domingo, novembro 30, 2008

Sugestão dos Alunos - Livro da Semana

Génios do Mundo – Pasteur, Margarida Fonseca Santos

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Este livro fala-nos de um jovem chamado Philippe, de 19 anos, que está a tirar o curso de Estudos Literários. Ora, numa aula, foi-lhe pedido um trabalho sobre alguém muito importante, no ramo da Medicina ou da Biologia. “Calhou-lhe”, então, a vida de Pasteur.

Primeiro que tudo, Philippe foi entrevistar Jean Marc, um descendente deste cientista, para conseguir algumas informações sobre a sua vida. Ficou, então, a saber que ele teve pais perfeitos e maravilhosos. Soube também que Pasteur, ao candidatar-se pela segunda vez na faculdade, ficou em quarto lugar, o que não o impediu de se tornar no pai da Microbiologia.

Pasteur fez imensas descobertas científicas. Por exemplo, este utilizava vários instrumentos para fazer as suas experiências e descobertas. Começou a estudar os cristais de ácido tartárico. Descobriu também que as bolhas que o pão por vezes cria são CO2 libertado na fermentação, e que os seres vivos não nasciam do nada, ao contrário do que muita gente, naquela altura pensava. Estudou a morte inexplicável dos bichos da seda, descobriu a vacina contra a raiva e conseguiu arranjar uma forma de esterilizar o material cirúrgico. Actualmente, existe um instituto com o seu próprio nome!

A editora deste livro chama-se Zero A Oito e tem como objectivo mostrar, de uma forma divertida, a vida de muitas figuras importantes da história da Humanidade. As lindíssimas ilustrações deste livro são da autoria de Vasco Gargalo.

Clara Rações, 7º B

sábado, novembro 29, 2008

Dia Mundial da Sida

1 de Dezembro

SIDA:

Síndrome de Imunodeficiência Adquirida

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Doença sexualmente transmissível

Mas NÃO SÓ!

TAMBÉM SE TRANSMITE:

- da mãe para o filho durante a gravidez, parto e aleitamento

- por contacto com sangue infectado

- através de agulhas, seringas e outro material de injecção contaminado

NÃO SE TRANSMITE POR:

- relações sexuais com preservativo usado correctamente

- comida e talheres

- trabalhos de equipa; contactos sociais

- aperto de mãos e abraços

- uso de casas de banho

- tosse e espirros

- picadas de insectos

Muito embora esta problemática do VIH/SIDA tenha surgido inicialmente como um problema de saúde, é cada vez mais um problema de ordem social, com múltiplas implicações na comunidade. Estas implicações, de cariz individual e social, traduzem-se, essencialmente, em hospitalizações prolongadas e/ou frequentes, alterações emocionais com implicações a nível psicológico, dificuldades de manutenção e/ou obtenção de emprego, diminuição das capacidades económicas e o afastamento e/ou rejeição dos elementos de suporte social do indivíduo, nomeadamente, colegas, amigos, vizinhos e, muitas vezes, a própria família.

Já existe um Código de Conduta subscrito por um conjunto de empresas, em que parte delas desenvolvem actividades em países em que a infecção é altamente frequente.

Este código estabelece um compromisso com a não discriminação de pessoas que vivem com VIH, com os esforços de prevenção junto dos colaboradores destas empresas e com o respeito pelo carácter voluntário e confidencial do teste de detecção da infecção.

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http://www.sida.pt/

sexta-feira, novembro 28, 2008

Uma Noite de Cumplicidade

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Vinte e uma horas e um frio de rachar blocos de gelo! A primeira sessão “Dois Dedos de Conversa”, no espaço da livraria “Vemos, Ouvimos e Lemos” contou com um pequeno e simpático grupo de participantes que, apesar do gelo da noite serpense, esqueceram-se temporariamente dos aquecedores e das lareiras, e juntaram-se para criar um bom serão entre alunos, encarregadas de educação, professores e amigos.DSC06966

Uma vez que o tema desta tertúlia era a comida, bem como o seu poder nas nossas vivências e na literatura, a actividade teve início com um jogo de aromas: cada participante retiraria de um saco um guardanapo embrulhado. Nele, encontrava-se encerrado um aroma. De olhos vendados, a pessoa teria, então, que descrever a primeira imagem que viria à sua cabeça.

Os resultados foram divertidos, belos e até inesperados: para Guadalupe Sim Sim (Enc.Ed.), o caril trouxe-lhe más (e ao mesmo tempo cómicas) recordações de infância, uma memória que envolvia uma madrinha e um frasco de caril derramado, empestando o ar onde todos estavam; para Paula Janeiro (Enc.Ed.), o alecrim trouxe-lhe a imagem de uma lindíssima menina, de vestido vaporoso, a percorrer um campo solarengo, num dia de primavera; para a Helena Guerreiro (Psicóloga na ESS), o eucalipto fez-lhe lembrar passeios pedestres, passeios estes que ficaram um tanto ou quanto distorcidos, graças ao aroma do alho, que encheu todo o saco e apagou quase todos os outros cheiros; à aluna Beatriz, depois de cheirar um pimentão verde, ocorreu-lhe apenas a imagem de algo fresco, da cor do legume que acabara de ter nas mãos; para a professora Sandra Costa, a canela trouxe-lhe ecos dos Descobrimentos e de um marinheiro agarrado ao mastro de uma nau carregada, cheia de especiarias agora molhadas e perdidas; porém, ao aluno Miguel Monteiro DSC06974ocorreu-lhe a imagem de crepes quentinhos, cheios de canela; por fim, a aluna Carolina Valente, depois de cheirar um pequeno lima-limão, evocou a imagem de um baú velho, aristocrático, forrado de tecido azul-esverdeado.

Terminada esta brincadeira, falou-se de tudo o que estivesse relacionado com comida: falou-se de queijo e requeijão, de almece, de fruta, de vinho, do comer bem e do comer mal, de modismos à mesa (“o que está agora a dar” é o sushi e a comida vegetariana), e chegou-se a falar até do fenómeno da anorexia e da bulimia, com uma imperatriz Sissi à mistura. Por fim, foram lidas passagens do novo livroDSC06958 de Miguel Esteves Cardoso (Em Portugal Não se Come Mal) e da obra de Joanne Harris, O Vinho Mágico.

As conversas são como as cerejas, dizem os antigos. Por isso, esta actividade não foi preparada ao pormenor. As opiniões, paixões e confissões de cada um teriam que ser espontâneas, abrindo, assim, portas para mais participações, depoimentos e pontos de vista. A verdade é que muito foi dito e falado, numa simples hora e meia!

Resta-nos agradecer à Encarregada de Educação Paula Janeiro pelo seu excelente bolo de chocolate, e ao Paulo Barriga, por nos ter cedido o espaço da sua biblioteca. O Coord. da BECRE também colaborou e registou, para a posteridade, as imagens e sons do encontro.

Para o início de Janeiro, a segunda sessão terá como tema “Os Fantasmas”, e pede-se que os participantes tragam uma lanterna! Até à próxima!

S.C.
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Recomeço

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Nestes versos canto,

Canto o que me vem na alma,

Neles sonho

Um dia estar contigo.

Se um dia te esqueci

Nesse dia enlouqueci,

O que pensava fazer

Era um erro,

Se disse algo,

Menti.

Essa é a palavra certa

Amor

É o que sinto por ti,

E,

Quando penso nisso,

Desperta a felicidade,

Quem não repara fica espantado,

Quem repara fica calado.

Quando o menciono,

Vêm-me as lágrimas,

É como se o sentisse,

Viro mais uma página.

Nela,

Trago tudo o que tinha sonhado,

E eu via

Que tudo se concretizara.clip_image004

Um dia,

Parei para pensar no passado.

Tudo o que tinha na memória

Era tristeza,

E dela me tinha afastado.

E,

Nesse momento,

Parecia que tinha voltado

A solidão

Que, um dia,

Tinha sentido.

Não fazia parte de mim,

Esse sentimento forte,

Um sorriso ninguém via.

Acordei

E senti a mudança.

Nesse momento,

Pensei que o passado

Tinha de esquecer,

Para poder

De novo viver.

És tu a razão

Para o fazer…

Poema de Paulo Estradas, 7º B

Ilustrações de Kathy Osthman e Leophotophile

quarta-feira, novembro 26, 2008

Amanhã, iremos falar de paparoca!!

 

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Como já tinha sido anunciado no nosso Plano Nacional de Leitura, a actividade “Dois Dedos de Conversa” irá ter início amanhã, no espaço da livraria “Vemos, Ouvimos e Lemos”, por volta das vinte e uma horas.

Pretende ser uma pequenina tertúlia, a propósito de um tema à escolha. A partir do mesmo, lêem-se livros, contam-se vivências, trocam-se opiniões…

Como esta irá ser a primeira sessão, decidimos falar de algo que é do agrado de todos, e que pode ajudar a “quebrar o gelo”. Daí até escolhermos o tema da comida, foi um pequeno passo!

E, de facto, muito podemos dizer acerca deste assunto, desde episódios memoráveis ou caricatos das nossas vidas, até livros dedicados a este “pecado mortal”.

Para os “bons garfos” e bons leitores, eis um serão que promete ser divertido para miúdos e graúdos!

Apareçam e… BOM APETITE!!

De Onde É Que Vem A Expressão…

Procurar Um Bode Expiatório

clip_image002William Holman

Os portugueses conhecem muito bem o sentido desta expressão: atirar as culpas a alguém, não importando sequer se ele ou ela é culpado/a de algum mal que foi feito.

A origem deste dito vem de há milhares de anos atrás e tem origens hebraicas: todos os anos, os judeus celebravam “O dia da Expiação”, e para que esse ritual fosse eficaz, um bode era escolhido entre os melhores dos melhores. Seguidamente, cada membro judeu colocava a mão em cima da pobre besta e, à frente de todos, confessava publicamente todos os pecados e pecadilhos que fez ou teve vontade de fazer, ao longo de todo esse ano. Quando terminava, dava o seu lugar a outro que, por sua vez, fazia exactamente o mesmo.

Quando finalmente o grupo inteiro “descarregava” os seus pecados, o coitado do animal era apedrejado até à morte levando, assim, todos os males da comunidade para outro mundo, o mundo dos mortos

. Desde então, “bode expiatório” passou a ser qualquer ser humano que tem que pagar pelos erros que alguém fez ou que todos fizeram…

Brilhar Pela Ausência

clip_image004 Herald Angel

Esta é uma expressão que, infelizmente, está a cair em desuso: dizemos “brilhar pela ausência” quando reparamos que alguém não está presente numa cerimónia, festejo ou ritual de grande importância para a sociedade ou para um grupo. Normalmente, este dito é expressado com muita ironia, pois uma pessoa pode, de facto, “dar nas vistas”… Por não se encontrar num determinado sítio.

Custa a acreditar que esta velha expressão tenha nascido de uma história perfeitamente verídica e muito bem documentada: quando Júnia, viúva de Cássio e irmã de Bruto, morreu, o seu cortejo fúnebre não tinha as máscaras fúnebres nem do seu marido nem do seu irmão. O historiador Tácito escreveu, a propósito deste episódio: “Mas as imagens de Bruto e Cássio, mais que todas, lampejavam por ali não estarem”. Outra tradução não utiliza o verbo “lampejar”, mas sim, as palavras “brilhavam pela sua ausência”.

Por que razão este acontecimento ficou para a história? Expliquemos, então: quando um familiar de uma família muito importante morria, fazia-se um cortejo fúnebre com TODOS os membros da dita. No caso dos mortos, eram criadas máscaras fúnebres. Era como se eles tivessem sido convidados para a cerimónia do enterro. No entanto, Cássio e Bruto assassinaram Júlio César, pelo que os seus rostos “brilharam pela sua ausência”… Em poucas palavras, quando um romano caía em desgraça, era banido da sociedade de muitas maneiras. Uma delas era a chamada “Danação da Memória”, isto é, deixava de ser falado, retratado e mencionado, como se nunca na vida tivesse existido.

segunda-feira, novembro 24, 2008

Baú da Avozinha

Syd Barrett- Antes de Enlouquecer de Vez

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É muito simpático da tua parte

Pensares que eu estou aqui

Mas sinto-me forçado a dizer-te

Que não estou aqui.

E nunca pensei

Que um quarto pudesse ser tão triste,

E nunca pensei

Que um quarto pudesse ser tão grande,

E agradeço-te o facto de teres deitado fora

Os meus sapatos velhos

E de me teres trazido para aqui

Vestida de vermelho.

E pergunto a mim mesmo:

Quem está a escrever esta canção?

Há músicas que nos arrepiam e que nos entristecem, no preciso instante em que as ouvimos. Como, por exemplo, All Apologies, dos Nirvana, canção esta escrita (hoje sabemo-lo) semanas antes de Kurt Kobain cometer suicídio. É como se, só depois da tragédia, todo o seu verdadeiro sentido fosse finalmente desvendado. São músicas com uma história e um final tristes. Ora, Jugband Blues, de Syd Barrett, é uma delas.

Extraordinariamente talentoso, extraordinariamente genial, extraordinariamente electrizante, Syd teria ido muito, muito mais longe do que foi como músico, se não tivesse escolhido o caminho das drogas, particularmente a LSD. Há quem diga que Barrett já possuía uma esquizofrenia latente, e que as drogas mais não fizeram do que despoletar um problema que já nascera com ele. Seja verdade ou não, Syd foi para férias e quando voltou, dias depois, estava à beira da loucura.

A partir daí, foi a queda. São inúmeras as testemunhas que assistiram horrorizadas a um génio que, no cimo do palco, ficava imóvel durante todo o espectáculo, não tocando um acorde da sua guitarra, não cantando, não fazendo nada. David Gilmour, que tinha sido contratado para o grupo com o objectivo de manter o seu amigo de infância “debaixo do olho”, não teve mesmo outro remédio se não substituí-lo de vez.

Jugband Blues foi a última canção escrita para o grupo que ele, ironicamente, fundou: os lendários Pink Floyd. Syd sabia que estava a enlouquecer de vez, sabia que a sua vida nunca mais seria a mesma, que gastaria os seus dias fechado na sua casa, hiper-protegido pelos seus familiares. Numa questão de meses, envelheceu anos, perdeu o brilho electrizante nos olhos. E tudo isto foi captado pela câmara que o filmou pela última vez.

Jugband Blues não é uma canção feliz, é uma canção de despedida. Syd está nitidamente a dizer adeus a tudo e todos. E a banda filarmónica que o acompanha no vídeo está tão louca como ele.

Termina, assim, a despedida:

Não me interessa se o sol não brilha,

Não me interessa se nada é meu,

E não me interessa se me sinto nervoso ao pé de ti,

Farei o meu amor no Inverno.

E o mar não é verde,

E eu amo o mar,

E o que é propriamente um sonho?

E o que é propriamente uma piada?

Syd Barrett morreu em 2006.

Pela segunda vez.

http://br.youtube.com/watch?v=yuL1CCJqHEc

Quentinhos e Bons!!!

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A biblioteca da escola acabou de adquirir uma boa colecção de novos livros, para todos os gostos e idades. Tivemos o cuidado de seleccionar obras que foram escolhidas pelo Plano Nacional de Leitura, para além de termos dado também prioridade a outras de cariz mais prático e científico. Encontram-se expostas, neste momento, para todos tocarem, folhearem e levarem para casa.

Aqui vai a lista delas:

1- Stardust, de Neil Gaiman;

2- Fernão Capelo Gaivota, de Richard Bach;

3- O Triunfo dos Porcos, de George Orwell;

4- Mulherzinhas, de Louisa May Alcott;

5- Porque Não Congelam os Pinguins? Mick O’Hare;

6- A Ilha do Tesouro, obra de Robert Louis Stevenson, adaptada por Claire Ubae, ilustrações de François Roca;

7- A Rapariga que Roubava Livros, de Markus Zusak;

8- Alexandre Magno, de Pau Miranda e Christian Inaraja;

9- O Regresso dos Dragões, de A.J. Lake, volume I;

10- Caçadores de Tempestades, de Paul Stewart e Chris Riddell;

11- Breve História de Quase Tudo, de Bill Bryson;

12- Sonho de Uma Noite de Verão, de William Shakespeare;

13- Titus, O Herdeiro de Gormenghast, de Mervyn Peake;

14- Série Memórias de Idhún, de Laura Gellego Garcia.

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Agradecemos também à professora Emília Sarmento, por nos ter doado uma lindíssima obra literária portuguesa: O País das Uvas, de Fialho de Almeida.

Afinal, estamos quase a chegar ao Natal!!

Livro da Semana

Maldade Pura e Negra, Debi Gliori

A Autora


Ora aqui está um livro que agradará a todas as pessoas que possuem uma imaginação prodigiosa, e o próprio título já nos dá um cheirinho do que as próximas horas de leitura nos reserverão: Maldade Pura e Negra.
A história conta-nos a incrível, fabulosa e bizarra saga da família Strega-Borgia, e cada membro é mais estranho do que o outro (não dizemos nada, leiam!). Além disso, coleccionam monstros de estimação e têm um castelo belo, estranho, imponente, caríssimo… que está a cair aos bocados.
Ora um belo dia, quando foram às compras para comprar fraldas para a bebé Damp, o telhado do majestoso edifício decide cair de uma vez por todas em cima do carro onde todos estavam, e só se safaram por um triz porque Titus, o irmão de doze anos, não conseguindo suportar o cheiro da fralda mal-cheirosa da irmã, toma a decisão de sair do automóvel. O pai, então, desapertou o cinto da bebé, tirou-a … E eis que o telhado do castelo caiu mesmo em cima do carro deles!!! Mais tarde, Titus dirá ironicamente que aquele foi o único caso da História da Humanidade em que se poderia dizer que uma fralda suja tinha salvo várias vidas.
A família vê-se forçada a abandonar o seu “Lar, Doce Lar”, acabando por se instalar temporariamente no Hotel de Auchenlochtermuchty. Entretanto, enquanto esperam, era suposto as obras estarem a correr bem, e daqui a uns mesitos, lá voltariam a viver na sua querida “casita”…
Só que parece que os deuses estão contra eles: as obras do castelo nunca mais parecem ter fim, porque os próprios construtores, que querem comprá-lo, andam a fazer os possíveis para o destruir, em vez de o consertar…
Recomenda-se este livro a todos os leitores que precisam de umas boas gargalhadas e a todos aqueles que adoram o humor negro!

sábado, novembro 22, 2008

PESSOA ASTROLÓGICO

 

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A pedido de “várias famílias”, desvelamos um pouco mais do simbolismo astrológico na obra de Fernando Pessoa…

O poema do “Mar Português” (segundo livro da “Mensagem”) que consagra o signo de SAGITÁRIO (de 22/Novembro a 22/Dezembro), homenageia a figura de Vasco da Gama. Navegador, homem de guerra e de Estado, Gama rasgou o oceano e rumou, confiante, às míticas Índias, abrindo uma nova estrada marítima às trocas comerciais e culturais. Pela sua mão, Ocidente e Oriente, (conhecimento e sabedoria), davam, entre tormentas e assombros, os primeiros passos (ainda que tormentosos) no caminho da Religação.

IX. ASCENSÃO DE VASCO DA GAMA

Os Deuses da tormenta e os gigantes da terra

Suspendem de repente o ódio da sua guerra

E pasmam. Pelo vale onde se ascende aos céus

Surge um silêncio, e vai, da névoa ondeando os véus,

Primeiro um movimento e depois um assombro.

Ladeiam-no, ao durar, os medos, ombro a ombro,

E ao longe o rastro ruge em nuvens e clarões.

Em baixo, onde a terra é, o pastor gela, e a flauta

Cai-lhe, e em êxtase vê, à luz de mil trovões,

O céu abrir o abismo à alma do Argonauta.

No signo de SAGITÁRIO, simbolizado pela figura mitológica do Centauro (cuja metade inferior do corpo é animal e a metade superior humana), são unificados os três planos da existência: o plano Instintual, representado pelo corpo do cavalo; o plano Mental, simbolizado pelo cavaleiro; o plano Espiritual, representado pelo arco e flecha que o centauro empunha. Flecha de fogo apontada às "estrelas", numa imagem poderosa da busca do sentido último da existência humana…

Em Sagitário, a consciência humana reconstrói-se numa nova síntese (terrestre/celeste, inconsciente/consciente, instintivo/racional, Matéria/Espírito). Compreendendo e assumindo integralmente os seus aspectos carnais, materiais (mercantis!), o indivíduo/arqueiro (sagittarius significa arqueiro, em latim) alinha o seu coração com os céus e orienta a flecha da Alma em direcção às estrelas. Em resposta, “o céu abre o abismo à alma do Argonauta”.

O impulso é de superação, de transcendência… dos instintos à razão… da razão à consciência… A flecha é o que voa. E é voando em céu aberto que verificamos como o mundo é diminuto nos seus limites e imenso nas suas potencialidades…

Busca inspiração na vida e realizações de Vasco da Gama em:

http://www.vidaslusofonas.pt/vasco_da_gama.htm

sexta-feira, novembro 21, 2008

Mês da Ciência

Exposição – Sólidos de Platão


Articulação das disciplinas de Matemática A e Filosofia





Turmas: 10ºA, 10ºB e 10ºC


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De 17 a 30 de Novembro


VISITA-NOS NA BIBLIOTECA ESCOLAR!





Viaja connosco no Mundo das Ideias, das Formas e dos Volumes!

quinta-feira, novembro 20, 2008

De Onde É Que Vem A Expressão…

Agarrar a ocasião/oportunidade pelos cabelos

clip_image002 A Deusa “Fortuna”

Muito podemos nós falar do cabelo, e de como ele tem sido olhado, ao longo da História da Humanidade: a título de exemplo, os egípcios, por questões higiénicas, tinham o hábito de o rapar completamente, o que não os impedia de usarem perucas, para parecerem mais belos e jovens. Mas tirando algumas excepções, durante muitos, muitos séculos, os homens usavam-no comprido e lustroso, tal como as mulheres. Porém, uma farta cabeleira, no sexo feminino, era sinal de sensualidade e de feminilidade, enquanto que, no “sexo forte”, era sinal de força viril e de poder. Afinal, todos nós conhecemos a história de Sansão e de Dalila: quando a mulher deste herói da Bíblia descobriu que a força dele vinha dos seus cabelos, depressa arranjou maneira de os cortar, enquanto o seu esposo dormia.

De facto, foi só no século XIX que a Europa começou a achar que os cabelos compridos eram “coisa de mulheres”. Até lá, os homens tinham-nos bem compridos e bem cuidados. Com efeito, o próprio Jesus Cristo é retratado em milhares de ilustrações e quadros com uma lindíssima cabeleira que lhe emoldura os ombros.

Mas agora, voltemos ao que importa: de onde vem a origem desta expressão?

Os romanos tinham uma deusa, de nome “Fortuna” ou “Ocasião”. A sua função consistia em estar presente na vida dos homens, precisamente no momento em que a nossa vida podia mudar. Era representada muitas vezes com asas e uma enorme mecha de cabelo na parte dianteira, embora fosse careca na parte de trás. Um dos pés estava apoiado numa roda (a “Roda da Fortuna” ou “Roda da Vida”), enquanto que o outro ficava suspenso no ar. Dizia-se que a única forma de a agarrar, era pela sua enorme cabeleira de frente… Ora, esta tarefa, como devem calcular, não era fácil: Fortuna era rápida como a luz, por isso, só os humanos corajosos, que não tinham medo de arriscar, é que se atreviam a fazer tal coisa. Como reagia a Deusa? Recompensava os destemidos heróis, é claro! Daí o significado desta expressão: “agarrar a ocasião pelos cabelos” é o mesmo que dizermos que vamos dar tudo por tudo, arriscar. Ou seja, não vamos ficar à espera que as coisas nos caiam do céu…

Andar Com O Credo Na Boca

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É o que dizemos, quando conhecemos alguém que anda cheio de preocupações ou dificuldades financeiras.

A expressão está ligada ao sofrimento do povo judeu e da criação da Santa Inquisição no século XVI, em Portugal, pelo rei D. João III. Quando este poderosíssimo tribunal católico iniciou a sua perseguição, muitos judeus fizeram-se passar por cristãos (e quem os censura?). Para que o disfarce fosse eficaz, decoravam a oração mais importante de então, o “Credo” (“Creio” em latim), e debitavam-na à frente dos carrascos e dos santos padres da Igreja. Foi assim que vários conseguiram escapar à fogueira…

Já agora, aproveitamos para lembrar que, ainda hoje, o “Credo” é, segundo a religião católica, a mais importante oração da manifestação da nossa fé, mais importante ainda do que o “Pai Nosso” ou a “Ave Maria”. O povo, no entanto, habituou-se a dar mais valor às duas últimas orações…

quarta-feira, novembro 19, 2008

REVISITANDO OS CONTOS INFANTIS

No passado dia 17 de Novembro, comemorou-se o Dia do Não Fumador. Revisita connosco o conto tradicional A Lebre e a Tartaruga, na adaptação “pós-moderna” feita, por ocasião desta data, por um grupo de alunas da turma E do 11º ano (Curso Tecnológico de Acção Social):

 

A LEBRE FUMADORA E A TARTARUGA DESPORTISTA

Era uma vez uma Lebre e uma Tartaruga. A Lebre fumava muito e era muito magra. A Tartaruga tinha grandes músculos. Certo dia a lebre disse assim à tartaruga:

- Queres fazer uma corrida comigo?

E a Tartaruga respondeu:

- Sim, pode ser! Eu vou ganhar, de certeza!!

- Oh, sim?! Eu é que vou ganhar, porque sou bem mais rápida que tu. – disse a Lebre.

Porém, a lebre esqueceu–se de que fumava muito e, por isso, não aguentava correr por muito tempo.

A tartaruga começou a treinar, para se preparar para a corrida e, enquanto o fazia, era observada pela lebre, que dizia:

- Não vale a pena treinares, amiga tartaruga. Nunca chegarás ao meu nível.

Chegou o dia da corrida! A lebre e a tartaruga posicionaram–se e, após o sinal, partiram.

A tartaruga corria o mais rápido que conseguia, até que foi ultrapassada pela lebre. Esta, visto já estar a uma longa distância da sua concorrente, parou para fumar um cigarro, e pensou:

- Ela vem tão devagar que tenho tempo para fumar um cigarrinho. Ai… Adoro fumar!!!

Enquanto fumava, nem reparou que a tartaruga se ia aproximando da meta. Ao deparar–se com esta situação, a lebre pensou:

- Vou correr muito rápido, para lhe ganhar.

A lebre tentou correr o mais rápido que pôde mas não conseguiu ultrapassar a tartaruga, pois fumava muito e os seus pulmões estavam muito fracos.

A tartaruga venceu a corrida. Depois da sua vitória, todos foram festejar com ela, e a própria lebre acabou por se juntar à festa.

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Leitor do Mês

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Feitas as contas pelo computador, concluímos que o leitor do mês foi uma aluna do 12º D, de nome Ana Barão. Num só mês, leu quatro obras! Esperemos que esta pequena homenagem inspire os restantes alunos desta escola!
O prémio será, obviamente, um livro, a ser entregue no final deste mês.

terça-feira, novembro 18, 2008

A VOL recomenda…

Para esta semana, a livraria Vemos, Ouvimos e Lemos, sugere três obras literárias que nos darão muito que pensar. Ora, aqui estão elas:



A Casa do Silêncio, Orhan Pamuk


Prémio Nobel da Literatura em 2006, Orhan Pamuk é um escritor turco que, para raiva dos nacionalistas do seu país, assumiu, perante as câmaras e o mundo inteiro, a culpa da sua nação por um dos primeiros genocídios de todos os tempos: o genocídio arménio. Esta vergonha nacional, que ainda hoje é um embaraço para os turcos, granjeou-lhe a admiração mundial, mas não a simpatia do seu povo.
Pamuk é mais conhecido pela sua obra Neve, onde se fala de uma estranha onda de suicídios e todas as vítimas são mulheres. Desta vez, A Casa do Silêncio retrata na perfeição o conflito entre gerações, a propósito de uma Turquia cada vez mais “americanizada”, ao mesmo tempo que tenta preservar as suas raízes históricas, religiosas e culturais. Fatma, uma viúva com cerca de noventa anos, assiste ao triste espectáculo de a sua querida cidade portuária ser transformada numa estância turística, bem ao estilo ocidental. O que pensa esta mulher, quando presencia estes “novos tempos”?
Primorosamente escrito, eis uma excelente prenda de Natal para alguém que amamos.

Os Ratoneiros, William Faulkner



No início do século XX, os ladrões, nos Estados Unidos da América, eram vulgarmente conhecidos por outro nome: “Ratoneiros”. A origem da palavra é óbvia: rápidos, manhosos e silenciosos (como os ratos), conseguem tirar tudo o que desejam: carteiras, carros, chaves… Este livro conta a história de Lucius Priest, um miúdo com apenas onze anos, e Boon Hogganbeck, um empregado da família de Lucius. Boon convence o jovem rapaz a roubar o espectacular carro do seu avô e, juntos, partem para a aventura. Pelo caminho, encontram Ned McCaslin, um cocheiro negro, que se juntará aos dois. Temos, então, um trio muito improvável: um negro resignado à segregação racial, uma criança de onze anos e um empregado espertalhão cheio de “lábia”.Ao mesmo tempo que acompanhamos as personagens, vamos conhecendo uma América profunda, conservadora, racista e sedenta de dinheiro.
Uma América que, para o bem ou para o mal, ainda existe…


As Cidades Invisíveis,
Italo Calvino


Ora aqui temos nós um dos livros mais estranhos e mais fascinantes, alguma vez escritos. Há duas personagens: o viajante Marco Polo e o rei Kublai Khan, neto de Gengis Khan. Os dois conversam, conversam, conversam… Falam de quê? De cidades, obviamente, de cidades perfeitas, de como deviam ser as cidades, o seu impacto, o seu cheiro, a sua existência nos corações dos homens.São 50 mini-histórias interligadas, cada uma levando a outro espaço, a outro lugar, a outro mundo, a outro universo…



Para quem ama verdadeiramente as palavras.



Uma Alma de Luz

Auto-Retrato




Quando nós pensamos que as pessoas já não nos surpreendem, eis que algo nos faz mudar de ideias. E não se trata de uma estrela de cinema, de um milionário, de um cantor famoso, de um escritor ou jogador de futebol. Esta história é a história de um homem simples e anónimo, igual a todos nós.
Quando João Barreto Gomes, um pacato professor de Educação Visual, descobriu que tinha um cancro, decidiu lutar contra ele até não poder mais. Mas a doença venceu-o, doze anos depois.
É então que, meses antes de morrer, fez algo completamente imprevisto para a família e todos os seus amigos mais chegados: decidiu leiloar na Internet toda a sua vida. Para onde irá esse dinheiro? Para a AMI, para aqueles que mais necessitam de auxílio, de remédios, de consolo e esperança.
Todos os objectos deste leilão, desde uma simples caneta ou uma pintura da sua autoria, valem apenas um euro. Ganhará, como acontece em todos os leilões, a licitação máxima. Mas vale a pena fazermos parte desta boa acção.

http://leilaojoaogomes.blogspot.com/

Por uma boa causa.

segunda-feira, novembro 17, 2008

Lição de Vida – Aprender a Sermos Tolerantes

Lágrima de preta

Encontrei uma preta

que estava a chorar,

pedi-lhe uma lágrima

para a analisar.


Recolhi a lágrima

com todo o cuidado

num tubo de ensaio

bem esterilizado.

Choral Dance- do site Artsfro

Olhei-a de um lado,

do outro e de frente:

tinha um ar de gota

muito transparente.


Mandei vir os ácidos,

as bases e os sais,

as drogas usadas

em casos que tais.


Ensaiei a frio,

experimentei ao lume,

de todas as vezes

deu-me o que é costume:


Nem sinais de negro,

nem vestígios de ódio.

Água (quase tudo)

e cloreto de sódio.

Poema de António Gedeão

Recolhido pela aluna Margarida Machado, a propósito do Dia Internacional da Tolerância, 16 de Novembro