sábado, maio 22, 2010

Programa Eco-Escolas

Cá pela Escola …

 

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O Programa Eco-Escolas pretende:

§ encorajar acções, reconhecer e premiar o trabalho desenvolvido pela escola na melhoria do seu desempenho ambiental, gestão do espaço escolar e sensibilização da comunidade.

§ estimular o hábito de participação envolvendo activamente as crianças e os jovens na tomada de decisões e implementação das acções.

§ motivar para a necessidade de mudança de atitudes e adopção de comportamentos sustentáveis no quotidiano, ao nível pessoal, familiar e comunitário.

§ fornecer formação, enquadramento e apoio a muitas das actividades que as escolas desenvolvem.

§ divulgar boas práticas e fortalecer o trabalho em rede a nível nacional e internacional.

§ contribuir para a criação de parcerias e sinergias locais na perspectiva de implementação da Agenda 21 Local.

Seguindo uma metodologia constituída inspirada na Agenda 21 que de forma simplificada se enuncia em 7 passos: conselho eco-escolas; auditoria ambiental; plano de acção; monitorização/avaliação; trabalho curricular; divulgação à comunidade; eco-código.

Em termos temáticos deverão ser tratados por todas as Eco-Escolas os temas base: água, resíduos, energia e alterações climáticas e ainda, complementarmente: biodiversidade, agricultura biológica, espaços exteriores, ruído e transportes.

A Coordenação do Programa

O Programa é coordenado a 3 níveis:

1 - Na escola, através do professor coordenador que procurará aplicar no terreno a metodologia proposta através do desenvolvimento de diversas actividades com os alunos: reuniões, auditoria; visitas de estudo; elaboração de cartazes; dramatizações; manifestações; exposições, etc.

2 - A Nível Nacional pela ABAE (www.abae.pt), com o apoio da Comissão Nacional do Projecto (*) através de um acompanhamento directo e indirecto: contactos por e-mail, telefone e fax com todas as escolas; elaboração e fornecimento de materiais de apoio; organização de reuniões com grupos de professores e com as autarquias; organização de formação creditada dirigida aos professores; promoção de concursos; organização de sessões com a participação de alunos; participação em acções concretas organizadas pelas Eco-Escolas como Dia Eco-Escola, colóquios, etc.; divulgação do Programa e dos seus objectivos; criação de parcerias para beneficio das escolas; incentivo à troca de experiências e à criação de sinergias para o desenvolvimento do Projecto.
Coordenadora Nacional: Margarida Gomes (Directora Pedagógica da ABAE/FeeP, professora destacada pelo Instituto do Ambiente/Ministério da Educação).

3 - A Nível Internacional (www.eco-schools.org) pela Fundação para a Educação Ambiental (Fee), através de acções que procuram de forma crescente integrar as Eco-Escolas portuguesas na rede europeia, incentivando o intercâmbio de experiências entre os mais de 30 países que a nível internacional desenvolvem um programa com uma metodologia comum.
Note-se que nalguns dos países onde a Fundação para a Educação Ambiental opera o Programa Eco-Escolas, como por exemplo a Suécia, ele constitui já um dos indicadores de sustentabilidade.

Apoios: Para além do apoio das pessoas e Instituições da Comissão Nacional (*), o Programa conta ainda com apoios específicos para algumas das suas actividades bem, como com o Mecenato do consórcio Unilever/Jerónimo Martins. O novo projecto “Escola da Energia” está a ser desenvolvido em parceria com a Galp energia.

 

 

A Escola Secundária com 3º Ciclo do Ensino Básico de Serpa já é uma Eco-Escola desde a ano lectivo 2008/2009.

No dia 18 do mês de Janeiro do ano dois mil e dez reuniu pela primeira vez este ano lectivo o Conselho Eco-escolas, sob a presidência da nova Coordenadora do Projecto, a professora Leonor Paiva, com a seguinte ordem de trabalhos: 1- Informações; 2- Elaboração do Plano de Acção; 3- Outros assuntos

Representantes

Nome

Direcção

António Figueira




Pessoal Docente

Ana Ângelo

Etelina Gomes

Leonor Paiva

Matilde Cardeira

Sandra Costa

Pessoal Não Docente

Gertrudes Alhinho

Maria do Carmo Abreu

Autarquia

Isabel Pacheco

Representante dos Encarregados de Educação

Paula Janeiro

Alunos

Mariana Dias

 

(continua)

quinta-feira, maio 20, 2010

Semana da Adolescência !

Vem Aí A Semana Da Adolescência...

...E o cardápio vai ser bastante variado e enriquecedor. Façam a vossa escolha: teatro, debate religioso, mini-curso de prontos-socorros, conferências, testemunhos pessoais, livros, artigos... Este ano promete!

Divulguem e tragam os vossos amigos!

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terça-feira, maio 18, 2010

Livro Da Semana

Um Amigo Chamado Henry, de Luana Gardner

clip_image002 Todos nós já ouvimos falar do impacto que os animais têm nas nossas vidas. Qualquer dono de um cão, gato, ratinho, furão, coelho ou até aranha e lagartixa, todos eles têm algo em comum: levam horas a falar das proezas dos seus seus bichaninhos, dos seus olhinhos queridos, da gracinha que é ver o filhote a brincar com ele, a choradeira no dia da morte deste parente de quatro patas...

Durante muito tempo, os cientistas pensavam que isto tudo era “manias” dos donos destes bichanos. Porém, pesquisas recentes vieram demonstrar que, de facto, as tias inglesas simpáticas e os maluquinhos pelos animais tinham toda a razão: não só eles interagem connosco como, ainda por cima, produzem em nós um efeito semelhante ao dos bebés humanos quando os vemos a dormir: relaxam-nos, reduzem o stress e a depressão, atraem as conversas e os vizinhos, diminuem a solidão, ensinam-nos a dar valor às pequenas coisas da vida e, sobretudo, ensinam-nos a não levar a vida demasiadamente a sério. O prédio pode desabar, pode chover em casa, podemos perder o emprego, mas o raio do cão está sempre aos pulos, a abanar a cauda, a lamber-nos a mão, a convidar-nos para a brincadeira, como se nos dissesse: deixa, isto é passageiro, não há sol que não dê em fartura.

Ora, Jamie e Nuala Gardner tinham realmente boas razões para serem infelizes: o seu filho Dale era autista profundo, e qualquer mudança nos seus hábitos era motivo para ataques violentos de fúria. Os Gardner não tinham quase amigos nenhuns, não tinham vida social, eram olhados pelos outros como os “pais do maluquinho”, as pessoas criticavam-nos nas costas, mas sorriam, cheios de Cristianismo, à frente deles...

Por acidente, adoptaram um cachorrito meigo, um golden retriever amoroso, cheio de enorme paciência e amor. E, instantaneamente, cão e criança humana reconhecem-se e aprendem a amar-se e a respeitar-se. Dan tinha tudo o que queria: um amigo que não o repreendia, que não o olhava como se fosse esquisito, que o aceitava do jeito que era.

Nuala Gardner, como devem calcular, é a própria autora deste livro. E ela é, definitivamente, uma mãe-coragem: lutou contra o preconceito e as ideias feitas de uma sociedade que não estava preparada para ouvir falar da palavra “autismo” e, acima de tudo, tratou o seu filho como um ser igual aos outros, que só precisa de um pouco mais de atenção e de paciência para chegar às mesmas metas que todos nós atingimos.

Um livro comovente, de nos levar às lágrimas, e que nos faz acreditar na luz interior da Humanidade e do que Esta é capaz de atingir, sempre que está disposta a amar.

Agora, vejam esta história, num pequeno filme retirado do Youtube (sem legendas):

 

domingo, maio 16, 2010

Amanhã É O Dia Mundial Das Telecomunicações

 

clip_image002 Tudo começou com a voz humana e os gestos do dia-a-dia. A meio do caminho, descobriu-se a pintura, a dança, os objectos ritualísticos, os sinais de fumo e a poesia. Mais tarde, a Humanidade inventou a escrita e, consequentemente, o correio. Depois, apareceram coisas maravilhosas como o papiro, os livros manuscritos, a impressora de Guttenberg, os livros em série.

Mas foi no século XIX que as comunicações entre todos os homens e mulheres deste planeta começaram a ser cada vez mais eficazes: a explosão do jornalismo, o telégrafo e o telefone vieram revolucionar o planeta. Notícias distantes de um continente desaguavam a um ritmo cada vez mais rápido às nossas casas. Para os cegos, o Braille foi uma descoberta importantíssima, pois este código de sinais, que se pressentem com um simples toque de um dedo, “abria” os olhos dos que já não conseguiam ver. E que dizer da linguagem dos surdos-mudos, há já muito tempo inventada mas cristalizada de vez, neste século? E ainda houve um “louco” visionário, que se deu ao trabalho de fabricar o Esperanto, uma espécie de língua-comum artificial e universal, produto da combinação de muitas línguas e dialectos.

Por fim, chegámos ao século XX: o telefone era um aparelho que começava a generalizar-se nas casas da América e da Europa, assim como a rádio, o gramofone, a máquina fotográfica, a televisão, o telemóvel, a internet, a linguagem SMS...

Esquecemo-nos de alguma coisa? É possível, pois a Humanidade, na falta da telepatia, foi pródiga a conceber mil e uma maneiras de estabelecermos comunicação a curta e a longa distância. É caso para nos perguntarmos: que mais iremos inventar?

Porém, comunicar não é exactamente dizermos tudo, e estas tecnologias fabulosas, que nos permitem estar lado-a-lado com as pessoas que amamos, não importa a distância, também acarretam as suas consequências. Por isso, respirem fundo e pensem três vezes, antes de contarem o que vos vai na cabeça.

Cyberbullying (legendado)

Toda a gente conhece a Sarah- Pensa antes de postares (legendas em Espanhol)

Imagem retirada daqui

sábado, maio 15, 2010

Somos Tão Iguais Que Até Chateia

 

clip_image002 Se há cem anos atrás alguém dissesse que todos os seres humanos são iguais, independentemente da cor da pele, da cultura e do sexo, essa pessoa seria olhada como sendo ou santa ou maluquinha. Porém, as descobertas no “Admirável Mundo Novo” da Genética têm sido extraordinárias e surpreenderam tudo e todos, de tal forma que, hoje em dia, até o próprio termo “raça” já é considerado uma antiquidade, entre os cientistas. Há cerca de dois anos atrás, a National Geographic fez um excelente documentário chamado A Jornada do Homem, e a equipa de geneticistas, comandada pelo Dr. Spencer Wells, descobriu uma revelação maravilhosa: a saída do Homo Sapiens de África, há cerca de 60.000 anos, já pode ser traçada até um homem que, ainda hoje, vive em África e todos nós descendemos dele!!!Por isso mesmo, os cientistas de hoje já não utilizam a palavra “raça” e preferem actualmente falar de genes recessivos e genes activos.

Mas se até os geneticistas já estão a chegar a estas conclusões, tal não quer dizer que os leigos (isto é, nós) não consigamos concluir a mesma coisa: neste momento há outro documentário que está a dar a que falar e os heróis da fita são... bebés! São 79 minutos a documentar o crescimento de quatro bebés. Namíbia, Japão, Estados Unidos e Mongólia foram os locais escolhidos. Depois de três anos de trabalho intensivo, a conclusão é simples: culturalmente diferentes, intrinsicamente semelhantes. O realizador deste filme, Thomas Balmès, um francês já habituado a este género cinematogáfico, aceitou o desafio do produtor Alain Chabat (acompanhar os três anos de vida de quatro crianças), arregaçou as mangas e meteu-se ao trabalho.

Ao longo do filme, assistimos a todos os pequenos milagres que existem no dia-a-dia de um bebé: a primeira vez que ouve música, a primeira vez que aprende a dizer uma palavra, a primeira vez que gatinha, a primeira vez que interage com um animal, entre outros exemplos. Os resultados são de tal forma surpreendentes que até o jornal The New York Times deu destaque a este documentário no seu jornal e, neste momento, é a grande sensação mundial.

Outra coisa foi demonstrada: a criança de Tóquio pode estar cercada de mil e uma tecnologias, mas o seu percurso pessoal e afectivo é praticamente igual à da criança da Namíbia. Um ou outro pormenor cultural pode ser visto, mas o percurso de crescimento do ser humano é “enfadonhamente” o mesmo, em qualquer parte do planeta.

Vejam, portanto, o trailer deste documentário e rezem para que o mesmo consiga chegar às nossas salas de cinema. E, francamente, aqui entre nós, quem é que no seu perfeito juízo não gosta de bebés??

Documentário Babies (bebés)- Trailer

http://www.youtube.com/watch?v=1vupEpNjCuY&feature=player_embedded

Notícia retirada de:

http://aeiou.expresso.pt/os-bebes-herois=f581975

Imagem retirada de:

http://www.traileraddict.com/content/focus-features/babies.jpg

quinta-feira, maio 13, 2010

A Voz Humana, Uma Vela, O Silêncio e Duas Guitarras

 

clip_image002 No dia 4 de Maio, por volta das nove da noite, essa resposta foi dada: Liberdade é o direito de sermos nós mesmos, de podermos escolher a nossa vida, o direito de podermos realizar os nossos sonhos, independemente da cor da pele, do sexo, da religião (ou não-religião) e da nossa sociedade. Liberdade é também o direito à indignação, o prazer de podermos dizer não quando algo nos choca ou quando sentimos que a nossa vida ou as vidas e ideologias outros já não estão a ser respeitadas.

Inicialmente previsto para o dia 23 de Abril (uma pequena homenagem aos nossos “capitães de Abril”) esta sessão de poesia e música foi adiada para 4 de Maio, “Dia do Português” na nossa escola, dia este que esteve cheio de muitas actividades didácticas e divertidas (falaremos delas mais tarde). O tema esteve claro neste recital: Vozes da Liberdade e começou com as palavras comovidas de José Mário Branco, num excerto da longa “canção” FMI. Apesar de todas as decepções, terá valido a pena o 25 de Abril?

Valeu a pena?

Valeu a pena, pois.

clip_image004 E, durante cerca de uma hora e 20 minutos, quatro vozes vestidas de negro e segurando uma vela (metáfora da Liberdade) “cantaram”, acompanhadas por dois músicos, Bertolt Brecht, Vergílio Ferreira, Sophia de Mello Breyner Andresen, Miguel Torga, Fernando Pessoa, Manuel Alegre, Zeca Afonso, António Gedeão dois poemas anónimos e vários outros grandes escritores. O palco, completamente negro e só iluminado por várias velas, criou na sala um clima de intimidade e de cumplicidade. No fim, a “terceira voz da Liberdade” (Clara Rações) declamou o último poema, vestida de branco, acompanhada apenas pelo silêncio de todos.

Foi uma noite mágica e intimista. Por isso, a equipa do PNL/Biblioteca e Centro de Recursos deseja agradecer às alunas Jessica Correia, Melinda Ramani e Clara Rações (primeira foto, à esquerda) pelo seu excelente desempenho e paixão no palco (a “quarta voz” pertenceu à professora Sandra Costa); às alunas Ana Borralho, Margarida Garcia e Mariana Neca por nos terem acompanhado durante os ensaios e pelos excelentes conselhos que nos deram; a todo o público que esteve presente e que adorou o espectáculo; ao professor Jorge Rocha, por ter dedicado um poema seu às três apaixonadas (e futuras?) actrizes; e, por fim, queremos agradecer aos músicos Bento Augusto e Afonso Pereira (infelizmente, as fotos estavam muito escuras...) pelo seu entusiasmo e disponibilidade.

Para o ano há mais, e será ainda melhor!

terça-feira, maio 11, 2010

A Melhor Definição Da Palavra Calúnia

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Corria o ano de 1816, quando a grande ópera cómica (mais conhecida por opera buffa) O Barbeiro de Sevilha foi estreada em Itália. E, de um momento para o outro, o compositor Giachomo Rossini, que até então tinha tido azar com as suas encenações (péssimos actores, cenários a cair aos bocados, cantoras de voz esganiçada)... continuou a ter ainda mais azar. Reza a lenda que o público vaiou, insultou, gritou, cadeiras voaram pelos ares, houve risadas durante todo o espectáculo e os muitos rivais do compositor, que se enontravam infiltrados no público, fizeram tudo e mais alguma coisa para desestabilizar ainda mais a pouca sorte deste pobre homem. Mas Deus estava do lado de Rossini, e à segunda foi de vez: a segunda performance já recebeu a atenção dos espectadores e acabou em glória.

Ora, é precisamente nesta ópera que nós podemos escutar a famosa ária La Calunnia (Ária é o nome que nós damos a uma pequena canção inserida numa ópera, pode ser retirada da mesma e cantada isoladamente). Nesta pequena joiazinha, faz-se, segundo a opinião de muita gente, a melhor descrição que alguma vez na vida foi feita acerca da palavra calúnia:

A calúnia é uma brisa,

um sopro leve muito gentil que,

despercebido,

subtil,

ligeiramente,

docemente,

começa a sussurrar.

De início lentamente,

em murmúrios,

sibilante,

vai rastejando,

vai rodando;

na mente da gente

clip_image004 se introduz com destreza,

e a cabeça, e os nervos

aturde e inflama.

Em desordem vai saindo,

em desordem vai crescendo,

faz-se forte pouco a pouco,

voa já de um lado ao outro;

como um trovão,

uma tempestade que,

no centro do bosque,

agita o ar,

chirria e de horror o sangue te gela.

No fim,

transborda e estoura,

propaga-se,

redobra-se

e produz uma explosão,

como um tiro de canhão,

um terramoto,

um temporal,

um tumulto geral,

que faz o ar ribombar.

E o pobre caluniado,

aviltado,

pisado,

flagelado por toda a gente,

com tal azar, soçobra.

(libretto da autoria de Cesare Sterbini)

Isto não vos faz lembra nada? Pois sim, quantos actores, escritores, músicos, poderosos, vizinhos do lado e colegas de trabalho não viram a sua vida e as suas carreiras destruídas por uma coisa tão pequena e mesquinha que, começando como um “simples” e “inofensivo” boato, atingiu proporções doentias e cruéis? Pois é, todos nós já conhecemos um exemplo assim ou, pelo menos, já ouvimos falar de um. E o pior de tudo é que, uma vez instalado, dificilmente poderá ser desmentido.

Por isso mesmo, quase duzentos anos depois, esta ária continua a ser tristemente actual. Mudam-se os tempos, já ninguém anda de peruca e de coche, mas a maldade humana continua a ser irremediavelmente a mesma...

Agora ouçam a deliciosa “canção”...

A Calúnia (em O Barbeiro de Sevilha, de Giachomo Rossini)

Baixo-Barítono Valerian Ruminski (primeira imagem):

Cartaz do Barbeiro de Sevilha:

Tradução retirada de:

 

segunda-feira, maio 10, 2010

Livro Da Semana

A Sala Das Perguntas, de Fernando Campos

A Inveja é assim tão magra e pálida porque morde e nunca come.

Francisco de Quevedo

A Inveja é o mais estúpido dos ofícios pois deste não se obtém nenhuma vantagem.

Honoré de Balzac.

É consequência própria e natural da inveja perseguir os presentes e estimar os passados, matar os vivos e celebrar os mortos.

Padre António Vieira

A inveja é um vício mesquinho e sórdido: o vício do condenado que reclama porque o seu companheiro de prisão recebeu uma ração de sopa maior.

Kingsley Amis

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Sempre que pensamos em Damião de Góis, quatro palavras nos ocorrem imediatamente: “Um Grande Homem” e “Inveja”. Demasiadamente moderno para o seu tempo, foi um Humanista que lutou pela Liberdade, pelo Saber, pela liberdade religiosa, por um mundo mais centrado no talento do Ser Humano e menos na tirania de Deus. Talvez por isso mesmo tenha sido acusado de “andar com más companhias”, isto é, intelectuais que simpatizavam com as ideias reformistas de Lutero e do grande filósofo Erasmo.

Pelos vistos, conhecia toda a gente: Henrique VIII e Thomas More, o imperador Carlos V, Erasmo, Bembo, Sadoleto e Bonamico, Inácio de Loyola... Todos os grandes génios e intelectuais, bem como simpatizantes da Cultura Humanista sentaram-se à sua mesa ou convidavam este grande português para se sentar à mesa deles. Conheceu o mundo e foi amado por muitos. Estudou em várias universidades, foi feito refém durante uma batalha entre a Flandres e a França, tendo silvo salvo pelo nosso reu D. João III....

Era de se esperar que, voltando à sua pátria, fosse recebido com orquestra, chefes de estado e uma multidão de intelectuais a aplaudi-lo. Mas Portugal é Portugal e o mérito, aqui, não é premiado. Em vez disso, dez anos depois, e devido à inveja de várias famílias nobres, foi acusado de heresia, foi feito prisioneiro pela Inquisição, foi “questionado”, torturado e humilhado na temida Sala de Perguntas. O seu fim continua ainda hoje a ser um mistério: foi assassinado pelas costas por alguém que, sorrateiramente, entrou na sua casa e lhe desferiu uma pancada fatal na sua cabeça.

Eis a inveja portuguesa: um cancro com séculos que corrói o nosso país como ácido sulfúrico... O autor deste livro, Fernando Campos, comentou numa entrevista, a propósito da alma portuguesa: nós, portugueses, esquecemos aquilo que é nosso (...). Nós esquecemo-nos de nós, somos preguiçosos, não gostamos de nós próprios. Os Espanhóis para si próprios são os melhores do mundo, os Franceses são “les plus beaux”, os Italianos são formidáveis, os Alemães e os Ingleses nem se fala e os Americanos… o “American way of life” é o supra sumo. Só nós é que somos uns infelizes e desgraçados, que dizemos mal de nós e não cuidamos das nossas coisas. Por isso mesmo, Fernando Campos tem vindo a dedicar a sua vida a escrever romances históricos centrados em figuras portuguesas, esquecidas ou não. Este livro fabuloso teve como objectivo ajudar as gerações mais novas a conhecerem e amarem uma figura importante do século XVI, quer a nível nacional quer a nível mundial.

Extremamente perfeccionista, leva anos a fazer pesquisas antes de escrever as primeiras páginas do seu novo romance. Está sempre muito atento ao estilo de linguagem de época, os costumes, a maneira de pensar, a descrição dos espaços e das pessoas. Porém, o autor nunca se esquece do leitor moderno, que muitas vezes tem vontade de aprender mas não possui uma cultura suficientemente larga para perceber, por exemplo, a linguagem “pesada” do Portugal do século XVI. Como afirmou na mesma entrevista, Tenho a preocupação de, embora escreva em português (ainda há aqui e acolá alguns elementos arcaizantes), pensar no leitor moderno, de modo a que quem lê goste e leia com facilidade, mas nivelando por cima. Tenho dito muitas vezes: não quero ser o escritor das 200 mil palavras do português básico, o português é uma língua riquíssima, de uma grande civilização (…).

Por isso mesmo, ler Fernando Campos não é só uma injecção de prazer: é também uma injecção de cultura geral.

domingo, maio 09, 2010

Descobrimos A Música Do Anúncio Dos CTT!

 

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De desconhecida cantora/compositora, Lettie saltou, graças a este spot publicitário, para as luzes da ribalta. Compõe lindíssimas canções desde 2006 e já tem dois álbuns: Age of Solo e Everyman. Muito do seu trabalho já pode ser ouvido tanto no youtube como no myspace. Por isso, se vocês andam com Everyman na vossa cabeça, já podem ir à loja mais próxima e comprar os seus cd’s, ou baixar a música no vosso computador (desde que seja um download legal!).

Aqui está a canção completa.

Lettie- Everyman

Imagem retirada daqui

sábado, maio 08, 2010

Quem Disse Que Os Rankings São Sempre Maus?

 

clip_image004 Sabiam que três quartos dos oceanos já estão totalmente esgotados de vida? Nós estamos a falar a sério: nesse vasto espaço líquido já não há nada, absolutamente nada! E este vácuo horripilante, este “buraco negro” de cor azul tem como grande culpado a pesca intensiva. Por exemplo: se pescarmos um quilo de camarão, apenas um quilo, pelo menos dez quilos de outras espécies são dizimadas, de acordo com o video criado no expresso.pt (http://aeiou.expresso.pt/video-nao-mordas-o-anzol=f581268). Não admira, portanto, que os peixes de aqua-cultura sejam cada vez mais uma última escolha e não uma opção: muitas trutas e salmões que adquirimos nos supermercados já não vêm directamente do mar, vêm de “estufas marítimas”, precisamente porque já quase que não são encontrados no seu habitat natural. E para quem gosta de sushi é bom mesmo que deixe a sua consciência à porta do restaurante japonês: graças à “Sushimania” pelo mundo fora, estima-se que, no ano 2012, já não exista nos mares o famoso atum-azul (se pensam que estamos a ser alarmistas, leiam este artigo: http://veja.abril.com.br/040707/p_098.shtml). Quanto aos portugueses, antes de atirarem pedras ao telhado do vizinho do lado, é bom mesmo que se lembrem que o bacalhau está praticamente extinto nos mares do Norte da Europa.clip_image002

Ora, a Greenpeace, aquela ONG chatérrima que defende o meio-ambiente e está sempre a pôr o dedo na ferida, decidiu criar, há cerca de três anos atrás, um ranking de supermercados amigos ou inimigos dos oceanos. Descobre a cor do teu supermercado é o slogan desta lista, que pode ser consultada na página portuguesa (http://www.greenpeace.org/portugal/). E já andam por aí: se virem uma grande bola de pêlo vermelha, laranja ou verde a deambular pelo vosso supermercado, não se assustem: são os activistas desta ONG a informar-vos das políticas de venda do local onde enchem a vossa dispensa (ver segunda foto, à esquerda).

E os resultados não se fizeram esperar: a cadeia de supermercados Lidl, que em 2008 tinha ficado no “honrado” primeiro lugar como sendo o supermercado mais inimigo da vida marítima, aproxima-se actualmente da “marca verde”. Neste terceiro Ranking de Retalhistas, o Lidl mantém-se líder, aproximando-se do verde, por ter dado passos concretos e seguros no sentido de excluir o pescado mais insustentável e favorecer as melhores práticas de pesca. A Sonae e Auchan são semelhantes nas suas políticas, sendo que Sonae leva a vantagem por partilhar pormenores do seu plano para rever a gama de produtos de peixe que oferece, conseguindo assim entrar na “gama laranja”.

Vale a pena chamarmos a atenção para este ponto: em menos de três anos o Lidl fez um esforço enorme para mudar as suas políticas de venda e, por isso mesmo, está de parabéns e merece a nossa fidelidade e respeito. É que não é todos os dias que uma empresa assume os seus erros e rapidamente tenta corrigi-los. Assim, um bem-haja a toda a equipa visionária que soube arregaçar as mangas e dar um bom exemplo.

FOTOS:

Activistas da Greenpeace nos supermercados Continente

Atum-Azul (cardume)

Spot Publicitário da Greenpeace “Dê Um Futuro Para Os Seus Filhos” (Brasil);

sexta-feira, maio 07, 2010

Para não gastarmos os pés na Feira do Livro

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Para quem já lá esteve o veredicto é unânime: há muitos livros, muitas “barraquinhas”, mas preparem-se para chegarem a casa e colocarem os pezinhos no alguidar. É que a escolha, este ano, não é das mais variadas. Há muitos livros de auto-ajuda, de culinária, de jardinagem, de reikis e “novas eras”, temos muita literatura light e muitas “teorias da conspiração”, alguns livros de divulgação científica e histórica, alguma poesia (pouca, muito pouca)... e chega.

Em suma: encontrar um livro que não seja comercial, que não fale de comida, que não fale de tramóias no Vaticano e que não fale de pedras curativas vai exigir uma grande pesquisa nas montras e um longo, longo passeio a subir e a descer o Parque Eduardo VII (por que motivo não voltam a colocar a Feira do Livro nos Restauradores/Terreiro do Paço? A caminhada seria menos penosa, o que seria do agrado de pessoas mais debilitadas, como os idosos e os doentes...). No entanto, após muito “escarafunchar”, lá encontrámos algumas publicações que vale mesmo a pena serem mencionadas:

A Fábula, de William Faulkner

clip_image004 Se todos nós, o inteiro batalhão, pelo menos um batalhão, deixar as carabinas e as granadas e tudo para trás de nós na trincheira: trepar apenas de mãos nuas por cima do parapeito e atravessar o arame farpado e depois caminharmos apenas de mãos nuas, não de mãos erguidas para nos rendermos mas apenas abertas para mostrar que não temos nada para magoar, para ferir ninguém; não a correr, a tropeçar: apenas a avançar como homens livres que não querem nada excepto voltarem para casa e enfiarem-se em roupa limpa e trabalharem e beberem um pouco de cerveja à noite e conversarem e depois deitarem-se e dormirem e não terem medo. E talvez, apenas talvez, muitos dos alemães também queiram o mesmo, ou apenas um alemão que não queira mais do que isso, que ponha a sua carabina e granada no chão e também saia de mãos vazias não para se render mas apenas para que todos os homens vejam que não tem nada nelas nem para magoar...

Segundo o próprio autor desta genial obra-prima, este foi o seu melhor romance, e levou cerca de dez anos a ser concluído. A história passa-se nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial, e conta a decisão de um soldado francês (com a ajuda de 12 camaradas) de se rebelar contra os seus generais e a guerra. A sua revolta produz um efeito inesperado: os soldados aliados e alemães pousam as armas e param o conflito. Mas o preço a pagar por tal ousadia será muito, muito caro. Um Jesus Cristo dos tempos modernos, a personagem será também sacrificada para salvar essa espécie estúpida chamada “Humanidade”.

História Universal da Destruição dos Livros, de Fernando Báez

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Se este livro é recomendado por Noam Chomsky, um dos maiores pensadores e linguistas do século XX, então nem vale a pena sequer pensarmos duas vezes: é para enfiá-lo no “carrinho de compras” e está o assunto arrumado. E é com um arrepio de terror e de indignação que nós viramos as páginas: quantas grandes obras, que nunca chegaremos a conhecer, foram atiradas à fogueira? Quantas invenções antes do tempo poderiam ter sido benéficas para a espécie humana? Quantos poemas, romances, tratados filosóficos e científicos se perderam para sempre, graças à eterna estupidez dos Homens?

A “matança” do Saber é longa e sinistra: desde o iluminado reino da Suméria (sim, foi aí que tudo começou!) até ao Antigo Egipto; desde a Antiga Grécia, que não hesitou em queimar a Biblioteca de Pérgamo, até aos Manuscritos do Mar Morto que, por uma unha negra, foram salvos do tempo e do fanatismo religioso; desde a perseguição aos textos budistas até ao lendário fim da Biblioteca de Alexandria; desde as obras proibidas de Abelardo até aos códices queimados no México; desde a Inquisição até a tentativa de destruir o génio de Isaac Newton; desde os ataques aos intelectuais Franceses, no século XIX, até os livros destruídos e queimados durante a Guerra Civil Espanhola e a II Guerra Mundial; desde a censura nos Estados Unidos da América até à perseguição contra intelectuais como Salman Rushdie e outros livres pensadores e cientistas, por parte de regimes muçulmanos; desde a aniquilação de bibliotecas na China Comunista até à histeria étnica e fanática na Chechénia e na Sérvia; desde as próprias editoras que “guilhotinam” livros até ao caso “Harry Potter”... A lista é longa, muito longa. E sinistra. Desde que o Homem é Homem, sempre temeu aqueles que pensavam e questionavam mais do que os outros.

Não é propriamente uma agradável leitura de Domingo. Mas é um livro que tem que ser lido.

Os Manuscritos do Mar Mortoclip_image008

Aquele que liberta os prisioneiros, devolve a vista aos cegos, levanta os abatidos. (…)
E o fruto … não tardará para ninguém.
E o Senhor fará coisas gloriosas que nunca foram como Ele …
Porque Ele curará os feridos, e dará vida aos mortos e trará boas-novas aos pobres.

Fragmento da Ressurreição retirado do Apocalipse Messiânico, manuscrito 4Q521, escrito há 2100 anos, em 100 a.C..

O sub-título diz tudo: Os textos que alteraram a visão do Judaísmo e do Judaico-Cristianismo. Descobertos entre 1947 e 1956 no deserto da Judeia (Israel), estes cerca de 700 manuscritos estiveram no segredo dos deuses durante várias décadas. É que os Israelitas, assim que começaram a decifrá-los, pensaram se não seria, de facto, uma boa ideia mantê-los afastados do olhar dos leigos, isto é, nós. Para piorar o cenário, as tricas entre vários departamentos de universidades e grupos de tradutores mal escolhidos ou lentos, as sucessivas quezílias entre Palestinos e Israelitas e as guerras políticas de bastidores, tudo isto azedou as relações entre os vários países encarregados de traduzir este extraordinário achado arqueológico. Por fim, houve uma postura de nítido boicote: as traduções eram feitas a passo de caracol, para adiar a publicação mundial. Até que, finalmente, em 1991, um “basta!” soou bem alto pelos quatro cantos do planeta e as traduções já não puderam mais ser adiadas.

O que há de tão assustador nestes “Manuscritos”? Os textos são importantes por serem mil anos mais antigos do que os registos do Antigo Testamento conhecidos até então e por oferecerem uma vasta documentação inédita sobre o período em que foram escritos, revelando aspectos desconhecidos do contexto político e religioso nos tempos do nascimento do Cristianismo e do judaísmo rabínico. (…) (para lerem mais: http://pt.wikipedia.org/wiki/Manuscritos_do_Mar_Morto ). Estes manuscritos demonstram que não existia uma mas várias versões e interpretações dos livros sagrados do Antigo Testamento e dão muito a conhecer a cultura estranha, ortodoxa e fascinante dos Judeus Essénios, uma seita judaica extremamente fechada, a ponto de não permitir a entrada de mulheres. Há quem diga mesmo que Jesus cristo descendeu deste grupo, devido a várias semelhanças na linguagem, na temática e no vocabulário utilizado. Porém, como afirma a página da infopédia, temos que ter em conta que as divergências entre Qumran e o cristianismo chegam a ser radicais, por exemplo no que diz respeito à legalidade e a alguns costumes.

Fascinante, brilhantemente traduzido e anotado (as páginas de rodapé são verdadeiras fontes de sabedoria e de comparação de culturas), eis um livro que todas as bibliotecas do mundo deviam ter.

Imagem retirada daqui.

quinta-feira, maio 06, 2010

Celebrações do Dia Mundial da Terra

clip_image002 Foi no dia 22 de Abril que a festa foi celebrada: quem não estivesse atento, pensaria, e com razão, que o mercado de Serpa tinha mudado de lugar. Ele era tomates, ele era ovos biológicos, ele era couves, favas, nabiças, doces caseiros e saudáveis, queijinhos suculentos, mel do bom e do puro, entre muitas outras ofertas. E todas as vendas reverteram para a Liga Contra o Cancro (umas boas centenas de euros).

Ao mesmo tempo em que a feira biológica dava o ar da sua graça, outras actividades eram feitas: a equipa da Biblioteca/Centro de Recursos, com a ajuda dos alunos do oitavo ano (um especial agradecimento à Ana Borralho pela sua ajuda preciosa), criaram uma espécie de “espaço verde, cheio de sons da natureza, um lugar convidativo para uma boa soneca. Mas, uma vez lá dentro, o panorama não era feliz: dezenas e dezenas de nomes de espécies em vias de extinção alertavam-nos para os nossos maus hábitos de vida neste planeta.

Mais abaixo, no bloco D, quatro turmas criaram palestras para vários tipos de público: o tema “Agricultura Biológica” foi da autoria de David Catita e teve como público-alvo o 12º ano de Biologia; a turma de Economia do 12º ano preparou o assunto “Problemas Ecológicos” e quem assistiu a esta actividade foram alunos do 3º ciclo da escola Abade Correia da Serra; a palestra “Alterações Climáticas” foi dedicada a alunos do 1º ciclo e foi preparada pela turma do 9º A; finalmente, last but not least, a turma do 8º A preparou a palestra “Como Ajudar o Ambiente” para alunos do 2º ciclo da Escola Abade Correia da Serra.

Foi um dia de muita enxada, muito arado e de muita consciência ecológica. Esperemos que o “bichinho” do amor à Natureza se mantenha por muitos e bons anos!

quarta-feira, maio 05, 2010

Hoje É O dia Mundial De Mil E Cem Celebrações!

 

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Não estamos a brincar: hoje é o Dia Mundial da Higienização das Mãos; o Dia Mundial do Coração; O Dia Mundial da Parteira (ou Dia Mundial do Enfermeiro da Saúde Materna); e arrisca-se também a ser o Dia Mundial sem Internet.

O Dia Mundial sem Internet? O Site Baixaki explica: No dia 5 maio, várias autoridades mundiais da internet (ICANN, governo estadounidense e a VeriSign) completarão a primeira fase do DNSSEC (Domain Name System Security Extensions) através de 13 backbones.
O DNSSEC foi desenvolvido para diminuir o número de ataques do tipo “homem no meio”, no qual hackers interceptam os requerimentos de abertura de uma página da web e respondia essa mensagem com endereços falsos, o que levava o usuário até uma falsa localização. O problema é que o novo protocolo precisará carregar, além da mensagem, a assinatura do DNS. Com isso, o tamanho do pacote que será transportado vai aumentar de 512 bytes para 2 KB.
Em alguns equipamentos de rede mais antigos (roteador, switch), qualquer mensagem maior do que o tamanho padrão é bloqueado pelas configurações padrão de fábrica, uma vez que qualquer pacote maior do que 512 bytes é considerado uma anomalia na rede.

Ou seja: se hoje a internet começar a falhar, não se espantem. Será a coisa mais natural à face da Terra e, afinal, é para o nosso bem e para a nossa protecção.

Como, infelizmente, não podemos valorizar todos estes eventos, dedicamos este video ao poder do coração.

Clã – O Sopro do Coração

domingo, maio 02, 2010

Já Abriu A Feira Do Livro Em Lisboa!

 

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E para quem já lá esteve, o “sítio do costume” (Parque Eduardo VII) tem estado cheio que nem um ovo, a ponto de quase não conseguirmos ver as edições expostas. O número de stands aumentou consideravelmente e, para os papás e mamãs que querem ensinar aos seus petizes o bichinho da leitura, a feira está cheia até à borda de livros para crianças (contei pelo menos umas 10 “barraquinhas”!)

Há de tudo um pouco: cozinha, jardinagem, literatura (a boa e a comercial), poesia (a Assírio e Alvim continua a ser a eterna resistente...), livros de divulgação científica e histórica, divulgação de Fé Cristã e outras religiões... Quanto aos preços, estes estão acessíveis, o espaço está cheio de esplanadas e de muitos lugares para nos sentarmos e descansarmos as pernas, e todos os dias haverá música e palestras. A festa terminará no dia 16 de Maio.

Para consultarem os espectáculos musicais, poderão clicar neste link do site da revista Blitz:

Ora aqui está um belo fim-de-semana em família!

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quinta-feira, abril 29, 2010

Lição de Vida- Saber Escolher Os Amigos Certos

 

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Loucos e Santos

Escolho os meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pelo brilho dos olhos.
Tem que ter o brilho questionador e a tonalidade inquietante.
Não me interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero o meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.

Escolho os meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri comigo, não sabe sofrer comigo.
Meus amigos são todos assim: metade loucura, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.

Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Quero-os crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois, ao vê-los loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a "normalidade" não passa de uma ilusão imbecil e estéril.

Oscar Wilde, poeta, dramaturgo e escritor inglês

terça-feira, abril 27, 2010

Bibliomúsica – O Círculo É A História Interminável

 

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Para muitos, Bobby Mcferrin será sempre aquele cantor que inventou a super-feliz música Don't Worry, Be Happy. Mas para os amantes do Jazz, é um compositor extraordinário e dinâmico, que faz verdadeiros milagres com a sua voz.

The Circle Songs é um álbum que, como o próprio nome indica, é dedicado a “canções circulares”, que mais parecem mantras budistas sem princípio, meio e fim. Ao princípio estranhamos, depois entranhamos. Se nos “deixarmos ir”, se relaxarmos e nos deixarmos levar pela repetição hipnótica dos sons, quase temos a sensação de que entramos num mini-estado de meditação.

Este cd é para se ouvir à noite ou num dia de chuva, à luz de velas e, de preferência sem familiares e amigos por perto.

Circle Song Six

segunda-feira, abril 26, 2010

Livro Da Semana

Libertação Animal, De Peter Singer

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Corria a década dos anos 90, quando a Internet explodiu em praticamente todas as casas do Mundo Ocidental. É verdade que esta já existia nos anos 80, mas era tão cara e tão lenta que poucos eram aqueles que tinham acesso a tal privilégio. Quanto muito, eram as empresas e companhias que começavam a tirar proveito desta nova ferramenta de vendas e de negócios.

Para quem tem mais de 30 anos, as memórias estão muito nítidas: este serviço era feito única e exclusivamente por uma linha de telefone, levava séculos a abrir e estava sempre a cair, para grande desepero dos seus utilizadores. Hoje, têmo-la em todo o lado e a uma velocidade que faz inveja à primeira geração que usufruiu desta gigantesca biblioteca de informação.

Por que motivo estamos nós a falar da Internet num artigo dedicado ao nosso livro da semana? Expliquemos melhor: antes desta ferramenta de conhecimento, tínhamos os livros, a televisão, os jornais, o cinema e as rádios. À excepção de algumas reportagens nos jornais, nenhum destes serviços públicos, absolutamente nenhum, focava os direitos dos animais. Lá se falava de vez em quando dos cães abandonados, lá se falava de vez em quando dos bichinhos nos jardins zoológicos, lá se falava dos “maluquinhos” da Greenpeace e dos seus boicotes “esquisitos”. Mas nunca se saía daí. Foi a Internet que mudou tudo, que provocou uma extraordinária revolução de mentalidades, revolução essa que já andava a germinar nos anos sessenta e setenta. Foi a Internet que deu força a conceitos como “Aquecimento Global” e “Direitos dos animais”, conceitos estes com que muitos “putos” já se identificavam, mas que não tinham nem expressão nem voz nos meios de comunicação mais tradicionais. Explodiram as gravações clandestinas em aviários e ganadarias, explodiram as “guerilla tv” em laboratórios e em canis, explodiram os sites e blogs a denunciar maus-tratos a animais, explodiram os testemunhos gravados e comentados acerca de jogos “tradicionais” como, por exemplo, a tourada, a luta de cães e as lutas de galinhas, entre outras “brincadeiras didácticas” criadas pelos Homens, para os Homens e para único e exclusivo divertimento dos Homens.clip_image004

Mas antes desta explosão, o filósofo e bioético Peter Singer (foto à esquerda) escreveu em 1975 um livro que se tornou a Bíblia dos defensores dos direitos dos animais. Contra tudo e contra todos, este escritor demonstrou A+B até que ponto o ser humano é racista para com as restantes espécies deste planeta. A este preconceito utilizou o nome Especismo, ou seja, o desprezo por qualquer vida neste mundo, a não ser que seja a Humana. Este termo já tinha sido inventado por Richard D. Ryder, mas foi Peter Singer que o tornou famoso e conhecido por todos. Aliás, o capítulo 5 deste livro explica, e muito bem, quando e de onde é que veio a ideia de que nós somos superiores e os “outros” são inferiores, por que motivo foi socialmente aceite e por que motivo ainda hoje é conveniente para milhões e milhões de seres humanos que este tipo de “racismo” continue a ser válido. Para isso, Singer recorre ao conceito de Moralidade, isto é, a nossa responsabilidade, as nossas emoções e a nossa honestidade para com todos os seres sentientes à nossa volta.clip_image006

Até ao capítulo II, o leitor está gostar muito deste livro e a concordar a 100% com ele. Mas as coisas começam a piorar, a partir do momento em que entramos para o capítulo III (Visita a Uma Unidade de Criação Intensiva) e chegamos à conclusão de que os verdadeiros culpados por toda esta carnificina...somos nós, o “cidadão comum”. A partir daqui, temos que começar a fazer escolhas: ou mudamos a nossa vida (a secção dos apêndices está cheia de dicas e de sugestões bem práticas) ou não passamos de hipócritas, que falamos dos “animaizinhos” porque esta conversa está muito in e é boa para arranjar parceiro/a.

Vinte anos depois, esta obra foi submetida a uma revisão, e podemos concluir que muita coisa já mudou: a título de exemplo, já é comum muitos restaurantes terem pratos vegetarianos, já é comum muitas pessoas se recusarem terminantemente a usar peles verdadeiras, já é comum muitas marcas de cosméticos não testarem os seus produtos em animais. Quanto à Comunidade Europeia, não só proibiu no ano passado o uso de cobaias em qualquer produto de beleza como, neste momento, está a criar leis que tenham como objectivo modificar as condições de vida em aviários e ganadarias.

Peter Singer não foi o criador da ideologia dos “Direitos dos Animais” mas foi o primeiro a trazê-la ao público. E a Internet fez-lhe um excelente serviço (vale a pena ler, aqui,  uma crítica dedicada a este livro:

Sim: o mundo pode mudar e nem sempre é para pior.

Comerciais Históricos da PETA

Peles... E se fizessem com Você? (Publicidade)

Testes de Animais em Laboratórios (Publicidade)

Imagens retiradas de e de !

domingo, abril 25, 2010

25 de Abril – A Importância de Dizermos NÃO

 

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Diz NÃO à liberdade que te oferecem, se ela é só a liberdade dos que ta querem oferecer. Porque a liberdade que é tua não passa pelo decreto arbitrário dos outros.
Diz NÃO à ordem das ruas, se ela é só a ordem do terror. Porque ela tem de nascer de ti, da paz da tua consciência, e não há ordem mais perfeita do que a ordem dos cemitérios.
Diz NÃO à cultura com que queiram promover-te, se a cultura for apenas um prolongamento da polícia. Porque a cultura não tem que ver com a ordem policial mas com a inteira liberdade de ti, não é um modo de se descer mas de se subir, não é um luxo de «elitismo», mas um modo de seres humano em toda a tua plenitude.
Diz NÃO até ao pão com que pretendem alimentar-te, se tiveres de pagá-lo com a renúncia de ti mesmo. Porque não há uma só forma de to negarem negando-to, mas infligindo-te como preço a tua humilhação.
Diz NÃO à justiça com que queiram redimir-te, se ela é apenas um modo de se redimir o redentor. Porque ela não passa nunca por um código, antes de passar pela certeza do que tu sabes ser justo.
Diz NÃO à verdade que te pregam, se ela é a mentira com que te ilude o pregador. Porque a verdade tem a face do Sol e não há noite nenhuma que prevaleça enfim contra ela.
Diz NÃO à unidade que te impõem, se ela é apenas essa imposição. Porque a unidade é apenas a necessidade irreprimível de nos reconhecermos irmãos.
Diz NÃO a todo o partido que te queiram pregar, se ele é apenas a promoção de uma ordem de rebanho. Porque sermos todos irmãos não é ordenarmo-nos em gado sob o comando de um pastor.
Diz NÃO ao ódio e à violência com que te queiram legitimar uma luta fratricida. Porque a justiça há-de nascer de uma consciência iluminada para a verdade e o amor, e o que se semeia no ódio é ódio até ao fim e só dá frutos de sangue.
Diz NÃO mesmo à igualdade, se ela é apenas um modo de te nivelarem pelo mais baixo e não pelo mais alto que existe também em ti. Porque ser igual na miséria e em toda a espécie de degradação não é ser promovido a homem mas despromovido a animal.
E é do NÃO ao que te limita e degrada que tu hás-de construir o SIM da tua dignidade.
Vergílio Ferreira, in 'Conta-Corrente 1'

Comunicado por rádio do Movimento Das Forças Armadas

Proclamação da Junta de Salvação Nacional

 

Oh, Faz Favor, Era Uma Bica E Um Viagens Na Minha Terra!

Ainda a propósito do Dia Mundial do Livro:

A crise aperta, todos nós o sabemos, e se já é difícil convencer um português a comprar livros, mais difícil é vendê-los em épocas de penúria. Segundo estatísticas nossas, mais de 100.000 livros por ano são “guilhotinados”, ou seja, vão parar ao Eco-ponto se, após um curto período de meses, não forem desejados por ninguém. Eu, que o diga: há cerca de dois meses atrás, andei à procura do romance O Homem do Animatógrafo, de Gert Hoffman, e disseram-me que essa obra não só já não estava à venda como, ainda por cima, nem sequer esperavam voltar a editá-la. O que é uma pena, pois foi uma das histórias mais bonitas que já li, para além de ter sido uma tocante homenagem ao Cinema Mudo.clip_image002

A atitude destas agências de livros é, por mais que nos desagrade dizer tal coisa, perfeitamente compreensível: não têm espaço para guardar todas as suas edições e de certeza absoluta que não vão ficar à espera que uma leitora “excêntrica” como eu apareça a pedir um exemplar de um livro publicado em 1993. O problema reside no facto de que muitas delas não fazem tenções nenhumas de doar livros a escolas e bibliotecas, precisamente porque (estão sentados???!!!) não querem pagar mais IVA por causa desta boa acção. É isso mesmo, ouviram bem: se tens uma oficina que edita livros, aprecias a cultura e queres oferecê-los a uma destas instituições, passa para cá o IVA e cala-te!!! Não admira que muitos acabem no eco-ponto... Mas há luz ao fundo do túnel: a nova Ministra da Cultura já está a preparar um novo documento legislativo, que isenta as editoras livreiras de pagar este imposto,caso desejem fazer doações, e pensa-se que a papelada legal estará definitivamente pronta no final da próxima semana (leiam aqui):. Se esta excelente ideia for mesmo levada para a frente, os nossos alunos e leitores de todas as classes sociais irão beneficiar e bem com esta nova decisão do governo evitando, assim, que muitas obras literárias desapareçam de vez do mapa do nosso país.

Mas se existe um povo que é capaz das ideias mais imaginativas do mundo, esse povo é o Norte-Americano: aqui há uns anos atrás, uns carolas inventaram uma máquina chamada Expresso Book Machine (vale a pena ler esta história aqui:http://www.publico.pt/Cultura/livros-a-medida-das-nossas-necessidades_1431813 ) . Basicamente, é uma máquina multibanco de fazer livros. O leitor digita o nome da obra e do autor, mete o cartão de débito ou de crédito e... PLIM!: “olhó” livro fresquinho, acabadinho de ser publicado!

A ideia é brilhante e tem 500.000 pernas para andar: é ecológica (só se gasta o papel necessário) e permite que antigas edições estejam sempre à mão de qualquer um. Por isso mesmo, Zita Seabra, a dona da Editora Alêtheia, quer contribuir para combater os livros em stock e o desperdício, acabar com armazéns de monos e recuperar bons livros esgotados, e por isso criou uma empresa dedicada à impressão a pedido. É a Várzea da Rainha Impressores SA (VRI), teve um investimento de um milhão de euros, está sediada em Óbidos e brevemente vai aceitar encomendas através de um portal na Internet que está a ser construído. Para já, disponibilizam toda a informação sobre os seus serviços no site.

Não nos venham, portanto, dizer que em Portugal não há pessoas com iniciativa: Zita Seabra está de parabéns e, se a sua empresa tiver futuro, os livros irão ficar estupendamente baratos, pois serão publicados segundo o desejo do leitor e não através de “estudos de mercado”.

Será que é desta que eu voltarei a ler O Homem do Animatógrafo?

Imagem retirada daqui

sábado, abril 24, 2010

sexta-feira, abril 23, 2010

Se Conduzir, Não Leia – Dia Mundial do Livro

 

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Tudo terá acontecido ao fim da tarde, quando um passageiro de um autocarro de Birmingham filmou o motorista a conduzir com os cotovelos por, alegadamente, ter as mãos ocupadas com um livro que estaria a ler.

O vídeo foi divulgado na internet, e a National Express West Midlands, empresa transportadora, emitiu um comunicado onde dava conta da suspensão do profissional.

Segue-se agora um processo administrativo que, segundo o comunicado citado pela BBC, poderá culminar na «provável demissão» do motorista.

A notícia retirada do Sol, em http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=169871&tab=community . O leitor também poderá assistir ao video neste link.