido aos pais terem morrido de Sida ou por terem morrido em guerras tribais ou por terem morrido graças a mil e uma doenças…

No mundo Ocidental há demasiadas meninas, no mundo Asiático há excesso de rapazes, pois as famílias, assim que sabem que um bebé do sexo feminino vem a caminho, decidem logo abortá-lo. Acresce o facto de que a Humanidade não pára de crescer e já começa a não haver nem água nem comida nem ar para todos. Alguém vai ter que sair, já se diz por aí, ainda à porta fechada. Até quando?

A lista é, infelizmente, interminável e, por enquanto, não parece haver solução para este problema. Uma coisa nós já sabemos: quem paga a tarifa são sempre os fracos, a saber, as mulheres, os velhos e as crianças.

Este foi mais um Dia Mundial da Criança. De quantos mais precisaremos?

Documentário Criança, A Alma Do Negócio, parte 1 (Brasil)

Imagem aqui

terça-feira, junho 01, 2010

Livro Da Semana

 

O Triunfo Dos Porcos, de George Orwell

clip_image002De onde vem o nojo milenar deste pobre animal chamado “porco”? Ao contrário do que muita gente pensa, o porco é um dos animais mais inteligentes deste planeta, é capaz de se socializar muito facilmente com os Humanos, é extremamente limpo se o deixarem ser (O Javali, o porco selvagem, é um bicho muito higiénico…) e a sua carne transmite tantas doenças como as outras carnes de muitos animais. O porco é “porco” porque o Homem decidiu tratá-lo como tal.

São imensas as explicações que tentam justificar a Porcofobia ou Porcofilia em muitas culturas e religiões (leiam este excelente artigo da autoria de Sandra Nogueira: http://antropologia.com.sapo.pt/malamado.htm), desde razões antropológicas até razões de higiene pública. Porém, a Genética é bem capaz de ter descoberto as raízes escondidas de tal repulsa: o porco é o animal que mais se aproxima geneticamente do ser humano. É tão perturbadoramente parecido connosco que os nossos antepassados, ao terem-no comido pela primeira vez, podem muito bem ter ficado com a sensação horrível de estar a comer “um dos nossos”. Aliás, os canibais da Nigéria tinham um nome para esta iguaria: “o grande porco”. É que a carne dos humanos, diziam eles, sabia exactamente à deste animal…

Porém, para o bem e para o mal, este pobre bichano passou a estar associado à porcaria, ao canibalismo, à crueldade, à falta de moral, à ganância e à gula. Por isso mesmo, não é de espantar que, neste livro, os políticos e governantes sejam comparados aos porcos. George Orwell, um dos escritores mais geniais do século XX, queria criar uma espécie de alegoria ao Comunismo, alegoria essa que pretendia demonstrar até que ponto os “amantes da Igualdade e da libertação do Homem” mais não eram do que criaturas gananciosas, que desejavam precisamente o mesmo que os reis, os czares e os imperadores: poder total e absoluto. E se O Poder corrompe, o Poder Absoluto corrompe absolutamente.

Toda a gente tem uma vaga ideia de como começa a história: fartos de serem explorados, espancados e escravizados, os animais de uma determinada quinta (aliás, o nome original do livro é Animal Farm) revoltam-se contra o dono Humano que os explora até à medula dos ossos, e quem irá liderar esta revolução serão os porcos. O sucesso foi tão grande que todas as outras quintas ali da zona imitaram os seus “camaradas” e libertaram-se da mão forte dos Humanos.

Até aqui, a vida é um mar de rosas, e esta nova comunidade até se deu ao trabalho de criar sete leis fundamentais, leis essas que tinham como objectivo lançar a igualdade entre todos os animais libertos. Eis os “sete mandamentos originais”:

clip_image0041. Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimiga.
2. Qualquer coisa que ande sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amiga.
3. Nenhum animal usará roupas.
4. Nenhum animal dormirá em cama.
5. Nenhum animal beberá álcool.
6. Nenhum animal matará outro animal.
7. Todos os animais são iguais.

Porém, os porcos, pouco a pouco, começam a cortar aqui, a cortar ali, a modificar uma lei, a dar um retoque noutra… Um dia, os “camaradas” de quatro e duas patas acordam e descobrem que

4. Nenhum animal dormirá em cama com lençóis.
5. Nenhum animal beberá álcool em excesso.
6. Nenhum animal matará outro animal sem motivo.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais do que outros.

Pensavam que se tinham libertado da sua escravidão. Em vez disso, tinham pura e simplesmente mudado de carrasco. Que fazer agora? Aceitar resignadamente o seu destino porque, haja o que houver, alguém há-de sempre mandar nos mais fracos e nas massas? Revoltar-se outra vez?

George Orwell deixa nesta obra uma das lições mais importantes da História da Humanidade e, infelizmente, esta é uma das lições que mais sistematicamente é esquecida por todos nós: não são os governantes/monstros/porcos que conseguem ter mão no poder, somos nós, as massas, que lhes oferecemos, de bandeja, o poder que eles desejam. Compete a todos nós estarmos atentos aos “sinais” que profetizam as futuras ditaduras.

Conquistar a Liberdade é difícil, mas é ainda mais difícil mantê-la.

Imagem retirada daqui