quinta-feira, junho 17, 2010

Eco-Escola (13)

Aproveitando as comemorações do Dia da Terra foi finalmente içada a nossa bandeira Eco-Escolas. Esta foi atribuída à nossa escola no ano lectivo transacto, pelas actividades que foram desenvolvidas no âmbito da educação ambiental.

Hastear Bandeira (3)

     Hastear Bandeira (5)                Hastear Bandeira (4) Hastear Bandeira (2)Hastear Bandeira

quarta-feira, junho 16, 2010

Eco-Escola (12)

No âmbito das comemorações do Dia da Terra o Dr David Catita veio dinamizar uma apresentação da sua autoria, “Técnicas de Agricultura Biológica” e teve como público-alvo o 12º ano de Biologia e demais interessados.

Conferência Agricultura Biológica (3) Conferência Agricultura Biológica Conferência Agricultura Biológica (2)

terça-feira, junho 15, 2010

Eco-Escola (11)

A equipa da Biblioteca/Centro de Recursos, com a ajuda dos alunos do oitavo ano, criaram uma espécie de “espaço verde, cheio de sons da natureza, um lugar convidativo para uma boa soneca. Mas, uma vez lá dentro, o panorama não era feliz: dezenas e dezenas de nomes de espécies em vias de extinção alertavam-nos para os nossos maus hábitos de vida neste planeta.

Biodiversidade (6) Biodiversidade Biodiversidade (2) Biodiversidade (3) Biodiversidade (4) Biodiversidade (5)

L.P.

sexta-feira, junho 11, 2010

Eco-Escola (10)

Os alunos da turma A do 8º ano a dinamizar as suas apresentações/jogos relativos à Biodiversidade e aos Transportes junto dos seus colegas do 2º Ciclo, da Escola Básica Abade Correia da Serra, no âmbito das comemorações do Dia da Terra.

Capturar

quinta-feira, junho 10, 2010

Vamos Ser Patriotas A Sério? Movimento 560

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Deixem lá o Futebol por uns segundos e pensem bem: quem é que está realmente a contribuir para que este país seja um lugar melhor para nós vivermos? Os bons advogados e juízes, os bons professores, os bons cabeleireiros e jardineiros e taxistas, os bons médicos, os bons padeiros, pasteleiros, jornalistas, empregados de balcão e caixas de supermercado, os bons funcionários públicos, as empresas portuguesas que têm sonhos e projectos interessantes, os novos e velhos cientistas, os bons pais e as boas mães… Todos nós, portugueses, não importa a nossa profissão ou a nossa escolha de vida, transformamos esta nação num cantinho agradável para a vida, quando tomamos a decisão de sermos competentes, profissionais, bons cidadãos e bons seres humanos.

clip_image003E foi no ano de 2005 que três carolas “portugas” decidiram criar um movimento, que tem como objectivo valorizarmos aquilo que é nosso. Chama-se Movimento 560 e, cinco anos depois, já começa a produzir os seus resultados “patriotas”: desde Janeiro até Março, as exportações aumentaram mais de 14%, ao passo que as importações só aumentaram cerca de 7%. Isto significa o quê? Significa que este cantinho plantado à beira-mar está a dar cartas no estrangeiro. Não só os outros países estão a dar mais valor às nossas invenções e empresas como, melhor ainda, os portugueses estão a ficar cada vez menos dependentes de produtos criados no estrangeiro. Isto quer dizer, em poucas palavras, mais dinheiro e mais autonomia para Portugal (poderão ver a notícia completa em http://dn.sapo.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1563907).

Porquê valorizarmos produtos portugueses? Muito simples: em primeiro lugar, por cada 100 euros gastos num artigo nacional, um posto de trabalho é preservado. Trata-se de dinheiro verdadeiro que circula na nossa nação. Em segundo lugar, o gesto de adquirirmos aquilo que é nosso estimula as nossas empresas a competir com as estrangeiras, o que irá gerar, consequentemente, mais dinheiro nos nossos cofres. Mais ainda, se os portugueses comprarem mais artigos nacionais tornar-se-ão mais autónomos, mais produtivos e menos dependentes das flutuações dos mercados internacionais. Ou seja, o preço do petróleo continuará a ser uma tragédia mas não criará uma mossa tão grande como a que assistimos actualmente. Por fim, o Ambiente agradece: menos importações significam menos poluição atmosférica: os aviões são das coisas que mais estragos causam ao nosso planeta.

Não se trata de “patriotismo lamechas e salazarento”. Trata-se pura e simplesmente de “bom clip_image005senso”: se já produzimos arroz, azeite ou leite português, por que cargas de água vamos comprar o espanhol ou o chinês? É verdade que os produtos nacionais são mais caros, mas se todos nós começarmos a comprar artigos lusitanos genuínos, é apenas uma questão de tempo até estes começarem a ficar mais baratos do que os outros. Como diz a página oficial deste movimento, Quando não compramos produtos nacionais e compramos artigos estrangeiros, os nossos fabricantes são obrigados a subir o preço dos seus produtos para compensar as quebras de produção. Ora se os produtos concorrentes já eram mais baratos na origem, isto faz com que os nossos fiquem ainda mais caros. E sendo mais caros, ninguém os compra. Toda esta situação leva posteriormente ao encerramento de muitas empresas e consequentemente ao crescimento do desemprego. (poderão consultar a página aqui: http://560.adamastor.org/).

Não se esqueça: os nossos artigos começam pelo algarismo 560. E vale a pena darmos uma espreitadela à sua página no facebook (http://www.facebook.com/pages/Movimento-560/397582080321?filter=2). É uma lufada de optimismo e de boa disposição! E qual é o português que não se sente feliz e orgulhoso, quando “aquilo que é nosso” é amado em terras estrangeiras? E, já agora, sabiam que a velhinha companhia Granado (última imagem à esquerda) está a fazer furor em Hollywood??

Movimento 560- Campanha do Jumbo

Movimento 560 – reportagem da RTP (21 de Dezembro de 2009)

Imagens 1 2 3

Eco-Escola (9)

No passado dia 22 de Abril a nossa escola comemorou o Dia da Terra,
levando a cabo uma série de actividades que envolveram toda a comunidade
escolar.

Alunos e Professores empenharam-se em dinamizar uma Feira de Produtos Biológicos. Todos trouxeram produtos da Terra, que eles próprios, ou familiares, colheram. Trouxeram também elementos decorativos de forma a recriar um “verdadeiro” mercado tradicional. Foi unânime a opinião de que a feira estava muito bonita! Além disso, foram muitos os “fregueses” que ajudaram a recolher mais de 600€ que foram entregues à Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Obrigada comunidade escolar!!

 As Bancas

as bancas eco escola

 

Os Fregueses

Fregueses

quarta-feira, junho 09, 2010

Lição de Vida – Para Que Serve Vivermos?

 

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A Morte, o Amor e a Vida

Julguei que podia quebrar a profundeza a imensidade 
Com o meu desgosto nu sem contacto sem eco 
Estendi-me na minha prisão de portas virgens 
Como um morto razoável que soube morrer 
Um morto cercado apenas pelo seu nada 
Estendi-me sobre as vagas absurdas 
Do veneno absorvido por amor da cinza 
A solidão pareceu-me mais viva que o sangue 
Queria desunir a vida 
Queria partilhar a morte com a morte 
Entregar meu coração ao vazio e o vazio à vida 
Apagar tudo que nada houvesse nem o vidro nem o orvalho 
Nada nem à frente nem atrás nada inteiro 
Havia eliminado o gelo das mãos postas 
Havia eliminado a invernal ossatura 
Do voto de viver que se anula 
Tu vieste o fogo então reanimou-se 
A sombra cedeu o frio de baixo iluminou-se de estrelas 
E a terra cobriu-se 
Da tua carne clara e eu senti-me leve 

Vieste a solidão fora vencida 

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Eu tinha um guia na terra 
Sabia conduzir-me sabia-me desmedido 
Avançava ganhava espaço e tempo 
Caminhava para ti dirigia-me incessantemente para a luz 
A vida tinha um corpo a esperança desfraldava as suas velas 
O sono transbordava de sonhos e a noite 
Prometia à aurora olhares confiantes 
Os raios dos teus braços entreabriam o nevoeiro 
A tua boca estava húmida dos primeiros orvalhos 
O repouso deslumbrado substituía a fadiga 
E eu adorava o amor como nos meus primeiros tempos 
Os campos estão lavrados as fábricas irradiam 
E o trigo faz o seu ninho numa vaga enorme 
A seara e a vindima têm inúmeras testemunhas 
Nada é simples nem singular 
O mar espelha-se nos olhos do céu ou da noite 
A floresta dá segurança às árvores 
E as paredes das casas têm uma pele comum 
E as estradas cruzam-se sempre 
Os homens nasceram para se entenderem 
Para se compreenderem para se amarem 
Têm filhos que se tornarão pais dos homens 
Têm filhos sem eira nem beira 
Que hão-de reinventar o fogo 
Que hão-de reinventar os homens 
E a natureza e a sua pátria 
A de todos os homens 
A de todos os tempos. 
Paul Eluard, in "Algumas das Palavras"
Tradução de António Ramos Rosa

Imagens 1 e 2

terça-feira, junho 08, 2010

Livro Da Semana

 

Apenas Um Olhar, de Harlan Coben

clip_image002 Há qualquer coisa de fascinante nas fotos antigas. Quem é que, não tendo vasculhado nas gavetas do armário da nossa avó, não se deparou com rostos centenários e desconhecidos e, curioso/a, não fez a seguinte pergunta “Oh, avó, quem foi este/a senhor/a?”. As fotografias são mágicas precisamente porque são testemunhos de eventos e de pessoas, fantasmas vindos de tempos remotos, que a história com “H” grande não se dá à maçada de registar, porque a história de um único simples ser humano “comum” não marca a Humanidade.

Outras vezes, são imagens que nos desencadeiam recordações amargas ou felizes. Sabemos que, naquela determinada festa, apesar do sorriso rasgado, estávamos com uma enorme dor de cabeça ou tínhamos acabado tudo com o nosso parceiro ou estávamos preocupados com a hipótese de não termos média suficiente para entrarmos na faculdade. Sabemos que, naquela determinada fotografia, o dia tinha sido especialmente feliz ou não. Aquele simples papel já pardo, com as cores a desaparecer, guarda muito mais segredos do que os sorrisos tendem a esconder ou a espelhar.

As fotografias sempre causaram fascínio, magia e também terror: durante um certo tempo, era costume as gentes pensarem que um instante passado para um papel era um acto mágico. “Roubarmos” a cara e o momento de alguém era o mesmo que roubarmos um bocadinho da alma daquele que estava a ser fotografado. Por isso mesmo, em tempos de desespero e de grandes epidemias, proliferaram os chamados “Livros dos Mortos”: pessoas que, vítimas de uma grande calamidade, eram fotografadas nos seus melhores vestidos, como se estivessem a dormir tranquilamente numa cadeira ou na cama. Quem já viu o filme Os Outros sabe do que é que eu estou a falar.

Mas que diríamos nós se, no meio de uma série de fotografias reveladas durante as férias, uma delas fosse antiga e muito, muito estranha? Foi precisamente isso que aconteceu com a personagem principal deste livro: Numa pacífica cidade suburbana, Grace, mãe de dois filhos e pintora, manda revelar uma série de fotografias que tirou durante as férias. Inexplicavelmente misturada com as outras, encontra uma fotografia a cores com cerca de vinte anos, já um pouco esbatida pelo tempo, onde figuram cinco pessoas. Uma delas, uma mulher, tem o rosto marcado por dois traços em cruz. Um dos homens é extraordinariamente parecido com o marido de Grace. Embora este negue ser o jovem da fotografia, nessa mesma noite sai de casa e desaparece.

Não vamos contar absolutamente nada desta história. Harlan Coben é um verdadeiro mestre do género do Suspense. Este é daqueles livros que nós levamos até para o duche porque não o conseguimos largar. A leitura é compulsiva, viciante e prende o leitor da primeira à última página E se esta história começa de uma maneira surpreendente, o fim é ainda mais inesperado.

Este é um excelente romance para as férias de Verão, especialmente para aqueles dias em que toda a gente está fora, não há nada para fazer e nada nos parece motivar e alegrar.

Eco-Escola (8)

Os alunos das turmas A e C elaboraram, no âmbito da disciplina de Economia uma apresentação em PowerPoint, “O Esgotamento dos recursos como limite ao crescimento económico” que foi apresentado junto aos colegas do terceiro ciclo da Escola Básica Abade Correia da Serra, que visitaram a nossa escola no Dia da Terra (ver fotos nas comemorações do dia da Terra).

Esta apresentação resultou da compilação de dois trabalhos de pares, realizados no âmbito da disciplina de Economia C do 12º Ano, turma A/C, sobre o tema programático "O Desenvolvimento e a Utilização dos Recursos" e os objectivos gerais foram:

• Conhecer os custos ecológicos do crescimento económico moderno;

• Avaliar soluções possíveis para os problemas ecológicos no quadro do funcionamento regular das economias.

No final da apresentação dos trabalhos à turma, esta seleccionou dois trabalhos.

Os quatro alunos autores dos trabalhos fizeram a compilação e apresentaram-na às duas turmas do ensino básico (uma do 8º ano e outra do 9ºano).

Foi feita uma avaliação no final do encontro e foi unânime a consideração de que tinha valido a pena e que os alunos público estiveram muito bem (atentos).

Após a saída dos alunos da sala (os convidados) a turma considerou que a apresentação foi demasiado extensa.

SESSÃO DE POESIA NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Decorreram, na segunda-feira, dia 8 de Março, na Biblioteca Aureliano de Mira Fernandes, Escola Secundária de Serpa, duas sessões de poesia dedicadas a Cesário Verde, dinamizadas por Afonso Dias, músico, autor de canções e actor. clip_image004Esta actividade foi desenvolvida no âmbito da disciplina de Português dos Cursos Profissionais de Técnico de Gestão de Equipamentos Informático e Técnico de Apoio Psicossocial.

Foram recitados vários poemas, em interacção com os alunos, os quais saíram bastante satisfeitos de ambas as sessões.

Afonso Dias conseguiu despertar nos discentes o gosto pela poesia, imensa, generosa.

A iniciativa teve como objectivos, entre outros, promover o estudo da língua, incentivar o gosto pela leitura, em particular pela poesia e a motivação e divulgação do estudo do texto poético

Os poemas declamados, e cantados, no recital fazem parte de um cd que Afonso Dias já editou e que foi agora reconhecido pelo Ministério da Cultura. Ainda em preparação estão outros volumes. No entanto, para quem quiser e estiver interessado, o autor deixou ao vosso dispôr, na Biblioteca da Escola, vários desses cds.

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A actividade realizada contribuiu para o enriquecimento cultural dos alunos, uma vez que os mesmos ficaram sensibilizados para a necessidade de abertura de horizontes, no que respeita à poesia, como essência artística e literária.

 

Podem visitar Aqui o site de Afonso Dias

 

Crist. Lucas

domingo, junho 06, 2010

Não Esquecer: 760 50 10 95

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Todos os verões é sempre a mesma coisa: incêndios e animais abandonados. A nossa Constituição da República não obriga nenhum cidadão do nosso país a ter um cão ou gato em casa (nem sequer crianças!) e, no entanto, o que há para aí são paizinhos que não são capazes de dizer “não” ao fedelho mimado que, assim que vê um lindo cachorrinho na montra, faz logo birra, diz que quer o bichano e, como é clip_image003óbvio, após muito guincho histérico e muito espernear no chão, consegue sempre aquilo que quer. A novela é infelizmente previsível: o cão cresce, já não tem tanta graça, entretanto a criança, segundo os pais, parece que já se fartou do “brinquedo” (o que não é verdade: é a criança que sente a falta do seu “companheiro”, quando chega a casa), e toca a despachá-lo para a rua, durante as férias de Natal ou de Verão.

Não há nada que desculpe este tipo de comportamento. Em primeiro lugar, os pais têm que aprender a dizer não aos seus filhos e, por muito que eles desejem ter um amigo de quatro patas, se não há condições para o ter, então não o tenham. Em segundo lugar, há muitos humanos que, perante estes actos de crueldade, aparecem logo com a esquizofrénica desculpa “há muitas crianças à fome e ninguém parece interessado nelas”. Perguntamo-nos: o que é que uma coisa tem a ver com a outra? Porque há crianças a sofrer, isso agora também nos dá legitimidade para fazermos mal aos animais? Não só não resolvemos um problema como acabamos por criar outro. Finalmente, agora está muito na moda a desculpa esfarrapada do “estamos em crise e não tivemos outro remédio senão despachar o bicho”. Esta desculpa também não justifica nada porque há dezenas de milhões de seres humanos pobres que não abandonam os seus animais, mesmo quando perdem a casa e vivem nas ruas. Além disso, quem tem o hábito de se livrar dos seus amigos de quatro patas durante as férias é a classe média/média alta. Os pobres não vão de férias e os ricos têm sempre gente que cuide clip_image004principescamente dos seus bichinhos. Como vemos, não é a pobreza que justifica este comportamento bárbaro.

Precisamente para minorar o triste cenário que aí vem, a SOS Animal oferece-se neste momento para cuidar dos nossos animais domésticos, enquanto vamos para férias, e tudo isto por um preço muito simbólico. Mais: oferece-se também para dar alojamento temporário ao nosso “bichano”, caso tenhamos perdido o emprego ou a casa. Por fim, a SOS Animal está a preparar algo muito importante: uma clínica especializada que tem como objectivo curar animais que lhes venham parar às mãos em estado crítico. E vocês, leitores, podem ajudar! Basta ligarem para o número acima mencionado, e parte da chamada reverterá para a construção deste hospital dos animais. A chamada só custa 60 cêntimos e pode fazer toda a diferença. Neste momento, a clínica necessita de uma máquina de raios x, que custa quase 9000 euros. Até agora, segundo o site (http://www.sosanimal.com/), já conseguiu arrecadar mais de 2100, pelo que ainda precisarão de mais um empurrãozinho. Importa referir que esta ONG recebe actualmente 500 pedidos de ajuda por mês, pelo que a situação está a tornar-se financeiramente incomportável. Não se esqueçam que o Estado não ajuda nada nem ninguém, por isso temos que aprender a ajudarmo-nos uns aos outros.

Comecem já a contribuir. Porque não é por causa de 60 cêntimos que ficaremos pobres. Quem sabe se, no futuro, há-de ser o nosso animal a precisar de ajuda?

Ele Nunca O Faria (Comercial Espanhol)

Ele Nunca o Faria (Comercial Português)

Imagens retiradas de 1  2  3.

sábado, junho 05, 2010

Eco-Escola (7)

Os alunos das turmas A e B do 8ºano, elaboraram no âmbito da disciplina de Ciências Naturais apresentações em PowerPoint relativas aos seguintes temas: Água, Energia; Transportes; Biodiversidade; Alterações Climáticas; Separação de Resíduos; Pegada Ecológica; “O que cada um pode fazer – responsabilidade individual face ao Ambiente”. A intenção é que estes materiais sejam disponibilizados aos docentes de Formação Cívica, para que os mesmos possam dinamizar actividades de Educação Ambiental. Para tornar essas actividades mais interactivas, os alunos da turma A do 8º ano elaboraram ainda uns jogos relativos aos temas por eles desenvolvidos. Ainda os alunos desta turma A dinamizaram os materiais por ele produzidos junto de colegas do segundo ciclo da Escola Básica Abade Correia da Serra, que visitaram a nossa escola no Dia da Terra (ver fotos nas comemorações do dia da Terra).

8ºB
Jogo da biodiversidade 8ºA

sexta-feira, junho 04, 2010

Serpa Está Em Festa!

 

clip_image002 Começou o mês de Junho e Junho é mês de festa, de cantigas, de danças, de vinho, cerveja e chouriço assado nas Noites da Nora. E o cardápio é apetecível!! Já amanhã, iremos ter a honra de ouvir os Simentera, um grupo de Cabo Verde, Sábado será dia de Mawaca (Brasil) e Domingo fechará em grande, com a alegria contagiante de Emir Kusturica & The Non Smoking Orchestra. Tudo isto “no sítio do costume”, a saber, Praça da República, às 21.30 minutos. Para quem desejar saber mais informações, consultem o óptimo site da Câmara Municipal de Serpa (http://www.cm-serpa.pt/). Porque esta cidade alentejana é uma verdadeira caixinha de surpresas…

Se quiserem marcar lugar, é bom mesmo que venham mais cedo!

Simentera (Cabo Verde) – Oxi Não

Mawaca (Brasil) – Kali

Emir Kusturica & The Non Smoking Orchestra – Was Romeo Really a Jerk

 

Imagem retirada do Site da Câmara Municipal de Serpa

quarta-feira, junho 02, 2010

Ontem Foi O Dia Mundial Da Criança!

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Segundo estatísticas, a cada três segundos morre uma criança à fome neste planeta. Ao mesmo tempo, o mundo Ocidental está carregado de pimpolhos obesos, e “pirralhos” que fazem a mais incrível fita nos supermercados, só porque querem o novo brinde da caixa de cereais Chocapic. As meninas maquilham-se cada vez mais cedo, os rapazes estão cada vez mais agressivos, graças aos (dizem as más línguas) jogos de computador. Aliás, as grandes empresas descobriram a galinha dos ovos de ouro: se a criança gostar do produto que vê na televisão, os pais comprá-lo-ão. E, como se afirma no documentário que abaixo apresentamos (Criança, A Alma Do Negócio), os pais estão apenas algumas horas por semana com os filhos. A televisão faz-lhes companhia todos o dias. Assim, desde pequenas que são submetidas a uma lavagem ao cérebro, que só tem uma palavra: compra, compra, compra.

Há centenas de milhões de crianças que são raptadas e recrutadas à força para “trabalhar” em exércitos de supostos “grupos revolucionários”, que de revolucionário nada têm; centenas de milhões não têm hospitais nem escolas públicas em condições; centenas de milhões são vítimas de violência doméstica, de raptos e tráfico de escravatura e pedofilia. Para piorar o cenário, há dezenas de milhões que acabam órfãs, devido aos pais terem morrido de Sida ou por terem morrido em guerras tribais ou por terem morrido graças a mil e uma doenças…

No mundo Ocidental há demasiadas meninas, no mundo Asiático há excesso de rapazes, pois as famílias, assim que sabem que um bebé do sexo feminino vem a caminho, decidem logo abortá-lo. Acresce o facto de que a Humanidade não pára de crescer e já começa a não haver nem água nem comida nem ar para todos. Alguém vai ter que sair, já se diz por aí, ainda à porta fechada. Até quando?

A lista é, infelizmente, interminável e, por enquanto, não parece haver solução para este problema. Uma coisa nós já sabemos: quem paga a tarifa são sempre os fracos, a saber, as mulheres, os velhos e as crianças.

Este foi mais um Dia Mundial da Criança. De quantos mais precisaremos?

Documentário Criança, A Alma Do Negócio, parte 1 (Brasil)

Imagem aqui

terça-feira, junho 01, 2010

Livro Da Semana

 

O Triunfo Dos Porcos, de George Orwell

clip_image002De onde vem o nojo milenar deste pobre animal chamado “porco”? Ao contrário do que muita gente pensa, o porco é um dos animais mais inteligentes deste planeta, é capaz de se socializar muito facilmente com os Humanos, é extremamente limpo se o deixarem ser (O Javali, o porco selvagem, é um bicho muito higiénico…) e a sua carne transmite tantas doenças como as outras carnes de muitos animais. O porco é “porco” porque o Homem decidiu tratá-lo como tal.

São imensas as explicações que tentam justificar a Porcofobia ou Porcofilia em muitas culturas e religiões (leiam este excelente artigo da autoria de Sandra Nogueira: http://antropologia.com.sapo.pt/malamado.htm), desde razões antropológicas até razões de higiene pública. Porém, a Genética é bem capaz de ter descoberto as raízes escondidas de tal repulsa: o porco é o animal que mais se aproxima geneticamente do ser humano. É tão perturbadoramente parecido connosco que os nossos antepassados, ao terem-no comido pela primeira vez, podem muito bem ter ficado com a sensação horrível de estar a comer “um dos nossos”. Aliás, os canibais da Nigéria tinham um nome para esta iguaria: “o grande porco”. É que a carne dos humanos, diziam eles, sabia exactamente à deste animal…

Porém, para o bem e para o mal, este pobre bichano passou a estar associado à porcaria, ao canibalismo, à crueldade, à falta de moral, à ganância e à gula. Por isso mesmo, não é de espantar que, neste livro, os políticos e governantes sejam comparados aos porcos. George Orwell, um dos escritores mais geniais do século XX, queria criar uma espécie de alegoria ao Comunismo, alegoria essa que pretendia demonstrar até que ponto os “amantes da Igualdade e da libertação do Homem” mais não eram do que criaturas gananciosas, que desejavam precisamente o mesmo que os reis, os czares e os imperadores: poder total e absoluto. E se O Poder corrompe, o Poder Absoluto corrompe absolutamente.

Toda a gente tem uma vaga ideia de como começa a história: fartos de serem explorados, espancados e escravizados, os animais de uma determinada quinta (aliás, o nome original do livro é Animal Farm) revoltam-se contra o dono Humano que os explora até à medula dos ossos, e quem irá liderar esta revolução serão os porcos. O sucesso foi tão grande que todas as outras quintas ali da zona imitaram os seus “camaradas” e libertaram-se da mão forte dos Humanos.

Até aqui, a vida é um mar de rosas, e esta nova comunidade até se deu ao trabalho de criar sete leis fundamentais, leis essas que tinham como objectivo lançar a igualdade entre todos os animais libertos. Eis os “sete mandamentos originais”:

clip_image0041. Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimiga.
2. Qualquer coisa que ande sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amiga.
3. Nenhum animal usará roupas.
4. Nenhum animal dormirá em cama.
5. Nenhum animal beberá álcool.
6. Nenhum animal matará outro animal.
7. Todos os animais são iguais.

Porém, os porcos, pouco a pouco, começam a cortar aqui, a cortar ali, a modificar uma lei, a dar um retoque noutra… Um dia, os “camaradas” de quatro e duas patas acordam e descobrem que

4. Nenhum animal dormirá em cama com lençóis.
5. Nenhum animal beberá álcool em excesso.
6. Nenhum animal matará outro animal sem motivo.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais do que outros.

Pensavam que se tinham libertado da sua escravidão. Em vez disso, tinham pura e simplesmente mudado de carrasco. Que fazer agora? Aceitar resignadamente o seu destino porque, haja o que houver, alguém há-de sempre mandar nos mais fracos e nas massas? Revoltar-se outra vez?

George Orwell deixa nesta obra uma das lições mais importantes da História da Humanidade e, infelizmente, esta é uma das lições que mais sistematicamente é esquecida por todos nós: não são os governantes/monstros/porcos que conseguem ter mão no poder, somos nós, as massas, que lhes oferecemos, de bandeja, o poder que eles desejam. Compete a todos nós estarmos atentos aos “sinais” que profetizam as futuras ditaduras.

Conquistar a Liberdade é difícil, mas é ainda mais difícil mantê-la.

Imagem retirada daqui

domingo, maio 30, 2010

Tadam!!!!!!!

 

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Rufem os tambores, soem as trompetas, toquem os ferrinhos, tragam o tapete vermelho: a equipa que lançou o desafio Escola Electrão (Paulo Amoroso, Manuel Silva e Ana Ângelo, desculpem-me se me esqueci de alguém), incluído no projecto Eco-Escolas, já recebeu o seu diploma: mais de 31 toneladas foram recolhidas pelos nossos alunos, professores, funcionários e a restante comunidade escolar.

Foi, sem dúvida, um belo pecúlio, pelo que, agora, é apenas uma questão de tempo para recebermos os resultados deste concurso, que muito tem feito para nos livrar do lixo electrónico que tem vindo a “afogar” o país. Será que estamos entre os primeiros? Lá para o dia 2 do próximo mês traremos a resposta.

Aqui estão os autores deste triunfo, de proporções “Adamastorianas”, e o dito diploma (a nossa colega Ana Ângelo estava a dar aulas, por isso não ficou incluída na foto).

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E se queres dar uma espreitadela no blog oficial, irás encontrar a turma que se empenhou para que este projecto fosse uma realidade e um grande sucesso. Aqui estão os links:

http://blogelectrao.blogspot.com/2010/05/mais-fotos-de-serpa.html

http://blogelectrao.blogspot.com/2010/05/com-que-entao-tua-casa-esta-virar-um.html

sábado, maio 29, 2010

Lição de Vida- Três Contos Zen (Um dos ramos da Filosofia Budista)

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O Silêncio Completo
Quatro monges decidiram meditar em silêncio completo, sem falar por duas semanas. Na noite do primeiro dia a vela começou a falhar e finalmente apagou-se.
O primeiro monge disse: “Oh, não! A vela apagou!"
O segundo comentou, indignado: "Não tínhamos que ficar em total silêncio?"
O terceiro reclamou: "Mas por que motivo vocês dois quebraram o silêncio?"
Finalmente o quarto afirmou, todo orgulhoso:"Aha! Eu sou o único que não falou!”

 

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Qual Problema??!!
Um praticante Zen foi falar com Bankei, um grande Mestre Zen, e fez-lhe esta pergunta, aflito:
-Mestre, eu tenho um temperamento irascível. Sou às vezes muito agitado e agressivo e acabo criando discussões e ofendendo outras pessoas. Como posso curar isso?
-Tu possuis algo muito estranho," replicou Bankei - Mostra-me lá como é esse teu comportamento."
-Bem... eu não posso mostrá-lo exatamente agora, mestre- disse o outro, um pouco confuso.
-E quando é que tencionas mostrar-mo? - perguntou Bankei.
-Não sei... é que isso sempre surge de forma inesperada... - replicou o estudante.
-Então - concluiu Bankei -essa coisa não faz parte da tua natureza verdadeira. Se assim fosse, tu poderias mostrá-la sempre que desejasses. Quando tu nasceste não a tinhas, e teus pais não a passaram para ti. Portanto, fica sabendo que ela não existe.

 

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Mas que perda de tempo!!
Conta-se que na Pérsia antiga vivia um rei chamado Zemir. Coroado muito jovem, julgou-se na obrigação de se tornar sábio. Então, reuniu em torno de si numerosos sábios vindos de todos os Países e pediu-lhes que editassem para ele a História da Humanidade. Assim, todos os eruditos se atiraram de coração e alma a este estudo.
Vinte anos escoaram-se na preparação desta edição. Finalmente, dirigiram-se ao palácio, carregados de quinhentos volumes acomodados no dorso de doze camelos. O rei Zemir havia, então, passado dos quarenta anos e já começava a sentir as maleitas da idade.
- Já estou velho - disse ele. - Não terei tempo de ler tudo isso antes da minha morte. Nessas condições, por favor, preparai-me uma edição resumida.
Por mais vinte anos trabalharam os sábios na feitura dos livros e voltaram ao palácio com três camelos apenas. Mas o rei envelhecera muito. Com quase sessenta anos, sentia-se enfraquecido.
- Não me é possível ler todos esses livros. Por favor, fazei-me deles uma versão ainda mais sucinta.
Os eruditos labutaram mais dez anos e depois voltaram com um elefante carregado das suas obras. Mas a essa altura, com mais de setenta anos, quase cego, o rei não podia mesmo ler. Pediu, então, uma edição ainda mais abreviada.
Ora acontece que os eruditos também tinham envelhecido. Concentraram-se por mais cinco anos e, momentos antes da morte do monarca, voltaram com um volume só.
- Morrerei, portanto, sem nada conhecer da História do Homem - disse ele, amargurado.
À sua cabeceira, o mais idoso dos eruditos respondeu:
- Vou explicar-vos em três palavras a história do Homem: Ele nasce, sofre e, finalmente, morre.
E nesse preciso instante o rei morreu.

Imagens retiradas de:

http://matadornetwork.cachefly.net/bravenewtraveler.com/docs//wp-content/images/posts/20090402-monk.jpg

http://i147.photobucket.com/albums/r317/pja64x/PJA64XCOM/2607587-2-zen-tree.jpg

http://degreesofemotion.com/images/v1-images/video/cat-zen/vid-zen-sound.jpg

Histórias retiradas de: http://www.nossacasa.net/shunya/default.asp?menu=108 (com modificações)

Semana Da Adolescência

 

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Frase Do Dia

Deus não poderia estar em todo o lado e, por isso, criou as mães.

Rudyard Kipling, escritor e poeta inglês

quinta-feira, maio 27, 2010

Semana Da Adolescência

 

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Frase Do Dia

Para o Homem, apenas há três acontecimentos: nascer, viver e morrer. Ele não sente o nascer, sofre ao morrer e esquece-se de viver.

Jean de La Bruyère, ensaísta e moralista francês

Hikikomori: O Medo Pavoroso Da Vida

Este é um dos fenómenos mais estranhos, mais bizarros e mais perturbantes dos tempos modernos: cerca de um milhão de jovens japoneses do século masculino decide pura e simplesmente fechar-se num quarto e nunca mais sair deste espaço. Comem, dormem, fazem as suas necessidades básicas (normalmente, o “quarto” significa uma cama, um computador, clip_image004um armário e a casa-de-banho do lado) e chegam até a morrer ali. Não permitem a presença de ninguém, nem mesmo a dos próprios pais, que os estão a sustentar. Isolam-se do mundo, e a sua vida é dedicada a criar uma existência cor-de-rosa, cheia de literatura manga, jogos de computador, heróis e espadas Samurai, redes sociais, música rock e, por vezes, pactos de suicídio colectivo. Chamam-se hikikomoris, um termo que se pode traduzir por “Encerrar-se, fechar-se”.

É verdade que há muitos hikikomoris espalhados pelo mundo inteiro, mas este comportamento anti-social, que foi observado pela primeira vez nesta nação nipónica é, neste país, um verdadeiro flagelo social que debilita um número assustador de jovens, de tal forma que o governo japonês levou muito tempo a admitir que tinha um problema muito sério para resolver. Em mais parte alguma do planeta assistimos a um fenómeno com estas proporções tão preocupantes. Por isso mesmo, não demora muito para nos perguntarmos: porquê no Japão e como é que as coisas chegaram a este ponto?

São várias as razões que podem ter despoletado esta doença social: em primeiro lugar, ao contrário do que as pessoas pensam, a velha mentalidade Samurai ainda existe no Japão. “É preferível morrer com honra do que viver sem ela” foi sempre o grande lema destes extintos guerreiros, e os japoneses valorizam-na acima de tudo. Ainda hoje, neste país, o suicídio de honra é encarado como uma coisa nobre a virtuosa e não como um acto de cobardia ou de desespero. “Perder a face” é a pior coisa que pode acontecer a estes pobres seres humanos, e quem falha publicamente raramente merece uma segunda chance.

Pior ainda, a sociedade nipónica é uma sociedade colectiva, ou seja, o indivíduo não conta para praticamente nada. Os japoneses vivem em grupo, para o grupo, morrem em grupo (hoje já não é bem assim) e podem até morrer para “salvar a face” do clip_image002[5]grupo. Ora, quando um falha, falham todos. Por isso mesmo, as famílias destes hikikomoris escondem a sua vergonha, não contando nada aos vizinhos, aos amigos e até aos próprios membros da sua família. A mentira mais comum que usam, sempre que alguém lhes pergunta pelo filho, é dizer que este “está a trabalhar no estrangeiro”, mentira essa que resulta que nem ginjas, uma vez que ninguém o vê. O falhanço do filho é, portanto, uma mancha negra, uma nódoa para o clã inteiro. E, para salvar a honra “samuraica” deste, é preciso manter as aparências e mentir. Como devem calcular, esta mentalidade não nos ajuda nada a curar o jovem que claramente sofre de perturbações mentais e claramente precisa de ajuda psiquiátrica. Desta forma, toda uma família vive em constante sofrimento e está refém da depressão profunda do seu filho. Numa sociedade como a portuguesa, o pai arrombaria a porta do quarto, pregaria dois pares de estalos bem dados na cara do puto, os vizinhos ouviriam os berros da família e o catraio seria obrigado a ir à psicóloga. No Japão, pai e mãe sofrem em silêncio e não podem contar com a ajuda de ninguém.

Mais ainda, convém acrescentar que a sociedade japonesa é insuportavelmente exigente. Ao contrário dos latinos, que vivem a vida de uma forma despreocupada (até demais!), os japoneses têm que ser os melhores na escola e os melhores no local de trabalho. As “escolas do marranço” são uma constante neste país: miúdos que estudam 10 a 12 horas consecutivas durante dias e dias, para depois triunfarem nos exames e nos testes para a faculdade.

Para finalizar, os japoneses não podem mostrar emoções: não podem chorar, não podem ter ataques de raiva, não podem mostrar desejo sexual, não podem ser impulsivos, não podem levantar a voz no local de trabalho, não podem ter uma discussão acesa com ninguém, não podem, não podem, não podem. Se existe uma coisa que vocês não irão ver, se alguma vez visitarem o Japão, é um condutor a discutir com outro condutor ou alguém numa loja a exigir o livro de reclamações. E esta cultura auto-opressora está de tal forma entranhada no inconsciente colectivo que, sempre que um deles enlouquece, enlouquece com método e ordem e, ordeiramente, deixa o mundo exterior, para se encerrar num quarto para sempre.

Actualmente já existem programas de recuperação: as “Super Irmãs” são assistentes sociais que, cheias de boa vontade e boa disposição, conseguem pouco a pouco convencer os jovens a sair do quarto, conversar em grupo, ir ao cinema, ao centro comercial... enfim, ensinam-nos a voltar a viver. Pelo caminho, também ajudam a família inteira que, como devem calcular, está a necessitar como de pão para a boca de apoio psiquiátrico.

O mundo em que hoje vivemos tem de facto as suas coisas admiráveis. Porém, as novas tecnologias chegaram a um estado tal que um ser humano pode facilmente fechar-se numa casa e, a partir daí, viver a sua vida. Tudo pode ser comprado na Internet: comida, roupa, divertimento, pagar as contas do mês. Podemos trabalhar em casa, podemos fazer amigos no aconchego da nossa casa, podemos evitar toda a gente e encerrarmo-nos no nosso castelinho cor-de-rosa. O mundo que a Internet nos ofereceu é quase perfeito. Mas não abafa o sofrimento interior e a solidão.

Vejam agora este lindíssimo e tristíssimo vídeo da autoria de Jonathan Harris.

Hikikomori: Alguém se importa

Origem das Imagens 1 e 2

Eco-Escolas (6)

 

Finalmente apresentamos as duas parte finais referentes ao 1º prémio “falado” em (5):

(continua)

quarta-feira, maio 26, 2010

Semana Da Adolescência

clip_image002Frase do Dia

  A juventude envelhece, a imaturidade é superada, a ignorância pode ser educada e a embriaguez passa, mas a estupidez dura para sempre.

Aristófanes, dramaturgo grego

Dar à sola Ou Não, Eis A Questão!

No dia 31 de Maio iremos assistir a uma fuga sem precedentes ou assistiremos ao boicote mais fracassado da História da Internet? Para quem não faz a menor ideia do que é que estamos a falar, aqui vai um resumo desta polémica: os criadores da rede social mais famosa do momento, Facebook, decidiram, sem avisar os seus clientes, tornar públicos todos os dados pessoais e privados dos seus clientes, ou seja, clip_image003dados profissionais, moradas, conversas privadas, fotografias, etc. Tudo isto estará ao alcance de toda a gente. Pelo menos é o que jura o movimento QuitFacebookDay (Dia de desistir do Facebook), que tem como objectivo incentivar toda a gente a desactivar a sua conta precisamente no dia 31 de Maio.

Confesso que esta notícia acabou por me apanhar de surpresa: só ontem fiquei a par deste movimento, pelo que não posso assegurar que estes dados sejam verdadeiros, ou se não passam, afinal, de mais um dos muitos rumores da Internet. Porém, o criador desta rede social, Mark Zuckerberg confessou, numa entrevista, “ter metido o pé na argola”: “Eu sei que nós cometemos vários erros, mas acredito que a partir de agora o nosso serviço será melhor, e que as pessoas compreenderão que as nossas intenções são boas, e que nós reagimos às reacções das pessoas para quem trabalhamos", escreveu Mark Zuckerberg numa mensagem electrónica enviada a um influente 'blogger' de Silicon Valley, Robert Scoble, que disse ter autorização para a sua publicação.(notícia retirada deste link: http://aeiou.visao.pt/fundador-do-facebook-admite-ter-cometido-varios-erros=f560301)

Se é verdade o que o dito movimento anda a afirmar (podem ler as suas justificações aqui: http://www.quitfacebookday.com/) , então as notícias não são lá muito agradáveis para muita gente. Todavia, os espaços na Internet, ao contrário do que as pessoas pensam, nunca foram privados. Talvez seja por isso mesmo que, até à data, apenas uns “ranhosos” milhares estão dispostos a castigar esta rede social. Quem não gostou do Facebook há já muito tempo que desactivou a sua conta. Quem gosta, continuará a usá-la, se bem que, a partir de agora, passe a ser um bocadito mais cauteloso/a em relação àquilo que posta ou diz. Quanto muito, podemos afirmar que este grupo “Anti-Facebook” levantou uma polémica que vale a pena ser debatida. E, no meio disto tudo, há sempre algum mal que vem por bem: talvez agora os cyberbullies não sejam tão protegidos e tão ignorados como têm sido nos últimos anos. Mas todos nós sabemos que de boas intenções está o Inferno cheio…

De uma coisa temos a certeza: se estas novas leis forem para a frente, todas as outras redes sociais imitarão a equipa de Mark Zuckerberg. Por isso, tenham ainda mais atenção ao que escrevem e postam!!

Sandra Costa

Imagem retirada de:

http://www.kateandneil.com/wp-content/uploads/2010/01/bye-facebook.jpg

Eco-Escolas (5)

Ora então vamos conhecer os vencedores do Prémio, referidos em (4), e o seu trabalho apresentado/dividido em 4 partes, das quais mostramos hoje as 2 primeiras e amanhã as restantes. “Enjoy” :

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 Mariana Pepe Jorge nº19, Ângelo Marujo nº27, Célia Gomes nº5 do 10ºB

(continua)

terça-feira, maio 25, 2010

Semana Da Adolescência

Anorexia: Uma “Moda” Que Mata

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A anorexia nervosa caracteriza-se por ser uma doença psiquiátrica que afecta sobretudo adolescentes e adultos jovens do sexo feminino, levando a grandes prejuízos biopsicossociais com elevada morbilidade e mortalidade. As doentes anorécticas, por norma mulheres, têm uma lógica de raciocínio que as leva a acreditar de que estar magra é um dos caminhos mais curtos para obter a felicidade. Ou seja acreditam que estar magra é o mesmo que ser atraente, ter sucesso ou ser feliz.

Este raciocínio de tipo caótico é extensível ao estilo de vida desorganizado de uma doente anoréctica. Uma das causas possíveis para explicar esta disfunção alimentar é a própria desordem pessoal. Uma das explicações avançadas para o excessivo controlo alimentar é uma tentativa fracassada de ordenação e segurança emocional. Alguns dos traços psicológicos mais característicos neste distúrbio de comportamento alimentar são: a) baixa auto-estima; b)sentimento de desesperança; c)desenvolvimento insatisfatório da identidade; d)tendência a procurar aprovação externa; e)extrema sensibilidade a críticas e finalmente, conflitos relativos aos temas da autonomia versus dependência.

clip_image004 Em torno deste transtorno alimentar surge a possibilidade de pessoas que olham a anorexia não como uma doença mas como um estilo de vida comunicarem entre si e criarem uma comunidade virtual de culto desta identidade. Este fenómeno de redes sociais em torno desta forma de vida tem vindo a crescer no Brasil e as comunidades pró-ana que defendem o lema “ Anorexy is not a disease, is a lifestyle” (A Anorexia não é uma doença, é um estilo de vida) prolifera a olhos vistos na Internet. Uma vez que esta patologia é reconhecida pelo discurso médico como sendo uma doença, o espaço virtual é um ambiente no qual as cybernautas reafirmam as suas fraquezas: o no food, a fome, as compulsões alimentares, o medo de engordar e sobretudo, o desejo de ser “normal” são receios que partilham umas com as outras, construindo um meio de auto-afirmação e estabelecendo laços de pseudo- solidariedade no sentido de não pisar o risco e manter o auto-controle corporal e restrições alimentares.

O culto da beleza corporizada num ideal de perfeição é em grande parte mediatizado pela comunicação social. O mundo da moda a ditar regras de beleza de proporções delimitadas levou ao extremo, pois o controlo do peso para quem segue os padrões vigentes, termina apenas numa reviravolta de ciclo, depois de casos de morte por subnutrição de modelos de renome.

Existe um ambiente de apelo na era moderna que identifica o corpo como meio de afirmação das jovens na possibilidade de uma vida repleta de amigos, no valor da atracção física e na inspiração para o sucesso em todas as demais áreas de vida. As mensagens vindas da publicidade, moda e desporto criam terreno fértil para as idealizações do “EU” e emanam as vantagens incontornáveis de um padrão de beleza única, sem vias alternativas de auto-superação. No entanto, os riscos surgem quando existem predecessores biológicos e psicológicos que alimentam a convicção pessoal de que este é o caminho certo para o Projecto de Identidade Pessoal. Este determinismo de discurso acalenta a sua própria ideia falseada e distorcida da dimensão do corpo e da dimensão dos desafios da idade adulta, como limitados a uma única premissa: Ser Magra(o) é a Solução para todos os Problemas.

Helena Guerreiro,

Psicóloga Escolar

Imagem 1 e 2

Semana Da Adolescência

 

clip_image002 Frase Do Dia

A curta duração das nossas vidas proíbe grandes voos às nossas esperanças.

Horácio, 65-8 d. C., poeta romano, Odes

Eco-Escolas (4)

No âmbito da disciplina de Física e Química A, os alunos da turma B do 10ºano, organizaram-se em grupos para realizar um trabalho de pesquisa sobre a temática "Alteração dos componentes da atmosfera", cujo tema faz parte dos conteúdos da disciplina. A ideia proposta pela professora Ana Ângelo seria premiar os 3 melhores trabalhos!

Assim sendo, os alunos escolheram vários subtemas tais como, "As chuvas ácidas", "A destruição da camada de Ozono", "Circulação automóvel e respectivas consequências para a atmosfera" e, elaboraram os respectivos trabalhos em variados suportes. Na aula do dia 4 de Fevereiro de 2010 foram apresentados e discutidos os referidos trabalhos. Após vários dias de trabalho árduo e noites perdidas eis os vencedores dos 2º e 3º PRÉMIOS. Brevemente apresentaremos o 1º Prémio.

IMG_0002 2º Prémio

Alteração da concentração dos componentes vestigiais da atmosfera - causas e solução

 

 

 

IMG_0001  3º Prémio

Poluição Automóvel