domingo, junho 06, 2010

Não Esquecer: 760 50 10 95

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Todos os verões é sempre a mesma coisa: incêndios e animais abandonados. A nossa Constituição da República não obriga nenhum cidadão do nosso país a ter um cão ou gato em casa (nem sequer crianças!) e, no entanto, o que há para aí são paizinhos que não são capazes de dizer “não” ao fedelho mimado que, assim que vê um lindo cachorrinho na montra, faz logo birra, diz que quer o bichano e, como é clip_image003óbvio, após muito guincho histérico e muito espernear no chão, consegue sempre aquilo que quer. A novela é infelizmente previsível: o cão cresce, já não tem tanta graça, entretanto a criança, segundo os pais, parece que já se fartou do “brinquedo” (o que não é verdade: é a criança que sente a falta do seu “companheiro”, quando chega a casa), e toca a despachá-lo para a rua, durante as férias de Natal ou de Verão.

Não há nada que desculpe este tipo de comportamento. Em primeiro lugar, os pais têm que aprender a dizer não aos seus filhos e, por muito que eles desejem ter um amigo de quatro patas, se não há condições para o ter, então não o tenham. Em segundo lugar, há muitos humanos que, perante estes actos de crueldade, aparecem logo com a esquizofrénica desculpa “há muitas crianças à fome e ninguém parece interessado nelas”. Perguntamo-nos: o que é que uma coisa tem a ver com a outra? Porque há crianças a sofrer, isso agora também nos dá legitimidade para fazermos mal aos animais? Não só não resolvemos um problema como acabamos por criar outro. Finalmente, agora está muito na moda a desculpa esfarrapada do “estamos em crise e não tivemos outro remédio senão despachar o bicho”. Esta desculpa também não justifica nada porque há dezenas de milhões de seres humanos pobres que não abandonam os seus animais, mesmo quando perdem a casa e vivem nas ruas. Além disso, quem tem o hábito de se livrar dos seus amigos de quatro patas durante as férias é a classe média/média alta. Os pobres não vão de férias e os ricos têm sempre gente que cuide clip_image004principescamente dos seus bichinhos. Como vemos, não é a pobreza que justifica este comportamento bárbaro.

Precisamente para minorar o triste cenário que aí vem, a SOS Animal oferece-se neste momento para cuidar dos nossos animais domésticos, enquanto vamos para férias, e tudo isto por um preço muito simbólico. Mais: oferece-se também para dar alojamento temporário ao nosso “bichano”, caso tenhamos perdido o emprego ou a casa. Por fim, a SOS Animal está a preparar algo muito importante: uma clínica especializada que tem como objectivo curar animais que lhes venham parar às mãos em estado crítico. E vocês, leitores, podem ajudar! Basta ligarem para o número acima mencionado, e parte da chamada reverterá para a construção deste hospital dos animais. A chamada só custa 60 cêntimos e pode fazer toda a diferença. Neste momento, a clínica necessita de uma máquina de raios x, que custa quase 9000 euros. Até agora, segundo o site (http://www.sosanimal.com/), já conseguiu arrecadar mais de 2100, pelo que ainda precisarão de mais um empurrãozinho. Importa referir que esta ONG recebe actualmente 500 pedidos de ajuda por mês, pelo que a situação está a tornar-se financeiramente incomportável. Não se esqueçam que o Estado não ajuda nada nem ninguém, por isso temos que aprender a ajudarmo-nos uns aos outros.

Comecem já a contribuir. Porque não é por causa de 60 cêntimos que ficaremos pobres. Quem sabe se, no futuro, há-de ser o nosso animal a precisar de ajuda?

Ele Nunca O Faria (Comercial Espanhol)

Ele Nunca o Faria (Comercial Português)

Imagens retiradas de 1  2  3.

sábado, junho 05, 2010

Eco-Escola (7)

Os alunos das turmas A e B do 8ºano, elaboraram no âmbito da disciplina de Ciências Naturais apresentações em PowerPoint relativas aos seguintes temas: Água, Energia; Transportes; Biodiversidade; Alterações Climáticas; Separação de Resíduos; Pegada Ecológica; “O que cada um pode fazer – responsabilidade individual face ao Ambiente”. A intenção é que estes materiais sejam disponibilizados aos docentes de Formação Cívica, para que os mesmos possam dinamizar actividades de Educação Ambiental. Para tornar essas actividades mais interactivas, os alunos da turma A do 8º ano elaboraram ainda uns jogos relativos aos temas por eles desenvolvidos. Ainda os alunos desta turma A dinamizaram os materiais por ele produzidos junto de colegas do segundo ciclo da Escola Básica Abade Correia da Serra, que visitaram a nossa escola no Dia da Terra (ver fotos nas comemorações do dia da Terra).

8ºB
Jogo da biodiversidade 8ºA

sexta-feira, junho 04, 2010

Serpa Está Em Festa!

 

clip_image002 Começou o mês de Junho e Junho é mês de festa, de cantigas, de danças, de vinho, cerveja e chouriço assado nas Noites da Nora. E o cardápio é apetecível!! Já amanhã, iremos ter a honra de ouvir os Simentera, um grupo de Cabo Verde, Sábado será dia de Mawaca (Brasil) e Domingo fechará em grande, com a alegria contagiante de Emir Kusturica & The Non Smoking Orchestra. Tudo isto “no sítio do costume”, a saber, Praça da República, às 21.30 minutos. Para quem desejar saber mais informações, consultem o óptimo site da Câmara Municipal de Serpa (http://www.cm-serpa.pt/). Porque esta cidade alentejana é uma verdadeira caixinha de surpresas…

Se quiserem marcar lugar, é bom mesmo que venham mais cedo!

Simentera (Cabo Verde) – Oxi Não

Mawaca (Brasil) – Kali

Emir Kusturica & The Non Smoking Orchestra – Was Romeo Really a Jerk

 

Imagem retirada do Site da Câmara Municipal de Serpa

quarta-feira, junho 02, 2010

Ontem Foi O Dia Mundial Da Criança!

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Segundo estatísticas, a cada três segundos morre uma criança à fome neste planeta. Ao mesmo tempo, o mundo Ocidental está carregado de pimpolhos obesos, e “pirralhos” que fazem a mais incrível fita nos supermercados, só porque querem o novo brinde da caixa de cereais Chocapic. As meninas maquilham-se cada vez mais cedo, os rapazes estão cada vez mais agressivos, graças aos (dizem as más línguas) jogos de computador. Aliás, as grandes empresas descobriram a galinha dos ovos de ouro: se a criança gostar do produto que vê na televisão, os pais comprá-lo-ão. E, como se afirma no documentário que abaixo apresentamos (Criança, A Alma Do Negócio), os pais estão apenas algumas horas por semana com os filhos. A televisão faz-lhes companhia todos o dias. Assim, desde pequenas que são submetidas a uma lavagem ao cérebro, que só tem uma palavra: compra, compra, compra.

Há centenas de milhões de crianças que são raptadas e recrutadas à força para “trabalhar” em exércitos de supostos “grupos revolucionários”, que de revolucionário nada têm; centenas de milhões não têm hospitais nem escolas públicas em condições; centenas de milhões são vítimas de violência doméstica, de raptos e tráfico de escravatura e pedofilia. Para piorar o cenário, há dezenas de milhões que acabam órfãs, devido aos pais terem morrido de Sida ou por terem morrido em guerras tribais ou por terem morrido graças a mil e uma doenças…

No mundo Ocidental há demasiadas meninas, no mundo Asiático há excesso de rapazes, pois as famílias, assim que sabem que um bebé do sexo feminino vem a caminho, decidem logo abortá-lo. Acresce o facto de que a Humanidade não pára de crescer e já começa a não haver nem água nem comida nem ar para todos. Alguém vai ter que sair, já se diz por aí, ainda à porta fechada. Até quando?

A lista é, infelizmente, interminável e, por enquanto, não parece haver solução para este problema. Uma coisa nós já sabemos: quem paga a tarifa são sempre os fracos, a saber, as mulheres, os velhos e as crianças.

Este foi mais um Dia Mundial da Criança. De quantos mais precisaremos?

Documentário Criança, A Alma Do Negócio, parte 1 (Brasil)

Imagem aqui

terça-feira, junho 01, 2010

Livro Da Semana

 

O Triunfo Dos Porcos, de George Orwell

clip_image002De onde vem o nojo milenar deste pobre animal chamado “porco”? Ao contrário do que muita gente pensa, o porco é um dos animais mais inteligentes deste planeta, é capaz de se socializar muito facilmente com os Humanos, é extremamente limpo se o deixarem ser (O Javali, o porco selvagem, é um bicho muito higiénico…) e a sua carne transmite tantas doenças como as outras carnes de muitos animais. O porco é “porco” porque o Homem decidiu tratá-lo como tal.

São imensas as explicações que tentam justificar a Porcofobia ou Porcofilia em muitas culturas e religiões (leiam este excelente artigo da autoria de Sandra Nogueira: http://antropologia.com.sapo.pt/malamado.htm), desde razões antropológicas até razões de higiene pública. Porém, a Genética é bem capaz de ter descoberto as raízes escondidas de tal repulsa: o porco é o animal que mais se aproxima geneticamente do ser humano. É tão perturbadoramente parecido connosco que os nossos antepassados, ao terem-no comido pela primeira vez, podem muito bem ter ficado com a sensação horrível de estar a comer “um dos nossos”. Aliás, os canibais da Nigéria tinham um nome para esta iguaria: “o grande porco”. É que a carne dos humanos, diziam eles, sabia exactamente à deste animal…

Porém, para o bem e para o mal, este pobre bichano passou a estar associado à porcaria, ao canibalismo, à crueldade, à falta de moral, à ganância e à gula. Por isso mesmo, não é de espantar que, neste livro, os políticos e governantes sejam comparados aos porcos. George Orwell, um dos escritores mais geniais do século XX, queria criar uma espécie de alegoria ao Comunismo, alegoria essa que pretendia demonstrar até que ponto os “amantes da Igualdade e da libertação do Homem” mais não eram do que criaturas gananciosas, que desejavam precisamente o mesmo que os reis, os czares e os imperadores: poder total e absoluto. E se O Poder corrompe, o Poder Absoluto corrompe absolutamente.

Toda a gente tem uma vaga ideia de como começa a história: fartos de serem explorados, espancados e escravizados, os animais de uma determinada quinta (aliás, o nome original do livro é Animal Farm) revoltam-se contra o dono Humano que os explora até à medula dos ossos, e quem irá liderar esta revolução serão os porcos. O sucesso foi tão grande que todas as outras quintas ali da zona imitaram os seus “camaradas” e libertaram-se da mão forte dos Humanos.

Até aqui, a vida é um mar de rosas, e esta nova comunidade até se deu ao trabalho de criar sete leis fundamentais, leis essas que tinham como objectivo lançar a igualdade entre todos os animais libertos. Eis os “sete mandamentos originais”:

clip_image0041. Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimiga.
2. Qualquer coisa que ande sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amiga.
3. Nenhum animal usará roupas.
4. Nenhum animal dormirá em cama.
5. Nenhum animal beberá álcool.
6. Nenhum animal matará outro animal.
7. Todos os animais são iguais.

Porém, os porcos, pouco a pouco, começam a cortar aqui, a cortar ali, a modificar uma lei, a dar um retoque noutra… Um dia, os “camaradas” de quatro e duas patas acordam e descobrem que

4. Nenhum animal dormirá em cama com lençóis.
5. Nenhum animal beberá álcool em excesso.
6. Nenhum animal matará outro animal sem motivo.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais do que outros.

Pensavam que se tinham libertado da sua escravidão. Em vez disso, tinham pura e simplesmente mudado de carrasco. Que fazer agora? Aceitar resignadamente o seu destino porque, haja o que houver, alguém há-de sempre mandar nos mais fracos e nas massas? Revoltar-se outra vez?

George Orwell deixa nesta obra uma das lições mais importantes da História da Humanidade e, infelizmente, esta é uma das lições que mais sistematicamente é esquecida por todos nós: não são os governantes/monstros/porcos que conseguem ter mão no poder, somos nós, as massas, que lhes oferecemos, de bandeja, o poder que eles desejam. Compete a todos nós estarmos atentos aos “sinais” que profetizam as futuras ditaduras.

Conquistar a Liberdade é difícil, mas é ainda mais difícil mantê-la.

Imagem retirada daqui

domingo, maio 30, 2010

Tadam!!!!!!!

 

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Rufem os tambores, soem as trompetas, toquem os ferrinhos, tragam o tapete vermelho: a equipa que lançou o desafio Escola Electrão (Paulo Amoroso, Manuel Silva e Ana Ângelo, desculpem-me se me esqueci de alguém), incluído no projecto Eco-Escolas, já recebeu o seu diploma: mais de 31 toneladas foram recolhidas pelos nossos alunos, professores, funcionários e a restante comunidade escolar.

Foi, sem dúvida, um belo pecúlio, pelo que, agora, é apenas uma questão de tempo para recebermos os resultados deste concurso, que muito tem feito para nos livrar do lixo electrónico que tem vindo a “afogar” o país. Será que estamos entre os primeiros? Lá para o dia 2 do próximo mês traremos a resposta.

Aqui estão os autores deste triunfo, de proporções “Adamastorianas”, e o dito diploma (a nossa colega Ana Ângelo estava a dar aulas, por isso não ficou incluída na foto).

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E se queres dar uma espreitadela no blog oficial, irás encontrar a turma que se empenhou para que este projecto fosse uma realidade e um grande sucesso. Aqui estão os links:

http://blogelectrao.blogspot.com/2010/05/mais-fotos-de-serpa.html

http://blogelectrao.blogspot.com/2010/05/com-que-entao-tua-casa-esta-virar-um.html

sábado, maio 29, 2010

Lição de Vida- Três Contos Zen (Um dos ramos da Filosofia Budista)

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O Silêncio Completo
Quatro monges decidiram meditar em silêncio completo, sem falar por duas semanas. Na noite do primeiro dia a vela começou a falhar e finalmente apagou-se.
O primeiro monge disse: “Oh, não! A vela apagou!"
O segundo comentou, indignado: "Não tínhamos que ficar em total silêncio?"
O terceiro reclamou: "Mas por que motivo vocês dois quebraram o silêncio?"
Finalmente o quarto afirmou, todo orgulhoso:"Aha! Eu sou o único que não falou!”

 

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Qual Problema??!!
Um praticante Zen foi falar com Bankei, um grande Mestre Zen, e fez-lhe esta pergunta, aflito:
-Mestre, eu tenho um temperamento irascível. Sou às vezes muito agitado e agressivo e acabo criando discussões e ofendendo outras pessoas. Como posso curar isso?
-Tu possuis algo muito estranho," replicou Bankei - Mostra-me lá como é esse teu comportamento."
-Bem... eu não posso mostrá-lo exatamente agora, mestre- disse o outro, um pouco confuso.
-E quando é que tencionas mostrar-mo? - perguntou Bankei.
-Não sei... é que isso sempre surge de forma inesperada... - replicou o estudante.
-Então - concluiu Bankei -essa coisa não faz parte da tua natureza verdadeira. Se assim fosse, tu poderias mostrá-la sempre que desejasses. Quando tu nasceste não a tinhas, e teus pais não a passaram para ti. Portanto, fica sabendo que ela não existe.

 

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Mas que perda de tempo!!
Conta-se que na Pérsia antiga vivia um rei chamado Zemir. Coroado muito jovem, julgou-se na obrigação de se tornar sábio. Então, reuniu em torno de si numerosos sábios vindos de todos os Países e pediu-lhes que editassem para ele a História da Humanidade. Assim, todos os eruditos se atiraram de coração e alma a este estudo.
Vinte anos escoaram-se na preparação desta edição. Finalmente, dirigiram-se ao palácio, carregados de quinhentos volumes acomodados no dorso de doze camelos. O rei Zemir havia, então, passado dos quarenta anos e já começava a sentir as maleitas da idade.
- Já estou velho - disse ele. - Não terei tempo de ler tudo isso antes da minha morte. Nessas condições, por favor, preparai-me uma edição resumida.
Por mais vinte anos trabalharam os sábios na feitura dos livros e voltaram ao palácio com três camelos apenas. Mas o rei envelhecera muito. Com quase sessenta anos, sentia-se enfraquecido.
- Não me é possível ler todos esses livros. Por favor, fazei-me deles uma versão ainda mais sucinta.
Os eruditos labutaram mais dez anos e depois voltaram com um elefante carregado das suas obras. Mas a essa altura, com mais de setenta anos, quase cego, o rei não podia mesmo ler. Pediu, então, uma edição ainda mais abreviada.
Ora acontece que os eruditos também tinham envelhecido. Concentraram-se por mais cinco anos e, momentos antes da morte do monarca, voltaram com um volume só.
- Morrerei, portanto, sem nada conhecer da História do Homem - disse ele, amargurado.
À sua cabeceira, o mais idoso dos eruditos respondeu:
- Vou explicar-vos em três palavras a história do Homem: Ele nasce, sofre e, finalmente, morre.
E nesse preciso instante o rei morreu.

Imagens retiradas de:

http://matadornetwork.cachefly.net/bravenewtraveler.com/docs//wp-content/images/posts/20090402-monk.jpg

http://i147.photobucket.com/albums/r317/pja64x/PJA64XCOM/2607587-2-zen-tree.jpg

http://degreesofemotion.com/images/v1-images/video/cat-zen/vid-zen-sound.jpg

Histórias retiradas de: http://www.nossacasa.net/shunya/default.asp?menu=108 (com modificações)

Semana Da Adolescência

 

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Frase Do Dia

Deus não poderia estar em todo o lado e, por isso, criou as mães.

Rudyard Kipling, escritor e poeta inglês

quinta-feira, maio 27, 2010

Semana Da Adolescência

 

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Frase Do Dia

Para o Homem, apenas há três acontecimentos: nascer, viver e morrer. Ele não sente o nascer, sofre ao morrer e esquece-se de viver.

Jean de La Bruyère, ensaísta e moralista francês

Hikikomori: O Medo Pavoroso Da Vida

Este é um dos fenómenos mais estranhos, mais bizarros e mais perturbantes dos tempos modernos: cerca de um milhão de jovens japoneses do século masculino decide pura e simplesmente fechar-se num quarto e nunca mais sair deste espaço. Comem, dormem, fazem as suas necessidades básicas (normalmente, o “quarto” significa uma cama, um computador, clip_image004um armário e a casa-de-banho do lado) e chegam até a morrer ali. Não permitem a presença de ninguém, nem mesmo a dos próprios pais, que os estão a sustentar. Isolam-se do mundo, e a sua vida é dedicada a criar uma existência cor-de-rosa, cheia de literatura manga, jogos de computador, heróis e espadas Samurai, redes sociais, música rock e, por vezes, pactos de suicídio colectivo. Chamam-se hikikomoris, um termo que se pode traduzir por “Encerrar-se, fechar-se”.

É verdade que há muitos hikikomoris espalhados pelo mundo inteiro, mas este comportamento anti-social, que foi observado pela primeira vez nesta nação nipónica é, neste país, um verdadeiro flagelo social que debilita um número assustador de jovens, de tal forma que o governo japonês levou muito tempo a admitir que tinha um problema muito sério para resolver. Em mais parte alguma do planeta assistimos a um fenómeno com estas proporções tão preocupantes. Por isso mesmo, não demora muito para nos perguntarmos: porquê no Japão e como é que as coisas chegaram a este ponto?

São várias as razões que podem ter despoletado esta doença social: em primeiro lugar, ao contrário do que as pessoas pensam, a velha mentalidade Samurai ainda existe no Japão. “É preferível morrer com honra do que viver sem ela” foi sempre o grande lema destes extintos guerreiros, e os japoneses valorizam-na acima de tudo. Ainda hoje, neste país, o suicídio de honra é encarado como uma coisa nobre a virtuosa e não como um acto de cobardia ou de desespero. “Perder a face” é a pior coisa que pode acontecer a estes pobres seres humanos, e quem falha publicamente raramente merece uma segunda chance.

Pior ainda, a sociedade nipónica é uma sociedade colectiva, ou seja, o indivíduo não conta para praticamente nada. Os japoneses vivem em grupo, para o grupo, morrem em grupo (hoje já não é bem assim) e podem até morrer para “salvar a face” do clip_image002[5]grupo. Ora, quando um falha, falham todos. Por isso mesmo, as famílias destes hikikomoris escondem a sua vergonha, não contando nada aos vizinhos, aos amigos e até aos próprios membros da sua família. A mentira mais comum que usam, sempre que alguém lhes pergunta pelo filho, é dizer que este “está a trabalhar no estrangeiro”, mentira essa que resulta que nem ginjas, uma vez que ninguém o vê. O falhanço do filho é, portanto, uma mancha negra, uma nódoa para o clã inteiro. E, para salvar a honra “samuraica” deste, é preciso manter as aparências e mentir. Como devem calcular, esta mentalidade não nos ajuda nada a curar o jovem que claramente sofre de perturbações mentais e claramente precisa de ajuda psiquiátrica. Desta forma, toda uma família vive em constante sofrimento e está refém da depressão profunda do seu filho. Numa sociedade como a portuguesa, o pai arrombaria a porta do quarto, pregaria dois pares de estalos bem dados na cara do puto, os vizinhos ouviriam os berros da família e o catraio seria obrigado a ir à psicóloga. No Japão, pai e mãe sofrem em silêncio e não podem contar com a ajuda de ninguém.

Mais ainda, convém acrescentar que a sociedade japonesa é insuportavelmente exigente. Ao contrário dos latinos, que vivem a vida de uma forma despreocupada (até demais!), os japoneses têm que ser os melhores na escola e os melhores no local de trabalho. As “escolas do marranço” são uma constante neste país: miúdos que estudam 10 a 12 horas consecutivas durante dias e dias, para depois triunfarem nos exames e nos testes para a faculdade.

Para finalizar, os japoneses não podem mostrar emoções: não podem chorar, não podem ter ataques de raiva, não podem mostrar desejo sexual, não podem ser impulsivos, não podem levantar a voz no local de trabalho, não podem ter uma discussão acesa com ninguém, não podem, não podem, não podem. Se existe uma coisa que vocês não irão ver, se alguma vez visitarem o Japão, é um condutor a discutir com outro condutor ou alguém numa loja a exigir o livro de reclamações. E esta cultura auto-opressora está de tal forma entranhada no inconsciente colectivo que, sempre que um deles enlouquece, enlouquece com método e ordem e, ordeiramente, deixa o mundo exterior, para se encerrar num quarto para sempre.

Actualmente já existem programas de recuperação: as “Super Irmãs” são assistentes sociais que, cheias de boa vontade e boa disposição, conseguem pouco a pouco convencer os jovens a sair do quarto, conversar em grupo, ir ao cinema, ao centro comercial... enfim, ensinam-nos a voltar a viver. Pelo caminho, também ajudam a família inteira que, como devem calcular, está a necessitar como de pão para a boca de apoio psiquiátrico.

O mundo em que hoje vivemos tem de facto as suas coisas admiráveis. Porém, as novas tecnologias chegaram a um estado tal que um ser humano pode facilmente fechar-se numa casa e, a partir daí, viver a sua vida. Tudo pode ser comprado na Internet: comida, roupa, divertimento, pagar as contas do mês. Podemos trabalhar em casa, podemos fazer amigos no aconchego da nossa casa, podemos evitar toda a gente e encerrarmo-nos no nosso castelinho cor-de-rosa. O mundo que a Internet nos ofereceu é quase perfeito. Mas não abafa o sofrimento interior e a solidão.

Vejam agora este lindíssimo e tristíssimo vídeo da autoria de Jonathan Harris.

Hikikomori: Alguém se importa

Origem das Imagens 1 e 2

Eco-Escolas (6)

 

Finalmente apresentamos as duas parte finais referentes ao 1º prémio “falado” em (5):

(continua)

quarta-feira, maio 26, 2010

Semana Da Adolescência

clip_image002Frase do Dia

  A juventude envelhece, a imaturidade é superada, a ignorância pode ser educada e a embriaguez passa, mas a estupidez dura para sempre.

Aristófanes, dramaturgo grego

Dar à sola Ou Não, Eis A Questão!

No dia 31 de Maio iremos assistir a uma fuga sem precedentes ou assistiremos ao boicote mais fracassado da História da Internet? Para quem não faz a menor ideia do que é que estamos a falar, aqui vai um resumo desta polémica: os criadores da rede social mais famosa do momento, Facebook, decidiram, sem avisar os seus clientes, tornar públicos todos os dados pessoais e privados dos seus clientes, ou seja, clip_image003dados profissionais, moradas, conversas privadas, fotografias, etc. Tudo isto estará ao alcance de toda a gente. Pelo menos é o que jura o movimento QuitFacebookDay (Dia de desistir do Facebook), que tem como objectivo incentivar toda a gente a desactivar a sua conta precisamente no dia 31 de Maio.

Confesso que esta notícia acabou por me apanhar de surpresa: só ontem fiquei a par deste movimento, pelo que não posso assegurar que estes dados sejam verdadeiros, ou se não passam, afinal, de mais um dos muitos rumores da Internet. Porém, o criador desta rede social, Mark Zuckerberg confessou, numa entrevista, “ter metido o pé na argola”: “Eu sei que nós cometemos vários erros, mas acredito que a partir de agora o nosso serviço será melhor, e que as pessoas compreenderão que as nossas intenções são boas, e que nós reagimos às reacções das pessoas para quem trabalhamos", escreveu Mark Zuckerberg numa mensagem electrónica enviada a um influente 'blogger' de Silicon Valley, Robert Scoble, que disse ter autorização para a sua publicação.(notícia retirada deste link: http://aeiou.visao.pt/fundador-do-facebook-admite-ter-cometido-varios-erros=f560301)

Se é verdade o que o dito movimento anda a afirmar (podem ler as suas justificações aqui: http://www.quitfacebookday.com/) , então as notícias não são lá muito agradáveis para muita gente. Todavia, os espaços na Internet, ao contrário do que as pessoas pensam, nunca foram privados. Talvez seja por isso mesmo que, até à data, apenas uns “ranhosos” milhares estão dispostos a castigar esta rede social. Quem não gostou do Facebook há já muito tempo que desactivou a sua conta. Quem gosta, continuará a usá-la, se bem que, a partir de agora, passe a ser um bocadito mais cauteloso/a em relação àquilo que posta ou diz. Quanto muito, podemos afirmar que este grupo “Anti-Facebook” levantou uma polémica que vale a pena ser debatida. E, no meio disto tudo, há sempre algum mal que vem por bem: talvez agora os cyberbullies não sejam tão protegidos e tão ignorados como têm sido nos últimos anos. Mas todos nós sabemos que de boas intenções está o Inferno cheio…

De uma coisa temos a certeza: se estas novas leis forem para a frente, todas as outras redes sociais imitarão a equipa de Mark Zuckerberg. Por isso, tenham ainda mais atenção ao que escrevem e postam!!

Sandra Costa

Imagem retirada de:

http://www.kateandneil.com/wp-content/uploads/2010/01/bye-facebook.jpg

Eco-Escolas (5)

Ora então vamos conhecer os vencedores do Prémio, referidos em (4), e o seu trabalho apresentado/dividido em 4 partes, das quais mostramos hoje as 2 primeiras e amanhã as restantes. “Enjoy” :

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 Mariana Pepe Jorge nº19, Ângelo Marujo nº27, Célia Gomes nº5 do 10ºB

(continua)

terça-feira, maio 25, 2010

Semana Da Adolescência

Anorexia: Uma “Moda” Que Mata

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A anorexia nervosa caracteriza-se por ser uma doença psiquiátrica que afecta sobretudo adolescentes e adultos jovens do sexo feminino, levando a grandes prejuízos biopsicossociais com elevada morbilidade e mortalidade. As doentes anorécticas, por norma mulheres, têm uma lógica de raciocínio que as leva a acreditar de que estar magra é um dos caminhos mais curtos para obter a felicidade. Ou seja acreditam que estar magra é o mesmo que ser atraente, ter sucesso ou ser feliz.

Este raciocínio de tipo caótico é extensível ao estilo de vida desorganizado de uma doente anoréctica. Uma das causas possíveis para explicar esta disfunção alimentar é a própria desordem pessoal. Uma das explicações avançadas para o excessivo controlo alimentar é uma tentativa fracassada de ordenação e segurança emocional. Alguns dos traços psicológicos mais característicos neste distúrbio de comportamento alimentar são: a) baixa auto-estima; b)sentimento de desesperança; c)desenvolvimento insatisfatório da identidade; d)tendência a procurar aprovação externa; e)extrema sensibilidade a críticas e finalmente, conflitos relativos aos temas da autonomia versus dependência.

clip_image004 Em torno deste transtorno alimentar surge a possibilidade de pessoas que olham a anorexia não como uma doença mas como um estilo de vida comunicarem entre si e criarem uma comunidade virtual de culto desta identidade. Este fenómeno de redes sociais em torno desta forma de vida tem vindo a crescer no Brasil e as comunidades pró-ana que defendem o lema “ Anorexy is not a disease, is a lifestyle” (A Anorexia não é uma doença, é um estilo de vida) prolifera a olhos vistos na Internet. Uma vez que esta patologia é reconhecida pelo discurso médico como sendo uma doença, o espaço virtual é um ambiente no qual as cybernautas reafirmam as suas fraquezas: o no food, a fome, as compulsões alimentares, o medo de engordar e sobretudo, o desejo de ser “normal” são receios que partilham umas com as outras, construindo um meio de auto-afirmação e estabelecendo laços de pseudo- solidariedade no sentido de não pisar o risco e manter o auto-controle corporal e restrições alimentares.

O culto da beleza corporizada num ideal de perfeição é em grande parte mediatizado pela comunicação social. O mundo da moda a ditar regras de beleza de proporções delimitadas levou ao extremo, pois o controlo do peso para quem segue os padrões vigentes, termina apenas numa reviravolta de ciclo, depois de casos de morte por subnutrição de modelos de renome.

Existe um ambiente de apelo na era moderna que identifica o corpo como meio de afirmação das jovens na possibilidade de uma vida repleta de amigos, no valor da atracção física e na inspiração para o sucesso em todas as demais áreas de vida. As mensagens vindas da publicidade, moda e desporto criam terreno fértil para as idealizações do “EU” e emanam as vantagens incontornáveis de um padrão de beleza única, sem vias alternativas de auto-superação. No entanto, os riscos surgem quando existem predecessores biológicos e psicológicos que alimentam a convicção pessoal de que este é o caminho certo para o Projecto de Identidade Pessoal. Este determinismo de discurso acalenta a sua própria ideia falseada e distorcida da dimensão do corpo e da dimensão dos desafios da idade adulta, como limitados a uma única premissa: Ser Magra(o) é a Solução para todos os Problemas.

Helena Guerreiro,

Psicóloga Escolar

Imagem 1 e 2

Semana Da Adolescência

 

clip_image002 Frase Do Dia

A curta duração das nossas vidas proíbe grandes voos às nossas esperanças.

Horácio, 65-8 d. C., poeta romano, Odes

Eco-Escolas (4)

No âmbito da disciplina de Física e Química A, os alunos da turma B do 10ºano, organizaram-se em grupos para realizar um trabalho de pesquisa sobre a temática "Alteração dos componentes da atmosfera", cujo tema faz parte dos conteúdos da disciplina. A ideia proposta pela professora Ana Ângelo seria premiar os 3 melhores trabalhos!

Assim sendo, os alunos escolheram vários subtemas tais como, "As chuvas ácidas", "A destruição da camada de Ozono", "Circulação automóvel e respectivas consequências para a atmosfera" e, elaboraram os respectivos trabalhos em variados suportes. Na aula do dia 4 de Fevereiro de 2010 foram apresentados e discutidos os referidos trabalhos. Após vários dias de trabalho árduo e noites perdidas eis os vencedores dos 2º e 3º PRÉMIOS. Brevemente apresentaremos o 1º Prémio.

IMG_0002 2º Prémio

Alteração da concentração dos componentes vestigiais da atmosfera - causas e solução

 

 

 

IMG_0001  3º Prémio

Poluição Automóvel

segunda-feira, maio 24, 2010

Livro Da Semana

O Meu Primeiro Beijo E Outros Traumas, de Adam Bagdasarian

clip_image002 Era agora, era agora!!! Tinha chegado a hora H, o momento certo, o instante mágico que iria mudar a sua vida: o seu primeiro beijo a sério, a sério mesmo!, como se vê nos filmes, como os adultos fazem! E Will já tinha o plano bem estudado:

Tudo o que tinha que fazer era pôr os braços à volta da Maggie, segurar a cara dela entre as mãos, pressionar os meus lábios contra os dela com tanta força quanta tivesse e movimentar a minha cabeça de um lado para o outro até que os joelhos dela fraquejassem ou ela tivesse um desmaio, ou levantasse uma das pernas do chão. Não estava certo de qual era o princípio científico que explicava este levantar da perna, mas tinha visto filmes suficientes para saber que de facto acontecia e que ia acontecer à Maggie.

Pois, pois. A teoria é sempre bonita, não é? Parece tudo tão simples mas...

Depois de dez ou quinze segundos de beijar e de fazer pequenos ruídos de êxtase, reparei que uma das minhas narinas estava pressionada de encontro à bochecha dela e a outra contra o nariz. Isto significava que eu não conseguia respirar. Tentei encontrar maneira de a beijar e respirar ao mesmo tempo, mas para onde quer que virasse a cabeça, o nariz dela estava sempre lá.

E tentou, tentou, tentou... Um fracasso absoluto. O seu primeiro beijo (a descrição é de nos levar às lágrimas, de tanto nos rirmos), tão meticulosamente planeado, quase como se fosse um filme romântico, capaz de arrebatar de uma penada 10 Óscares, incluindo o dos efeitos especiais, tinha sido um embaraçoso fiasco.

Quando é que deixamos de ser crianças e passamos a ser adolescentes? Quando descobrimos que o Pai Natal não existe? Hmmm, muito cedo. Quando os pais dizem “não” ao cachorrinho que vemos na montra e queremos levar para casa? Bom, isso pode acontecer em qualquer altura da nossa infância. Quando começamos a olhar para a/o nossa/o colega e descobrimos que há ali qualquer coisa mais? Um pouco de barbicha? Um eyeliner? Para Will, a sua primeira “revelação divina” começou com uma máquina de pastilhas. Lá foi o pai todo contente comprar uma máquina de pastilhas. Sim, senhora, uma máquina de pastilhas só para ele!! E o raio da máquina acabou por originar a sua primeira depressão e a descoberta de que já não era uma criança, e que já não existiam tapetes voadores, naves espaciais e “vou buscar a Lua para oferecer à minha mãe”. A sua primeira depressão, a sua primeira crise existencial, e tudo por causa de uma máquina de pastilhas!

Não vale a pena contar mais, este livro é de chorar a rir. Todos nós nos reconhecemos nesta narrativa hilariante, e todas estas peripécias são contadas por um adulto que, olhando para trás, para a sua infância e adolescência, descobre esse grande espectáculo fenomenal e ao mesmo tempo ridículo que é o crescimento interior.

Se querem umas boas horas de gargalhadas garantidas, leiam esta história. Porque, vistas bem as coisas, todos nós já fomos, somos e seremos sempre ridículos.

E ainda bem. Como dizia alguém, não leves a vida muito a sério porque, de qualquer forma, não vais sair vivo dela.

Semana Da Adolescência

 

Frase do Dia

Quando eu era jovem pensava que o dinheiro era a coisa mais importante do clip_image002mundo. Hoje, tenho a certeza.

Oscar Wilde, escritor e poeta inglês

 

 

 

 

Adolescente sofre!

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Em Setembro, chegará às salas de cinema o filme Easy A, do realizador Will Gluck (ainda não há tradução portuguesa para o título). Esta é uma história que narra, de uma maneira extremamente divertida, o “horror” que é sermos diferentes numa escola de adolescentes supostamente “normais”, e do que somos capazes de fazer para escondermos quem verdadeiramente somos. E tudo isto porque queremos ser aceites no grupo dos “populares” e não queremos ser alvo de bullying.

A heroína desta história decide, cheia de boa vontade, fazer um favor a um amigo seu, que é homossexual. Mal sabe ela os sarilhos em que se irá meter...

Easy A (trailer legendado)

Eco-Escolas (3)

No passado mês de Fevereiro, nos dias 11 e 12, os alunos das turmas do 10ºano B e D e do 12º A, participaram numa visita de estudo a Cáceres, onde puderam conhecer vários pólos da Universidade de Estremadura e a Central Nuclear de Almaraz.

clip_image002clip_image004A visita à Central Nuclear permitiu a observação de aspectos da área técnica e científica que fomentam o desenvolvimento pessoal e social dos alunos . Permitiu ainda tornar claro, junto dos alunos, que o conjunto de explicações usadas em Física e em Química constitui uma ferramenta importantíssima para a interpretação do mundo como hoje existe, a natureza dos fenómenos que lhe terão dado origem e a previsão da sua evolução, segundo diversos cenários tendo consciência do impacto do conhecimento da Física e da Química na sociedade.

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domingo, maio 23, 2010

Eco-Escolas (2)

PLANO DE ACÇÃO 2009/2010 - ESS

Com Que Então, Já É Um Trintão...

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Estávamos no ano de 1980 quando Tohru Iwatani, um japonês meio marado, decidiu criar um jogo bastante simples mas desesperadamente viciante: uma bolinha comilona que andava, num labirinto, atrás de uns monstrinhos meio-polvos de várias cores. Numa determinada altura, os perseguidos tornavam-se os perseguidores (desde que conseguissem abocanhar um dos vários círculos espalhados pelo labirinto) e, desta vez, quem fugia era o pacman, a tal bolinha amarela que devorava tudo à sua passagem. Aliás, a ideia ocorreu-lhe num jantar entre amigos (pelo menos é o que diz a lenda...), quando a pizza foi servida e uma fatia foi retirada. Tohru reparou, então, que a mesma parecia ter a cara de um risonho comilão de boca aberta. Quanto aos “meio-polvos”, estes são, na verdade, quatro fantasmas, conhecidos pelo nome de Galaxians: Blinky, Pinky, Inky e Clyde. Tohru desejava criar algo clip_image004diferente do que então havia, uma série de Shoot-em-ups, ou seja, jogos de tiro e pontaria, quase todos relacionados com naves espaciais e batalhas galácticas (fartei-me de jogar uma data deles. Meu Deus! Estou mesmo a ficar velha...).

Parece uma coisa muito infantil, certo? Errado: em menos de seis meses, a loucura invadiu o planeta e, tal como muitos lendários jogos (Tetris, Cubo Mágico, Sudoku, etc) não havia ninguém que não andasse a brincar com esta pequena maravilha tecnológica. Era hilariante, soltavam-se imensas gargalhadas e os sons e a música aumentavam a boa disposição. Hoje em dia, quase toda a gente conhece, mesmo de olhos fechados, a “canção” original deste jogo. E à custa desta “infantilice” venderam-se t-shirts, bonés, camisolas, toalhas de praia, canecas com os galaxians, esferográficas, posters...

Recorde-se que, há trinta anos atrás, os computadores pessoais eram coisa de séries de ficção-científica, estilo Star Trek. Em vez disso, existiam gigantescas máquinas de jogar nos cafés e nos restaurantes, colossais brinquedos que consumiam horas e horas de dinheiro e tempo (os americanos ainda têm salas de jogos dedicadas exclusivamente a estas relíquias. Podem ver um exemplo na foto à direita). Tornou-se um hábito os jovens saírem à noite para conseguirem atingir o primeiro lugar na “lista de honra”. Os recordes ficavam à vista de todos, e quem conseguisse “reinar” durante um mês era quase um herói do bairro. Note-se, também, que nessa altura, os nicknames já eram uma coisa comum...

Em honra deste jogo, explodiram uma série de bandas a cantar louvores à bolinha: o grupo The Pac-Man foi o mais famoso de todos, e criou uma canção electrónica que correu mundo. É interessante notarmos que esta banda teve a ideia genial de misturar os sons do jogo com o ambiente da sua canção. E, quase trinta anos depois, ainda vale a pena ouvi-los!

O Quê, nunca jogaram este jogo???? Então, estão à espera de quê??? Juntem-se ao clube no seguinte link: http://www.pacmangame.net/ .Em tempos de crise como a que vivemos, vale a pena desanuviarmos a cabeça com uma monumental e bem-disposta parvoeira. Divirtam-se!

The Pac-Man- I'm A Pacman (1981)

Imagens retiradas daqui e daqui

sábado, maio 22, 2010

Programa Eco-Escolas

Cá pela Escola …

 

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O Programa Eco-Escolas pretende:

§ encorajar acções, reconhecer e premiar o trabalho desenvolvido pela escola na melhoria do seu desempenho ambiental, gestão do espaço escolar e sensibilização da comunidade.

§ estimular o hábito de participação envolvendo activamente as crianças e os jovens na tomada de decisões e implementação das acções.

§ motivar para a necessidade de mudança de atitudes e adopção de comportamentos sustentáveis no quotidiano, ao nível pessoal, familiar e comunitário.

§ fornecer formação, enquadramento e apoio a muitas das actividades que as escolas desenvolvem.

§ divulgar boas práticas e fortalecer o trabalho em rede a nível nacional e internacional.

§ contribuir para a criação de parcerias e sinergias locais na perspectiva de implementação da Agenda 21 Local.

Seguindo uma metodologia constituída inspirada na Agenda 21 que de forma simplificada se enuncia em 7 passos: conselho eco-escolas; auditoria ambiental; plano de acção; monitorização/avaliação; trabalho curricular; divulgação à comunidade; eco-código.

Em termos temáticos deverão ser tratados por todas as Eco-Escolas os temas base: água, resíduos, energia e alterações climáticas e ainda, complementarmente: biodiversidade, agricultura biológica, espaços exteriores, ruído e transportes.

A Coordenação do Programa

O Programa é coordenado a 3 níveis:

1 - Na escola, através do professor coordenador que procurará aplicar no terreno a metodologia proposta através do desenvolvimento de diversas actividades com os alunos: reuniões, auditoria; visitas de estudo; elaboração de cartazes; dramatizações; manifestações; exposições, etc.

2 - A Nível Nacional pela ABAE (www.abae.pt), com o apoio da Comissão Nacional do Projecto (*) através de um acompanhamento directo e indirecto: contactos por e-mail, telefone e fax com todas as escolas; elaboração e fornecimento de materiais de apoio; organização de reuniões com grupos de professores e com as autarquias; organização de formação creditada dirigida aos professores; promoção de concursos; organização de sessões com a participação de alunos; participação em acções concretas organizadas pelas Eco-Escolas como Dia Eco-Escola, colóquios, etc.; divulgação do Programa e dos seus objectivos; criação de parcerias para beneficio das escolas; incentivo à troca de experiências e à criação de sinergias para o desenvolvimento do Projecto.
Coordenadora Nacional: Margarida Gomes (Directora Pedagógica da ABAE/FeeP, professora destacada pelo Instituto do Ambiente/Ministério da Educação).

3 - A Nível Internacional (www.eco-schools.org) pela Fundação para a Educação Ambiental (Fee), através de acções que procuram de forma crescente integrar as Eco-Escolas portuguesas na rede europeia, incentivando o intercâmbio de experiências entre os mais de 30 países que a nível internacional desenvolvem um programa com uma metodologia comum.
Note-se que nalguns dos países onde a Fundação para a Educação Ambiental opera o Programa Eco-Escolas, como por exemplo a Suécia, ele constitui já um dos indicadores de sustentabilidade.

Apoios: Para além do apoio das pessoas e Instituições da Comissão Nacional (*), o Programa conta ainda com apoios específicos para algumas das suas actividades bem, como com o Mecenato do consórcio Unilever/Jerónimo Martins. O novo projecto “Escola da Energia” está a ser desenvolvido em parceria com a Galp energia.

 

 

A Escola Secundária com 3º Ciclo do Ensino Básico de Serpa já é uma Eco-Escola desde a ano lectivo 2008/2009.

No dia 18 do mês de Janeiro do ano dois mil e dez reuniu pela primeira vez este ano lectivo o Conselho Eco-escolas, sob a presidência da nova Coordenadora do Projecto, a professora Leonor Paiva, com a seguinte ordem de trabalhos: 1- Informações; 2- Elaboração do Plano de Acção; 3- Outros assuntos

Representantes

Nome

Direcção

António Figueira




Pessoal Docente

Ana Ângelo

Etelina Gomes

Leonor Paiva

Matilde Cardeira

Sandra Costa

Pessoal Não Docente

Gertrudes Alhinho

Maria do Carmo Abreu

Autarquia

Isabel Pacheco

Representante dos Encarregados de Educação

Paula Janeiro

Alunos

Mariana Dias

 

(continua)

quinta-feira, maio 20, 2010

Semana da Adolescência !

Vem Aí A Semana Da Adolescência...

...E o cardápio vai ser bastante variado e enriquecedor. Façam a vossa escolha: teatro, debate religioso, mini-curso de prontos-socorros, conferências, testemunhos pessoais, livros, artigos... Este ano promete!

Divulguem e tragam os vossos amigos!

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